domingo, 7 de agosto de 2011

Angelus de Bento XVI - 07/08/2011


Domingo, 07 de agosto de 2011, 13h29
(tradução de Mirticeli Medeiros - equipe CN Notícias)Boletim da Sala de Imprensa da Santa Sé
Angelus
Castel Gandolfo
Domingo, 07 de agosto de 2011
Queridos irmãos e irmãs!

No Evangelho deste domingo, encontramos Jesus, que retirando-se no Monte, ora por toda a noite. O Senhor longe das pessoas e dos discípulos, manifesta a sua intimidade com o Pai e a necessidade de orar em solidão, fora das agitações do mundo. Este distanciar-se, entretanto, não deve ser entendido como um desinteresse em relação as pessoas ou um abandono em relação aos apóstolos. Ao contrário – diz São Mateus – Ele primeiro mandou os discípulos subirem na barca e passar antes dele para a outra margem (Mt, 14, 22) para depois encontrá-los de novo. Neste intervalo de tempo, a barca já se distanciava da terra e era agitada pelas ondas: o vento, de fato, era contrário (v.24) e eis que no final da noite, Jesus foi na direção deles caminhando sobre as águas.(v.25); os discípulos ficaram assustados, pois pensavam que Ele fosse um fantasma e tiveram medo (v.26); não o reconheceram, não entenderam que se tratava do Senhor. Mas Jesus os assegura: “Coragem, sou eu, não tenhais medo!” (v.27)

È um episodio do qual os Padres da Igreja colheram uma grande riqueza de significado. O mar simboliza a vida presente e a instabilidade do mundo visível; a tempestade indica as várias tribulações, as dificuldades, que oprimem o homem. Já a barca, representa a Igreja edificada sobre Cristo e guiada pelos apóstolos. Jesus quer educar os discípulos a suportar com coragem as adversidades da vida, confiando em Deus, naquele que se revelou a Elias no monde Oreb através do sussurro da brisa suave.(1 Re 19,12). O trecho continua depois com o gesto do apóstolo Pedro, o qual, envolvido por um impulso de amor diante do mestre, pede para ir ao encontro dEle, caminhando sobre as águas. “Mas vendo que o vento era forte, teve medo e começando a afundar, gritou: “Senhor, salva-me”(Mt 14,30).

Santo Agostinho, imaginando estar diante do apóstolo, comenta: “O Senhor se abaixou e te pegou pela mão. Somente com as tuas forças você não pode se levantar. Segure a mão daquele que desce até você”. Pedro caminha sobre as águas não pela própria força, mas pela graça divina, na qual crê, e quando se vê tomado pela dúvida, quando não fixa o olhar em Jesus, mas tem medo do vento, quando não confia plenamente na palavra do Mestre, quer dizer que está se distanciando dele e é aí que começa a afundar no mar da vida. O grande pensador Romano Guardini escreve que o Senhor “está sempre perto, estando na raiz do nosso ser. Todavia, devemos experimentar o nosso relacionamento com Deus entre os polos da distância e da proximidade. Na proximidade somos fortificados, na distancia somos colocados à prova”. (Livro: Aceitar nós mesmos, Brescia 1992).

Caros amigos, a experiência do profeta Elias que ouviu a passagem de Deus e por outro lado o transtorno de fé do apóstolo Pedro, nos fazem compreender que o Senhor antes que o procuremos ou o invocamos, é Ele mesmo que vem ao nosso encontro, abaixa o céu para segurar nossa mão e levar-nos a suas alturas, espera somente que confiemos totalmente nEle. Invocamos a Virgem Maria, modelo de confiança plena em Deus, porque em meio a tantas preocupações, problemas, dificuldades que agitam o mar da nossa vida, ressoe no nosso coração a palavra segura de Jesus: “Coragem, sou Eu, não tenhais medo!, e cresça a nossa fé nele.
 
Fonte: http://noticias.cancaonova.com

terça-feira, 2 de agosto de 2011

RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – Parte III


Conseqüências

Primeira conseqüência. – Maria é a Rainha dos corações

37. Primeiro, Maria recebeu de Deus um grande domínio sobre as almas dos eleitos; pois ela não pode estabelecer neles sua residência, como Deus Pai lhe ordenou; não pode formá-los, nutri-los, fazê-los nascer para a vida eterna, como sua mãe, possuí-los como sua herança e partilha, formá-los em Jesus Cristo e Jesus Cristo neles; não pode implantar em seus corações as raízes de suas virtudes, a ser a companheira inseparável do Espírito Santo em todo os seus trabalhos de graça; não pode, repito, fazer todas estas coisas, se não tiver direito e domínio sobre suas almas, por uma graça singular do Altíssimo. E esta graça, que lhe deu autoridade sobre o Filho único e natural de Deus, lhe foi concedida também sobre seus filhos adotivos, não só quanto ao corpo, o que seria pouco, mas também quanto à alma.

38. Maria é a Rainha do céu e da terra, pela graça, como Jesus é o rei por natureza e conquista. Ora, como o reino de Jesus Cristo compreende principalmente o coração ou o interior do homem, conforme a palavra: “O reino de Deus está no meio de vós” (Lc 17, 21), o reino da Santíssima Virgem está principalmente no interior do homem, isto é, em sua alma, e é principalmente nas almas que ela é mais glorificada com seu Filho, do que em todas as criaturas visíveis, e podemos chamá-la com os santos a Rainha dos corações. 


segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O que pensava D.Estêvão Bintencourt


Porque não se pode confessar antes da 1ª comunhão?


Porque a confissão é um sacramento, assim como a comunhão e é preciso fazer uma preparação para recebê-lo. Antigamente só se aceitava adultos à confissão e à comunhão, mas conforme os séculos foram passando, a humanidade foi ficando mais dura de coração, e se deixar hoje em dia uma pessoa sem confissão e sem comunhão até a idade adulta, quando ela chegar lá já está perdida.


Porque devemos nos confessar para receber a 1ª comunhão e a crisma?


Porque os sacramentos são santos e Deus, que concede o sacramento é Santo. Por isto os sacramentos devem ser recebidos em "estado de graça" (sem pecados).
Se eu não estiver em estado de graça, não posso receber a graça. Os sacramentos não são uma coisa "automática", que Deus é "obrigado" a conceder mesmo a contragosto, porque você cumpriu o rito bonitinho. Pela nossa fé, nós sabemos que Deus confirma no céu o sacramento que é dado na terra, pois foi assim que ele garantiu à igreja (e somente à igreja): "Tudo o que ligardes na terra, será ligado no céu" (Mt 16,19). Mas, para isto é preciso haver as condições necessárias. Qualquer sacramento - A Eucaristia, o Crisma, o Matrimônio - só são válidos para Deus se a pessoa que recebe o sacramento o fez com "reta intenção" - ou seja: Sem falsidade no coração. 


Fonte: Pe. Estevão Bettencourt, osb
Dom Estêvão Bettencourt (Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1919 - 14 de abril de 2008), batizado Flávio Tavares Bettencourt, foi um dos mais destacados teólogos brasileiro do século XX. Foi também monge da Ordem dos Beneditinos do Mosteiro de São Bento, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
http://peregrinosdejesus.org.br

domingo, 31 de julho de 2011

O silêncio na Liturgia: a sonoridade de Deus


Conforme a IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO) no seu capítulo II que trata da ESTRUTURA DA MISSA - SEUS ELEMENTOS E SUAS PARTES, o item 45 trata do SILÊNCIO que devemos guardar como parte da celebração, veja abaixo o artigo:

O silêncio
45.  Também se deve guardar, nos momentos próprios, o silêncio sagrado, como parte da celebração [55]. A natureza deste silêncio depende do momento em que ele é observado no decurso da celebração. Assim, no ato penitencial e a seguir ao convite à oração, o silêncio destina-se ao recolhimento interior; a seguir às leituras ou à homilia, é para uma breve meditação sobre o que se ouviu; depois da Comunhão, favorece a oração interior de louvor e ação de graças.
Antes da própria celebração é louvável observar o silêncio na igreja, na sacristia e nos lugares que lhes ficam mais próximos, para que todos se preparem para celebrar devota e dignamente os ritos sagrados.

[55] Cf. II Conc. do Vaticano, Const. sobre a sagrada Liturgia, Sacrosanctum Concilium, 30; Instr. Musicam sacram, 5 de Março 1967, 17: AAS 59 (1967) 305.

Temos sentido esse silêncio nas celebrações que participamos? 
Leia no site abaixo uma matéria sobre o sentido do silêncio na Liturgia. 

sábado, 30 de julho de 2011

Didaqué A instrução dos 12 apóstolos - Parte II

Didaqué
A instrução dos 12 apóstolos
O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE - (Ano 145-150 DC)


CAPÍTULO II 
1O segundo mandamento da instrução é: 
2Não mate, não cometa adultério, não corrompa os jovens, não fornique, não roube, não pratique a magia nem a feitiçaria. Não mate a criança no seio de sua mãe e nem depois que ela tenha nascido. 
3Não cobice os bens alheios, não cometa falso juramento, nem preste falso testemunho, não seja maldoso, nem vingativo. 
4Não tenha duplo pensamento ou linguajar pois o duplo sentido é armadilha fatal. 
5A sua palavra não deve ser em vão, mas comprovada na prática. 
6Não seja avarento, nem ladrão, nem fingido, nem malicioso, nem soberbo. Não planeje o mal contra o seu próximo. 
7Não odeie a ninguém, mas corrija alguns, reze por outros e ame ainda aos outros, mais até do que a si mesmo.



Fonte:www.salvaialmas.com.br

RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – Parte II

RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – São Luis Mria Grignion de Monfort.

Princípios

Segundo Princípio. – Deus quer servir-se de Maria na santificação das almas

22. A conduta das três pessoas da Santíssima Trindade, na encarnação e primeira vinda de Jesus Cristo, é a mesma de todos os dias, de um modo visível, na Igreja, e esse procedimento há de perdurar até à consumação dos séculos, na última vinda de Cristo.

23. Deus Pai ajuntou todas as águas e denominou-as mar; reuniu todas as graças e chamou-as Maria. Este grande Deus tem um tesouro, um depósito riquíssimo, onde encerrou tudo que há de belo, brilhante, raro e precioso, até seu próprio Filho; e este tesouro imenso é Maria, que os anjos chamam o tesouro do Senhor, e de cuja plenitude os homens se enriquecem.


24. Deus Filho comunicou a sua Mãe tudo que adquiriu por sua vida e morte: seus méritos infinitos e suas virtudes admiráveis. Fê-la tesoureira de tudo que seu Pai lhe deu em herança; é por ela que ele aplica seus méritos aos membros do corpo místico, que comunica suas virtudes, e distribui suas graças; é ela o canal misterioso, o aqueduto, pelo qual passam abundante e docemente suas misericórdias.

25. Deus Espírito Santo comunicou a Maria, sua fiel esposa, seus dons inefáveis, escolhendo-a para dispensadora de tudo que ele possui. Deste modo ela distribui seus dons e suas graças a quem quer, quanto quer, como quer e quando quer, e dom nenhum é concedido aos homens, que não passe por suas mãos virginais. Tal é a vontade de Deus, que tudo tenhamos por Maria e assim será enriquecida, elevada e honrada pelo Altíssimo, aquela que, em toda a vida, quis ser pobre, humilde e escondida até ao nada. Eis a opinião da Igreja e dos Santos Padres.

27. Pois que a graça aperfeiçoa a natureza e a glória aperfeiçoa a graça, é certo que Nosso Senhor continua a ser, no céu, tão Filho de Maria, como o foi na terra. Por conseguinte, ele conserva a submissão e obediência do mais perfeito dos filhos para com a melhor das mães. Cuidemos, porém, de não atribuir a essa dependência o menor abaixamento ou imperfeição em Jesus Cristo. Maria está infinitamente abaixo de seu Filho, que é Deus, e, portanto, não lhe dá ordens, como uma mãe terrestre as dá a seu filho. Maria, porque está toda transformada em Deus pela graça e pela glória que, em Deus, transforma todos os santos, não pede, não quer, não faz a menor coisa contrário à eterna e imutável vontade de Deus. Se Moisés, pela força de sua oração, conseguiu sustar a cólera de Deus contra os israelitas, e de tal modo que o altíssimo e infinitamente misericordioso Senhor lhe disse que o deixasse encolerizar-se e punir aquele povo rebelde, que devemos pensar, com muito mais razão, da prece da humilde Maria, a digna Mãe de Deus, que tem mais poder junto da Majestade divina, que as preces e intercessões de todos os anjos e santos do céu e da terra?

28. No céu, Maria dá ordens aos anjos e aos bem-aventurados. Para recompensar sua profunda humildade, Deus lhe deu o poder e a missão de povoar de santos os tronos vazios, que os anjos apóstatas abandonaram e perderam por orgulho. E a vontade do Altíssimo, que exalta os humildes (Lc 1, 52), é que o céu, a terra e o inferno se curvem, de bom ou mau grado, às ordens da humilde Maria, pois ele a fez soberana do céu e da terra, general de seus exércitos, tesoureira de suas riquezas, dispensadora de sua graças, artífice de suas grandes maravilhas, reparadora do gênero humano, medidora para os homens, exterminadora dos inimigos de Deus e a fiel companheira de sua grandezas e de seus triunfos. 

29. Por meio de Maria, Deus Pai quer que aumente sempre o número de seus filhos, até a consumação dos séculos, e diz-lhes estas palavras: In Iacob inhabita – Habita em Jacob (Ecli 24, 13), isto é, faze tua morada e residência em meus filhos e predestinados, figurados por Jacob e não nos filhos do demônio e nos réprobos, que Esaú figura.

30. Assim como na geração natural e corporal há um pai e uma mãe, há, na geração sobrenatural, um pai que é Deus e uma mãe, Maria Santíssima. Todos os verdadeiros filhos de Deus e os predestinados têm Deus por pai, e Maria por mãe; e quem não tem Maria por mãe, não tem Deus por pai.

31. O desejo de Deus Filho é formar-se e, por assim dizer, encarnar-se todos os dias, por meio de sua Mãe, em seus membros. Ele lhe diz: “In Israel hereditare – Possui tua herança em Israel” (Ecli 24, 13), como se dissesse: Deus, meu Pai, deu-me por herança todas as nações da terra, todos os homens bons e maus, predestinados e réprobos. Eu os conduzirei, uns com a vara de ouro, outros com a vara de ferro; serei o pai e advogado de uns, o justo vingador para outros, o juiz de todos; mas vós, minha querida Mãe, só tereis por herança e possessão os predestinados, figurados por Israel. Como sua boa mãe vós lhes dareis a vida, os nutrireis, educareis; e, como sua soberana, os conduzireis, governareis e defendereis.

34. É vontade de Deus Espírito Santo que nela e por ela se formem eleitos. “In electis meis mitte radices” (Ecli 24, 12), lhe diz ele: Minha bem-amada e minha esposa, lança em meus eleitos as raízes de todas as virtudes, a fim de que eles cresçam de virtude em virtude e de graça em graça. Tive tanta complacência em ti, quando vivias na terra, praticando as mais sublimes virtudes, que desejo ainda encontrar-te sobre a terra sem que deixes de estar no céu. Reproduze-te, portanto, em meus eleitos. Que eu veja neles com complacência as raízes de tua fé invencível, de tua humildade profunda, de tua mortificação universal, de tua oração sublime, de tua caridade ardente, de tua firmíssima esperança e de todas as tuas virtudes. É sempre a minha esposa tão fiel, tão pura e tão fecunda como nunca: que tua fé me dê fiéis, que tua pureza me dê virgens, que tua fecundidade me dê eleitos e templos.

3 Maria produziu, com o Espírito Santo, a maior maravilha que existiu e existirá – um Deus-homem; e ela produzirá, por conseguinte, as coisas mais admiráveis que hão de existir nos últimos tempos. A formação e educação dos grandes santos, que aparecerão no fim do mundo, lhe está reservada, pois só esta Virgem singular e milagrosa pode produzir, em união com o Espírito santo, as obras singulares e extraordinárias.

36. Quando o Espírito Santo, seu esposo, a encontra numa alma, ele se apodera dessa alma, penetra-a com toda a plenitude, comunicando-se-lhe abundantemente e na medida que lhe concede sua esposa; e uma das razões por que, hoje em dia, o Espírito Santo não opera, nas almas, maravilhas retumbantes, é não encontrar ele uma união bastante forte entre as almas e sua esposa fiel e inseparável. Digo esposa inseparável porque, depois que este Amor substancial do Pai e do Filho desposou Maria para produzir Jesus Cristo, o chefe dos eleitos, e Jesus Cristo nos eleitos, nunca a repudiou, pois ela tem sido sempre fiel e fecunda.


Fonte:http://www.salvaialmas.com.br

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Didaqué A instruçãso dos 12 apóstolos - Parte I

A palavra grega “didaqué” quer dizer instrução, ensinamento ou doutrina dos Apóstolos, mesmo que ninguém acredite ser dos 12 apóstolos e sim, a experiência de umas das primitivas comunidades cristãs.

Este documento foi encontrado em 1883 por Philotheos Byrennios, no momento, metropolita de Sérrai na Macedônia, que publicou um manuscrito grego, datado de 1056. Desde 1887 permanece com o patriarcado de Jerusalém, onde é conhecido como o Códice Hierossimilitano 54. Outras versões parciais foram encontradas: uma geórgica, um fragmento em copto que se encontra no Museu Britânico, dois fragmentos em grego e um fragmento no papiro de Oxyrhynchos, datado entre os séculos IV e V. Em 1900 descobriu-se também uma cópia latina que se encontra no Museu de Munique, datada do século XI.

A Didaqué foi compilada, segundo uns autores, entre os anos 50-70, ou segundo outros entre os anos 90-100. Se foi redigida, mesmo que tenha sido apenas em suas primeiras partes, nos anos 50, estamos em plena época de São Paulo. Todos os autores estão de acordo em que a comunidade na qual foi escrita estaria situada na Palestina ou na Síria e, talvez na própria Antioquia.

Esta comunidade estava formada por judeu-cristãos que, provavelmente, começou acolher também alguns pagãos. 



O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE - (Ano 145-150 DC)

CAPÍTULO I

1Existem dois caminhos: o caminho da vida e o caminho da morte. Há uma grande diferença entre os dois. 2Este é o caminho da vida: primeiro, ame a Deus que o criou; segundo, ame a seu próximo como a si mesmo. Não faça ao outro aquilo que você não quer que façam a você. 
3Este é o ensinamento derivado dessas palavras: bendiga aqueles que o amaldiçoam, reze por seus inimigos e jejue por aqueles que o perseguem. Ora, se você ama aqueles que o amam, que graça você merece? Os pagãos também não fazem o mesmo? Quanto a você, ame aqueles que o odeiam e assim você não terá nenhum inimigo. 
4Não se deixe levar pelo instinto. Se alguém lhe bofeteia na face direita, ofereça-lhe também a outra face e assim você será perfeito. Se alguém o obriga a acompanhá-lo por um quilometro, acompanhe-o por dois. Se alguém lhe tira o manto, ofereça-lhe também a túnica. Se alguém toma alguma coisa que lhe pertence, não a peça de volta porque não é direito. 
5Dê a quem lhe pede e não peças de volta pois o Pai quer que os seus bens sejam dados a todos. Bem-aventurado aquele que dá conforme o mandamento pois será considerado inocente. Ai daquele que recebe: se pede por estar necessitado, será considerado inocente; mas se recebeu sem necessidade, prestará contas do motivo e da finalidade. Será posto na prisão e será interrogado sobre o que fez... e daí não sairá até que devolva o último centavo.
6Sobre isso também foi dito: que a sua esmola fique suando nas suas mãos até que você saiba para quem a está dando.



Fonte: http://www.salvaialmas.com.br

RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA- I Parte


RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – São Luis Mria Grignion de Monfort.

Princípios

Primeiro Princípio – Deus quis servir-se de Maria na Encarnação.

16. Deus Pai só deu ao mundo seu Unigênito por Maria. Suspiraram os patriarcas, e pedidos insistentes fizeram os profetas e os santos da lei antiga, durante quatro milênios, mas só Maria o mereceu, e alcançou graça diante de Deus, pela força de suas orações e pela sublimidade de suas virtudes. Porque o mundo era indigno, diz Santo Agostinho, de receber o Filho de Deus diretamente das mãos do Pai, ele o deu a Maria a fim de que o mundo o recebesse por meio dela.
Em Maria e por Maria é que o Filho de Deus se fez homem para nossa salvação.
Deus Espírito Santo formou Jesus Cristo em Maria, mas só depois de lhe ter pedido consentimento por intermédio de um dos primeiros ministros da corte celestial.

17. Deus Pai transmitiu a Maria sua fecundidade, na medida em que a podia receber uma simples criatura, para que ela pudesse produzir o seu Filho e todos os membros de seu Corpo Místico.

18. Deus Filho desceu ao seu seio virginal, qual novo Adão no paraíso terrestre, para aí ter suas complacências e operar em segredo maravilhas de graça. Deus, feito homem, encontrou sua liberdade em se ver aprisionado no seio da Virgem Mãe; patenteou a sua força em se deixar levar por esta Virgem santa; achou sua glória e a de seu Pai, escondendo seus esplendores a todas as criaturas deste mundo, para revelá-las somente a Maria; glorificou sua independência e majestade, dependendo desta Virgem amável, em sua conceição, em seu nascimento, em sua apresentação no templo, em seus trinta anos de vida oculta, até à morte, a que ela devia assistir, para fazerem ambos um mesmo sacrifício e para que ele fosse imolado ao Pai eterno com o consentimento de sua Mãe, como outrora Isaac, como o consentimento de Abraão à vontade de Deus. Foi ela quem o amamentou, nutriu, sustentou, criou e sacrificou por nós. 

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Só Cristo pode fundar uma Igreja



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É ilógico dizer que todas as religiões são equivalentes entre si

Temos de respeitar a crença de cada pessoa; a liberdade religiosa é algo fundamental, mas não é verdade que todas as religiões e Igrejas são igualmente válidas. As muitas religiões ou seitas foram fundadas por simples mortais, e não por Deus, por isso não se pode dizer que todas as religiões são boas, e que basta ser religioso e seguir qualquer uma delas. Se isso fosse verdade, Jesus não precisaria ter vindo a este mundo, fundar a Sua Igreja e morrer numa cruz. Bastava deixar os homens continuar no paganismo ou se salvarem nas outras religiões. Assim não seria necessário todo o esforço de evangelização em todo o mundo, com milhares de mártires, missionários, etc..
É ilógico dizer que todas as religiões são equivalentes entre si, pois elas propõem Credos diferentes, que se excluem mutuamente. Algumas religiões professam o politeísmo (muitos deuses), outras o panteísmo (tudo é Deus), ou o monoteísmo (há um só Deus).  Veja, na questão mais essencial da religião, isto é, a concepção de Deus, já há uma enorme diversidade, que se excluem mutuamente; como, então, querer que todas as religiões sejam equivalentes e igualmente boas? É ilógico e irracional. Então há que se descobrir a Verdade. Se a verdade plena está numa doutrina, esta é a verdadeira e as outras são falsas.
Ora a verdade é uma só, logo, objetivamente falan­do, há Credos verídicos e credos errôneos. Cada reli­gião tem a sua doutrina, seu culto e sua moral própria; e é aqui que estão as divergências: uns creem na reencarnação, outros não a acei­tam; alguns aceitam o divórcio, o aborto, o homossexualismo, a guerra santa, a poligamia... e há quem não os admita.

Com quem está Verdade? A verdade não pode estar com todos. Logo, não podem ser boas todas as religiões.

O Concílio Vaticano afirmou:
“Professa o Sacro Sínodo que o próprio Deus manifestou ao gêne­ro humano o caminho pelo qual os homens, servindo a Ele, pudessem salvar-se e tornar-se felizes em Cristo. Cremos que essa única verdadei­ra Religião subsiste na Igreja católica e apostólica, a quem o Senhor Jesus confiou a tarefa de difundi-la aos homens todos, quando disse aos Apóstolos: “Ide pois e ensinai os povos todos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-lhes a guardar tudo quanto vos mandei” (Mt 28, 19-20). Por sua vez, estão os homens todos obriga­dos a procurar a verdade, sobretudo aquela que diz respeito a Deus e a Sua Igreja e, depois de conhecê-la, a abraçá-la e praticá-la”. (Declaração Dignitatis Humanae, n.1).
“Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos una, santa, católica e apostólica (12), e que o nosso Salvador, depois da sua Ressurreição, confiou a Pedro para que ele a apascentasse (cf. Jo 21, 17), encarregando-o, assim como aos demais Apóstolos, de a difundirem e de a governarem (cf. Mt 28, 18s), levantando-a para sempre como “coluna e esteio da verdade” (1 Tm 3, 15). Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, ainda que fora do seu corpo se encontrem realmente vários elementos de santificação e de verdade, elementos que, na sua qualidade de dons próprios da Igreja de Cristo, conduzem para a unidade católica”. (Lumen Gentium, nº 8).

Foto
Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br
Fonte:www.cancaonova.com

terça-feira, 26 de julho de 2011

O perdão



Imagem de DestaqueO perdão
Perdoar passa pelo coração e depois pela inteligência



O perdão começa sempre em nosso coração. Passa depois pela nossa inteligência. É uma decisão! Depois de concebido no coração e gestado no pensamento, ele [perdão] ganha vida por uma decisão irreversível e explícita. Enquanto não perdoamos, perpetuamos a falsa ideia de que a vingança e o ódio podem ser remédios para curar nossa dor, a vingança parece ser mais justa do que o perdão. Mas é só na hora. A longo prazo suas consequências serão terríveis e cruéis.

O perdão afeta o presente e o futuro, mas não pode mexer no passado. Não adianta nada querer sonhar com o passado melhor ou diferente. O passado foi o que foi. Não há o que fazer para mudá-lo. Podemos e devemos assimilá-lo e aprender o que ele tem a nos ensinar. Mais do que isso é impossível.

A esperança por um passado melhor é uma ilusão do encardido [demônio]. Ele é o grande especialista em passado. Jesus, ao contrário, nunca fez nenhuma pergunta sobre o passado de nunhuma pessoa. Ele nunca fez uma regressão ao passado com ninguém. Nem mesmo com aqueles que tinham sérios problemas afetivos e até sexuais. Parece estranho que o Senhor não tenha realizado uma sessão de cura interior das etapas cronológicas com Maria Madalena, Maria de Betânia, a Samaritana, Zaqueu, Pedro, Tiago e João, Judas e tantos outros que, por suas atitudes, demonstraram carregar sérios problemas oriundos da infância e mesmo na gestação.

Cristo não retomava o passado porque sabia que a única coisa que podemos fazer em relação ao passado é enxergá-lo de um jeito novo e aprender com o que ele tem a nos ensinar. Mas isso se faz vivendo intensamente o presente e projetando o futuro. Jesus foi o grande mestre do perdão. Ele nos mostra que o perdão não acontece de uma hora para outra e nem pode ser uma tentativa de abafar ou simplesmente ignorar essa dor. O perdão é um processo profundo, repetido tantas vezes quantas forem necessárias no nosso íntimo. A pressa é inimiga do perdão!

O perdão nos ensina a nos relacionar, de modo maduro, com o passado. Não é um puro esquecimento dos fatos, nem sua condenação. Não é a colocação de panos quentes e muito menos a tentativa de amenizar os acontecimentos. Perdoar é ser realista o suficiente para começar a ver o passado com os olhos do presente, voltados para o futuro.

Quem não perdoa não consegue se libertar das garras, interiores e exteriores, daquele que o machucou. Mesmo que seja necessário se afastar, temporária ou definitivamente, dessa pessoa, só podemos fazê-lo num clima de perdão.


Antes de colocar para fora do nosso coração alguém que nos machucou é preciso perdoá-lo. Sem perdão, essa pessoa vai permanecer ocupando um espaço precioso de nossa vida e continuará tendo um poder terrível sobre nós.


Do livro "Gotas de cura interior".
Pe. Leo, SCJ

Jovens “enraizados em Cristo”

sábado, 23 de julho de 2011

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (2011-2015) - Apresentação


“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a criatura!” (Mc 16,15).  
A Igreja existe para evangelizar. Em meio às alegrias e esperanças, tristezas e angústias do ser humano de cada tempo, notadamente dos que sofrem (cf. GS, n. 1), ela anuncia, por palavras e ações, Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). Veja matéria completa no link abaixo:

Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (2011-2015) - Apresentação

As pérolas da vida


Dom Paulo Mendes Peixoto

Bispo de São José do Rio Preto - SP

A maior pérola da existência terrena é a pessoa humana, com suas reais condições de vida saudável e de dignidade. A isto se junta sua capacidade de decisão, de empenho e de discernimento para realizar aquilo que convém e que ajuda na sua real existência.
O discernimento, também entendido como escolha consciente e livre, é a capacidade de opção, fazendo investimento no que é bom, rejeitando tudo aquilo que é ruim e que prejudica a força da esperança contida no coração de todas as pessoas.
É marca fundamental na pessoa humana a sabedoria nos julgamentos, na administração, na equidade e no bom senso. Importa ter um coração sábio e inteligente, porque ali reside a condição do pensar e do conhecimento do bem e do mal.
As atitudes de dureza de atos são prejudiciais para uma comunidade, seja ela qual for. A família pode ser a maior e primeira prejudicada, convivendo com práticas autoritárias, com mandos e desmandos de formas inconsequentes.
Toda prática autoritária acaba sendo corrupta e exploradora das pessoas. Podemos dizer que a sabedoria divina é uma grande pérola, mas tem que ser bem usada, sabendo discernir com precisão o que é bom e o que é mal na comunidade.
As pérolas são tesouros como sinais de vida. No dizer dos provérbios: “Feliz o homem que encontrou a sabedoria..., mais feliz ainda é quem a retém” (Pr 3, 13-18). É como encontrar ouro, prata e objetos preciosos. Jesus fala do Reino como pérola a ser procurada.
A sociedade atual tem de tudo, mas nem tudo faz bem para o ser humano. É necessário distinguir o que serve para ajudar o homem e a mulher na sua dignidade, no ser imagem e semelhança de Deus. A maior pérola é a filiação divina do ser humano.
Enfim, a vida humana, como maior pérola na história, é uma conquista diária, com lutas e enfrentamentos a todo instante. E não é fácil fazer o bem no meio de tantas propostas oferecidas pela cultura do mal e da violência ao ser humano. 
Fonte:www.cnbb.org.br

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Para falar sobre Igreja é preciso conhecê-la

Segunda-feira, 18 de julho de 2011, 11h48

Para falar sobre Igreja é preciso conhecê-la, afirma Dom Celli

Kelen Galvan
Enviada especial ao Rio de Janeiro


Clarissa Oliveira/CN
''Há muitos que trabalham nos meios católicos e sequer conhecem o Catecismo... Como posso falar de algo sobre Igreja se não sei o que ela pensa?''
"Há muitos que trabalham nos meios católicos e nem sequer conhecem o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Como posso falar de algo sobre Igreja se não sei o que ela pensa?", foi o que afirmou, na manhã desta segunda-feira, 18, o presidente do  Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, no segundo dia de atividades do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom).

Dom Celli declarou ainda que há pessoas que se dizem jornalistas católicos, mas nunca leram o Compêndio da Doutrina Social da Igreja. "Como podem falar palavras de justiça e verdade se não conhecem o que a Igreja fala sobre os problemas sociais? É preciso encontrar pessoas que sejam capazes de trabalhar em equipe, capacitadas nas diversas áreas de comunicação, mas que amam a Igreja".

Acesse
.: Veja fotos do encontro no Flickr


O arcebispo afirmou que o importante não é se "tem uma câmera, um microfone, um computador, mas o que tem em seu coração". E questionou: "O que tem no coração? Qual sua experiência de Deus? Esse é o foco do anúncio de quem quer ser comunicador da Igreja em todas as suas forças e expressões. E isso requer de nós um constante exame de consciência, de como comunicamos [as notícias] e para quê."

Dom Celli salintou também que "é preciso dizer sempre a verdade, inclusive as mais incômodas, porém, sempre com caridade e respeito ao outro. Precisamos dizer palavras de justiça e elas podem ser pesadas em algum momento, mas é preciso dizê-las, porém sendo respeitosos. E esse critério vale para os ministros ordenados e para os fiéis cristãos".

O presidente do Pontifício Conselho recordou um acontecimento com João Paulo II que ele presenciou. "Um domingo, o Papa falou, no Angelus, sobre a família; no dia seguinte, os jornalistas o atacaram fortemente. No domingo seguinte, o Santo Padre falou de novo sobre a família; no dia seguinte, os jornalistas o atacaram novamente. Três dias depois, eu estava com ele num almoço, e ele disse aos que estavam presentes: 'Se Deus me quisesse sozinho no mundo para defender a família, eu o faria', e deu um soco na mesa que balançou todos os pratos, talheres e copos".

Isso para dizer que o que interessa para a Igreja é o ser humano. "No centro da comunicação está a pessoa. Concretamente, elas são únicas, irrepetíveis e dignas de máximo respeito, e é preciso alcançar uma dignidade autêntica".

Dom Celli explicou que, diante de tantas tecnologias, é preciso um "discernimento tecnológico", que permita selecionar o que realmente serve à missão da Igreja. E destacou, "o homem de hoje necessita de silêncio e calor, e não podemos oferecer a ele somente ruído e calor". Ele sugeriu ainda que nossas rádios e outros meios de comunicação pensem em como corresponder a essa "busca" que há no coração do homem.

O representante do Vaticano concluiu felicitando a Igreja no Brasil por sua criatividade e riqueza; e lançou o desafio de que ela possa "oferecer essa riqueza a toda América Latina e à Igreja em sua totalidade".

sexta-feira, 15 de julho de 2011

CURSOS LIVRARIA PAULUS



Conforme site da Livraria Paulus segue abaixo os próximos cursos:


Curso: CURSO PERMANENTE DE LITURGIA
Objetivo: Aprofundar o sentido e a espiritualidade do ministério da palavra, nas celebrações litúrgicas.
Facilitador: Pe. Elielson Cassimiro
Data: 16/07/2011
Horário: 9:00:hs
Público-alvo: Agentes de equipes de liturgia e demais interessados.
Vagas: 80
Livro: 

Tema: 
Curso: MESA REDONDA: A PRÁTICA DO EXORCISMO
Objetivo: Refletir sobre a prática do Exorcismo à luz das várias ciências humanas
Facilitador: Pe. Matias (Mediador); Côn. José Mario de Medeiros (Padre exorcista); Roberto Lima (Filósofo); Dr. Silva Santos (Psiquiatra – hipnólogo); Profª Msª Maria do Socorro (Antropóloga); Pastor Alcimar (teólogo e historiador).
Data: 23/07/2011
Horário: 9:00 hs
Público-alvo: Alunos de teologia, Ciências da Religião e demais interessados
Vagas: 80
Livro: Summa Daemoniaca: Tratado de demonologia e manual de exorcistas, ed. Palavra e Prece; Exorcistas e psiquiatras, ed. Palavra e Prece; Novos relatos de um exorcista, ed. Palavra e Prece.




Fonte: http://www.paulus.com.br

A fome no mundo é resultado do egoísmo e da especulação, afirma o Papa

"A pobreza, o subdesenvolvimento e a fome –disse– são freqüentemente o resultado de atitudes egoístas que, partindo do coração do ser humano se manifestam em sua atividade social, nos intercâmbios econômicos, nas condições do mercado e se traduzem na negação do direito primário de toda pessoa a nutrir-se e, portanto, a não padecer fome". Trecho do pronunciamento do Papa Bento XVI, veja matéria completa clicando no link abaixo.

A fome no mundo é resultado do egoísmo e da especulação, afirma o Papa

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Ordens mendicantes, uma renovação na Igreja

Bento XVI fala sobre as ordens mendicantes.

em 15 Janeiro 2010.
Queridos irmãos e irmãs:
No início do novo ano, contemplamos a história do cristianismo para ver como ela se desenvolve e como pode ser renovada. Nela, podemos notar que são os santos, guiados pela luz de Deus, os autênticos reformadores da vida da Igreja e da sociedade. Mestres com a palavra e testemunhas com o exemplo, sabem promover uma renovação eclesial estável e profunda, porque eles mesmos são profundamente renovados, estão em contato com a verdadeira novidade: a presença de Deus no mundo.
Esta consoladora realidade, ou seja, que em cada geração nasçam santos e tragam a criatividade da renovação, acompanha constantemente a história da Igreja em meio às tristezas e aos aspectos negativos do seu caminho. Vemos, de fato, século a século, nascerem também as forças da reforma e da renovação, porque a novidade de Deus é inexorável e dá sempre novo ânimo para seguir adiante. Assim aconteceu também no século XIII, com o nascimento e o extraordinário desenvolvimento das ordens mendicantes: um modelo de grande renovação em uma nova época histórica. Estas foram chamadas assim por sua característica de “mendigar”, isto é, de recorrer humildemente ao apoio econômico das pessoas para viver o voto de pobreza e levar a cabo sua própria missão evangelizadora.
Das ordens mendicantes que surgiram nesse período, as mais conhecidas são os Frades Menores e os Frades Pregadores, conhecidos como Franciscanos e Dominicanos. São chamados assim devido ao nome dos seus fundadores, Francisco de Assis e Domingos de Guzmão, respectivamente. Estes dois grandes santos tiveram a capacidade de ler com inteligência “os sinais dos tempos”, intuindo os desafios que a Igreja da sua época deveria enfrentar.
Um primeiro desafio estava representado pela expansão de vários grupos e movimentos de fiéis que, apesar de inspirados por um legítimo desejo de uma autêntica vida cristã, viviam frequentemente fora da comunhão eclesial. Estavam em profunda oposição à Igreja rica e bela que havia se desenvolvido precisamente com o florescimento do monaquismo. Em recentes catequeses, falei sobre a comunidade monástica de Cluny, que havia atraído jovens e, portanto, forças vitais, como também bens e riquezas. Havia se desenvolvido assim, logicamente, em um primeiro momento, uma Igreja rica em propriedades e também imóvel. Com relação a esta Igreja, contrapôs-se a ideia de que Cristo veio à terra pobre e que a verdadeira Igreja deveria ser precisamente a Igreja dos pobres; o desejo de uma verdadeira autenticidade cristã se opôs, assim, à realidade da Igreja empírica. Trata-se dos chamados movimentos pauperísticos da Idade Média. Estes rejeitavam asperamente a forma de viver dos sacerdotes e dos monges daquele tempo, acusados de terem traído o Evangelho e de não praticarem a pobreza como os primeiros cristãos, e estes movimentos contrapuseram ao ministério dos bispos uma autêntica “hierarquia paralela”.
Além disso, para justificar suas próprias escolhas, difundiram doutrinas incompatíveis com a fé católica. Por exemplo, o movimento dos cátaros ou albigenses voltou a propor antigas heresias, como a desvalorização e o desprezo do mundo material – a oposição à riqueza se converte velozmente em oposição contra a realidade material em si –, a negação da livre vontade e depois o dualismo, a existência de um segundo princípio de mal equiparado com Deus. Estes movimentos tiveram êxito, especialmente na França e na Itália, não somente por sua sólida organização, mas também porque denunciavam uma desordem real na Igreja, causada pelo comportamento pouco exemplar de vários representantes do clero.
Os Franciscanos e os Dominicanos, seguindo os passos dos seus fundadores, mostraram, no entanto, que era possível viver a pobreza evangélica, a verdade do Evangelho como tal, sem separar-se da Igreja; mostraram que a Igreja continua sendo o verdadeiro e autêntico lugar do Evangelho e da Escritura. Mais ainda, Domingos e Francisco extraíram precisamente da sua íntima comunhão com a Igreja e com o papado a força do seu testemunho. Com uma escolha completamente original na história da vida consagrada, os membros destas ordens não só renunciavam à possessão de bens pessoais, como faziam os monges desde a antiguidade, mas nem sequer queriam que se colocassem no nome da comunidade os terrenos e imóveis. Pretendiam, assim, dar testemunho de uma vida extremamente sóbria, para serem solidários com os pobres e confiarem somente na Providência, vivendo cada dia da Providência, da confiança de colocar-se nas mãos de Deus.
Este estilo pessoal e comunitário das ordens mendicantes, unido à total adesão aos ensinamentos da Igreja e à sua autoridade, foi muito apreciado pelos pontífices da época, como Inocêncio III e Honório III, que ofereceram seu completo apoio a estas novas experiências eclesiais, reconhecendo nelas a voz do Espírito. E não faltaram frutos: os movimentos pauperísticos que haviam se separado da Igreja voltaram a entrar em comunhão eclesial ou, lentamente, se redimensionaram até desaparecerem. Também hoje, apesar de vivermos em uma sociedade na qual frequentemente prevalece o “ter” sobre o “ser”, há muita sensibilidade quanto aos exemplos de pobreza e solidariedade que os crentes oferecem com escolhas valentes.
Também hoje não faltam iniciativas similares: os movimentos, que partem realmente da novidade do Evangelho e o vivem com radicalidade atualmente, colocando-se nas mãos de Deus, para servir o próximo. O mundo, como recordava Paulo VI na Evangelii nuntiandi, escuta com agrado os mestres, quando também são testemunhas. Esta é uma lição que não pode ser esquecida jamais na obra de difusão do Evangelho: viver primeiramente o que se anuncia, ser espelho da caridade divina.
Franciscanos e dominicanos foram testemunhas, mas também mestres. De fato, outra exigência difundida nesta época era a da instrução religiosa. Muitos fiéis leigos, que moravam nas cidades em vias de grande expansão, desejavam praticar uma vida cristã espiritualmente intensa. Tentavam, portanto, aprofundar no conhecimento da fé e ser guiados no árduo, mas entusiasmante caminho da santidade. As ordens mendicantes souberam felizmente ir ao encontro também desta necessidade: o anúncio do Evangelho na simplicidade e em sua profundidade e grandeza era um objetivo, talvez o principal objetivo deste movimento.
Com grande zelo, de fato, dedicaram-se à pregação. Eram muito numerosos os fiéis, frequentemente verdadeiras e autênticas multidões, que se reuniam para escutar os pregadores nas igrejas e nos lugares abertos; pensemos, por exemplo, em Santo Antônio. Eram tratados temas próximos das pessoas, sobretudo a prática das virtudes teologais e morais, com exemplos concretos, facilmente compreensíveis. Além disso, ensinavam-se formas para nutrir a vida de oração e a piedade. Por exemplo, os Franciscanos difundiram muito a devoção à humanidade de Cristo, com o compromisso de imitar o Senhor. Não surpreende, então, que fossem numerosos os fiéis, homens e mulheres, que escolhiam ser acompanhados no caminho cristão por frades franciscanos e dominicanos, diretores espirituais e confessores procurados e estimados. Nasceram, assim, associações de fiéis leigos que se inspiravam na espiritualidade de São Francisco e São Domingos, adaptada ao seu estado de vida. Trata-se da Ordem Terciária, tanto franciscana como dominicana. Em outras palavras, a proposta de uma “santidade leiga” conquistou muitas pessoas. Como recordou o Concílio Ecumênico Vaticano II, o chamado à santidade não está reservado a alguns, mas é universal (cf. Lumen gentium, 40). Em todos os estados de vida, segundo as exigências de cada um deles, encontra-se a possibilidade de viver o Evangelho. Também hoje, cada cristão deve tender à “medida alta da vida cristã”, seja qual for seu estado de vida.
A importância das ordens mendicantes cresceu tanto na Idade Média, que instituições leigas, como as organizações de trabalho, as antigas corporações e as próprias autoridades civis recorriam frequentemente à consulta espiritual dos membros dessas ordens para a redação dos seus regulamentos e, às vezes, para solucionar seus conflitos externos e internos. Os Franciscanos e os Dominicanos se converteram nos animadores espirituais da cidade medieval. Com grande intuição, levaram a cabo uma estratégia pastoral adaptada às transformações da sociedade. Dado que muitas pessoas se mudavam do campo para as cidades, eles já não colocaram seus conventos nas zonas rurais, mas urbanas. Além disso, para levar a cabo sua atividade em benefício das almas, era necessário mudar segundo as exigências pastorais.
Com outra escolha totalmente inovadora, as ordens mendicantes abandonaram o princípio de estabilidade, clássico do monaquismo antigo, para escolher outra forma. Menores e Pregadores viajavam de um lugar a outro, com fervor missionário. Em consequência, organizaram-se de forma diferente com relação à maior parte das ordens monásticas. Ao invés da tradicional autonomia de cada mosteiro, estes deram maior importância à ordem enquanto tal e ao superior geral, como também à estrutura das províncias. Assim, os mendicantes estavam mais disponíveis às exigências da Igreja universal. Esta flexibilidade tornou possível o envio dos frades mais adequados para o desenvolvimento de missões específicas, e as ordens mendicantes chegaram à África Setentrional, ao Oriente Médio, ao Norte da Europa. Com esta flexibilidade, o dinamismo missionário se renovou.
Outro grande desafio foram as transformações culturais que estavam ocorrendo nesse período. Novas questões tornavam vivaz a discussão nas universidades, que nasceram a finais do século XII. Menores e Pregadores não hesitaram em assumir também esta tarefa e, como estudantes e professores, entraram nas universidades mais famosas do seu tempo, erigiram centros de estudo, produziram textos de grande valor, deram vida a verdadeiras e autênticas escolas de pensamento, foram protagonistas da teologia escolástica em seu melhor período, incidiram significativamente no desenvolvimento do pensamento.
Os maiores pensadores, Santo Tomás de Aquino e São Boaventura, eram mendicantes, trabalhando precisamente com este dinamismo da nova evangelização, que renovou também a coragem do pensamento, do diálogo entre razão e fé. Também hoje há uma “caridade da e na verdade”, uma “caridade intelectual” a ser exercida, para iluminar as inteligências e conjugar a fé com a cultura. O empenho levado a cabo pelos Franciscanos e Dominicanos nas universidades medievais é um convite, queridos fiéis, a fazer-se presentes nos lugares de elaboração do saber, para propor, com respeito e convicção, a luz do Evangelho sobre as questões fundamentais que interessam o homem, sua dignidade, seu destino eterno. Pensando no papel dos Franciscanos e dos Dominicanos da Idade Média, na renovação espiritual que suscitaram, no sopro de vida nova que comunicaram no mundo, um monge disse: “Naquela época, o mundo se envelhecia. Surgiram duas ordens na Igreja, da que renovaram sua juventude, como a de uma águia” (Burchard d’Ursperg, Chronicon).
Queridos irmãos e irmãs, precisamente no começo deste ano, invoquemos o Espírito Santo, eterna juventude da Igreja: que Ele faça que cada um sinta a urgência de oferecer um testemunho coerente e valente do Evangelho, para que jamais faltem santos que façam resplandecer a Igreja como esposa sempre pura e bela, sem mancha nem rugas, capaz de atrair irresistivelmente o mundo a Cristo, à sua salvação.
[Durante as saudações, o Papa lançou um apelo:]
Desejo agora fazer um apelo pela dramática situação em que se encontra o Haiti. Meu pensamento se dirige, em particular, à população duramente atingida, há poucas horas, por um devastador terremoto, que causou graves perdas em vidas humanas, um grande aumento dos sem-teto e de dispersos e ingentes danos materiais. Convido todos a unir-se à minha oração ao Senhor pelas vítimas desta catástrofe e por aqueles que choram pelo seu desaparecimento. Asseguro minha proximidade espiritual àqueles que perderam sua casa e a todas as pessoas provadas de diversas formas por esta grave calamidade, implorando de Deus o consolo e o alívio em seu sofrimento. Convido todos à generosidade, para que não falte a estes irmãos, que vivem um momento de necessidade e de dor, nossa solidariedade concreta e o apoio fático da comunidade internacional. A Igreja Católica não deixará de ativar-se imediatamente, através de suas instituições caritativas, para ir ao encontro das necessidades mais imediatas da população.
[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Queridos peregrinos de língua portuguesa, possa o Espírito Santo suscitar no coração de cada um a urgência de oferecer ao mundo um testemunho coerente e corajoso do Evangelho. Que Deus abençoe a cada um de vós e vossas famílias! Ide em Paz! 
[Tradução: Aline Banchieri.
©Libreria Editrice Vaticana]
Fonte: Zenit | www.zenit.org

domingo, 3 de julho de 2011

Fé e confiança


"Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, confiamos no Senhor e nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus." - Salmo 20:7 

A fé apresenta várias facetas.

No entanto, a faceta mais brilhante é a confiança!

Todos nós temos confiança e decidimos o que vamos fazer com ela. Decidimos em quem e no que colocamos nossa confiança.

Temos que nos lembrar de quem nos livrou no passado e saber quem é que vai nos livrar de problemas no presente. Depois, temos que colocar a nossa confiança no lugar certo, que é somente Deus.

A confiança apresenta algumas qualidades que a identificam. A confiança não é triste porque ela entrou no descanso de Deus. A confiança não é confusa porque não necessita de se inclinar em seu próprio entendimento. A confiança não se deixa levar por raciocínios carnais, ela permite que Deus seja Deus.

Em que você tem colocado a sua confiança?

A sua confiança está em seu trabalho, patrão, talentos naturais ou amigos?

Talvez você confia em você mesmo, em seus sucessos passados, educação ou bens.

Todas estas coisas são temporais. Estão sujeitas a mudar.

"Só o Senhor não muda. Somente Ele é a rocha que não pode ser movida".

Escolha colocar sua confiança em Deus. Isto requer uma fé maior, mas os benefícios serão maiores ainda.

Fale assim:

"Confio no Senhor de todo meu coração e com toda a minha mente.

Não me apoiarei em meu próprio entendimento ou em minha introspecção."

Deixe DEUS agir em sua vida, somente assim veremos com mais clareza tudo o que está ao nosso redor e nem sequer olhamos com os olhos do coração!

Autoria do texto desconhecida

Ecologia Humana - Diferença Sexual e Unidade Dual

O homem é um ser que essencialmente se difere dos outros seres criados por pertencer ao mesmo tempo ao mundo visível e invisível. 
Leia a matéria completa abaixo:  


http://www.humanaaventura.com.br/paginas/ecologia.php