sábado, 20 de agosto de 2011

Bento XVI pede a seminaristas que imitem a Cristo, o Bom Pastor


Homilia de Bento XVI para os seminaristas na JMJ 2011

Boletim da Santa Sé
Sábado, 20 de agosto de 2011, 08h23


Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid,
Queridos Irmãos no Episcopado,
Queridos sacerdotes e religiosos,
Queridos reitores e formadores,
Queridos seminaristas,
Meus amigos!

Sinto uma profunda alegria ao celebrar a Santa Missa para todos vós, que aspirais a ser sacerdotes de Cristo para o serviço da Igreja e dos homens, e agradeço as amáveis palavras de saudação com que me acolhestes. Hoje esta Catedral de Santa Maria a Real da Almudena lembra um imenso cenáculo onde o Senhor desejou ardentemente celebrar a Sua Pascoa com todos vós que um dia desejais presidir em seu nome os mistérios da salvação. Vendo-vos, comprovo de novo como Cristo continua chamando jovens discípulos para fazer deles seus apóstolos, permanecendo assim viva a missão da Igreja e a oferta do evangelho ao mundo. Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai. Chamados por Ele, seguistes a sua voz; e, atraídos pelo seu olhar amoroso, avançais para o ministério sagrado. Ponde os vossos olhos n’Ele, que, pela sua encarnação, é o revelador supremo de Deus ao mundo e, pela sua ressurreição, é a fiel realização da sua promessa. Dai-Lhe graças por este sinal de predilecção que reserva para cada um de vós.

A primeira leitura que escutámos mostra-nos Cristo como o novo e definitivo sacerdote, que fez uma oferta total da sua existência. A antífona do salmo aplica-se perfeitamente a Ele, quando, ao entrar no mundo, Se dirigiu a seu Pai dizendo: «Eis-me aqui para fazer a tua vontade» (cf. Sal 39, 8-9). Procurava agradar-Lhe em tudo: ao falar e ao agir, percorrendo os caminhos ou acolhendo os pecadores. A sua vida foi um serviço, e a sua dedicação abnegada uma intercessão perene, colocando-Se em nome de todos diante do Pai com Primogénito de muitos irmãos. O autor da Carta aos Hebreus afirma que, através desta entrega, nos tornou perfeitos para sempre, a nós que estávamos chamados a participar da sua filiação (cf. Heb 10, 14).

A Eucaristia, de cuja instituição nos fala o evangelho proclamado (cf. Lc 22, 14-20), é a expressão real dessa entrega incondicional de Jesus por todos, incluindo aqueles que O entregavam: entrega do seu corpo e sangue para a vida dos homens e para a remissão dos pecados. O sangue, sinal da vida, foi-nos dado por Deus como aliança, a fim de podermos inserir a força da sua vida onde reina a morte por causa do nosso pecado, e assim destruí-lo. O corpo rasgado e o sangue derramado de Cristo, isto é, a sua liberdade sacrificada, converteram-se, através dos sinais eucarísticos, na nova fonte da liberdade redimida dos homens. N’Ele temos a promessa duma redenção definitiva e a esperança segura dos bens futuros. Por Cristo, sabemos que não estamos caminhando para o abismo, para o silêncio do nada ou da morte, mas seguindo para a terra prometida, para Ele que é nossa meta e também nosso princípio.

Queridos amigos, vos preparais para ser apóstolos com Cristo e como Cristo, para ser companheiros de viagem e servidores dos homens. Como haveis de viver estes anos de preparação? Em primeiro lugar, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas actividades e estruturas pastorais da Igreja. Igreja, que é comunidade e instituição, família e missão, criação de Cristo pelo seu Espírito Santo e simultaneamente resultado de quanto a configuramos com a nossa santidade e com os nossos pecados. Assim o quis Deus, que não se incomoda de tomar pobres e pecadores para fazer deles seus amigos e instrumentos para redenção do género humano. A santidade da Igreja é, antes de mais nada, a santidade objectiva da própria pessoa de Cristo, do seu evangelho e dos seus sacramentos, a santidade daquela força do alto que a anima e impele. Nós devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar.

Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis. É que ninguém escolhe o contexto nem os destinatários da sua missão. Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que se lhe exortava a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor.

Configurar-se com Cristo comporta, queridos seminaristas, identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcançá-la (cf. Flp 3, 12-14).

Mas Cristo, Sumo Sacerdote, é igualmente o Bom Pastor, que cuida das suas ovelhas até ao ponto de dar a vida por elas (cf. Jo 10, 11). Para imitar nisto também o Senhor, o vosso corações tem de ir amadurecendo no Seminário, colocando-se totalmente à disposição do Mestre. Dom do Espírito Santo, esta disponibilidade é que inspira a decisão de viver o celibato pelo Reino dos céus, o desprendimento dos bens da terra, a austeridade de vida e a obediência sincera e sem dissimulação.

Pedi-Lhe, pois, que vos conceda imitá-Lo na sua caridade até ao fim para com todos, sem excluir os afastados e pecadores, de tal forma que, com a vossa ajuda, se convertam e voltem ao bom caminho. Pedi-Lhe que vos ensine a aproximar-vos dos enfermos e dos pobres, com simplicidade e generosidade. Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana e, consequentemente, seus defensores incondicionais. Apoiados no seu amor, não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter ou o prazer. Pode acontecer que vos desprezem, como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muito se prostram hoje. Será então que uma vida profundamente radicada em Cristo se revele realmente como uma novidade, atraindo com vigor a quantos verdadeiramente procuram Deus, a verdade e a justiça.

Animados pelos vossos formadores, abri a vossa alma à luz do Senhor para ver se este caminho, que requer coragem e autenticidade, é o vosso, avançando para o sacerdócio só se estiverdes firmemente persuadidos de que Deus vos chama para ser seus ministros e plenamente decididos a exercê-lo obedecendo às disposições da Igreja.

Com esta confiança, aprendei d’Aquele que Se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração, despojando-vos para isso de todo o desejo mundano, de modo que não busqueis o vosso próprio interesse, mas edifiqueis, com a vossa conduta, aos vossos irmãos, como fez o santo padroeiro do clero secular espanhol São João de Ávila. Animados pelo seu exemplo, olhai sobretudo para a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes. Ela saberá forjar a vossa alma segundo o modelo de Cristo, seu divino Filho, e vos ensinará incessantemente a guardar os bens que Ele adquiriu no Calvário para a salvação do mundo. Amem.

Fonte: www.cancaonova.com

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Você sabe como começaram as JMJs?




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APRENDENDO COM AS HISTÓRIAS DO PADRE LÉO




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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Primeiro discurso do Papa em Madri - JMJ 2011




Quinta-feira, 18 de agosto de 2011, 16h00

Discurso do Papa na Festa de Acolhida dos jovens na JMJ 2011

Queridos jovens amigos!
Agradeço as carinhosas palavras que me dirigiram os jovens representantes dos cinco continentes. Com afeto, saúdo a todos vós que estais aqui congregados - jovens da Oceania, África, América, Ásia e Europa – e também a quantos não puderam vir. Sempre vos tenho muito presente e rezo por vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra.
Na leitura que há pouco foi proclamada, ouvimos uma passagem do Evangelho onde se fala de acolher as palavras de Jesus e de as pôr em prática. Há palavras que servem apenas para entreter e passam como o vento; outras instruem, sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira. Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efémeras; não nos aproximam Dele. E, deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados.

Além disso, o Mestre que fala não ensina algo que aprendeu de outros, mas o que Ele mesmo é, o único que conhece verdadeiramente o caminho do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para nós, que o criou para podermos alcançar a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena viver em todas as circunstâncias e que nem mesmo a morte pode destruir. O Evangelho continua explicando estas coisas com a sugestiva imagem de quem constrói sobre a rocha firme, resistente às investidas das adversidades, contrariamente a quem edifica sobre a areia, talvez numa paisagem paradisíaca, poderíamos dizer hoje, mas que se desmorona à primeira rajada de ventos e fica em ruínas.
Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós “espírito e vida” (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida. Bem sabeis que, quando não se caminha ao lado de Cristo, que nos guia, extraviamo-nos por outra sendas como a dos nossos próprios impulsos cegos e egoístas, a de propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração.
Aproveitai estes dias para conhecer melhor a Cristo e inteirar-vos de que, enraizados Nele, o vosso entusiasmo e alegria, os vossos anseios de crescer, de chegar ao mais alto, ou seja, a Deus, têm futuro sempre assegurado, porque a vida em plenitude já habita dentro do vosso ser. Fazei-a crescer com a graça divina, generosamente e sem mediocridade, propondo-vos seriamente a meta da santidade. E, perante as nossas fraquezas, que às vezes nos oprimem contamos também com a misericórdia do Senhor, sempre disposto a dar-nos de novo a mão e que nos oferece o perdão no sacramento da Penitência.
Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projetar a luz de Cristo sobre os vossos coetâneos e sobre toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existência eram inconsistentes: a tantos que se contentam com seguir as correntes da moda, se refugiam no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjetivos.
Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita.

É importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus. Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados Nele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?
Queridos amigos, sede prudentes e sábios, edificai as vossas vidas sobre o alicerce firme que é Cristo. Esta sabedoria e prudência guiará os vossos passos, nada vos fará tremer e, em vosso coração, reinará a paz. Então sereis bem-aventurados, ditosos, e a vossa alegria contagiará os outros.

Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e descobrirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa existência é a própria pessoa de Cristo, vosso amigo, irmão e Senhor, o Filho de Deus feito homem, que dá consistência a todo o universo. Ele morreu por nós e ressuscitou para que tivéssemos vida, e agora, junto do trono do Pai, continua vivo e próximo a todos os homens, velando continuamente com amor por cada um de nós.
Confio os frutos desta Jornada Mundial da Juventude à Santíssima Virgem, que soube dizer “sim” à vontade de Deus e nos ensina, como ninguém, a fidelidade ao seu divino Filho, que acompanhou até à sua morte na cruz. Meditaremos tudo isto mais pausadamente ao longo das diversas estações da Via-Sacra. Peçamos para que o nosso “sim” de hoje a Cristo seja também, como o Dela, um “sim” incondicional à sua amizade, no fim desta Jornada Mundial e durante toda a nossa vida. Muito obrigado!



Saudação em português

Queridos jovens dos diversos países de língua oficial portuguesa e quantos vos acompanham, bem-vindos a Madrid! A todos saúdo com grande amizade e convido a subir até à fonte eterna da vossa juventude e conhecer o protagonista absoluto desta Jornada Mundial e – espero – da vossa vida: Cristo Senhor. Nestes dias ouvireis pessoalmente ressoar a sua Palavra. Deixai que esta Palavra penetre e crie raízes nos vossos corações, e sobre ela edificai a vossa vida. Firmes na fé, sereis um elo na grande cadeia dos fiéis. Não se pode crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé. A Igreja precisa de vós, e vós precisais da Igreja.

Fonte: www.cancaonova.com

“A vida Beneditina missionária á luz do mistério de Maria”


(Extraído de Cuadernos Monásticos 131 (1999) 431-434 – Por LILIANA SOLHAUNE, OSB)
A autora é monja do Mosteiro Beneditino Nossa Senhora do Paraná (Aldeia Maria Luisa. Entre Rios.
Argentina). O presente artigo é o texto do “testemunho” apresentado por sua Comunidade no Congresso Missionário (COMLA 6 – CAM 1), Paraná (Entre Rios, Argentina) de 28.09 a 03.10.1999.

Como monja beneditina quero apresentar-lhes nossa vocação e missão, que é um modo particular de viver a identidade cristã dentro da Igreja. Compartilhamos com todos vocês uma mesma herança, uma mesma benção: a de termos sido escolhidos por Cristo para ser santos, participantes da vida divina. E trazemos inscrito no nome  beneditinos/beneditinas essa vocação original, batismal, própria dos cristãos: a de ser benção em meio ao mundo. Benção que se diversifica na riqueza de múltiplos carismas particulares dentro da Igreja.

Quero compartilhar hoje com vocês quatro aspectos do particular carisma beneditino, à luz dos mistérios marianos; à luz dos mistérios gozosos da vida de Maria, a  bendita por excelência e a primeira contemplativa. Quatro aspectos próprios da vida monástica beneditina, que são outros tantos canais de benção e focos de missão: a oração, a vida em comunidade, o trabalho e a hospitalidade.

Fomos chamadas, em primeiro lugar, a uma vida de  oração. Por isso suplicamos a cada dia, com os olhos em Maria orante, que nos ensine a escuta atenta da palavra na lectio divina, na leitura diária da Bíblia. Pedimos-lhe que saibamos guardar e meditar no coração as coisas de Deus: não somente sua Palavra, mas também os acontecimentos através dos quais Ele se manifesta. Pedimos-lhe que nos torne contemplativas, ou seja, capazes de ver as coisas como Deus as vê, através de seu olhar infinitamente compassivo e misericordioso. Pedimos que saibamos dar o  Sim de Maria à vontade de Deus que se evidencia nas exigências concretas da vida cotidiana, porque sabemos que essa obediência amorosa e livre à sua vontade é a oração que mais lhe agrada. Pedimos que possamos cantar com Maria o Magnificat, esse hino que louva as maravilhas que o Senhor faz em nosso meio.

Essa dimensão de louvor é concretizada sobretudo na  oração litúrgica que fazemos,reunidas nessa pequena igreja que é a comunidade, intercedendo por todos os homens. Nenhum acontecimento da vida, seja em nosso âmbito doméstico ou no cenário nacional ou internacional nos deixa indiferentes.

A monja leva o universo e a humanidade no coração e ali, com Jesus e Maria, os coloca nas mãos amorosas do Pai. Há um salmo que diz: Cantem ao Senhor um cântico novo, cante ao Senhor a terra inteira (Sl. 95(96). Isso fazemos nas distintas horas do dia: pela manhã, à tarde, à noite. E vamos deixando que os salmos, os hinos e os textos da Escritura nos vá penetrando o coração, para abrandar sua dureza. Porque a conversão é nosso primeiro compromisso missionário. 

A conversão que faz de nossa vida um cântico novo, uma benção que se eleva agradecida ao Pai. Em segundo lugar, São Bento nos indica como caminho de santidade uma intensa vida de comunidade que é  ocasião de entrega desinteressada ao amor fraterno. Convida-nos à comunhão, atitude missionária por natureza. Como isto é um dom, nós o pedimos a cada dia, olhando a Maria que, em Belém sustenta em seus braços um menino pequeno e frágil. Pedimos a Maria que sustente nos braços nossa Comunidade, como neles sustenta o Santo Menino no qual Deus se encarnou, porque sabemos que Ele quer continuar nascendo hoje entre aqueles que estão reunidos em seu nome, para voltar a nascer e crescer em sabedoria e graça, ensinando-nos, como já fazia desde criança no Templo, a nos ocuparmos das coisas de seu Pai. D´Ele aprendemos avencer a antiga tentação de nos crermos doutores da lei, para cultivar a simplicidade da vida verdadeira, na qual cada um se torna benção para os demais. A Eucaristia, que nos congrega e alimenta diariamente, torna possível esse milagre cotidiano, que acontece nesse Templo que é a comunidade eclesial. Uma Comunidade monástica quer ser um testemunho concreto e palpável de que a paz é possível e de que  a paciente construção cotidiana do amor entre irmãos muito diferentes entre si e de culturas distintas é possível.

O terceiro meio através do qual a vida monástica se torna missionária é o trabalho humilde e responsável.  Trabalhar para viver modestamente, para ganharmos o pão nos limites de uma vida austera, já que é próprio dos monges viver do trabalho de suas mãos. 

Queremos viver o trabalho como uma benção, apesar do peso e da fadiga que acarreta, apesar da incerteza diante das dificuldades da subsistência diária; por isso olhamos para o mistério que cerca a Casa de Nazaré. Temos a certeza de que nada do que nela viveram Jesus, Maria e José, nem o menor gesto, deixou de ser fecundo para a salvação do mundo. Porque tudo ali brotava do dinamismo de um amor  sem limites: o que anima a mesma família trinitária. Olhando a Sagrada família tomamos consciência da dimensão missionária de nosso trabalho.  Quando o assumimos com responsabilidade, como resposta a uma  missão, numa obediência livre e cheia de alegria, que somente a participação na Cruz de Cristo torna possível, então o trabalho se torna missionário: misteriosamente bendiz ao mundo, é causa de libertação e conversão para muitos. Também para nós. E nos prepara para perseverar num trabalho maior: o trabalho de viver a vida sabiamente, segundo o destino da glória para a qual fomos feitos. Glória que se antecipa ainda nesta vida, se nos deixarmos trabalhar pela benção que o Pai dispensa constantemente a seus filhos através do Filho. No Mosteiro aprendemos a nos despojar da ambição do poder, da competitividade, do desejo de dominar, de sermos superiores aos demais. Esses perigos, escondidos em todo homem, também nos ameaçam e, ao vencê-los pelo poder de Jesus e um trabalho de crescimento humano e espiritual para  obter a verdadeira liberdade de coração, nos tornamos causa de benção para nossos irmãos. Se através de uma vida centrada em Cristo, em sua Sabedoria da Cruz, estamos indicando aos homens a estrela que guia nosso caminhar, então toda nossa vida é um trabalho missionário.

A  hospitalidade é outro tradicional carisma beneditino. Outro dom que devemos suplicar a Deus e cultivar. No gesto de acolhida ao hóspede, ao peregrino e ao pobre e humilde, seatualiza o mistério da Visitação, aquele encontro gozoso entre Maria e Isabel. Nesse encontro se esconde a imensidão do mistério de um Deus que quis vir ao encontro de nossa humanidade para nela se hospedar.

Ao mosteiro vem muita gente com fome e sede de Deus e também com problemas, sofrimentos, com uma grande necessidade de um ouvido atento e tempo disponível num ambiente de paz, serenidade e presença de Deus. A hospedaria monástica nos permite compartilhar com eles os bens espirituais, sobretudo a Liturgia: nela a benção de Deus se comunica plenamente. Também estabelecemos uma relação pessoal que nos introduz no dinamismo missionário da Igreja: misteriosamente, tanto nossos hóspedes como nós vamos nos reconhecendo como hóspedes em Cristo, e por obra do Espírito Santo, do Pai infinitamente hospitaleiro e misericordioso. Em seu amor sempre criador nos reconhecemos evangelizados e evangelizadores.

Finalmente, coloquemos nas mãos de Maria  este dom da vida monástica – esta benção que herdamos – para que ela a apresente, como a Jesus no Templo, numa oferta agradecida que é fonte de toda benção.

(Tradução por uma Oblata do Mosteiro da Transfiguração – Santa Rosa – RS).
© Mosteiro da Transfiguração
www.transfiguracao.com.br

Segredos para chegar a cura total



Fonte:http://www.webtvcn.com

Ninguém pode ser feliz se não for amado.

O amor gera a vida; o egoísmo produz a morte. A psicologia mostra hoje, com toda clareza, que as graves perversões morais têm quase sempre como causa principal uma "frustração amorosa".


Veja matéria completa do professor Felipe Aquino clicando no link abaixo


http://www.cancaonova.com/portal/canais/formacao/internas.php?id=&e=12416

terça-feira, 16 de agosto de 2011


Homilia do Papa na Solenidade da Assunção da Virgem Maria

Boletim da Santa Sé
Tradução: Nicole Melhado - Equipe CN


Queridos irmãos e irmãs, 
Reencontramo-nos reunidos, mais uma vez, para celebrar uma das mais antigas e amadas festas dedicadas à Maria Santíssima: a festa da assunção para a glória do Céu em alma e corpo, isto é, em todo o seu ser humano, na integridade da sua pessoa. Nos é dada, assim, a graça de renovar o nosso amor à Maria, graça de admirá-la e de louva-la pelas grande coisas que o Onipotente fez para ela e o que operou nela.

Ao contemplar a Virgem Maria nos é dada uma outra graça: aquela de poder ver em profundidade também a nossa vida. Sim, porque também a nossa existência cotidiana, com seus problemas e sua esperança, recebe a luz da Mãe de Deus, do seu percurso espiritual, do seu destino de glória: um caminho e uma meta que podem e devem se tornar, de qualquer modo, o nosso mesmo caminho e a nossa mesma meta. 

Deixando-nos guiar pelas passagens da Sagrada Escritura que a liturgia de hoje nos propõe, gostaria de me concentrar, em particular, numa imagem que encontramos na primeira leitura, tirada do Apocalipse, e que ecoa no Evangelho de Lucas: isto é, aquela da arca.

Na primeira leitura, escutamos: “Abriu-se o templo de Deus no céu e apareceu, no seu templo, a arca do seu testamento” (Ap 11,19).

Qual o significado da arca? O nos que parece? Para o Antigo Testamento, esse é o símbolo da presença de Deus no meio do seu povo. Mas, agora, o símbolo deu lugar a realidade. Assim, o Novo Testamento nos diz que a verdadeira arca da aliança é uma pessoa vida e concreta: é a Virgem Maria.

Deus não vive num objeto, Deus habita numa pessoa, num coração: Maria, naquela que carregou em seu colo o Filho eterno de Deus feito homem, Jesus nosso Senhor e Salvador. 
Na arca – como sabemos – eram conservadas as duas tábuas da Lei de Moisés que manifestavam a vontade de Deus para manter a aliança com o seu povo, indicando as condições para ser fiel ao pacto de Deus, para conformar-se a vontade de Deus e assim também a nossa verdade profunda.

Maria é a arca da aliança, porque acolheu em si Jesus; colheu em si a Palavra vivente, todo o conteúdo da vontade de Deus, da verdade de Deus; acolheu em si Aquele que é a nova e eterna aliança, culminando com a oferta do seu corpo e do seu sangue: corpo e sangue recebidos de Maria. 

Há razão, portando, a piedade cristã, nas ladainhas em honra a Nossa Senhora, que se voltam a ela invocando como Foederis Arca,ou seja, “arca da aliança”, arca da presença de Deus, arca da aliança do amor que Deus desejou realizar em nodo definitivo com toda a humanidade em Cristo.

A passagem do Apocalipse quer indicar um outro aspecto importante da realidade de Maria. Ela, arca vivente da aliança, tem um destino de glória extraordinária, porque é assim estreitamente unida ao Filho, que acolheu na fé e gerou na carne, capaz de compartilhar integralmente a glória do céu. 

É o que nos sugere as palavras escutadas: “Um sinal grandioso apareceu no céu: uma Mulher vestida com o sol, tendo a lua sob os pés e sobre a cabeça uma coroa de doze estrelas; estava grávida... atormentada para dar à luz. Ela deu à luz um filho, um varão, que Irá reger todas as nações...” (Ap 12,1-2; 5).

A grandeza de Maria, Mãe de Deus, cheia de graça, plenamente dócil a ação do Espírito Santo, vive já no Céu de Deus com todo o seu ser, alma e corpo.

São João Damasceno referindo-se a este mistério, numa famosa homilia, afirma: “Hoje, a santa e única Virgem é conduzida ao templo celeste... Hoje, a arca sagrada e animada pelo Deus vivente, a arca que trouxe no ventre o próprio construtor, repousa no templo do Senhor, não construído pela mão do homem”.(Homilia sobre a Dorminação,  2, p. 96, 723).

E continua: “Era preciso que ela, que hospedou no seu colo, o Logos divino, transferi-se para as tendas do seu Filho... era preciso que a esposa que o Pai escolheu, habita-se no quarto nupcial do Céu” (ibid., 14, p.96, 742).

Hoje, a Igreja canta o amor imenso de Deus por esta sua criatura: a escolhida como verdadeira “arca da aliança”, como aquela que continua a gerar e a doar Cristo Salvador à humanidade, como aquela que no céu divide a plenitude da glória e goza da mesma felicidade de Deus e, ao mesmo tempo, convida-nos também a tornar-nos, em nosso modo modesto, “arca” na qual é presente a Palavra de Deus, que é transformada e vivificada por sua presença, lugar da presença de Deus, para que os homens possam encontrar no outro a proximidade de Deus e, assim, viver em comunhão com Deus e conhecer a realidade do Céu.

O Evangelho de Lucas que escutamos hoje (cfr Lc 1,39-56), nos mostra esta arca vivente, que é Maria, em movimento: deixando sua casa em Nazaré, Maria se coloca em viagem em direção às montanhas, para chegar logo à cidade de Judá, e ir à casa de Zacarias e Isabel. 

Parece-me importante destacar a expressão “logo”: as coisas de Deus merecem rapidez, na verdade, as únicas coisas no mundo que merecem rapidez são justamente aquelas de Deus, que têm uma verdadeira urgência para nossa vida.

Então, Maria, entra nesta casa da Zacarias e Isabel, mas não entra sozinha. Entra carregando em seu ventre o Filho, que é Deus próprio feito homem.  Certamente, tinha alguém a sua espera e a espera de sua ajuda; naquela casa, e o evangelista nos guia a compreender que esta expectativa leva a outra, mais profunda.

Zacarias, Isabel e o pequeno João Batista são, de fato, o símbolo de todos os justos de Israel, no qual os corações, ricos de esperança, atendem a vinda do Messias salvador. E é o Espírito Santo que abre os olhos de Isabel e a faz reconhecer em Maria a verdadeira arca da aliança, a Mãe de Deus, que vem para visitá-la.

E assim, a velha parente a acolhe dizendo “em bom tom”: “Bendita és tu entre as mulheres, e bendito o fruto do teu ventre! E de onde me provém isto a mim, que venha visitar-me a mãe do meu Senhor? (Lc 1,42-43).

E é o Espírito Santo que, diante daquela que o Deus feito homem, abre o coração de João Batista no ventre de Isabel. Isabel exclama: “Pois eis que, ao chegar aos meus ouvidos a voz da tua saudação, a criancinha saltou de alegria no meu ventre” (v. 44).

Aqui o evangelista Lucas usa o termo  "skirtan", isto  é “saltar”, o mesmo termo que encontramos em uma das antigas traduções gregas do Antigo Testamento para descrever a dança do Rei Davi diante da santa arca que voltou finalmente para pátria (2Sam 6,16).

João Batista, no seio da mãe, dança diante da arca da Aliança, como Davi, e reconhecesse assim Maria, a nova arca da aliança, diante da qual o coração exulta de alegria, a Mãe de Deus presente no mundo, que não tem para si a divina presença, mas a oferece, dividindo a graça de Deus. E assim – como diz na oração – Maria realmente é “causa nostrae laetitiae”, a arca na qual realmente o Salvador está presente entre nós”.

Queridos irmãos! Estamos falando de Maria, mas, num certo modo, estamos falando também de nós, de cada um de nós: também nós somos destinados desse imenso amor que Deus reservou – certo, numa maneira absolutamente única e irrepetível – a Maria.

Nesta Solenidade da Assunção olhamos para Maria: ela nos abre a esperança, a um futuro pleno de alegria e nos ensina o caminho para alcançá-Lo: acolher na fé o seu Filho; não perder jamais a amizade com Ele, mas deixar-nos iluminar e guiar pela Sua Palavra; segui-Lo cada dia, também nos momentos no qual sentimos que as nossas cruzes se tornam pesadas. Maria, a arca da aliança que está no santuário do Céu, nos indica com luminosa clareza que estamos no caminho em direção a nossa verdadeira Casa, a comunhão da glória e da paz com Deus. Amém!

 

domingo, 14 de agosto de 2011

RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – Parte V


1. Papel especial de Maria nos últimos tempos

49. Por meio de Maria começou a salvação do mundo e é por Maria que deve ser consumada. Na primeira vinda de Jesus Cristo, Maria quase não apareceu, para que os homens, ainda insuficientemente instruídos e esclarecidos sobre a pessoa de seu Filho, não se lhe apegassem demais e grosseiramente, afastando-se, assim, da verdade. E isto teria aparentemente acontecido devido aos encantos admiráveis com que o próprio Deus lhe havia ornado a aparência exterior.. Mas, na segunda vinda de Jesus Cristo, Maria deverá ser conhecida e revelada pelo Espírito Santo, a fim de que por ela seja Jesus Cristo conhecido, amado e servido, pois já não subsistem as razões que levaram o Espírito Santo a ocultar sua esposa durante a vida e a revelá-la só pouco depois da pregação do Evangelho.

50. Deus quer, portanto, nesses últimos tempos, revelar-nos e manifestar Maria, a obra-prima de suas mãos:

1º Porque ela se ocultou neste mundo, e, por sua humildade profunda, se colocou abaixo do pó, obtendo de Deus, dos apóstolos e evangelistas, não ser quase mencionada.

2º Porque, sendo a obra-prima das mãos de Deus, tanto aqui em baixo, pela graça, como no céu, pela glória, ele quer que, por ela, os viventes o louvem e glorifique sobre a terra.

3º Visto ser ela a aurora que precede e anuncia o Sol da justiça, Jesus Cristo, deve ser conhecida e notada para que Jesus Cristo o seja. 

4º Pois que é a via pela qual Jesus Cristo nos veio a primeira vez, ela o será ainda na segunda vinda, embora de modo diferente.

5º Nesses últimos tempos, Maria deve brilhar, como jamais brilhou, em misericórdia, em força e graça. Em misericórdia para reconduzir e receber amorosamente os pobres pecadores e desviados que se converterão e voltarão ao seio da Igreja católica. Deve, enfim, resplandecer em graça, para animar e sustentar os valentes soldados e fiéis de Jesus Cristo que pugnarão por seus interesses.

6º Maria deve ser, enfim, terrível para o demônio e seus sequazes como um exército em linha de batalha, principalmente n esses últimos tempos, pois o demônio, sabendo bem que pouco tempo lhe resta para perder as almas, redobra cada dia seus esforços e ataques. Suscitará, em breve, perseguições cruéis e terríveis emboscadas aos servidores fiéis e aos verdadeiros filhos de Maria, que mais trabalho lhe dão para vencer.


51. É principalmente a estas últimas e cruéis perseguições do demônio, que se multiplicarão todos os dias até ao reino do Anticristo, que se refere aquela primeira e célebre predição e maldição que Deus lançou contra a serpente no paraíso terrestre. 


Fonte:http://www.salvaialmas.com.br

sábado, 13 de agosto de 2011

Versões da Bíblia


Existem diferentes versões básicas da Bíblia. As atuais edições da Bíblia nas diversas línguas são traduções de uma ou outra versão. Estas versões são:


- Versão dos "Setenta"ou "Alexandrina": (conhecida também como "Septuaginta"), é a principal versão grega por sua antigüidade e autoridade. Sua redação se iniciou no século III a. C. (250 a.C) e foi concluída no final do século II a.C. (105 a.C).
O nome de "Setenta" se deve ao fato de que a tradição judaica atribui sua tradução a 70 sábios e "Alexandrina" por ter sido feita em Alexandria e usada pelos judeus de língua grega ao invés do texto hebreu. Esta tradução foi feita para leitura nas Sinagogas da "diáspora", comunidades judaicas fora da Palestina, e talvez também para dar a conhecer a Bíblia aos pagãos.


- Versões Latinas:
Ítala Antiga ou "Vetus Latina": provém da Versão dos Setenta para a maioria dos livros do A.T. e dos originais gregos para os livros do N.T. e Sabedoria, II Macabeus e Eclesiástico. Esteve em uso no Ocidente desde o século II até o século V.


Vulgata: ao final do século IV, o Papa Damaso ordenou que São Jerônimo fizesse uma nova versão latina tendo presente a Ítala antiga. Esta versão se impôs no século VII definitivamente. Foi denominada "Vulgata"porque a intenção da obra era "vulgarizá-la", torná-la popular.
São Jerônimo traduziu diretamente do hebraico e do grego originais ao latim, com exceção dos livros de Baruc, Sabedoria, Eclesiástico e I e II Macabeus, o quais, trascreveu sem nenhuma tradução da Ítala antiga.


Neovulgata: A Neovulgata é a mesma versão Vulgata, à qual foram incorporados os avanços e descobertas mais recentes.
O Papa João Paulo II aprovou e promulgou a edição típica em 1979. O Papa assim o fez para que esta nova versão sirva como base segura para fazer traduções da Bíblia às línguas modernas e para realizar estudos bíblicos.

Rio de Janeiro será a sede da próxima JMJ 2013, confirma o Vaticano

   
Vaticano, 12 Ago. 11 / 07:26 pm (ACI/Europa Press)

Esta sexta-feira o porta-voz da Santa Sé, o Pe. Federico Lombardi, confirmou que o Rio de Janeiro será a sede da 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ) no ano 2013, e precisou que esta será celebrada em sede internacional um ano antes para não coincidir com o Mundial de Futebol, que terá lugar em 2014 no Brasil.

Embora seja tradição que o Santo Padre anuncie a sede da seguinte JMJ ao concluir a Eucaristia de encerramento da jornada, nesta ocasião foi confirmada previamente a sede do seguinte encontro internacional.

Na quinta-feira 11 de agosto, fontes diplomáticas confirmaram à Europa Press que o governador de Estado do Rio de Janeiro (Brasil), Sergio Cabral, e o prefeito da cidade, Eduardo Paes, viajarão a Madri na próxima semana para comparecer aos atos que estarão sendo celebrados por ocasião da Jornada Mundial da Juventude (JM), que se realiza entre os dias 16 e 21 de agosto.

Assim, está previsto que tanto o governador como o prefeito do Rio de Janeiro estejam presentes nos eventos centrais celebrados com o Papa Bento XVI.

O Pontífice chegará na próxima quinta-feira 18 a Madri onde lhe aguarda uma cerimônia de boas-vindas na Praça de Cibeles, a Via Sacra no Passeio dos Recoletos, e a Vigília e a Missa 'de envio' no aeródromo de Quatro Ventos.

Também participarão de alguns dos eventos da JMJ com Bento XVI o chefe da Secretaria Geral da Presidência da República do Brasil, Gilberto Carvalho, e a secretária nacional de Juventude da Presidência da República, Severo Carmen Maceado, conforme informaram à Europa Press as próprias fontes.

No momento, há ao redor de 14 mil jovens brasileiros inscritos na Jornada, um cifra superada só pela Espanha, a Itália, a França, os EUA e a Alemanha.

Segunda cidade latino-americana a sediar a JMJ

Deste modo, depois de Buenos Aires (1987), a cidade brasileira será segunda da América do Sul em celebrar o encontro internacional. Com a de Madrid já foram celebradas 26 JMJs, todas elas presididas pelo Papa e onze delas fora do Vaticano.

Estas são: Buenos Aires (Argentina), Santiago de Compostela (Espanha), Czestochowa (Polônia), Denver (Estados Unidos), Manila (Filipinas), Paris (França), Roma (Itália), Toronto (Canadá), Colônia (Alemanha) e Sydney (Austrália). Perto de 20 milhões de jovens foram a estes encontros internacionais.

As Jornadas Mundiais da Juventude nasceram em 1984 por iniciativa do Papa João Paulo II. A primeira teve lugar em Roma no domingo de Ramos do mencionado ano, no contexto das celebrações setoriais do Ano Santo Jubilar da Redenção (1983-1984).

Diante do êxito da convocatória e das urgências eclesiásticas da Pastoral de Juventude, João Paulo II as instituiu com caráter permanente. Cada encontro internacional tem como lema uma frase Bíblica e todos contam, além disso, com um hino. Ambos convidam os jovens a refletirem sobre o Evangelho.

Anualmente as Jornadas são celebradas em cada diocese; entretanto, a cada dois ou três anos se organiza um evento internacional em uma cidade do mundo. A celebração se prolonga durante uma semana e inclui encontros religiosos, culturais e festivos, e conclui com uma Vigília e a Eucaristia presidida pelo Sumo Pontífice.

O primeiro dos encontros internacionais ocorreu em 1987 em Buenos Aires, onde um milhão de pessoas foram convocadas pelo Papa João Paulo II para "construir uma sociedade melhor".

Dois anos mais tarde, depois da capital Argentina, realizou-se em Santiago da Compostela, onde milhares de jovens peregrinos se reuniram com o Papa no Monte do Gozo.

A seguinte parada teve lugar em 1991 na cidade polonesa de Czestochowa, que representou a primeira reunião de João Paulo II com milhares de jovens em um país da Europa do Leste. À JMJ de Denver em 1993 compareceram meio milhão de jovens, convocados às Montanhas Rochosas, e foi a edição em que João Paulo II instaurou a Via Sacra.

A JMJ de 1995 se celebrou em Manila, a mais multitudinária da história com cinco milhões de assistentes. Dois anos mais tarde, em 1997, Paris foi a capital escolhida para festejar a XII Jornada Mundial da Juventude. Em 2000, coincidindo com o Jubileu, três milhões de jovens de todo o mundo atenderam o chamado do Papa e foram a Roma.

Toronto 2002 foi a última JMJ internacional à qual compareceu João Paulo II, já que faleceu meses antes da celebração da JMJ em Colônia, 2005. A esta foi o atual Pontífice, Bento XVI, para reunir-se com mais de dois milhões de jovens.

A cidade australiana de Sydney, em 2008, foi o último encontro internacional anterior ao de Madri. 

Dia dos Pais - Significado e orações

Os pais têm um papel importante na formação do caráter dos filhos
O mês de agosto é o Mês das Vocações. Dentro da vocação familiar, da feliz união entre um homem e uma mulher, nós celebramos a cada segundo domingo de agosto o Dia dos Pais. Equilibrando erros e acertos, os pais têm um papel importante na formação do caráter e no decorrer da vida dos filhos.

Os pais acompanham seu crescimento, seu desenvolvimento intelectual e se esforçam para dar aos filhos conforto, boa alimentação, educação de qualidade. E, em geral, procuram orientá-los para que possam enfrentar o mundo, com suas alegrias, com seus dissabores. Acompanham-nos em suas vitórias, em seus fracassos, em suas lutas.

É claro que há exceções, mas essas exceções só confirmam a regra porque pais que não se preocupam com seus filhos não estão no seu estado natural, normal. O mundo de hoje apresenta anomalias absurdas. Temos notícia de pais que torturam seus filhos, que os desrespeitam, que espancam ou matam a mãe na presença dos filhos. Mas isso não é o correto, o desejável, a razão pela qual Deus os fez pais.

A família – o Lar cristão – Igreja doméstica – Santuário da vida – é a célula básica da sociedade. Deus nos coloca numa família para que nela aprendamos a amar e, porque aprenderemos a amar sem medidas, Ele espera que extravasemos esse amor para a vizinhança, para o bairro, para toda a cidade, para o mundo.

Dentro da família, o pai é o apoio, o amparo, a proteção, tal como São José o foi na Sagrada Família. Precisamos de muitas orações pelos pais, para que eles tenham saúde, caráter, amor no coração e para que eles sejam amados e respeitados pelos seus filhos, que se espelharão neles [pais] para construir a própria vida.

E, mais importante do que tudo isso, que nossos pais sejam educadores de seus filhos na fé, transmissores da fé católica e deem testemunho de discípulos-missionários de Jesus Cristo.

Uma prece especial fazemos pelos pais e avôs que já nos precederam no convívio celeste da comunhão dos santos. Da mesma maneira, aos pais presentes, que Deus abençoe os pais de todo o mundo. Sendo eles abençoados, as famílias o serão e a humanidade poderá conhecer uma vida melhor.

Dom Eurico dos Santos Veloso
Arcebispo Emérito de Juiz de Fora(MG)

Fonte: www.cancaonova.com

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Deus nos fala no silêncio, mas é preciso saber escutá-lo, afirma Santo Padre na Audiência Geral

Castel Gandolfo (Quarta-feira, 10-08-2011, Gaudium Press) Na residência de verão do Palácio Apostólico de Castel Gandolfo, em sua segunda audiência geral durante seu período de descanso e na penúltima antes da viagem para a Jornada Mundial da Juventude em Madri, o Papa Bento XVI convidou a todos para "descobrir e contemplar a beleza da criação" no silêncio para entender o que Deus nos fala. No exemplo de uma vida monástica o Santo Padre recordou a importância do silêncio para o diálogo íntimo entre o homem e seu Criador. Porque não só o corpo, mas "também a alma tem suas exigências".
Papa convidou a todos para descobrir e contemplar a beleza da criação
"Em todas as épocas - observou o pontífice - homens e mulheres que consagraram a própria vida a Deus na oração - como os monges e as monjas - estabeleceram as próprias comunidades em lugares particularmente belos, nos campos, nas colinas, nos vales, na margem dos lagos ou do mar, ou até mesmo em pequenas ilhas. Estes lugares unem dois elementos muito importantes para a vida contemplativa: a beleza da criação, que nos remete a do Criador, e o silêncio, garantido pelo afastamento das cidades e das grandes vias de comunicação."
A contemplação da natureza ajuda a descobrir Deus no silêncio que é uma condição mais favorável ao recolhimento, para a escuta de Deus, e à meditação. Os fiéis que o Papa encontra nesse período, em uma atmosfera de verão, de férias, são convidados a "saborear" e a "preencher-se" de silêncio.
Porque "Deus fala no silêncio, mas é preciso saber escutá-lo". Os lugares privilegiados da escuta de Deus no silêncio são os mosteiros "oásis nos quais Deus fala à humanidade" onde o homem pode alimentar sua alma com a oração. A necessidade que os homens têm de Deus é confirmada pelos exemplos dos santos venerados nesses dias: Clara de Assis, Teresa Benedita da Cruz e Lourenço.
Também em sua saudação em espanhol o Papa convidou: "neste tempo a descobrir e contemplar a beleza da criação, que em sua vez, revela o Criador e a cultivar também o silêncio interior, que dispõe ao recolhimento, a meditação e a oração, para favorecer o progresso espiritual mediante a escuta da voz divina no profundo da alma". 


Fonte: http://www.cleofas.com.br/ver_conteudo.aspx?m=not&cat=106&scat=78&id=4362

Didaqué A instruçãso dos 12 apóstolos - Parte III

Didaqué
A instruçãso dos 12 apóstolos
O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE - (Ano 145-150 DC)



CAPÍTULO III 
1Filho, procure evitar tudo aquilo que é mau e tudo que se parece com o mal. 
2Não seja colérico porque a ira conduz à morte. Não seja ciumento também, nem briguento ou violento, pois o homicídio nasce de todas essas coisas. 
3Filho, não cobice as mulheres pois a cobiça leva à fornicação. Evite falar palavras obscenas e olhar maliciosamente já que os adultérios surgem dessas coisas. 
4Filho, não se aproxime da adivinhação porque ela leva à idolatria. Não pratique encantamentos, astrologia ou purificações, nem queira ver ou ouvir sobre isso, pois disso tudo nasce a idolatria. 
5Filho, não seja mentiroso pois a mentira leva ao roubo. Não persiga o dinheiro nem cobice a fama porque os roubos nascem dessas coisas. 
6Filho, não fale demais pois falar muito leva à blasfêmia. Não seja insolente, nem tenha mente perversa porque as blasfêmias nascem dessas coisas. 
7Seja manso pois os mansos herdarão a terra. 
8Seja paciente, misericordioso, sem maldade, tranquilo e bondoso. Respeite sempre as palavras que você escutou. 
9Não louve a si mesmo, nem se entrege à insolência. Não se junte com os poderosos, mas aproxima dos justos e pobres. 
10Aceite tudo o que acontece contigo como coisa boa e saiba que nada acontece sem a permissão de Deus. 



Fonte:www.salvaialmas.com.br

RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – Parte IV


RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – São Luis Mria Grignion de Monfort.


Segunda conseqüência. – Maria é necessária aos homens para chegarem ao seu último fim

39. Em segundo lugar, é preciso concluir que a Santíssima Virgem, sendo necessária a Deus, de uma necessidade chamada hipotética, devido à sua vontade, é muito mais necessária aos homens para chegarem a seu último fim. Não se confunda, portanto, a devoção à Santíssima Virgem com a devoção aos outros santos, como se não fosse mais necessária que a destes, e apenas de superrogação.

17) A verdadeira devoção à Santíssima Virgem consiste em se lhe devotar e entregar. O culto de dulia é a dependência, a servidão (S. Th. – Sum. Theol. 2-2, q. 103, a. 3, in fine corp.); o culto de hiperdulia consite numa dependência mais perfeita à Santíssima Virgem, ou, em outras palavras na escravidão preconizada por São Luís Maria de Montfort.

44. Só Maria achou graça diante de Deus (Lc 1, 30) sem auxílio de qualquer outra criatura. E todos, depois dela, que acharam graça diante de Deus, acharam-na por intermédio dela e é só por ela que acharão graça os que ainda virão. Maria era cheia de graça quando o arcanjo Gabriel a saudou (Lc 1, 28) e a graça superabundou quando o Espírito Santo a cobriu com sua sombra inefável (Lc 1, 35).
.
45. A Maria somente Deus confiou as chaves dos celeiros do divino amor, e o poder de entrar nas vias mais sublimes e mais secretas da perfeição, e de nesses caminhos fazer entrar os outros. Só Maria dá aos miseráveis filhos de Eva infiel a entrada no paraíso terrestre, para aí espairecerem agradavelmente com Deus, para aí, com segurança, se ocultarem de seus inimigos, para aí, sem mais receio da morte, se alimentarem deliciosamente do fruto das árvores da vida e da ciência do bem e do mal, e para sorverem longamente as águas celeste desta bela fonte que jorra com tanta abundância; ou melhor, como ela mesma é esse paraíso terrestre ou essa terra virgem e abençoada, da qual Adão e Eva, pecadores, foram expulsos, ela só dá entrada àqueles, que lhe apraz deixar entrar e para torná-los santos. 
Todos os ricos do povo, para me servir da expressão do Espírito Santo (Sl 44, 13), suplicarão, conforme a explicação de São Bernardo, vossa face em todos os séculos, e particularmente no fim do mundo; isto é, os mais santos, as almas mais ricas em graça e em virtudes serão as mais assíduas em rogar à Santíssima Virgem que lhes esteja sempre presente, como seu perfeito modelo a imitar, e que as socorra com seu auxílio.

47. Disse que isto aconteceria particularmente no fim do mundo e em breve, porque o Altíssimo e sua santa Mãe devem suscitar grandes santos, de uma santidade tal que sobrepujarão a maior parte dos santos, como os cedros do Líbano se avantajam às pequenas árvores em redor, segundo revelação feita a uma santa alma.

48. Estas grandes almas, cheias de graça e de zelo, serão escolhidas em contraposição aos inimigos de Deus a borbulhar em todos os cantos, e elas serão especialmente devotas da Santíssima Virgem, esclarecidas por sua luz, alimentadas de seu leite, conduzidas por seu espírito, sustentadas por seu braço e guardadas sob sua proteção, de tal modo que combaterão com uma das mãos e edificarão com a outra (cf. Ne 4, 17). Com a direita combaterão, derrubarão, esmagarão os hereges com suas heresias, os cismáticos com seus cismas, os idólatras com suas idolatrias, e os ímpios com suas impiedades; e com a esquerda edificarão o templo do verdadeiro Salomão e a cidade mística de Deus, isto é, a Santíssima Virgem que os Santos Padres chamam “o templo de Salomão” e  “a cidade de Deus”. Por suas palavras e por seu exemplo, arrastarão todo o mundo à verdadeira devoção e isto lhes há de atrair inimigos sem conta, mas também vitórias inumeráveis e glória para o único Deus. É o que Deus revelou a São Vicente Ferrer, grande apóstolo de seu século, e que se encontra assinalado em uma de suas obras.


Fonte:http://www.salvaialmas.com.br

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Temas Controversos - Existiram realmente os milagres relatados no Evangelho

Ao longo da história muitos buscaram dar uma explicação natural aos milagres relatados no Evangelho. Essas pessoas asseguram que os progressos da medicina sugerem hoje em dia possíveis explicações naturais aos milagres de curas de paralíticos, surdo-mudos, endemoniados, etc., pois todas as enfermidades oferecem períodos ou fases de remissão, sobretudo contando com o componente psíquico que poderia se dar nesses casos.

Temas Controversos :: ACI Digital

Os católicos devem ler mais a Bíblia, afirma Arcebispo eleito da Filadélfia

O ainda Arcebispo de Denver e recentemente nomeado Arcebispo da Filadélfia (Estados Unidos), Dom Charles Chaput, chamou os católicos a dedicar pelo menos uma hora ao dia à leitura daBíblia e não perder o tempo em atividades que não os ajudam a crescer espiritualmente.





Os católicos devem ler mais a Bíblia, afirma Arcebispo eleito da Filadélfia

RESUMO DO LIVRO “ATOS DOS APÓSTOLOS”


1.   O Livro dos Atos dos Apóstolos é o segundo Livro escrito por Lucas, que escreveu também o terceiro Evangelho. 
Dedicou ambos a Teófilo (Quem era? Foi quem financiou o livro; ou era uma autoridade da Igreja ou política; ou 
teós + filos = amigo de Deus). 
2.   Para Lucas, o Antigo Testamento é o tempo de Deus Pai; os Evangelhos, o tempo de Jesus; de Atos em diante é o 
tempo do Espírito Santo, isto é, da Igreja (mas a Trindade está sempre presente em todos os momentos). 
3.   Diferente de Marcos e Mateus, onde Jesus manda os Apóstolos para a Galiléia depois da Ressurreição, em Lucas e 
Atos, Jesus permanece em Jerusalém, para cumprir a profecia: “De Jerusalém sairá a Palavra de Deus” (Is 2,3c). 
Onde terminou a missão de Jesus, começa a missão dos Apóstolos e da Igreja. Os discípulos devem ser testemunhas
de Jesus! 
4.   O projeto de Deus é universal visa atingir todos os povos: Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins do mundo (At 
1,8). A Igreja será guiada pelo Espírito Santo e atingirá todas as partes graças ao trabalho missionário. 
5.   O Antigo Testamento tem por base as Doze Tribos de Israel. O Novo Testamento tem por base os Doze Apóstolos. 
Judas Iscariotes será substituído porque traiu (e não porque morreu). Em seu lugar entra Matias. 
6.   Pedro é o líder do grupo e aparece sempre por primeiro em todas as atividades mais importantes da Igreja que nasce. 
7.   Quem guia toda a caminhada da Igreja é o Espírito Santo (55 vezes em Atos). Todos estão “cheios” ou “repletos” do 
Espírito que é derramado em abundância.  
8.   A Igreja nasce em Pentecostes (At 2), mas já havia sido anunciada por Jesus (Mt 16,18). Lucas faz questão de mostrar 
que de todas as regiões havia representantes em Pentecostes! 
9.   O modo de organizar-se é em comunidade, onde se vive a fraternidade e os membros são chamados de irmãos.  
10. Algumas  características das primeiras comunidades: são perseverantes; seguem o ensinamento dos Apóstolos; 
eram fraternas, unidas, viviam em comunhão; partiam o pão da Eucaristia e da caridade; assíduos na oração; viviam 
no temor, isto é, o respeito por Deus; viam e valorizavam os sinais de Deus; partilhavam os bens e a vida; não havia 
necessitados entre eles; freqüentavam o Templo e as casas; viviam na alegria e na simplicidade; louvavam a Deus; 
eram estimados pelos demais; etc... 
11. Tudo o que eles fazem é “em nome de Jesus”: anunciam, batizam, fazem sinais e milagres, sofrem perseguições...  
12. Lucas faz questão de mostrar que tudo o que acontece é para o bem do Reino. Por isso, repete a cada momento que 
a Igreja cresce, a Palavra é anunciada, mais membros aderem... Nasce uma Igreja alegre e fiel ao projeto de Deus! 
13. No judaísmo eram somente os homens que contavam. Na Igreja que cresce vamos percebendo como é importante a 
participação das mulheres que vão buscando seu espaço. Elas aparecem rezando (At 1,14); aderindo à Igreja (5,14; 
8,12); também são perseguidas (8,3; 9,2); ajudam a formar a primeira comunidade na Europa (16,11-15), etc. 
14. A Igreja nasce e cresce em meio a muitos problemas e também dificuldades. Mas é em comunidade, nas assembléias
que se resolvem os problemas. Novos ministérios surgem, como os Diáconos (At 6,1-6). 
15. Estêvão é o primeiro mártir. Ele morre como um  justo (a exemplo de Jesus) contemplando a glória de Deus (At 
7,55); entregando o espírito a Deus (7,59) e perdoando seus perseguidores (7,60).  
16. O responsável pela morte de Estêvão é um jovem fariseu chamado Saulo. No caminho em direção a Damasco, onde ia 
prender cristãos, o Senhor lhe aparece. Toda a sua vida muda. O perseguidor passa a ser perseguido.  E torna-se o 
grande missionário. A ele cabe a evangelização dos  gentios  (= pagãos, isto é, dos pagos, estrangeiros).  Saul é a 
forma hebraica do nome. Saulo é em aramaico. E Paulo é em grego, que passa a ser usado a partir de At 13,9. 
17. Uma passagem importante e difícil foi a entrada dos gentios  no Cristianismo. A princípio toda a evangelização foi 
aos judeus e aos poucos a Igreja foi assumindo a sua dimensão universal, aberta a todos os povos, conforme as 
profecias. Houve dificuldades. Pedro foi quem deu o primeiro passo, depois de receber uma visão de Deus (At 10,1-
43). Os gentios também tiveram o seu Pentecostes (10,44-48). Mas alguns judaizantes queriam impor a eles a 
circuncisão e toda a Lei do Antigo Testamento. Aconteceu o primeiro Concílio (15,1-29) e em assembléia decidiu-se 
o que era necessário exigir. 
18. A comunidade deu muitos  títulos a Jesus. Os três principais são:  Jesus, que significa  Deus salva ou o  Salvador; 
Cristo, é o Messias ou o Ungido ou o Prometido no AT; Senhor, é Kyrios em grego, é  nosso Deus! Outros títulos: o 
Santo, o  Servo, o  Justo, o  Nazareno, o  Autor da Vida, a  Pedra Angular; o  Profeta, o  Filho do Homem; o 
Caminho, o Ressuscitado, etc. 
19. A partir de At 11,30 encontramos a presença dos “Anciãos” (presbíteros em grego). São os novos líderes das 
comunidades. Eles aparecem 10 vezes em Atos, nomeados quase sempre em seguida aos Apóstolos (15,2.4.6.22.23). 
20. Depois do Concílio de Jerusalém, Lucas passa a dar destaque à atividade missionária de  Paulo e suas viagens. 
Termina com a viagem de Paulo e sua chegada a Roma onde será julgado. Mas Lucas prefere não relatar o martírio 
de Paulo, prefere que o livro termine com o herói vivo. Jesus continua vivo porque ressuscitou. Paulo continua vivo
porque a Igreja cresce e continua sua missão...
21. Agora começa  a nossa missão. “Repletos” do Espírito Santo, devemos ler a Bíblia, viver em comunidades, ser 
testemunhas, assíduos na oração, praticar a caridade – sobretudo com os mais necessitados –, formando uma Igreja 
alegre e fiel ao projeto de Jesus Cristo! Nossa missão é sermos Teófilos, isto é, os Amigos e Amigas de Deus hoje!


Fonte: http://www.ofmcapuchinhos.org.br