segunda-feira, 28 de março de 2011

BISPOS E ARCEBISPOS QUE JÁ ADMINISTRARAM A ARQUIDIOCESE DE NATAL


Dom Joaquim Antônio de Almeida 

O primeiro Bispo de Natal, Dom Joaquim Antônio de Almeida, (1910-1915), veio do Piauí. Instalou o Seminário Diocesano e nomeou o Monsenhor Alfredo Pegado como reitor. Também criou o colégio diocesano e o confiou aos padres da Sagrada Família. Conheceu a situação religiosa do povo através das visitas pastorais às paróquias do interior, enfrentando longas viagens, que duravam meses seguidos, tendo o cavalo como condução. Restaurou a paróquia de São Gonçalo do Amarante e criou a paróquia de Taipu. Ordenou dez padres. Exerceu o seu múnus até 15 de junho de 1915, quando renunciou ao Bispado, depois de ter sofrido um derrame cerebral, enquanto fazia Visita Pastoral na paróquia de Canguaretama. Depois da renúncia, residiu em Goianinha-RN, em Bom Conselho-RN e em Macaiba-RN, onde faleceu a 30 de março de 1947.
Fonte: Pe. Normando Pignataro Delgado 

Lixo


“A maior necessidade do nosso tempo é eliminar a enorme massa de lixo mental e emocional que atulha nossas mentes e torna toda vida política e social uma doença em massa. Sem essa faxina, não podemos começar a ver. Se não vemos, não podemos pensar.” (Thomaz Mertom)

CF11 - AQUECIMENTO GLOBAL


 É uma mudança climática que traz consigo uma série de desdobramentos. Essa mudança acontece quando há alterações no valor médio da temperatura, para mais ou para menos.Essa ocorrência se deve a um fenômeno denominado de "efeito estufa".

O efeito estufa é uma espécie de "instrumento", mediante o qual a terra oferece uma temperatura media constante, necessária para a vida.
 
1.1 RELAÇÃO ENTRE O AQUECIMENTO GLOBAL E ATIVIDADES     HUMANAS
A terra vem se aquecendo desde o ano de 1750 período em que coincide com a implantação do sistema industrial de muitos Países além    das derrubadas e queimadas de árvores.
 
1.2 ATIVIDADES DO SER HUMANO QUE MUDARAM O PLANETA
A implantação do sistema industrial de produtos de bens de consumo.
 
Aumento da população mundial ultrapassa a 6,5 bilhões de pessoas.
 
Aumento da criação de gado- responsável em parte pela produção do gás metano.
 
 O uso da água- desigualmente distribuída.
 
1.3 A ENERGIA, TEMA CENTRAL NAS DISCUSSÕES SOBRE EMISSÃO DE GASES DE EFEITO ESTUFA.
O desenvolvimento econômico alcançado com a industrialização foi possibilitado por fontes energéticas renováveis e não renováveis.
 
As fontes não renováveis são combustíveis fosseis (carvão, petróleo, gás natural) e urânio, de onde obtemos energia por um processo de fusão nuclear.
 
Fazem parte das fontes de energia renováveis a energia solar, eólica, geotérmica (aproveita o calor das camadas inferiores da terra), energia dos oceanos, energia hidrelétrica e energia de biomassa.
 
A QUESTÃO ENERGETICA E O NEODESENVOLVIMENTO DAS POLITICAS PUBLICA
-Desmatamento da floresta Amazônica
- O agronegócio, estratégico para o neodesenvolvimento
 -O uso da tecnologia de produzir segundo o modelo industrial
 
 1.5 O ÊXODO RURAL, ÊXODO DA NATUREZA
 
-O inchaço humano na área urbana
-A busca por melhores condições de vida
-Convivem com as conseqüências das enchentes, deslizamentos, destruição de moradias

domingo, 27 de março de 2011

CF-2011 - "Olhai os lírios do campo...olhai as aves do céu".


"Aprendei dos lírios do campo: como crescem e não se matam de trabalhar, nem fiam. E, no entanto, vos asseguro que nem Salomão, em todo o seu esplendor, se vestiu como um deles. Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que existe hoje e amanhã será lançada ao forno, não fará ele muito mais por vós, homens fracos na fé?... Olhai as aves do céu: não semeiam, nem colhem, nem ajuntam em celeiros. E, no entanto, vosso Pai as alimenta.


Ora, não valeis mais do que isso? Quem dentre vós, com as suas preocupações, pode prolongar por pouco que seja, a duração de sua vida?... 
Buscai, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas.


Não vos preocupes, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal..."Olha os lírios do campo..." (Mt, 6,27; Lc 12,12) "No princípio Deus criou o céu e a terra e viu que tudo era bom" (Gn 1).


Deus criou o homem e mandou que ele dominasse todas as criaturas. Disse a Noé ao sair da Arca que, com seus filhos desse uma nova ordem no mundo estabelecendo com eles uma aliança de paz, pois antes surgira a corrupção da humanidade.


Veio então o dilúvio. Novamente o orgulho e a ambição dominam o coração humano, mas com a bondade de Deus, o mundo se refez. No entanto, o coração do homem envaidece e todos dão início à Torre de Babel: a confusão de línguas e a dispersão dos povos. É sempre o homem transtornando a obra de Deus (Gn 9, 1ss; 11ss).


Deixou-nos, porém, Deus, o símbolo da aliança – o Arco-Íris – dizendo: "Quando o arco estiver na nuvem, eu o verei e me lembrarei da aliança eterna que há entre Deus e os seres vivos com toda a carne que existe sobre a terra". Da parte de Deus a promessa permanece, mas o homem continua destruindo a ordem estabelecida na criação do Universo, a Vida do Planeta.


A CAMPANHA DA FRATERNIDADE 2011, proposta pela Igreja no Brasil – CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – quer, justamente, lembrar as palavras de São Paulo na Carta dos Romanos, 8,22: "A criação geme em dores de parto". A Vida do Planeta está sendo destruída pelas mãos do homem. Estamos sentido as mudanças climáticas e destruição em todos os cantos da Terra. A questão ecológica não encontra preocupação em grandes potências mundiais. O aquecimento global, fruto de um enriquecimento desumano, está aí com seus tremendos resultados.


Ninguém tem o direito de explorar de maneira irracional os bens naturais: água, minérios, florestas e tantos outros, deixando para traz um rastro de destruição e morte. Os gemidos dos povos – o mundo global – "sofre como em dores de parto": é a natureza destruída pela ganância de lucros rápidos com um sistema econômico destruidor e construtor de morte.


É o grito do mar dizendo que as ondas vão invadir a terra. É o vento enfurecido falando dos incêndios. Certamente assim, a continuar, com a destruição da natureza, Criação de Deus, dias terríveis virão. O planeta não suporta tanta destruição quando se visa apenas o lucro: florestas devastadas, queimadas abrindo lareiras imensas para plantação de "outras riquezas"...
Aí está o efeito estufa; aí está a destruição do meio ambiente. Vamos ouvir a admoestação da Campanha da Fraternidade: conservar, para nós mesmos, a VIDA DO PLANETA e obedecer a ordem de Deus: Dominar a Terra e não destruí-la, para o nosso próprio bem.


"Senhor Deus, nosso Pai e Criador, a beleza do Universo revela a vossa grandeza... e o eterno amor que tendes por todos nós. Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra... A beleza que criastes está sendo devastada e a morte aproxima-se do nosso Planeta..." criação geme em dores de parto". Perdoai-nos, Senhor! "Olhai os lírios do campo...olhai as aves do céu".

Dom Jaime Luiz Coelho
1º Arcebispo de Maringá


Fonte:http://www.odiario.com/opiniao/noticia/400733/campanha-da-fraternidade-2011/

Jesus e a samaritana


Artigo de Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro

RIO DE JANEIRO, domingo, 27 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos artigo do arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani João Tempesta, divulgado nesse sábado à imprensa, intitulado ‘Jesus e a samaritana'.
* * *
Durante estes dias da Quaresma, o nosso itinerário batismal tem neste domingo um sinal claríssimo sobre o sinal da Água e a importância do encontro com Jesus, o Cristo. Neste ano, de maneira especial aparece este sinal, que nos ajuda a caminhar para a renovação das promessas batismais na vigília pascal.

Este domingo, chamado da "samaritana", é o terceiro Domingo da Quaresma (cf.Jo 4,5-42). A hostilidade entre judeus e samaritanos conhecemos por outros episódios, como, por exemplo, o caso do chamado "bom samaritano". As relações entre judeus e samaritanos eram de hostilidade constante e a Samaria era considerada território impuro para o ambiente judaico, de modo que não se deveria cruzá-la durante os percursos das viagens.


Jesus quis passar pela Samaria como uma necessidade salvífica, teológica, porque nas suas intenções (que são aquelas do Pai), tinha a vontade de que também aquele povo, como todos os outros existentes, entrassem na ordem da salvação, tornando-se destinatário do anúncio do Reino e da vida nova trazida pelo Cristo.

A objeção dessa mulher: "Tu que és um judeu pedes de beber a uma mulher samaritana?" dá oportunidade a Jesus para anunciar o amor infinito de Deus, a universalidade da salvação e para comunicar a nova dimensão da vida, que agora está totalmente renovada e foi estabelecida com o Reino para todos os povos e indivíduos, homens e mulheres. Superam-se as barreiras, as restrições e as divisões étnicas e raciais.


A água tornou-se a motivação do anúncio. Vemos os vários episódios sobre ela como um símbolo e um "lugar" de salvação e novidade de vida. Recordemos isso como em Meriba, quando o povo de Israel, nômade no deserto, vê a água jorrar da rocha para saciar o povo. Também a vemos no dilúvio, quando a água é destrutiva da raça humana, que deu a oportunidade de Deus mostrar a sua misericórdia para com o homem e o mundo na restauração completa da humanidade. O grande sinal desse tempo no êxodo foi a passagem do Mar Vermelho, quando as águas foram divididas para o povo de Deus passar para o outro lado e depois se fecharam sobre os egípcios. Quando a lança do soldado atingiu o lado de Jesus no alto da cruz, saiu água e sangue: o sinal do Batismo e da Eucaristia.

É dessa mesma água de vida eterna que Jesus está falando com a mulher samaritana no poço de Jacó. Ele deixa claro que a água viva é o próprio Cristo, dom do Pai à humanidade, e que acolhendo-O se obtém a salvação e a vida plena, não importa se samaritanos, ou judeus, palestinos, gregos ou outros. Como a água que sacia todos os homens, e todos estão prontos para usá-la quando estão sob o domínio da sede, assim o Cristo sacia toda a humanidade, reconciliando-a com o Pai, para tornar-se referência vital e indispensável.
Jesus satisfaz a nossa fome e a nossa sede, e com a sua presença e o seu anúncio podemos ter a certeza de sermos exaltados e postos ao seu lado e perante o mundo. Foi o que saiu anunciando a Samaritana a todos.

Dessa água da vida e da salvação, todos nós precisamos! Saciar a sede na fonte, que é Cristo, é cultivar em nós mesmos o equilíbrio, a confiança, a constância de espírito, experimentando a salvação n'Ele.


Ao comentar a liturgia do terceiro domingo deste tempo favorável, o Papa Bento XVI ensina que: "O pedido de Jesus à Samaritana - ‘Dá-me de beber' (Jo 4, 7) -, que é proposto na liturgia do terceiro domingo, exprime a paixão de Deus por todos os homens e quer suscitar no nosso coração o desejo do dom da ‘água a jorrar para a vida eterna' (v. 14): é o dom do Espírito Santo, que faz dos cristãos ‘verdadeiros adoradores' capazes de rezar ao Pai ‘em espírito e verdade' (v. 23). Só esta água pode extinguir a nossa sede do bem, da verdade e da beleza! Só esta água, que nos foi doada pelo Filho, irriga os desertos da alma inquieta e insatisfeita, ‘enquanto não repousar em Deus', segundo as célebres palavras de Santo Agostinho".

Depois do anúncio da samaritana, todos os que chegaram até Jesus, devido ao seu testemunho, foram unânimes em dizer: nós mesmos vimos e sabemos que Ele é o Cristo!


A experiência do cristão, que renasce no batismo e se torna discípulo de Jesus, será ainda maior quando os que ele encontrar pela vida ou que evangelizar disserem a mesma coisa, ou seja, que o testemunho foi o início, mas, agora, amadureceram e se encontraram com o Cristo vivo. Assim, a nossa missão leva as pessoas ao aprofundamento da fé e ao encontro com Jesus, multiplicando os discípulos missionários.


Fonte:http://www.zenit.org/article-27589?l=portuguese

Vivonafé Notícias - Deus toca o coração do homem e espera paciente sua resposta, afirma o Papa



Vaticano, 27 Mar. 11 / 01:41 pm (ACI)

Um numeroso grupo de fiéis se congregou este domingo ao meio dia na Praça de São Pedro para rezar o Ângelus dominical com o Papa Bento XVI, quem antes da oração Mariana ressaltou que Deus respeita a liberdade de toda pessoa e por isso "toca seu coração e espera com paciência sua resposta".

"O cansaço de Jesus, sinal de sua verdadeira humanidade, pode ser visto como um prelúdio de sua paixão, com a qual nos realizou em plenitude a obra de nossa redenção", disse o Santo Padre ao meditar sobre o Evangelho de hoje, em que se narra o encontro de Cristo com a samaritana que vai ao poço a recolher água.

O Papa afirmou que "no encontro com a samaritana no poço, surge o tema da 'sede' de Cristo, que culmina no grito na cruz: 'Tenho sede'. Certamente esta sede, como o cansaço, tem uma fase física. Mas Jesus, como diz Santo Agostinho, 'tinha sede da fé daquela mulher', como da fé de todos nós".

"Deus Padre enviou Cristo para saciar nossa sede de vida eterna, dando-nos seu amor, mas para fazer este dom, Jesus pede nossa fé. A onipotência do Amor respeita sempre a liberdade do homem: toca à porta do seu coração e espera com paciência sua resposta".

O Pontífice refletiu sobre os símbolos presentes no encontro com a samaritana: "a água, alude claramente ao sacramento do Batismo, fonte de vida nova para a fé na Graça de Deus. Esta água representa o Espírito Santo, o 'dom' por excelência que Jesus veio nos dar de parte de Deus Pai. Quem renasce da água e do Espírito Santo entra em uma relação real com Deus, uma relação filial".

"Cada um de nós -disse o Papa- pode colocar-se no lugar da samaritana: Jesus nos espera, especialmente neste tempo de Quaresma, para falar com nosso, ao próprio coração. Detenhamo-nos em silêncio. Escutemos sua voz que nos diz: 'Se conhecesses o dom de Deus'".

"Que a Virgem Maria nos ajude a que não faltemos a este encontro, do qual depende nossa verdadeira felicidade", concluiu.

Ao final do Ângelus, o Papa dirigiu aos peregrinos de língua portuguesa a seguinte saudação:

Saúdo os peregrinos de língua portuguesa,
em particular a comunidade romana dos fiéis brasileiros, que está realizando a sua peregrinação quaresmal, e os alunos e professores do Colégio de São Tomás em Lisboa, que recordam a minha Visita a Portugal do ano passado. Agradecido pela vossa presença e união na oração, desejo a todos a água viva que Jesus ofereceu à Samaritana, dizendo-lhe que a mesma se torna uma fonte que jorra para a vida eterna. Que Deus vos guarde e abençoe!

Fonte:http://www.acidigital.com/noticia

segunda-feira, 14 de março de 2011

Vivonafé Notícias - Fotos da Visita do Pe. Robson de Oliveira


Visita do Pe. Robson de Oliveira
O reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), Pe. Robson de Oliveira Pereira, C.S.s.R. visitou a Arquidiocese de Natal, dia 13 de março de 2011. Às 17h30, em frente à Catedral Metropolitana, diante de uma multidão de 30 mil fiéis, Pe. Robson presidiu celebração eucarística.
     
Fotos: Cacilda Medeiros / José Bezerra
A partir das 13h, a Catedral ficou lotada de fiéis, para adorar ao Santíssimo Sacramento
Em frente à Catedral, uma multidão esperava o início da missa
Chegada do Pe. Robson
Atendendo a uma senhora, com 97 anos de idade
Atendendo à imprensa
Com o Arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macêdo
Com padres redentoristas que residem em Natal
Frei Welinton Silva, comentarista da missa
Entrada do Pe. Robson, com a imagem do Divino Pai Eterno
Governadora Rosalba Ciarline e o Ministro da Previdência, Garibalde Alves Filho
Incensação do altar
Acolhida do Arcebispo, Dom Matias Patrício de Macêdo
Ministério da Canção Nova animou a celebração
Fiéis contritos participam da celebração
Ritos iniciais da celebração
Momento da proclamação das leituras
Pe. Robson, presidente da celebração
Diác. Hélio Moreira proclamou o Evangelho
Momento da homilia
Oração Eucarística
Oração Eucarística
Caravanas de todo o RN e até de outros estados participaram da celebração
Momento da bênção da água, do sal e de outros objetos
Bênção final
Padres e diáconos presentes à celebração
Apresentação dos padres e diáconos
Com uma criança filha de pais devotos do Pai Eterno
Entrevista do Frei Welinton para a Rede Vida
Dom Matias, a Governadora Rosalda Ciarline, Pe. Robson e o Ministro Garibalde Alves
Pe. Aerton Sales, pároco da Catedral, com a imagem do Pai Eterno 

Vivonafé Notícias - Devoção ao Pai Eterno atrai milhares de pessoas em Natal

Devoção ao Pai Eterno atrai milhares de pessoas   


Uma multidão, calculada em mais de 30 pessoas, lotou a frente da Catedral Metropolitana de Natal e adjacências, na tarde e início da noite, do último domingo, 13 de março. Eram pessoas oriundas de municípios de todos os recantos do Rio Grande do Norte e de estados vizinhos.

A programação começou às 13 h, com adoração ao Santíssimo Sacramento, no interior da Catedral Metropolitana. A partir das 15 horas, o ministério de músicas da Comunidade Canção Nova começou a animar a multidão, em frente

Foto: José Bezerra

Pe. Robson durante a celebração em Natal
à Catedral. Às 16h45, o Pe. Robson de Oliveira, reitor do Santuário Basílica do Divino Pai Eterno, em Trindade (GO), chegou à Catedral. Às 17h30, teve início a celebração eucarística, presidida pelo Pe. Robson, concelebrada pelo pároco da Catedral, Pe. Aerton Sales, e por outros padres da Arquidiocese de Natal. No início da celebração o reitor do Santuário foi acolhido pelo Arcebispo de Natal, Dom Matias Patrício de Macêdo. A governadora do Estado, Rosalba Ciarline, e o Ministro da Previdência Social, Garibalde Alves Filho, também participaram da celebração.
Em meio ao olhar atento da multidão, Pe. Robson proferiu a homilia, reforçando a necessidade e a importância de os fiéis participarem, ativamente, da vida da Igreja. A celebração terminou às 19 horas e foi transmitida pela Rádio Rural de Natal e pela Rede Vida de Televisão.

Pe. Robson é membro da Congregação dos Missionários Redentoristas e, desde 2003, está à frente do Santuário Basílica, em Trindade (GO). Para divulgar a devoção ao Divino Pai Eterno, ele utiliza os Meios de Comunicação. Atualmente, está, diariamente, na Rede Vida de Televisão, rezando a novena dos Filhos do Pai Eterno, de segunda a sexta, às 10h, às 17h e às 20h, e, aos sábados, às 12h, às 17h e às 21 horas; e a da Perpétuo Socorro, de segunda a sexta, às 8h30 e às 14h, e aos sábados, às 12 horas. A Rede Vida também transmite, todos os domingos, às 17h30, a missa, presidida pelo Pe. Robson.

Em 2009, o reitor do Santuário Basílica deu início a um projeto de levar a imagem do Pai Eterno a várias cidades brasileiras. O projeto fazia parte das comemorações dos 170 anos de devoção ao Pai Eterno, nas terras goianas, completados em 2009. Em cada cidade, milhares de pessoas participam da celebração. 


Fonte:http://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not1403peterno.htm

Vivonafé Notícias - Nossa Senhora e a conversão da Rússia


Nossa Senhora e a conversão da Rússia

Entrevista com o Pe. Erich Fink

ROMA, domingo, 13 de março de 2011 (ZENIT.org) - A conversão da Rússia é o sonho do padre Erich Fink desde que ele trabalhava na lavoura, na Alemanha, aos 10 anos de idade.
Agora sacerdote, trabalhando pastoralmente em Berezniki, na Rússia oeste-central, ele explica nesta entrevista que o chamado de Nossa Senhora de Fátima a rezar pela conversão da Rússia continua valendo.

Padre, a Rússia foi o seu sonho de infância. Por quê?

Padre Fink: Eu acredito que foi um chamado de Nossa Senhora de Fátima. Eu conhecia um pouco sobre a Rússia por causa do meu pai. Ele ficou na Rússia sete anos quando era jovem, durante a guerra, três como soldado e quatro como prisioneiro. Ele falava com muito carinho dos russos. Falava das mulheres russas que jogavam pão para os presos, por cima dos muros, sabendo que era ilegal e que podia dar pena de morte. Depois ele voltou para a Alemanha e casou com a minha mãe.

Nós sofremos muito naqueles anos. Procurávamos ajudar a família naquelas dificuldades e descobrimos a oração de Fátima. Nossa Senhora prometeu aliviar os problemas das famílias, então começamos a rezar o terço. Foi naquela época que a mensagem ficou clara para mim. A paz do mundo dependia da conversão da Rússia. Então eu resolvi que queria trabalhar na Rússia.

Que idade o senhor tinha?

Padre Fink: Eu tinha dez anos. Em cinco anos eu soube claramente que queria ser padre. E já naquela época eu queria ir para a Rússia, ajudar nessa conversão.

Houve alguma pessoa em particular que inspirasse o senhor a isso?
Padre Fink: Nenhuma pessoa me inspirou. Eu me lembro que estava na granja dos meus pais e tive essa inspiração, e soube que, alguma hora, eu ia virar padre. E o desejo de ir para a Rússia era muito forte. Eu aproveitei todas as possibilidades para isso. Escutei que Tatiana Goricheva ia vir para a Alemanha, fui atrás e me encontrei com ela...

Tatiana Goricheva era uma dissidente lituana que ficou presa durante muitos anos e contava a história da conversão dela...

Padre Fink: Isso. Ela era uma filósofa ateia e se converteu. Aí começou a pregar e dar testemunho da fé recém-encontrada. Por isso é que ela foi presa e exilada. Eu me encontrei com ela e falei que queria trabalhar na Rússia, como padre. Ela me disse: "Não é muito realista e, no decurso da sua vida, a Rússia não vai mudar".

Qual foi o seu maior desafio quando chegou a Berezniki?

Padre Fink: A língua! Eu só sabia o alfabeto e nenhuma frase!

E os desafios de trabalhar na Rússia?

Padre Fink: Da manhã até cair a tarde as pessoas vêm até mim para pedir ajuda espiritual e material. Mas eu tenho que decidir, toda vez, como ajudar, e pergunto para mim mesmo: "Isso é um desejo sincero de ajuda espiritual? Qual é a forma apropriada de dar assistência social?". Também tenho que ajudar as pessoas a se tornarem independentes para tomar suas decisões, encontrar suas próprias soluções para melhorar de vida. Esses são os grandes desafios.

E o maior desafio da Igreja Católica na Rússia, qual é?

Padre Fink: Nós temos que dar testemunho da dignidade divina de toda pessoa humana. Esta é a maior necessidade na Rússia. Temos muitos problemas: alcoolismo, consumo de drogas, crianças de rua. Toda pessoa tem uma dignidade divina. Essa dignidade pode ser nutrida de uma postura holística, que não implique só ação social, mas também alimento espiritual. A Igreja Católica tem a possibilidade de fazer isso. A Igreja Ortodoxa tem menos experiência na ação social, e nós, católicos, podemos ajudar. Mas temos que entender a mentalidade russa para dar a ajuda apropriada e, ao mesmo tempo, entender e amar a Igreja Ortodoxa. Temos que entender que nós somos hóspedes, e que a conversão e a renovação da fé só podem acontecer através e na Igreja Ortodoxa. Para ajudar a Igreja Ortodoxa, precisamos entender a Igreja.

Se o senhor tivesse que lançar um apelo aos católicos, o que pediria a eles?

Padre Fink: O meu pedido é que eles compreendam a Rússia. Eu noto, na Europa e no Ocidente, que existem muitas dúvidas. "Não é um sistema democrático", essas coisas. Isso não ajuda. A Rússia precisa ser um país forte para resolver os seus problemas e está no caminho. A Rússia precisa da ajuda moral de todos os fiéis e precisa que eles se alegrem com os seus progressos. Mas não precisamos só de compreensão, precisamos de orações. Em Fátima, quando Nossa Senhora pediu que todos os católicos rezassem pela conversão da Rússia, nós sabíamos que o comunismo estava acabado. Muitos acham agora que não é mais necessário continuar rezando pela Rússia. É sim, as orações e o apoio espiritual são mais necessários agora do que nunca, porque a Rússia, só agora, está começando a se converter. Ela ainda não está convertida.

-- -- --
Esta entrevista foi realizada por Mark Riedemann para "Deus chora na Terra", um programa rádio-televisivo semanal produzido por Catholic Radio and Television Network (CRTN), em colaboração com a organização católica Ajuda à Igreja que Sofre.

Mais informação em www.aisbrasil.org.br, www.fundacao-ais.pt. 

sexta-feira, 11 de março de 2011

Ave Maria


Vivonafé Notícias - Padre assume cadeira na Academia


Padre assume cadeira na Academia  

O Pe. João Medeiros Filho tomará posse na Academia Norteriograndese de Letras, dia 15 próximo, às 20 horas. Ele ocupará a cadeira de número 18, que antes era ocupada por Dom Nivaldo Monte. Padre João Medeiros será o terceiro ocupante da cadeira 18. O primeiro foi o musicista potiguar, Valdemar de Almeida, no período de 1936 a 1975; o segundo foi o então Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Nivaldo Monte, no período de 1975 a 2006.

Atualmente, Pe. João Medeiros é assessor acadêmico da Faculdade de Filosofia e Teologia Dom Heitor Sales.

Fonte:http://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not1103imortal.htm

Vivonafé Notícias - Natal recebe visita da imagem do Pai Eterno e do Pe. Robson de Oliveira

Natal recebe visita da imagem do Pai Eterno e do Pe. Robson de Oliveira  


 O reitor do Santuário Basílica do Pai Eterno, em Trindade (GO), Pe. Robson de Oliveira, visita a Arquidiocese de Natal, domingo, 13 de março. Às 17h30, ele presidirá missa, em frente à Catedral Metropolitana. A celebração será transmitida pela Rádio Rural de Natal e pela Rede de Vida Televisão.                                                                                            

Antes da missa, na Catedral, haverá uma programação de acolhida aos fiéis, iniciando às 13h, com louvor, pregações e atendimento de confissões. Às 14h, terá adoração ao Santíssimo Sacramento.



Às 15h, será realizado show de evangelização, em frente à Catedral. Às 16h30, será a chegada do Pe. Robson, conduzindo a imagem do Divino Pai Eterno. Logo em seguida, ele atenderá à imprensa potiguar.

Pe. Robson é membro da Congregação dos Missionários Redentoristas e, desde 2003, está à frente do Santuário Basílica, em Trindade (GO). Para divulgar a devoção ao Divino Pai Eterno, ele utiliza os Meios de Comunicação. Atualmente, está, diariamente, na Rede Vida de Televisão, rezando a novena dos Filhos do Pai Eterno, de segunda a sexta, às 10h, às 17h e às 20h, e, aos sábados, às 12h, às 17h e às 21 horas; e a da Perpétuo Socorro, de segunda a sexta, às 8h30 e às 14h, e aos sábados, às 12 horas. A Rede Vida também transmite, todos os domingos, às 17h30, a missa, presidida pelo Pe. Robson.

Em 2009, o reitor do Santuário Basílica deu início a um projeto de levar a imagem do Pai Eterno a várias cidades brasileiras. O projeto fazia parte das comemorações dos 170 anos de devoção ao Pai Eterno, nas terras goianas, completados em 2009. Nos últimos domingos do mês de fevereiro, ele esteve em Salvador (BA) e em Maceió (AL). Em cada cidade, milhares de pessoas participam da celebração. 



Fonte:http://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not1103probson.htm

Vivonafé Notícias - Lançamento da CF reúne bispos, autoridades e imprensa


Lançamento da CF reúne bispos, autoridades e imprensa


Dezessete bispos, autoridades governamentais e representantes da imprensa potiguar se reuniram, na noite de ontem, quinta-feira, no auditório de um hotel, na via costeira de Natal (RN). Lá, aconteceu um jantar, que marcou a abertura da programação de lançamento da Campanha da Fraternidade 2011, em nível de Regional Nordeste 2.

Antes do jantar, bispos e autoridades falaram para os presentes sobre a importância de a Igreja Católica levar o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” para ser discutido junto com a sociedade. A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarline, e a prefeita do município de Natal, Micarla de Sousa, parabenizaram a Igreja pela escolha do tema, tão relevante para o momento atual. O vice-presidente do Regional, Dom Jaime Vieira Rocha, falou, com base em estudos, da situação preocupante em relação ao meio ambiente, especialmente, do aquecimento global.

A programação de lançamento regional da CF prossegue nesta sexta-feira, com um Seminário, das 8 às 17h30, abordando o tema: “Quem desmata a terra, semeia inferno”, uma frase do Pe. Cícero Romão Batista. No sábado, dia 12, às 8h30, na Catedral Metropolitana de Natal, haverá celebração eucarística, com a participação dos bispos do Regional Nordeste 2. Após a missa, acontecerá uma caminhada pelas ruas do centro de Natal.



Fonte:http://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not1103lanccf.htm

Vivonafé Notícias - Bento XVI: sacerdócio é vocação “full-time”


Bento XVI: sacerdócio é vocação “full-time”

Durante seu encontro com párocos de Roma

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 11 de março de 2011 (ZENIT.org) - O sacerdócio não é uma profissão que se realiza apenas durante uma parte do dia, mas uma vocação em tempo integral e perene.


Esta foi a ideia destacada pelo Papa Bento XVI ontem de manhã, durante o tradicional encontro com os sacerdotes da diocese de Roma no início da Quaresma, realizado no Vaticano.


"Padre não se é em tempo parcial, mas sempre, com toda a alma e com todo o nosso coração", disse ele, segundo a Rádio Vaticano.


"Este ser com Cristo e ser embaixadores de Cristo, este ser para os outros é uma missão que permeia nosso ser e deve penetrar na totalidade do nosso ser", acrescentou.


Fidelidade e serviço


O Pontífice deu uma profunda lectio divina, inspirada no capítulo 20 dos Atos dos Apóstolos, no qual São Paulo fala aos anciãos de Éfeso, e insistiu no significado do serviço e da fidelidade que devem motivar o sacerdote.


O serviço, disse ele, requer uma humildade que não é uma exibição de "falsa modéstia", mas amor pela vontade de Deus, que é preciso anunciar sem "criar a ideia de que o cristianismo é um pacote enorme de coisas para aprender".


O sacerdote, de fato, "não prega um cristianismo à la carte, de acordo com seus próprios gostos, pregando um Evangelho segundo suas próprias ideias favoritas, segundo suas próprias ideias teológicas".


"Ele não deixa de anunciar toda, toda a vontade de Deus, também a vontade incômoda, também os temas que pessoalmente não agradam tanto."


Conversão e vida espiritual


Na Quaresma que acaba de começar, o Papa também falou da conversão, entendida principalmente como uma mudança de mente e coração, não se centrando nas coisas do mundo, tal como se apresentam, mas na presença de Deus no mundo.


"Não percamos o zelo, a alegria de ser chamados pelo Senhor", exortou.
"Deixemos que nossa juventude espiritual se renove", acrescentou ele, pedindo para preservar "a alegria de caminhar com Cristo até o fim, de ‘chegar até o fim da corrida', sempre com o entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço".


Igualmente, exortou a estar "atentos também à nossa vida espiritual, ao nosso ser com Cristo".


"Orar e meditar sobre a Palavra de Deus não é tempo perdido para o cuidado das almas - disse ele -, mas sim a condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e, assim, falar em primeira mão do Senhor para os outros."


"Apesar das dificuldades que a Igreja enfrenta, continuou, não devemos perder a esperança."


"A verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais forte do que todas as forças adversas."


"É com esta alegria, com esta certeza interior, que começamos o nosso caminho (...), nas consolações de Deus e nas perseguições do mundo."


Disponibilidade


Em sua saudação ao Papa, o cardeal Agostino Vallini, vigário geral da diocese de Roma, recordou o 60º aniversário de sacerdócio do Pontífice, que será comemorado em 19 de junho.


O purpurado sublinhou que as qualidades sacerdotais de Bento XVI mais apreciadas pelo clero são "a fidelidade, humilde e alegre, sem fissuras, ao Senhor Jesus; a disponibilidade total para servir a Igreja lá onde a Providência o chamou, até o peso formidável do supremo pontificado; o amor à Palavra de Deus e à Liturgia, e a alegria de viver o tempo segundo o ritmo do ano litúrgico; o exercício da inteligência e a paixão pela busca da verdade, para propô-la e defendê-la sem medo; a doçura no trato e a magnanimidade do coração; a serenidade da alma totalmente entregue a Cristo".


Por ocasião da audiência, o Papa também se encontrou com o sacerdote paquistanês Shahzad Niamat, em nome dos sacerdotes, religiosos e seminaristas do Paquistão presentes em Roma.


"Nós explicamos ao Papa a situação dos cristãos no Paquistão, onde dar testemunho da fé às vezes pode levar à morte - disse o padre à agência vaticana Fides. O Santo Padre mostrou-se muito preocupado, manifestou sua solidariedade, seu apoio e nos assegurou suas orações."


"Nós também agradecemos ao Papa por suas palavras e seus recentes apelos dirigidos ao ministro Shahbaz Bhatti, por Asia Bibi, pela lei sobre a blasfêmia", acrescentou, sublinhando que o Pontífice "nos mostrou sua esperança de que as coisas possam mudar e de que no Paquistão possa haver o pleno respeito pela dignidade humana e pela liberdade religiosa". 


Fonte?http://www.zenit.org/article-27467?l=portuguese

quinta-feira, 10 de março de 2011

CF-2011 - Mensagem do Papa para a Campanha da Fraternidade no Brasil


Mensagem do Papa para a Campanha da Fraternidade no Brasil


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 9 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem que Bento XVI enviou a Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), por ocasião da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, que inicia hoje, com tema “Fraternidade e vida no Planeta”.

* * * 
Ao Venerado Irmão
DOM GERALDO LYRIO ROCHA
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB



É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: "Fraternidade e vida no Planeta", pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.


Pensando no lema da referida Campanha, "a criação geme em dores de parto", que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a "criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus" (Rm 8,19). 


Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes "os filhos de Deus", cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Co 15, 28).


O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas a Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. «Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas» (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1º-01-2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a "ecologia humana" (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perderam tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.


Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica.


Vaticano, 16 de fevereiro de 2011
BENEDICTUS PP. XVI 


Fonte:http://www.zenit.org/article-27441?l=portuguese


CF-2011 - Creio em Deus, Pai Criador


CF 2011: Creio em Deus, Pai Criador

Artigo do cardeal Odilo Scherer


SÃO PAULO, terça-feira, 8 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos artigo do cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, sobre o tema da Campanha da Fraternidade da Igreja do Brasil. O texto foi veiculado na edição desta semana do jornal “O São Paulo”. 
* * *
CF 2011: Creio em Deus, Pai Criador
A Campanha da Fraternidade de 2011 (CF-2011) propõe uma questão de evidente atualidade: fraternidade e a vida no nosso Planeta. Nem é preciso argumentar muito para justificar a escolha desse tema pela CNBB: Já faz tempo que estudiosos estão alertando para o fenômeno do aquecimento global e suas consequências para o clima e para o equilíbrio ecológico.


As conferências mundiais sobre o clima, que congregam as maiores autoridades científicas da área, deixam sempre mais evidente que o sistema produtivo da economia moderna e contemporânea desencadeia intervenções inadequadas do homem na natureza e se constitui numa ameaça real para o equilíbrio ecológico e até mesmo para o futuro da vida na terra. Em contraste com tais constatações, nas mesmas movimentadas conferências sobre o clima, as principais autoridades políticas e econômicas do planeta não conseguem chegar a um acordo sobre as medidas a serem adotadas para sanar o problema e prevenir os riscos. É difícil redimensionar o desenvolvimento econômico, quando a receita é renunciar a certo padrão de consumo dos recursos naturais, que equivale à depredação e depauperamento da natureza. Exigimos da natureza mais do que ela pode oferecer, sem comprometer a sua sustentabilidade.


A CF-2011 convida a encarar seriamente a responsabilidade humana em relação ao futuro da vida no planeta Terra, o “ninho da vida” no universo, a casa comum da grande e diversificada família humana. O Texto Base, que apresenta a proposta da CF, traz argumentos e reflexões sobre o fenômeno do aquecimento global e os motivos que deveriam levar todos a pensar sobre o que é possível fazer e o que não se deveria fazer, para evitar a deterioração do ambiente da vida na Terra. Argumentos bíblicos e teológicos deveriam motivar os cristãos e todos os crentes em Deus a uma verdadeira conversão nos modos de viver e de se relacionar com a natureza, quando ficam comprometidas a qualidade da vida e a fraternidade na família humana. Todos são convidados a se envolverem na CF-2011. 


Destaco dois motivos de fundo religioso, que deveriam ser levados em conta por todas as pessoas de fé no tocante à questão ecológica. Primeiramente, tratar bem a natureza e cuidar do pedaço do planeta que ocupamos está implicado na nossa fé no Deus Criador. 


Professamos a fé no Deus, Criador do Céu e da Terra, não importa como, ou quando isso aconteceu. A ciência pode continuar a pesquisar sobre a origem do universo e da vida na Terra e isso não contradiz a nossa fé no Deus Criador. O certo é que não fomos nós que demos origem a toda essa beleza e grandiosidade. Dizer que tudo isso surgiu por si mesmo é um grande absurdo. 


Mas também aprendemos da nossa fé que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, confiando-lhe o cuidado do “jardim da vida”. Embora pequeninos entre as criaturas do grande universo, somos importantes e Deus nos trata com predileção especial. O poeta do Salmo tem consciência disso, quando exclama, admirando o céu numa noite estrelada: “Que é o homem, Senhor, para que dele te ocupes?! No entanto, Tu o fizeste pouco menor que um deus... Tu o colocaste à frente da obra de tuas mãos!” (cf Sl 8). Sim, Deus colocou o mundo à disposição do homem; não para que acabe com ele, e sim, para que dele viva e usufrua, mas também para que zele por ele, qual bom administrador. Cuidar bem da natureza é sinal de fé e de gratidão para com o Deus Criador. Avançar sobre a natureza com a vontade de possuir e dominar é cair novamente na tentação de “ser deuses”, como Adão e Eva no paraíso (cf Gn 3). Quando o homem resolve assumir o lugar de Deus, desprezando seu desígnio, a desordem e o caos entram no mundo, com seus frutos de injustiça, violência e morte. 


O outro motivo, relacionado com o primeiro, é de fundo ético e moral: Cuidar bem da Terra, nossa casa comum, é questão de responsabilidade e solidariedade. Os bens da criação foram colocados por Deus à disposição de todas as suas criaturas; descuidar da natureza, ou estragá-la, é falta de respeito e de justiça para com o próximo e para com as futuras gerações. Não somos os únicos a ocupar esta casa, nem seremos os últimos; e é moralmente correto pensar nos outros, quando nos relacionamos com a natureza. Não ficará bem deixar atrás de nós um paraíso depredado, o mundo cheio de lixo, as terras desertificadas, as águas contaminadas, o ar irrespirável, o equilíbrio ecológico comprometido... A CF-2011 é um convite a refletir, para formar uma consciência comum sobre nossa responsabilidade e para tomar decisões eficazes sobre os cuidados que a Terra merece. É nossa casa comum. E ainda será a casa dos que viverão depois de nós.


Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo metropolitano de São Paulo


Fonte:http://www.zenit.org/article-27439?l=portuguese

CF-2011 - Ecologia é preocupação antiga da CNBB, afirma bispo


Ecologia é preocupação antiga da CNBB, afirma bispo

Conferência episcopal lançou Campanha da Fraternidade nessa quarta-feira

SÃO PAULO, quinta-feira, 10 de março de 2011 (ZENIT.org) - O secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou nessa quarta-feira que o tema da ecologia é uma preocupação antiga do episcopado.
Dom Dimas falou em uma coletiva de imprensa, em Brasília, de apresentação da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil para esta Quaresma, que discute o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”.

Segundo informa a assessoria de imprensa do organismo episcopal, o secretário geral da CNBB e o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, apresentaram aos jornalistas os objetivos da Campanha, destacando seus principais pontos.

Dom Dimas fez memória do histórico da Campanha da Fraternidade. “A Campanha mais antiga em torno do meio ambiente aconteceu em 1979, com o lema ‘Preserve o que é de todos’”.

“Há 32 anos já tínhamos essa preocupação com temas ecológicos. Muito tempo depois, em 2002, veio a Campanha que refletiu a Amazônia; pouco tempo depois, a Campanha de 2004 refletiu a questão da água, e, a Campanha de 2007, discutiu o tema ‘Fraternidade e os Povos Indígenas’ e a questão da terra”, lembrou Dom Dimas.

O secretário da CNBB disse que a Campanha deste ano apresenta uma reflexão bastante ampla, refletida em dois grandes temas preocupantes: aquecimento global e mudanças climáticas. “A partir desses pontos, a Igreja no Brasil vem mostrar que estamos preocupados em discutir temas relevantes para a sociedade viver melhor”.

Dom Dimas enumerou algumas ações concretas que a Campanha sugere nos níveis pessoal, comunitário e de governo para a preservação do meio ambiente.

“O cidadão pode colaborar com pequenas ações e cultivar hábitos saudáveis como a utilização de fontes renováveis de energia, como é o caso da energia solar, coleta seletiva de lixo, a própria questão do respeito com relação à água”, afirmou.

O secretário disse ainda acreditar na mobilização coletiva para a mudança de comportamento e educação das pessoas para um modo de vida que favoreça a humanidade.

Já o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, afirmou que um dos passos importantes da Campanha é mobilizar as pessoas em torno de políticas públicas por mudanças que favoreçam o desenvolvimento da temática proposta.

“Queremos mobilizar a sociedade para agir de forma positiva nos diversos níveis da sociedade civil e dos poderes constituídos para a aplicação de políticas que favoreçam um planeta melhor para todos viverem”, disse.

Fonte:http://www.zenit.org/article-27457?l=portuguese

sexta-feira, 4 de março de 2011



Imagem de Destaque

Vão-se as máscaras e ficam os filhos

Neste carnaval você pode escolher entre o ser e o representar

Existe um velho ditado popular que diz: "Vão-se os anéis e ficam-se os dedos!" Fazendo um trocadilho, podemos dizer que, no carnaval, vão-se as máscaras e ficam....?

Nas máscaras caídas, após uma grande noite de carnaval, podem ser encontrados pedaços de pessoas. Olhando mais de perto, encontramos as lágrimas daqueles que saíram envolvidos por uma máscara e, por alguns dias, se transformaram em grandes atores fazendo o papel de uma vida que não lhes pertencia, e por fim, caíram no chão, como o resto de suas fantasias.

A palavra "persona", no uso coloquial, significa um "papel social" ou "personagem" vivido por um ator. É uma palavra italiana derivada do latim e que se refere a um tipo de máscara feita para ressoar a voz do ator (per + sonare = "soar através de"), permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores, assim como dar ao ator a aparência exigida pelo papel. A máscara é usada para fazer ecoar um personagem.

Personagens, no entanto, são os objetos de uma história. Pode ser um homem ou animal, mas sempre é um ser fictício, um objeto ou qualquer coisa que o autor quer representar.

Personagens são encontrados em obras de literatura, cinema, teatro, televisão, desenho, videogames, marketing. Existem para isso, ou seja, são seres irreais que dão forma a uma ideia. Nós não somos personagens, não precisamos de máscaras para inventar nossas histórias, não precisamos nos servir delas para que a nossa voz seja ecoada. Pois Deus nos criou à Sua imagem (cf. Gn 1,27), por essa razão, não devemos agir como escravos das máscaras que fomos colocando ao longo da vida.

Neste carnaval você pode escolher entre o ser e o representar, mas lembre-se de que todos nós somos frutos de nossas escolhas e devemos conviver com as consequências delas. Não são poucos jovens que, durante estes dias de festa, se decidem por representar com o uso das drogas, da violência e do sexo desregrado e sem limites e, no final de 4 dias de “folia”, o ser está despedaçado, como objetos que foram usados e depois jogados fora.

Portanto, ao longo do caminho, mesmo que pedaços de nós estejam no chão, somos chamados a recolher nossos cacos, levantar a cabeça, e recomeçar, sem máscaras, livres, pois, já não somos mais escravos, mas sim, filhos; e, como filhos, também somos herdeiros: isso é obra de Deus (cf. Gl 4,7).

Assim, vão-se as máscaras e ficam os filhos, eleitos, livres, criados à imagem e semelhança do Pai.

Ricardo Gaiotti Silva
Advogado, missionário da Comunidade Canção Nova



Fonte:http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?e=12215

CÓDIGO FLORESTAL


CÓDIGO FLORESTAL

Se há um assunto que precisa ser bem pensado é o Código Florestal. Ele implica com o meio ambiente. Mas implica também com a viabilidade da agricultura. E em decorrência, com a produção de alimentos e com a sobrevivência de milhões de agricultores.



D. Demétrio Valentini, bispo diocesano de Jales e presidente da Cáritas Brasileira


Se há um assunto que precisa ser bem pensado é o Código Florestal. Ele implica com o meio ambiente. Mas implica também com a viabilidade da agricultura. E em decorrência, com a produção de alimentos e com a sobrevivência de milhões de agricultores.


A abordagem deste assunto requer equilíbrio e bom senso. É necessário levar em conta o conhecimento científico e as advertências da ecologia sobre a preservação do meio ambiente. Mas é preciso igualmente levar em conta os grandes avanços tecnológicos da agricultura, que possibilitam agora colocar em outros termos a preservação ambiental.


Por isto, o Código Florestal não pode se abrigar debaixo de uma bandeira única. Seja ela bandeira dos ecologistas. Ou bandeira do agronegócio. Ou bandeira dos agricultores familiares. Ele precisa atender ao mesmo tempo a todas as demandas legítimas dos diversos reclamos que devem encontrar audiência num novo Código Florestal, que leve em consideração o conjunto dos aspectos a serem devidamente contemplados.


Uma das evidências que salta aos olhos, e precisa ser levada em consideração, é a grande diversidade de solos existentes no território brasileiro. Um Código Florestal sábio e adequado precisa ter como ponto de partida esta diversidade, que não pode ser impunemente padronizada. Precisa ser um código que comporte adequações e averiguações de circunstâncias. O assunto tem semelhança com os biomas. Demorou tanto para dar-nos conta da diversidade de biomas existentes no Brasil. O retrocesso real seria agora um Código 
Florestal que ignore esta diversidade.


Outra evidência é o avanço tecnológico na agricultura, já amplamente assimilado, sobretudo a grande diferença que faz o plantio direto, pelo qual se evita a erosão. Há certos dispositivos do atual Código Florestal que demonstram completo desconhecimento desta nova técnica, que veio revolucionar o cultivo de grãos em nosso país.


Com o plantio direto fica mais do que superada a prescrição de não utilizar para a agricultura os solos que tenham 45 por cento de inclinação. Os agricultores que constatam esta distorção se irritam justamente, e passam a desacreditar da validade do atual Código. Na verdade, se aplicados estes dispositivos, ficariam inviabilizados milhões de pequenos empreendimentos agrícolas, provocando um problema social inútil e de grandes proporções, que precisa ser evitado a todo custo, em última análise pela responsabilidade da Presidência da República.


Tive o cuidado de fazer uma breve pesquisa. No pequeno município denominado Sul Brasil, no Oeste Catarinense, na região de Chapecó, o Prefeito empreendeu um amplo programa de preservação do solo, em vista da viabilização da agricultura, atividade de quase todos os 3.500 habitantes, num território de 114 quilômetros quadrados. Pois bem, em todo o pequeno município foram encontrados 83 veios de água, que formam “sangas”, que demandam aos córregos Pesqueiro e Burro Branco, que delimitam o município. De comum acordo, a prefeitura incentivou os agricultores a preservarem as margens, numa largura de dez a doze metros, em vez dos 30 que o Código prescreve. A solução, incentivada pela Prefeitura que forneceu gratuitamente o arame farpado para as cercas, ficou de bom tamanho, e os agricultores de Sul Brasil continuam, como brasileiros imbatíveis, cultivando com competência e com amor a terra que os acolhe e responde com generosidade ao seu nobre trabalho.


Esta foi a solução para Sul Brasil. Cada município precisa encontrar a sua. E quem quiser opinar sobre o Código Florestal precisaria primeiro passar pelo teste de distinguir entre “fonte”, “vertente”, “sanga”, “córrego”, “riacho” e rio.


Se fosse urgir a aplicação do atual Código, ficaria inviabilizado não só o município de Sul Brasil, mas grande parte do Oeste Catarinense, e muitas outras regiões do País. O debate em torno das mudanças a serem introduzidas no novo Código Florestal exigem competência e responsabilidade.


Fonte:http://174.132.163.66/~caritas/novo/2011/02/24/codigo-florestal/


CF-2011 - Debate sobre meio ambiente é componente importante da cidadania

Arcebispo brasileiro comenta Campanha da Fraternidade


BELO HORIZONTE, sexta-feira, 4 de março de 2011 (ZENIT.org) - A Igreja católica no Brasil escolheu como tema de reflexão durante a Quaresma, no contexto da Campanha da Fraternidade, “a vida no planeta”.
Segundo o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, a consideração da vida no planeta “nasce da importante e interpeladora motivação que toca a fé cristã e a cidadania na sua nobreza”.

“São muitos rostos sofredores por esse mundo afora clamando solidariedade. O olhar lançado sobre a natureza é a referência fundamental para fazer brotar e recuperar sensibilidades”, afirma o arcebispo, em artigo divulgado à imprensa nesta sexta-feira.

Segundo Dom Walmor, é preciso “conscientizar, em relação aos resultados, que as mãos humanas estão produzindo e contribuindo nas mudanças climáticas que têm ocasionado sérios desastres na natureza e na vida de todos”.

“É componente importante da cidadania o debate dos aspectos envolvendo o meio ambiente. As questões são, na verdade, muito complexas. Basta considerar as diferentes posições, não só entre ativistas e governantes, como também no meio científico.”

“Ainda que seja razoável pensar que as mudanças climáticas seguem ciclos próprios da natureza, é inquestionável que a derrubada de florestas, a poluição produzida e outros fatores advindos das ações humanas estão incidindo sobre o planeta e interferindo nas mudanças do clima”, afirma o arcebispo.

Segundo Dom Walmor, a reflexão cidadã, portanto, “tem importância e grande influência no contexto. Envolve a todos, além de fomentar um processo educativo que proporcione amadurecimento e modificações radicais no tratamento dado à natureza e a tudo o que ela oferece para o bem de todo o mundo”.

O arcebispo recorda que a Campanha da Fraternidade “investirá na mobilização de pessoas, comunidades, Igrejas, segmentos religiosos, enfim, em toda a sociedade, para avançar na superação de tantos problemas socioambientais, formando condutas fundamentadas nos valores do Evangelho”.

“Nesse processo de educação ambiental quer também desenvolver a profecia que está no centro dessas considerações. Suscitar posturas corajosas de denúncias, apontando responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes de equivocadas escolhas e das atitudes de cidadãos, empresas e governos.”

O arcebispo afirma que “é inquestionável que muitas atividades do ser humano incidem nas mudanças que estão vitimando o planeta”.

O convite à conversão – prossegue Dom Walmor – “é oportuno e necessário, pode alcançar o mais recôndito do coração humano até inspirar mudança de conduta, particularmente em relação a posturas, tratamentos e consumo dos bens da natureza no nosso rico planeta Terra”.

“Permanece o desafio de repensar o atual modelo de desenvolvimento, em razão dos comprometimentos produzidos. E também da fomentação de modos de viver e da criação de demandas que estão configurando uma cultura na contramão da vida saudável e mais autêntica.”

“A agenda de temas pertinentes em face de mudanças significativas é ampla, inclui questões em torno da água, do tratamento de biomas, do êxodo rural, dos escândalos da miséria, da sustentabilidade como novo paradigma civilizacional”, afirma. 



O desafio “é tão grande que pode levar muitos a fechar os olhos”. “É preciso abrir a mente e o coração para o forte apelo que ressoará mais potente no tempo da Quaresma, o convite de Jesus: ‘Convertei-vos’!”  


Fonte: http://www.zenit.org/article-27412?l=portuguese

Em novo livro o Papa fala sobre os judeus, Judas e a Última Ceia



Roma, 03 Mar. 11 / 11:27 am (ACI/EWTN Noticias)

Em seu novo livro, a segunda parte de "Jesus de Nazaré", o Papa Bento XVI demonstra uma vez mais que o estudo científico das Sagradas Escrituras pode e deve estar sempre acompanhado de uma atitude orante que permita uma aprofundamento claro sobre os mistérios da vida do Senhor.

De maneira inesperada o Escritório de Imprensa do Vaticano e o L'Osservatore Romano deram a conhecer ontem alguns extratos do livro, uma semana antes da apresentação do texto, que será no Vaticano no dia 10 de março, e que trata os últimos dias de Jesus desde sua entrada a Jerusalém até sua ressurreição.

Estes extratos se referem a Judas, a data da Última Ceia e o juízo de Cristo ante Pôncio Pilatos.

Sobre os judeus durante o juízo de Jesus, o Papa afirma que no Evangelho de São João, esta designação sobre quem instigou a morte do Senhor não deve ser interpretada como algo "racista" ou uma condenação contra o povo do Israel.

"Depois de tudo, João mesmo era etnicamente um judeu, como também eram Jesus e seus seguidores", precisa o Papa. "Toda a primeira comunidade cristã estava formada por judeus. No Evangelho de João estas palavras têm um significado claro e definido: ele está se referindo à aristocracia do Templo".

Sobre a crucificação do Senhor, o Santo Padre assinala que "os cristãos recordarão que o sangue de Jesus fala um idioma distinto ao do sangue de Abel: não clama por vingança ou castigo, traz reconciliação. Não se derrama contra ninguém, derrama-se por muitos, por todos... À luz da fé... estas palavras não são uma maldição, mas redenção e salvação".

Quanto à traição de Judas, Bento XVI assinala que sua história é relevante para os cristãos de todos os tempos.

"A traição de Judas não foi a última infidelidade que Jesus teve que sofrer... A ruptura da amizade se estende até a comunidade sacramental da Igreja, onde as pessoas seguem tomando o 'seu pão' e traindo-o", escreve.

Judas sabia que tinha pecado ao entregar ao Senhor, entretanto "já não acreditava no perdão" para si. "Seu remorso se transforma em desespero. Mostra-nos o tipo equivocado de remorso: o tipo que é incapaz da esperança. (...) O remorso genuíno está certamente marcado pela certeza da esperança nascida da fé no poder superior da luz que se fez carne em Jesus".

O Papa também escreve sobre a data da Última Ceia, um tema tratado por diversos peritos desde os primeiros tempos do cristianismo.

Os quatro evangelhos estão de acordo ao assinalar que Jesus morreu uma sexta-feira, antes de anoitecer e ao início do Sabbath judeu. Entretanto, segundo o evangelho de São João, Jesus foi condenado ao mesmo tempo que os cordeiros para a Páscoa eram sacrificados no Templo judeu. Isso significaria que morreu antes da Páscoa, ao contrário do que dizem os outros evangelistas.

Sobre este tema o Papa recomenda "com certas reservas" a solução proposta pelo Pe. John Meier, um perito em Bíblia nos Estados Unidos e autor do estudo em quatro volumes: "Um judeu marginal: Repensando o Jesus histórico".

Meier conclui que nenhum dos quatro Evangelhos apresenta a Última Ceia de Jesus como uma ceia tradicional de Páscoa. Em outras palavras, é provável que Jesus tenha sido crucificado antes da Ceia de Páscoa que se celebrava esse ano, consistente então com o relato de João.

A Última Ceia, escreve o Papa, "foi a Páscoa de Jesus. E neste sentido celebrou e não celebrou a Páscoa: os antigos rituais poderiam não ter sido cumpridos porque ao chegar a hora Jesus já havia morrido. Mas na realidade Ele se entregou, e então verdadeiramente tinha celebrado a Páscoa com eles. O antigo não foi abolido, foi levado ao seu pleno significado".


Fonte: http://www.acidigital.com/noticia