segunda-feira, 30 de maio de 2011

Evangelho do dia 31-05-2011 - A visitação de Maria

Evangelho Lc 1,39-56

Oração
Pai, conduze-me pelos caminhos de Maria, tua fiel servidora, cuja vida se consumou, sendo exaltada por ti. Que, como Maria, eu saiba me preparar para a comunhão plena contigo. (Ir. Patrícia Silva, fsp )


Clic no site abaixo para a Leitura Orante.
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx

O que pensava D.Estêvão Bintencourt


O padre é obrigado a ouvir a confissão e a dar a absolvição para todo mundo?

Não, muito pelo contrário. O sacramento é uma coisa santa, e deve ser ministrado com muita prudência.

Quando alguém sempre repete o mesmo pecado grave, (como o adultério), ou vive em estado de pecado permanente (as pessoas que vivem "ajuntadas", sem serem casadas na igreja), só são admitidas no sacramento da reconciliação se "dessa vez for pra valer". Ou seja: Se a pessoa está decidia a mudar de vida. O sacerdote pode também suspender a absolvição conforme a gravidade do erro, ou pedir uma justa reparação antes de lhe dar a absolvição (devolver objetos roubados, desmentir uma calúnia, etc.).
Entretanto, a Igreja ordena aos Sacerdotes que ministrem o Sacramento da Reconciliação cada vez que os fiéis o pedirem de forma conveniente - isto não significa que o padre é "obrigado" a ouvir a sua confissão. Procure informar-se sobre o horário próprio em que o seu pároco ouve confissões. Em casos urgentes, é claro, não tenha medo de apelar ao Sacerdote, mesmo fora de hora, mas sempre com a devida humildade.



Dom Estêvão Bettencourt (Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1919 - 14 de abril de 2008), batizado Flávio Tavares Bettencourt, foi um dos mais destacados teólogos brasileiro do século XX. Foi também monge da Ordem dos Beneditinos do Mosteiro de São Bento, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.


Fonte:http://peregrinosdejesus.org.br

ZENIT - Junho: Papa pede orações pelos sacerdotes

Amigos e Amigas do Blog: vivonafe.blogspot.com , irmanado as orações do Santo Padre, peço  durante todo o mês de Junho que  oremos unidos por todos os padres das nossas paróquias, diocese e de todo o mundo, “Para que os sacerdotes, unidos ao Coração de Cristo, 


SEJAM SEMPRE VERDADEIRAS TESTEMUNHAS DO AMOR 


SOLÍCITO E MISERICORDIOSO DE DEUS".

.Veja a matéria completa clicando abaixo:


ZENIT - Junho: Papa pede orações pelos sacerdotes

É preciso voltar ao Concílio Vaticano II


O Concílio Vaticano II (1962-1965) FOI UM DOS Fatos Históricos IMPORTANTES Mais de TODO o Século XX. Em 2012 Vamos comemorar 50 Anos da Abertura do Concílio.
Um Concílio e UMA reuniao de Todos os Bispos convocados Pelo papa parágrafo definir uma Fé, uma disciplina moral Católicas bis.
Leia a matéria completa no site ZENIT, clic abaixo:

É preciso voltar ao Concílio Vaticano II

Evangelho do dia 30-05-2011- O Espírito dará testemunho

Oração
Pai, que o testemunho do Espírito cale fundo no meu coração e seja acolhido com discernimento e docilidade, de modo a consolidar minha fé no Senhor Jesus.

Leitura Orante do Evangelho Jo 15,26-16,4a, clic no link abaixo:

domingo, 29 de maio de 2011

Evangelho do dia - Amar é acolher a proposta de Jesus

Evangelho do dia 29/05/2011- Jo 14,15-21


Oração
Pai, concede-me o dom do teu Espírito que, como luz, dissipa as trevas e me faz caminhar seguro pelos caminhos de teu Filho Jesus.



Clic no link abaixo para a Leitura Orante do Evangelho.


http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx

sábado, 28 de maio de 2011

O Papa Ambientalista

João Paulo II, muitas vezes apelidado de "O Papa Ambientalista", questiona: "como ficar indiferentes diante das perspectivas dum desequilíbrio ecológico, que torna inabitáveis e hostis ao homem vastas áreas do planeta?". E acrescenta: "É urgente uma educação sobre a responsabilidade ecológica... O tema da proteção do Ambiente merece uma extrema atenção e reveste-se, verdadeiramente, de uma altíssima importância no momento atual da história e do desenvolvimento do nosso mundo moderno".

Evangelho do dia - "Eu vos escolhi"

Leitura Orante do vangelho do dia 28/05/2011 - Jo 15,18-21

Oração
Pai, faze-me forte para enfrentar o ódio e a perseguição do mundo, sem abrir mão de minha fidelidade a ti e a teu Reino, a exemplo de Jesus.

Clic no link abaixo para fazer a leitura orante do dia.


Fonte: http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Ano Mariano

Católicos do mundo inteiro tem suplicado ao Santo Padre Bento XVI a graça de um ANO MARIANO em 2012-2013, pelos 300 anos da publicação do maravilhoso “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, de S. Luis Maria Montfort, onde ele ensina como fazer a CONSAGRAÇÃOI TOTAL a Santísima Virgem.

Assista o vídeo do Pe. Paulo Ricardo sobre a Petição

Ano Mariano

Deus fez primeiro os nossos ombros, depois mandou a cruz!


A CRUZ


Deus fez primeiro os nossos ombros,
depois mandou a cruz!







As cruzes nos fazem crescer e amadurecer! 

Fonte:http://www.carmita.com.br

Redes sociais preparam face a face


«A rede social mais antiga é a família», lembra o responsável pelo Gabinete de Informação da diocese do Porto.

Leia matéria completa no link abaixo:


Evangelho do dia - "Vocês são meus amigos", diz Jesus

Evangelho do dia 26/05/2011 - Jo 15,12-17.


Oração
Pai, seja o amor de Jesus minha única fonte de inspiração para pôr em prática o mandamento do amor mútuo. Que eu me esforce por amar, como tu amas!



Acesse o link abaixo para a leitura orante do evangelho.
http://www.paulinas.org.br/diafeliz/evangelho.aspx

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Pessoas de fé podem ficar deprimidas


A depressão, doença tão comum em nossos dias, está envolvida por muitos mitos como acontece com várias outras doenças que envolvem o sentimento das pessoas. Aqui queremos desmistificar alguns deles.

A depressão não é uma manifestação de caráter imperfeito ou de fraqueza humana, a depressão é uma doença grave. Portanto todos estamos sujeitos a ficarmos deprimidos. A depressão não é apenas um 'mau-dia', não é simplesmente 'acordar mau-humorado'.


Outro mito que afasta pessoas de procurar ajuda, e as afasta mais ainda de buscar oração e orientação espiritual diz respeito à fé: 'Pessoas de fé não ficam deprimidas'. Se pessoas profundamente religiosas e até mesmo com Dom de cura são vítimas de pressão alta, resfriados, esclerose e outras tantas doenças, por que não podem ficar deprimidas, se a depressão é uma doença?


Portanto pessoas que possuem uma crença e um relacionamento íntimo com Deus também ficam deprimidas. O que ocorre com muita freqüência é um esfriamento deste relacionamento com Deus, porque é próprio da depressão levar a uma dificuldade de concentração, a um sentimento de indignidade, imobilizando desta forma várias áreas da nossa vida, inclusive a fé.


São três os fatores se entrelaçam e podem determinar o surgimento da depressão: a história familiar de pacientes depressivos revela que seus parentes sofrem ou sofreram de depressão, tornando-os predispostos a desenvolverem a doença; o estresse é uma força propulsora que, agrupado a outros fatores, pode desencadear a depressão; a tristeza, o pesar das perdas e a solidão são fatores que, quando não bem elaborados, não expressados adequadamente, transformam-se em doenças, uma delas a depressão.
As principais características da depressão são: Ruminação de pensamentos, sono conturbado, aumento ou diminuição do apetite, redução da capacidade de concentração, incapacidade de encontrar prazer em atividades agradáveis, perda de energia, dores crônicas e sofrimento que parecem ter causa física, mas que não reagem ao tratamento, afastamento e isolamento social.


Devemos ter em mente que depressão é uma doença grave e precisa ser tratada. O psiquiatra é o profissional mais indicado para o tratamento, pelo fato de haver um desequilíbrio químico cerebral em muitos casos. O tratamento clínico acompanhado de psicoterapia se torna mais eficaz, pois a psicoterapia vai levar o paciente a desenvolver habilidades para combater o problema e suas angústias. Porém é a perseverança na oração, mesmo nos momentos de maior aridez que vão sustentar a pessoa deprimida e dar-lhe força para enfrentar o tratamento.


Sendo o isolamento um fator desencadeante da depressão, uma das melhores formas de combatê-la é evitar este isolamento, buscando contato com pessoas que tenham significado em suas vidas, buscando atividades que possam ser úteis, ajudando outras pessoas necessitadas; ninguém é suficientemente 'pobre' que não tenha nada para dar ou suficientemente 'rica' que não necessite de carinho.


Concluindo, deixemos de lado os paradigmas de que a depressão só ataca pessoas fracas e sem fé. É obrigação nossa como seres humanos e cristãos estarmos sempre atentos para nossas reações físicas, pois o corpo fala, nos dá sinais de como está nossa saúde física, mental e espiritual.
Fiquemos também atentos às pessoas que estão ao nosso redor e nos procuram. Elas podem estar sofrendo caladas, esperando uma abertura, nem que seja uma pequena fresta para colocarem seus sentimentos e suas dores. Não podemos nos esquecer do calor humano que se expressa através do dar as mãos, não só no sentido figurativo, mas no seu verdadeiro sentido de abraçar, de acolher, de acalentar, de partilhar, de conversar e de compreender.

Fonte: Mara Silvia M. Lourenço - Psicóloga
Extraído de www.cancaonova.com

História da Igreja - A colonização e evangelização da América

História da Igreja

A colonização e evangelização da América

O Papa Bento XVI no seu discurso de abertura do V CELAM falou da importância da evangelização da América Latina que começou com Cristóvão Colombo em 12 de outubro de 1492. Cristóvão Colombo, que era católico, pediu a Nossa Senhora em seu altar na Catedral de Sevilha na Espanha, a graça de conseguir as três Caravelas que precisava para a viagem às Índias, navegando pelo Ocidente, inspirado nos conhecimentos do genovês Marco Pólo. Era uma cartada muito difícil.

Colombo já tinha recebido um “não” dos reis de Portugal e também da Espanha. Mas depois desta prece a Nossa Senhora, ele conseguiu com os reis católicos da Espanha, Fernando e Isabel, os recursos para fazer a grande viagem que deu início ao começo da nossa história. Os reis católicos tinham acabado de vencer os muçulmanos em Granada.


Não foi à toda que Colombo deu o nome à sua Nau Capitânea de “Santa Maria”. As outras, Pinta e Nina. Assim, sob a proteção de Nossa Senhora, e guiada por ela, a nau de Colombo, a Santa Maria tocava pela primeira vez o solo americano em 12 de outubro de 1492. Maria veio na frente. Graças a Deus. Todos nós latino americanos temos esta grande dívida para com Deus e com Nossa Senhora. Não fosse isso, esta América Latina não seria o maior Continente católico do mundo; e, como disse João Paulo II e Bento XVI, o “Continente da esperança”. Todas as vezes que vou a Portugal e Espanha para pregar Retiros agradeço àqueles povos por nos terem dado a maior riqueza do mundo: a fé de Cristo e da Igreja.


Os índios astecas e maias que aqui viviam eram sanguinários e ofereciam milhares de jovens em sacrifícios cruéis a seus deuses, rapazes e moças virgens, numa carnificina horrível que acontecia nas pirâmides dos deuses. Graças à evangelização dos espanhóis e dos missionários que com eles vieram, esta prática bárbara foi vencida. Após as aparições de Nossa Senhora de Guadalupe ao índio já então convertido, hoje São Juan Diego, os missionários espanhóis conseguiram, então, batizar mais de sete milhões de indígenas, e livra-los da barbárie.


Muito ao contrário do que dizem as más línguas, não foi um processo violento e destruidor, foi a maior libertação que esses povos nativos, bárbaros e sanguinários poderiam receber. Os reis da Espanha e Portugal eram verdadeiramente católicos e queriam obedecer o Evangelho de Cristo que manda: “Ide a todos os povos, pregai o Evangelho a todas as nações, ensinando-as a observar tudo o que eu vos prescrevi” (cf.Mt 28,20; Mc 16,14). É duro ter que dizer que os reis católicos de então eram mais evangelizadores do que muitos falsos missionários que temos hoje.


Lamentavelmente esses fatos são encobertos pela imprensa e por alguns dentro da própria Igreja, que novamente criticaram o Papa Bento XVI por ele ter dito essas palavras:
"O anúncio de Jesus e de seu Evangelho não supôs, em nenhum momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura estranha".


“Para os povos pré-colombianos, a evangelização significou conhecer e acolher a Cristo, o Deus desconhecido que seus antepassados, sem sabê-lo, procuravam em suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que desejavam silenciosamente".


"Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que os fez filhos de Deus por adoção; ter recebido, além disso, o Espírito Santo que veio a fecundar suas culturas, as purificando e desenvolvendo os numerosos germens e sementes que o Verbo encarnado tinha posto nelas, as orientando assim pelos caminhos do Evangelho".


"A utopia de voltar a dar vida às religiões pré-colombianas, separando as de Cristo e da Igreja universal, não seria um progresso, a não ser um retrocesso. Em realidade seria uma involução para um momento histórico ancorado no passado". O Papa tem toda razão.
 
Prof. Felipe Aquino
Publicação original: Maio de 2007
Extraído de http://www.cleofas.com.br

Reflexões de Thomas Merton


Nem bombas, nem sangue...


“… pois a não-violência procura ‘vencer’ não destruindo nem mesmo humilhando o adversário, mas convencendo-o de que existe um bem comum mais elevado e mais seguro que não pode ser atingido por bombas e sangue. Idealmente falando, a não-violência não tenta vencer o adversário sobrepujando-o, mas visa a transformá-lo em colaborador convencendo-o.” 

Faith and Violence, de Thomas Merton.
(University of Notre Dame Press, South Bend, IN), 1968, p. 12

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Papa fala sobre noite em que o homem busca Deus

Toda a vida do homem é uma “longa noite de luta e oração”, na qual ele busca “reconhecer o rosto de Deus”, algo que só se pode receber como um dom. Veja matéria completa clicando abaixo:

domingo, 22 de maio de 2011

Deus já não é invisível para o homem, diz Papa

CIDADE DO VATICANO, domingo, 22 de maio de 2011 (ZENIT.org) - “O Novo Testamento pôs fim à invisibilidade do Pai”, quando Deus “mostrou seu rosto” em Jesus Cristo, afirmou hoje o Papa, ao introduzir a oração do Regina Coeli, junto aos peregrinos reunidos na Praça de São Pedro.

Veja artigo completo clicando abaixo.

Anunciar a Cristo, caminho, verdade e vida, é tarefa principal da Igreja, recorda o Papa

Vaticano, 22 Mai. 11 / 01:06 pm (ACI/EWTN Noticias)Ao presidir a reza do Regina Caeli na Praça de São Pedro este meio-dia (hora local), o Papa Bento XVI recordou que "o esforço por anunciar a Jesus Cristo, ‘o caminho, a verdade e a vida’ constitui a tarefa principal da Igreja".

veja abaixo a matéria completa.

Anunciar a Cristo, caminho, verdade e vida, é tarefa principal da Igreja, recorda o Papa

domingo, 1 de maio de 2011

O dia esperado chegou! João Paulo II é beato

Você deixa o silêncio comunicar?



Fabio, sempre que chegava em sua casa, passava em todos cômodos e, em cada um deles, ligava um televisor e deixava-os ligados até adormecer. Vendo tanto desperdício, questionei o motivo e sua resposta foi que não gostava de ouvir o silêncio.
Fabio não percebeu o que vivenciou no silêncio Philip Gröning, o cineasta alemão que fez o filme Die grosse Stille (O grande silêncio) que surpreendeu pelo sucesso, pois retrata, em três horas, a vida dos monges cartuxos: “No princípio, estava muito triste e solitário. Quando não se fala, a pessoa começa a refletir sobre o que faz e vem um vazio. Então a coisa mudou, pouco a pouco a percepção ficou bem mais clara, e tive uma sensação tranqüilizadora. Tudo o que você vê ou ouve o faz feliz como ser humano. É uma coisa curiosa: quando você consegue não ficar pensando no próximo momento, nem fazer muitos planos – é uma espécie de pura felicidade. Você fica simplesmente feliz”, afirmou Gröning .
A vida moderna, cada vez menos, deixa espaço para o silêncio se comunicar, pois fatalmente ele leva o ser humano a um confronto com seu interior, a encontrar a verdadeira dimensão do seu ser e de sua relação com o divino. Nessa sua reflexão, ao verificar sua limitação, sua finitude, o ser humano descobre Deus.
Só o silêncio nos torna receptivos. A pessoa desatenta não dá nenhuma entrada a Deus. Diz o Apocalipse: “Eis que estou à tua porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e me abrir a porta, cearei com ele e ele comigo (Apoc 3,20). O desatento não abre, pois não ouviu; estava distraído. Eis porque o Rei Salomão pediu uma só coisa: "Dai-me um coração atento (1Reis 3,9).
Como símbolo do coração atento, nada mais belo e expressivo que a flor do girassol. Desde que brota até o dia em que a haste se quebra sob o peso dos grãos maduros, ela olha de frente para o sol. De manhã à noite, segue o percurso do astro rei. Durante a noite, faz o movimento inverso, e ao despontar da aurora, ei-la já à espreita do sol. As nuvens não a impedem de seguí-lo, mas a sombra  dos edifícios construídos pelos homens priva-a irremediavelmente de seus raios. A flor , então, detém-se voltada para o ponto em que o sol desapareceu, esticando o pescoço desorientada e infeliz.
Criar um espaço para que o silêncio fale deveria ser uma preocupação de quem constrói nossas igrejas, pois se é preciso a claridade para ler; para orar é necessário recolher-se no interior. É preciso a existência da penumbra. Esta convida ao silêncio, à reflexão, à prece.
São João da Cruz expressa algo muito belo: “Deus tem uma só palavra, que é o seu Verbo, e seu Filho. Essa Palavra ele a diz no eterno silêncio, e é no silêncio que a alma a ouve”.

Autor: Diácono Francisco de Assis Gonçalves
Fonte: Pastoral da Comunicação
Arquidiocese de São Paulo

Diácono Francisco de Assis Gonçalves é coordenador da Pastoral da Comunicação da Arquidiocese de São Paulo     

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Cf - 2011 - O cuidado com a vida e suas fontes


O cuidado com a vida e suas fontes

130. Na Bíblia em geral, não encontramos um tratado específico sobre o meio ambiente, mas podemos encontrar algumas indicações preciosas, a partir das quais podemos perceber o respeito que o povo de Israel devia nutrir para com os seres da natureza. Nesse sentido, um dos mais importantes é o livro do Deuteronômio. Nele podemos observar algumas passagens com recomendações expressas sobre o cuidado que as pessoas as quais se dirigia deviam nutrir para com os seres do meio ambiente.

131. É interessante observar que este livro em que se reuniu leis para vários âmbitos referentes à vida dos israelitas, prestou-se para a reorganização da sociedade israelita na metade do século VII a.C, numa fase posterior à dominação da Assíria e procura contrapor-se aos valores e práticas deste povo imperialista da época[16], inclusive no cuidado para com a natureza. Abaixo seguem algumas destas recomendações:

a) Dt 22, 6-7 – nesta passagem, o texto diz explicitamente que se alguém encontrar no caminho, sobre uma árvore ou na terra, uma ave sobre um ninho, com ovos ou filhotes, e tendo necessidade destes alimentos, poderá ficar com os filhotes, mas deverá poupar a ave (“livre deixarás a mãe”). Essa lei nos permite perceber a preocupação com a fonte da vida, com a continuidade do processo de reprodução para que a espécie não venha a se extinguir. A mentalidade imperialista dos assírios não demonstrava esta sensibilidade, conforme é possível perceber na profecia de Isaías contra a Assíria, referindo-se a interferência devastadora da mesma em relação à dominação dos povos e ao saque de seus tesouros: “A minha mão, como em um ninho apanhou a riqueza dos povos... colhi a terra inteira: não houve ninguém que batesse as asas, ninguém que desse um pio” (Is 10, 14). Trata-se de uma ação destrutiva, sem a preocupação com o ciclo da vida, com a integridade da criação. Em virtude de atitude semelhante, temos visto que a vida no planeta se encontra ameaçada.

b) Dt 20, 19-20 – apresenta orientações para situações de batalha, mas não é esquecido o cuidado com a natureza. Nesse sentido, é interessante a indicação para se poupar as árvores produtivas: “quando sitiares uma cidade... não destruas as árvores a golpes de machado; porque poderás comer dos frutos. Não derrubes as árvores. Ou as árvores do campo seriam porventura homens para fugirem de tua presença por ocasião do cerco?” (Dt 20, 19). A permissão para o corte contempla ações contra o inimigo, mas somente em relação às árvores não frutíferas, “as árvores que souberes não frutíferas, poderás destruí-las e derrubá-las para as obras do cerco contra a cidade inimiga” (Dt 20, 20). Essas recomendações são um tanto quanto paradoxais, pois em ação contra uma determinada população, procurava-se poupar árvores que lhe forneciam alimentos para sobreviver. Expressa a distinção básica entre uma árvore e o ser humano e apesar da beligerância do ser humano, deixa uma esperança para uma parte da criação[17]. Mas por outro lado, refreava o desmatamento do lugar, preocupação inexistente às potências imperialistas da época. E, neste sentido, esta preocupação demonstrada no texto é oportuna para o nosso contexto, dado que ainda se constata o prosseguimento de uma das formas mais aviltantes de agressão ao meio ambiente, a devastação de florestas.

c) Dt 23, 13-15 – nesta passagem, existe a indicação para se manter a limpeza do acampamento: “Fora do acampamento terás um lugar onde te possas retirar para as necessidades. Levarás no equipamento uma pá para fazeres uma fossa... Antes de voltar, cobrirás os escrementos.” (Dt 23, 13-14). Aqui aparece a preocupação para com o saneamento em meio ao acampamento do povo, dado importante para as condições de vida daquelas pessoas. Em nossos dias o déficit em saneamento básico é vergonhoso, atinge cerca de 2,5 bilhões de pessoas no mundo. É bom nos atentarmos também, para o fato de que essa situação vai contra a santidade da vida, “teu acampamento deve ser santo, para que o Senhor não veja em ti algo de inconveniente e te volte as costas” (Dt 23, 15b). Diante desse texto, que fala diretamente do saneamento, devemos igualmente pensar na poluição e lixo que inundam nossos rios e matas, ou o nosso ‘acampamento’.

132. Quando o pecado ganha espaço, o prejuízo acaba indo mais longe do que percebemos ou prevemos. Os judeus costumam dizer que Caim não foi responsável só pela morte de Abel, mas por ter tornado impossível a vida de toda uma descendência que viria a partir dos filhos de seu irmão. Nós também, se não cuidamos das fontes da vida e permitirmos a devastação do planeta, estamos negando vida e direitos às gerações que ainda não nasceram. Como partícipes da grande família dos filhos de Deus, temos que zelar por todos os irmãos, os do presente e os do futuro. Esses e outros textos bíblicos nos revelam a compreensão que Israel tinha de que a terra, casa comum, foi criada por Deus, mas entregue aos seres humanos, como um espaço a ser trabalhado e cuidado. Isso não apenas em textos sobre as origens do universo, mas também na literatura sapiencial conforme nos testemunha o Sl 115, 16:“Os céus são os céus do Senhor, mas a terra ele a deu aos filhos de Adão”.

133. Essa pequena reflexão sobre cuidados para com a natureza e meio ambiente a partir do livro do Deuteronômio, certamente nos ajuda a pensarmos e colocarmos em prática, novas atitudes visando à preservação do mundo em que vivemos. Pois é comum, no contexto do atual sistema, em que os bens criados são explorados indiscriminadamente, nos depararmos com atitudes de absoluto descaso para com a natureza, como o mero fato de se jogar papéis no chão ou sacolas plásticas. É urgente a nossa tarefa de construir uma espiritualidade que contribua para que todos os seres possam ser respeitados

Fonte: Texto Base da CF-2011

Vivonafé Notícias - Beatificação de João Paulo II acontece domingo


Beatificação de João Paulo II acontece domingo


Um milhão e meio de poloneses estarão presentes na Praça de São Pedro, no Vaticano, domingo, primeiro de maio. Esta é a estimativa para a solenidade de beatificação de João Paulo II, que acontece domingo, às 5h (horário de Brasília) na Basílica de São Pedro, em Roma, sob a presidência do Papa Bento XVI. A maciça presença dos poloneses se deve ao fato de ser a Polônia o país natal de João Paulo II.

Não estão incluídos nesta conta os milhares de fiéis do mundo inteiro que irão para a celebração. Entre esses milhares de fiéis estão dois padres da Arquidiocese de Natal: João Maria do Nascimento, pároco de Nossa Senhora de Fátima, Parque das Dunas, e Inácio Henrique de Araújo Teixeira, pároco de Santo Antônio de Pádua, no Parque dos Coqueiros, ambas na zona norte de Natal.



“Por aqui, tem-se notícias da presença de diversos chefes de Estado e seus respectivos corpos diplomáticos, além de lideranças religiosas de diferentes credos”, comenta o Seminarista Francisco Fernandes, da Arquidiocese de Natal, que estuda em Roma. Segundo ele, houve uma intensa preparação, do ponto de vista espiritual, com vigílias e encontros celebrativos, e do ponto de vista da segurança e infraestrtura. “A beatificação de João Paulo II é a confirmação de que o caminho da santidade continua a ser um apelo atual e sempre possível para todos nós”, afirma Francisco.
Para ele, do ponto de vista eclesiológico, a beatificação é um fato concreto de implicações positivas para a vida de todos os cristãos. “João Paulo II representa, para toda a comunidade dos crentes, uma espécie de ícone de inspiração para todos os que se põem a caminho, no seguimento de Jesus Cristo”, diz.



Fonte:Fonte: http://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not2804beatificacao.htmhttp://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not2804beatificacao.htm

sábado, 23 de abril de 2011

ESTÁ VIVO.


Dom José Alberto Moura, CSS
Arcebispo de Montes Claros - MG

O ser humano tem o grande desejo de autoafirmação e realização plena. Para isso ele depende do semelhante e de quem lhe dá segurança de obtenção de seu intento. Muitos desejam conquistá-lo sozinhos. Batem a cabeça na pedra do próprio egoísmo e limite. Infelicitam-se. Às vezes colocam seu objetivo de vida no que é limitado, material  e passageiro. A partir daí se encontram num beco sem saída. A sepultura, no caso, vem demonstrar-lhes a impotência humana de alcançar o infinito e a imortalidade.

Jesus, o Filho de Deus, assumindo nossa natureza humana, mostra-nos o que fazer para conseguirmos realizar o sonho da vida imorredoura, sendo Ele o primeiro exemplo a seguir. Ensina sobre o sentido e a finalidade da vida, com a caminhada terrena. A dependência humana de Deus e a convivência com o semelhante de modo justo e fraterno são condições vitais para conseguirmos atingir a meta da existência. A ciência e todo tipo de saber humano não são capazes de dar consistência imortal a ninguém. Só Deus tem esse poder. O humano é condicionado à matéria, ao tempo e ao espaço. Nem algum fundador de religião nem a própria religião têm força de levar seres limitados, como somos, ao patamar da felicidade com o Ser Divino.

Com a superação da morte o Cristo nos demonstra seu poder divino. Ele se submeteu aos nossos limites, inclusive passando pela sepultura de seu corpo de natureza humana. Seu poder de Deus o fez superar a morte. Também na natureza humana Ele está vivo. Paulo nos lembra: “Se Jesus não tivesse ressuscitado nossa fé seria vã” (Coríntios 15,14). A partir daí acreditamos no seu poder de fazer o milagre também de nossa ressurreição, mas tendo um corpo não mais sujeito à matéria. O mesmo apóstolo afirma: “Se acreditamos que Jesus morreu e ressuscitou, acreditamos também que aqueles que morreram em Jesus serão levados por Deus em sua companhia... Os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós os vivos, que estivermos ainda na terra...” (1 Tessalonicenses 4,14.16.17).

A Páscoa ou a ressurreição de Jesus marca a razão de ser da fé nele. Seu martírio recebeu o triunfo com a vitória  da ressurreição. A redenção, ou superação de todo tipo de morte, acontece para toda a humanidade de todos os tempos. Não é a religião que tem força de salvação. É Deus. Tudo o mais tem o efeito dessa força, quanto mais afinado estiver com os valores éticos, morais, virtuosos e de bondade inerentes a todo o ser humano. A maior precisão de bondade vem do referencial divino. Quanto mais trabalhamos para nos atermos a ela mais facilidade temos de nos encaminhar à ressurreição gloriosa com o Filho de Deus. A instituição de sua Igreja é um instrumento de importância ímpar para termos as melhores condições e os melhores meios de salvação. Quem não os usa sem culpa de não percebê-los tem os efeitos da redenção de Cristo quando vivem os valores assumidos em sã consciência de estar agindo corretamente. Nosso esforço de dar a vida pelos valores de Seu Reino nos dá verdadeira caução ou base para alcançarmos a vida sem limites na felicidade beatífica com Deus na eternidade. Não estaremos mais sujeitos à lei da sepultura. Afinal, a ressurreição de Jesus é nossa vitória!

Cf - 2011 - O descanso e o sentido autêntico da criação



119. Deus nos dá este mundo para que vivamos numa solidariedade geradora de paz. “No sétimo dia, Deus concluiu toda obra que tinha feito; e no sétimo dia repousou de toda obra que fizera” (Gn 2, 2a). Este dia, o sétimo, se reveste de grande importância no contexto do primeiro relato da criação, pois nele, Deus “concluiu” a sua criação. Desta forma, é no dia chamado de sábado e através dele, que o homem e a mulher vão reconhecer a realidade na qual vivem, como também perceberem-se como criação de Deus. Este dia é chamado de sábado, do qual deriva uma doutrina, que também, ilumina a criação sobre o seu autêntico futuro, pois a abre para a presença da eternidade no tempo, e testemunha o mundo vindouro que está sendo engendrado no hoje.

120. A filosofia moderna criou as bases para o desenvolvimento de uma visão mecanicista da natureza. Através do pensamento de Francis Bacon, desenvolveu o método indutivo que possibilitou a elaboração de princípios gerais das ciências através da associação de elementos particulares observáveis empiricamente. René Descartes trabalhou os conceitos de ideia clara e distinta, que ajudou na observação de fenômenos particulares. Depois estabeleceu a distinção entre a realidade material e a inteligível (res extensa e res cogitans), possibilitando uma mentalidade dualista, que fundamenta o materialismo como consequência da ruptura entre o material e o espiritual e, por fim, desenvolveu o método racional. Galileu Galilei descobriu a órbita dos planetas, que fez com que ele concebesse o universo funcionando como um relógio. Tudo isso contribuiu para uma visão mecanicista do universo, que será desenvolvido até as últimas consequências por Isaac Newton. Nessa visão mecanicista do universo, não há espaço lógico para pensar o descanso da natureza ou para encontrar um lugar na vida humana para a contemplação. Mas não há nada mais estranho ao significado da criação do que o planeta ser entendido como uma espécie de máquina, como na modernidade.

121. Em nossos dias, há muito ficou para segundo plano esta leitura do descanso de Deus, no qual Ele abençoa e santifica a sua obra criada. Damos muito mais valor e sentido à vida do ponto de vista do trabalho e da produção, enquanto que o descanso, a festa, a alegria em viver são desqualificadas como sem serventia e sem sentido. Não é possível entender a criação de modo mais aprofundado, sem perceber o sentido deste repouso. Para as tradições bíblicas estas realidades estão interligadas, pois o repouso é a festa da criação. É em vista desta festa que Deus criou o céu e a terra e tudo o que neles existem. Por isso, na história da criação, sucede-se a cada dia uma noite; o descanso de Deus, no entanto, não conhece noite alguma.

122. Então podemos nos interrogar: o que Deus acrescentou com o descanso às obras da Criação se já a havia concluído no sexto dia? O que ainda faltava para a criação, se já se encontrava acabada? A resposta é o próprio descanso, do qual emergem a bênção e a santificação do sétimo dia, ou seja, Deus conclui a criação com a sua bênção [9]. É do repouso de Deus que emergem a bênção e a santificação do sábado. A obra da criação tem sua conclusão com o descanso do Criador. O Deus que descansa no sétimo dia é o criador que descansa de toda obra que fizera. No dia do repouso, o Criador também se recolhe novamente a si, o que não significa um retorno à existência eterna anterior à criação do mundo e das pessoas, mas deixa de criar e, junto com a sua criação, descansa e a contempla[10].

123. Entretanto, com o descanso, inicia-se a história de Deus com as suas criaturas, com o mundo e do mundo com Deus. Podemos dizer que Deus, não somente descansa de sua criação, mas que este descanso se dá em sua obra, que está diante dele e Ele presente nela[11]. Resulta que no sétimo dia, Deus liga a sua presença eterna com a sua criação transitória, está com ela e nela. Assim, a conclusão da criação se realiza no e com o descanso. A criação se refere à obra de Deus, enquanto o repouso à sua existência presente[12].

124. Pode-se afirmar que a criação revela Deus através de seus seres, mas apenas o repouso é a autorrevelação de Deus. Por isso, as obras da criação desembocam no descanso. No sétimo dia, inicia-se o reino da glória, da esperança e do futuro de todas as criaturas, e o sábado humano, torna-se “sonho de plenitude”[13], dado que esse descanso é indício e antecipação da eterna festa da glória divina. Para que isso seja possível, não podemos dissociar descanso de contemplação do divino, de modo que o descanso aprofunda os relacionamentos entre Criador e criatura e torna-se caminho de santificação e, por isso, o Decálogo exige a santificação do descanso (cf. Ex 20, 8).

125. O próprio Deus mostra o repouso como exigência para a vida humana e para a natureza quanto estabelece o ano sabático e o ano jubilar (cf. Lv 25, 1-22), sendo que o descanso deve ser respeitado não apenas para o ser humano, mas também para toda a natureza. Sem descanso não pode haver nem sequer vida natural de qualidade.

1.4.2. O dia do descanso e a ressurreição de Cristo
126. Nós cristãos entendemos que o sentido original do dia festivo está na celebração da ressurreição de Jesus, fato primordial sobre o qual apoia a nossa fé,[14] ocorrida no domingo. O domingo cristão deve ser visto como a expansão messiânica do sábado de Israel. O domingo, dia festivo cristão, entendido e vivido como o “dia do Senhor” não somente antecipa o descanso do final dos tempos, mas indica o início da nova criação.

127. Segundo a concepção cristã, a nova criação começa com a ressurreição de Cristo[15]. O jardim da ressurreição é o novo jardim do Éden, o lugar da recriação. O casal humano se reencontra num universo que não é o túmulo, mas o jardim, lugar da vida e não da morte. Se o sábado de Israel permite olhar em retrospectiva para as obras da criação de Deus e para o próprio trabalho das pessoas, a festa da ressurreição olha para frente, para o futuro da nova criação. Se o sábado de Israel permite participar do descanso de Deus, a festa cristã da ressurreição permite participar da força que opera a recriação do mundo. Se o sábado de Israel é primordialmente um dia de reflexão e de agradecimento, a festa cristã da ressurreição é primordialmente um dia de início e de esperança.

128. Não é por acaso que o dia da festa da ressurreição é visto pela Igreja como o primeiro dia da semana. Se para Deus, o sábado da criação era o sétimo dia, para as pessoas que haviam sido criadas no sexto dia, o sábado era o primeiro dia que experimentavam.

129. O esquecimento do significado profundo do dia do descanso também proporcionou a estruturação de um mundo sem celebração, de um tempo visto somente pela ótica da produção e do progresso, que gerou desequilíbrios e injustiças. E, dessa forma, prosperou um sistema de produção ancorada na eficiência, crescimento contínuo e na exclusão, com o capital assumindo a função de mantenedor da expansão e voltado para o lucro. Por isso, mesmo neste contexto de crise ambiental, nossa atenção não pode deixar de voltar-se para aqueles ‘descartados’ do sistema produtivo e que passam fome e outras necessidades. Este mundo sem o descanso de Deus, de sua presença, corre o risco de converter-se em fábricas que poluem e de homens e mulheres que atuam em um mercado de trabalho gerador mais de morte, que de vida propriamente.

Fonte: Fonte: Texto Base da CF 2011
Referências:
[10] Cf. Jurgen MOLTMANN, p. 396-397.
[11] Cf. Jurgen MOLTMANN, p. 398.
[12] Cf. Dies D 61.
[13] Cf. Franz ROSENZWEIG, In Jurgen Moltmann, op cit, p. 399.
[14] Cf. Idem 2.
[15] Cf. Idem, 25.















Sábado Santo - dia do silêncio

 Sábado Santo
"Durante o Sábado Santo a Igreja permanece junto ao sepulcro do Senhor, meditando sua paixão e sua morte, sua descida à mansão dos mortos e esperando na oração e no jejum sua ressurreição (Circ 73).

No dia do silêncio: a comunidade cristã vela junto ao sepulcro. Calam os sinos e os instrumentos. É ensaiado o aleluia, mas em voz baixa. É o dia para aprofundar. Para contemplar. O altar está despojado. O sacrário aberto e vazio.

A Cruz continua entronizada desde o dia anterior. Central, iluminada, com um pano vermelho com o louro da vitória. Deus morreu. Quis vencer com sua própria dor o mal da humanidade. É o dia da ausência. O Esposo nos foi arrebatado. Dia de dor, de repouso, de esperança, de solidão. O próprio Cristo está calado. 


Ele, que é Verbo, a Palavra, está calado. Depois de seu último grito da cruz "por que me abandonaste?", agora ele cala no sepulcro. 


Descansa: "consummantum est", "tudo está consumado". Mas este silêncio pode ser chamado de plenitude da palavra. O assombro é eloqüente. "Fulget crucis mysterium", "resplandece o mistério da Cruz".

O Sábado é o dia em que experimentamos o vazio. Se a fé, ungida de esperança, não visse no horizonte último desta realidade, cairíamos no desalento: "nós o experimentávamos… ", diziam os discípulos de Emaús.

É um dia de meditação e silêncio. Algo pareceido à cena que nos descreve o livro de Jó, quando os amigos que foram visitá-lo, ao ver o seu estado, ficaram mudos, atônitos frente à sua imensa dor: "Sentaram-se no chão ao lado dele, sete dias e sete noites, sem dizer-lhe uma palavra, vendo como era atroz seu sofrimento" (Jó. 2, 13).


Ou seja, não é um dia vazio em que "não acontece nada". Nem uma duplicação da Sexta-feira. A grande lição é esta: Cristo está no sepulcro, desceu à mansão dos mortos, ao mais profundo em que pode ir uma pessoa. E junto a Ele, como sua Mãe Maria, está a Igreja, a esposa. Calada, como ele. O Sábado está no próprio coração do Tríduo Pascal. Entre a morte da Sexta-feira e a ressurreição do Domingo nos detemos no sepulcro. Um dia ponte, mas com personalidade. São três aspectos -não tanto momentos cronológicos- de um mesmo e único mistério, o mesmo da Páscoa de Jesus: morto, sepultado, ressuscitado:


"...se despojou de sua posição e tomou a condição de escravo…se rebaixou até se submeter inclusive à morte, quer dizer, conhecesse o estado de morte, o estado de separação entre sua alma e seu corpo, durante o tempo compreendido entre o momento em que 
Ele expirou na cruz e o momento em que ressuscitou. Este estado de Cristo morto é o mistério do sepulcro e da descida à mansão dos mortos. É o mistério do Sábado Santo em que Cristo depositado na tumba manifesta o grande repouso sabático de Deus depois de realizar a salvação dos homens, que estabelece na paz o universo inteiro".

Vigília Pascal
A celebração é no sábado à noite, é uma Vigília em honra ao Senhor, segundo uma antiqüíssima tradição, (Ex. 12, 42), de maneira que os fiéis, seguindo a exortação do Evangelho (Lc. 12, 35 ss), tenham acesas as lâmpadas como os que aguardam a seu Senhor quando chega, para que, ao chegar, os encontre em vigília e os faça sentar em sua mesa.

A Vigília Pascal se desenvolve na seguinte ordem:
  • Breve Lucernário
  • Abençõa-se o fogo. Prepara-se o círio no qual o sacerdote com uma punção traça uma cruz. Depois marca na parte superior a letra Alfa e na inferior Ômega, entre os braços da cruz marca as cifras do anos em curso. A continuação se anuncia o Pregão Pascal.
  • Liturgia da Palavra
    Nela a Igreja confiada na Palavra e na promessa do Senhor, media as maravilhas que desde os inícios Deus realizou com seu povo.
  • Liturgia Batismal
    São chamados os catecúmenos, que são apresentados ao povo por seus padrinhos: se são crianças serão levados por seus pais e padrinhos. Faz-se a renovação dos compromissos batismais.
  • Liturgia Eucarística
    Ao se aproximar o dia da Ressurreição, a Igreja é convidada a participar do banquete eucarístico, que por sua Morte Ressurreição, o Senhor preparou para seu povo. Nele participam pelas primeira vez os neófitos.
Toda a celebração da Vigília Pascal é realizada durante a noite, de tal maneira que não se deva começar antes de anoitecer, ou se termine a aurora do Domingo.

A missa ainda que se celebre antes da meia noite, é a Missa Pascal do Domingo da Ressurreição. Os que participam desta missa, podem voltar a comungar na segunda Missa de Páscoa.
O sacerdote e os ministros se revestem de branco para a Missa. Preparam-se os velas para todos os que participem da Vigília. 

Liturgia das Horas - Sábado Santos - Laudes

Continuando as Laudes nessa Semana Santa, chegamos ao Terceiro dia do Tríduo Pascal, vamos rezar com toda a igreja. Clic no link abaixo:
http://www.diocesedeosorio.org/osorio/liturgiadashoras/tempoquaresma/quaresma_ver.asp?Liturhoras_ID=136