CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 11 de março de 2011 (ZENIT.org) - O sacerdócio não é uma profissão que se realiza apenas durante uma parte do dia, mas uma vocação em tempo integral e perene.
Esta foi a ideia destacada pelo Papa Bento XVI ontem de manhã, durante o tradicional encontro com os sacerdotes da diocese de Roma no início da Quaresma, realizado no Vaticano.
"Padre não se é em tempo parcial, mas sempre, com toda a alma e com todo o nosso coração", disse ele, segundo a Rádio Vaticano.
"Este ser com Cristo e ser embaixadores de Cristo, este ser para os outros é uma missão que permeia nosso ser e deve penetrar na totalidade do nosso ser", acrescentou.
Fidelidade e serviço
O Pontífice deu uma profunda lectio divina, inspirada no capítulo 20 dos Atos dos Apóstolos, no qual São Paulo fala aos anciãos de Éfeso, e insistiu no significado do serviço e da fidelidade que devem motivar o sacerdote.
O serviço, disse ele, requer uma humildade que não é uma exibição de "falsa modéstia", mas amor pela vontade de Deus, que é preciso anunciar sem "criar a ideia de que o cristianismo é um pacote enorme de coisas para aprender".
O sacerdote, de fato, "não prega um cristianismo à la carte, de acordo com seus próprios gostos, pregando um Evangelho segundo suas próprias ideias favoritas, segundo suas próprias ideias teológicas".
"Ele não deixa de anunciar toda, toda a vontade de Deus, também a vontade incômoda, também os temas que pessoalmente não agradam tanto."
Conversão e vida espiritual
Na Quaresma que acaba de começar, o Papa também falou da conversão, entendida principalmente como uma mudança de mente e coração, não se centrando nas coisas do mundo, tal como se apresentam, mas na presença de Deus no mundo.
"Não percamos o zelo, a alegria de ser chamados pelo Senhor", exortou.
"Deixemos que nossa juventude espiritual se renove", acrescentou ele, pedindo para preservar "a alegria de caminhar com Cristo até o fim, de ‘chegar até o fim da corrida', sempre com o entusiasmo de ser chamados por Cristo para este grande serviço".
Igualmente, exortou a estar "atentos também à nossa vida espiritual, ao nosso ser com Cristo".
"Orar e meditar sobre a Palavra de Deus não é tempo perdido para o cuidado das almas - disse ele -, mas sim a condição para que possamos estar realmente em contato com o Senhor e, assim, falar em primeira mão do Senhor para os outros."
"Apesar das dificuldades que a Igreja enfrenta, continuou, não devemos perder a esperança."
"A verdade é mais forte que a mentira, o amor é mais forte que o ódio, Deus é mais forte do que todas as forças adversas."
"É com esta alegria, com esta certeza interior, que começamos o nosso caminho (...), nas consolações de Deus e nas perseguições do mundo."
Disponibilidade
Em sua saudação ao Papa, o cardeal Agostino Vallini, vigário geral da diocese de Roma, recordou o 60º aniversário de sacerdócio do Pontífice, que será comemorado em 19 de junho.
O purpurado sublinhou que as qualidades sacerdotais de Bento XVI mais apreciadas pelo clero são "a fidelidade, humilde e alegre, sem fissuras, ao Senhor Jesus; a disponibilidade total para servir a Igreja lá onde a Providência o chamou, até o peso formidável do supremo pontificado; o amor à Palavra de Deus e à Liturgia, e a alegria de viver o tempo segundo o ritmo do ano litúrgico; o exercício da inteligência e a paixão pela busca da verdade, para propô-la e defendê-la sem medo; a doçura no trato e a magnanimidade do coração; a serenidade da alma totalmente entregue a Cristo".
Por ocasião da audiência, o Papa também se encontrou com o sacerdote paquistanês Shahzad Niamat, em nome dos sacerdotes, religiosos e seminaristas do Paquistão presentes em Roma.
"Nós explicamos ao Papa a situação dos cristãos no Paquistão, onde dar testemunho da fé às vezes pode levar à morte - disse o padre à agência vaticana Fides. O Santo Padre mostrou-se muito preocupado, manifestou sua solidariedade, seu apoio e nos assegurou suas orações."
"Nós também agradecemos ao Papa por suas palavras e seus recentes apelos dirigidos ao ministro Shahbaz Bhatti, por Asia Bibi, pela lei sobre a blasfêmia", acrescentou, sublinhando que o Pontífice "nos mostrou sua esperança de que as coisas possam mudar e de que no Paquistão possa haver o pleno respeito pela dignidade humana e pela liberdade religiosa".
Fonte?http://www.zenit.org/article-27467?l=portuguese
sexta-feira, 11 de março de 2011
Vivonafé Notícias - Padre assume cadeira na Academia
Padre assume cadeira na Academia O Pe. João Medeiros Filho tomará posse na Academia Norteriograndese de Letras, dia 15 próximo, às 20 horas. Ele ocupará a cadeira de número 18, que antes era ocupada por Dom Nivaldo Monte. Padre João Medeiros será o terceiro ocupante da cadeira 18. O primeiro foi o musicista potiguar, Valdemar de Almeida, no período de 1936 a 1975; o segundo foi o então Arcebispo Metropolitano de Natal, Dom Nivaldo Monte, no período de 1975 a 2006.
Atualmente, Pe. João Medeiros é assessor acadêmico da Faculdade de Filosofia e Teologia Dom Heitor Sales.
Fonte:http://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not1103imortal.htm
Vivonafé Notícias - Natal recebe visita da imagem do Pai Eterno e do Pe. Robson de Oliveira
O reitor do Santuário Basílica do Pai Eterno, em Trindade (GO), Pe. Robson de Oliveira, visita a Arquidiocese de Natal, domingo, 13 de março. Às 17h30, ele presidirá missa, em frente à Catedral Metropolitana. A celebração será transmitida pela Rádio Rural de Natal e pela Rede de Vida Televisão.
Antes da missa, na Catedral, haverá uma programação de acolhida aos fiéis, iniciando às 13h, com louvor, pregações e atendimento de confissões. Às 14h, terá adoração ao Santíssimo Sacramento.
Às 15h, será realizado show de evangelização, em frente à Catedral. Às 16h30, será a chegada do Pe. Robson, conduzindo a imagem do Divino Pai Eterno. Logo em seguida, ele atenderá à imprensa potiguar.
Pe. Robson é membro da Congregação dos Missionários Redentoristas e, desde 2003, está à frente do Santuário Basílica, em Trindade (GO). Para divulgar a devoção ao Divino Pai Eterno, ele utiliza os Meios de Comunicação. Atualmente, está, diariamente, na Rede Vida de Televisão, rezando a novena dos Filhos do Pai Eterno, de segunda a sexta, às 10h, às 17h e às 20h, e, aos sábados, às 12h, às 17h e às 21 horas; e a da Perpétuo Socorro, de segunda a sexta, às 8h30 e às 14h, e aos sábados, às 12 horas. A Rede Vida também transmite, todos os domingos, às 17h30, a missa, presidida pelo Pe. Robson.
Em 2009, o reitor do Santuário Basílica deu início a um projeto de levar a imagem do Pai Eterno a várias cidades brasileiras. O projeto fazia parte das comemorações dos 170 anos de devoção ao Pai Eterno, nas terras goianas, completados em 2009. Nos últimos domingos do mês de fevereiro, ele esteve em Salvador (BA) e em Maceió (AL). Em cada cidade, milhares de pessoas participam da celebração.
Fonte:http://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not1103probson.htm
Vivonafé Notícias - Lançamento da CF reúne bispos, autoridades e imprensa
Lançamento da CF reúne bispos, autoridades e imprensa
Dezessete bispos, autoridades governamentais e representantes da imprensa potiguar se reuniram, na noite de ontem, quinta-feira, no auditório de um hotel, na via costeira de Natal (RN). Lá, aconteceu um jantar, que marcou a abertura da programação de lançamento da Campanha da Fraternidade 2011, em nível de Regional Nordeste 2.
Antes do jantar, bispos e autoridades falaram para os presentes sobre a importância de a Igreja Católica levar o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta” para ser discutido junto com a sociedade. A governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Ciarline, e a prefeita do município de Natal, Micarla de Sousa, parabenizaram a Igreja pela escolha do tema, tão relevante para o momento atual. O vice-presidente do Regional, Dom Jaime Vieira Rocha, falou, com base em estudos, da situação preocupante em relação ao meio ambiente, especialmente, do aquecimento global.
A programação de lançamento regional da CF prossegue nesta sexta-feira, com um Seminário, das 8 às 17h30, abordando o tema: “Quem desmata a terra, semeia inferno”, uma frase do Pe. Cícero Romão Batista. No sábado, dia 12, às 8h30, na Catedral Metropolitana de Natal, haverá celebração eucarística, com a participação dos bispos do Regional Nordeste 2. Após a missa, acontecerá uma caminhada pelas ruas do centro de Natal.
Fonte:http://www.arquidiocesedenatal.org.br/noticias_index/not1103lanccf.htm
Vivonafé Notícias - Bento XVI: sacerdócio é vocação “full-time”
Bento XVI: sacerdócio é vocação “full-time”
Durante seu encontro com párocos de Romaquinta-feira, 10 de março de 2011
CF-2011 - Mensagem do Papa para a Campanha da Fraternidade no Brasil
Mensagem do Papa para a Campanha da Fraternidade no Brasil
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 9 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos a mensagem que Bento XVI enviou a Dom Geraldo Lyrio Rocha, presidente da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), por ocasião da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil, que inicia hoje, com tema “Fraternidade e vida no Planeta”.
* * *
Ao Venerado Irmão
DOM GERALDO LYRIO ROCHA
Arcebispo de Mariana (MG) e Presidente da CNBB
É com viva satisfação que venho unir-me, uma vez mais, a toda Igreja no Brasil que se propõe percorrer o itinerário penitencial da quaresma, em preparação para a Páscoa do Senhor Jesus, no qual se insere a Campanha da Fraternidade cujo tema neste ano é: "Fraternidade e vida no Planeta", pedindo a mudança de mentalidade e atitudes para a salvaguarda da criação.
Pensando no lema da referida Campanha, "a criação geme em dores de parto", que faz eco às palavras de São Paulo na sua Carta aos Romanos (8,22), podemos incluir entre os motivos de tais gemidos o dano provocado na criação pelo egoísmo humano. Contudo, é igualmente verdadeiro que a "criação espera ansiosamente a revelação dos filhos de Deus" (Rm 8,19).
Assim como o pecado destrói a criação, esta é também restaurada quando se fazem presentes "os filhos de Deus", cuidando do mundo para que Deus seja tudo em todos (cf. 1 Co 15, 28).
O primeiro passo para uma reta relação com o mundo que nos circunda é justamente o reconhecimento, da parte do homem, da sua condição de criatura: o homem não é Deus, mas a Sua imagem; por isso, ele deve procurar tornar-se mais sensível à presença de Deus naquilo que está ao seu redor: em todas as criaturas e, especialmente, na pessoa humana há uma certa epifania de Deus. «Quem sabe reconhecer no cosmos os reflexos do rosto invisível do Criador, é levado a ter maior amor pelas criaturas» (Bento XVI, Homilia na Solenidade da Santíssima Mãe de Deus, 1º-01-2010). O homem só será capaz de respeitar as criaturas na medida em que tiver no seu espírito um sentido pleno da vida; caso contrário, será levado a desprezar-se a si mesmo e àquilo que o circunda, a não ter respeito pelo ambiente em que vive, pela criação. Por isso, a primeira ecologia a ser defendida é a "ecologia humana" (cf. Bento XVI, Encíclica Caritas in veritate, 51). Ou seja, sem uma clara defesa da vida humana, desde sua concepção até a morte natural; sem uma defesa da família baseada no matrimônio entre um homem e uma mulher; sem uma verdadeira defesa daqueles que são excluídos e marginalizados pela sociedade, sem esquecer, neste contexto, daqueles que perderam tudo, vítimas de desastres naturais, nunca se poderá falar de uma autêntica defesa do meio-ambiente.
Recordando que o dever de cuidar do meio-ambiente é um imperativo que nasce da consciência de que Deus confia a Sua criação ao homem não para que este exerça sobre ela um domínio arbitrário, mas que a conserve e cuide como um filho cuida da herança de seu pai, e uma grande herança Deus confiou aos brasileiros, de bom grado envio-lhes uma propiciadora Bênção Apostólica.
Vaticano, 16 de fevereiro de 2011
BENEDICTUS PP. XVI
Fonte:http://www.zenit.org/article-27441?l=portuguese
CF-2011 - Creio em Deus, Pai Criador
CF 2011: Creio em Deus, Pai Criador
Artigo do cardeal Odilo Scherer
SÃO PAULO, terça-feira, 8 de março de 2011 (ZENIT.org) - Apresentamos artigo do cardeal Odilo Scherer, arcebispo de São Paulo, sobre o tema da Campanha da Fraternidade da Igreja do Brasil. O texto foi veiculado na edição desta semana do jornal “O São Paulo”.
* * *
CF 2011: Creio em Deus, Pai Criador
A Campanha da Fraternidade de 2011 (CF-2011) propõe uma questão de evidente atualidade: fraternidade e a vida no nosso Planeta. Nem é preciso argumentar muito para justificar a escolha desse tema pela CNBB: Já faz tempo que estudiosos estão alertando para o fenômeno do aquecimento global e suas consequências para o clima e para o equilíbrio ecológico.
As conferências mundiais sobre o clima, que congregam as maiores autoridades científicas da área, deixam sempre mais evidente que o sistema produtivo da economia moderna e contemporânea desencadeia intervenções inadequadas do homem na natureza e se constitui numa ameaça real para o equilíbrio ecológico e até mesmo para o futuro da vida na terra. Em contraste com tais constatações, nas mesmas movimentadas conferências sobre o clima, as principais autoridades políticas e econômicas do planeta não conseguem chegar a um acordo sobre as medidas a serem adotadas para sanar o problema e prevenir os riscos. É difícil redimensionar o desenvolvimento econômico, quando a receita é renunciar a certo padrão de consumo dos recursos naturais, que equivale à depredação e depauperamento da natureza. Exigimos da natureza mais do que ela pode oferecer, sem comprometer a sua sustentabilidade.
A CF-2011 convida a encarar seriamente a responsabilidade humana em relação ao futuro da vida no planeta Terra, o “ninho da vida” no universo, a casa comum da grande e diversificada família humana. O Texto Base, que apresenta a proposta da CF, traz argumentos e reflexões sobre o fenômeno do aquecimento global e os motivos que deveriam levar todos a pensar sobre o que é possível fazer e o que não se deveria fazer, para evitar a deterioração do ambiente da vida na Terra. Argumentos bíblicos e teológicos deveriam motivar os cristãos e todos os crentes em Deus a uma verdadeira conversão nos modos de viver e de se relacionar com a natureza, quando ficam comprometidas a qualidade da vida e a fraternidade na família humana. Todos são convidados a se envolverem na CF-2011.
Destaco dois motivos de fundo religioso, que deveriam ser levados em conta por todas as pessoas de fé no tocante à questão ecológica. Primeiramente, tratar bem a natureza e cuidar do pedaço do planeta que ocupamos está implicado na nossa fé no Deus Criador.
Professamos a fé no Deus, Criador do Céu e da Terra, não importa como, ou quando isso aconteceu. A ciência pode continuar a pesquisar sobre a origem do universo e da vida na Terra e isso não contradiz a nossa fé no Deus Criador. O certo é que não fomos nós que demos origem a toda essa beleza e grandiosidade. Dizer que tudo isso surgiu por si mesmo é um grande absurdo.
Mas também aprendemos da nossa fé que Deus fez o homem à sua imagem e semelhança, confiando-lhe o cuidado do “jardim da vida”. Embora pequeninos entre as criaturas do grande universo, somos importantes e Deus nos trata com predileção especial. O poeta do Salmo tem consciência disso, quando exclama, admirando o céu numa noite estrelada: “Que é o homem, Senhor, para que dele te ocupes?! No entanto, Tu o fizeste pouco menor que um deus... Tu o colocaste à frente da obra de tuas mãos!” (cf Sl 8). Sim, Deus colocou o mundo à disposição do homem; não para que acabe com ele, e sim, para que dele viva e usufrua, mas também para que zele por ele, qual bom administrador. Cuidar bem da natureza é sinal de fé e de gratidão para com o Deus Criador. Avançar sobre a natureza com a vontade de possuir e dominar é cair novamente na tentação de “ser deuses”, como Adão e Eva no paraíso (cf Gn 3). Quando o homem resolve assumir o lugar de Deus, desprezando seu desígnio, a desordem e o caos entram no mundo, com seus frutos de injustiça, violência e morte.
O outro motivo, relacionado com o primeiro, é de fundo ético e moral: Cuidar bem da Terra, nossa casa comum, é questão de responsabilidade e solidariedade. Os bens da criação foram colocados por Deus à disposição de todas as suas criaturas; descuidar da natureza, ou estragá-la, é falta de respeito e de justiça para com o próximo e para com as futuras gerações. Não somos os únicos a ocupar esta casa, nem seremos os últimos; e é moralmente correto pensar nos outros, quando nos relacionamos com a natureza. Não ficará bem deixar atrás de nós um paraíso depredado, o mundo cheio de lixo, as terras desertificadas, as águas contaminadas, o ar irrespirável, o equilíbrio ecológico comprometido... A CF-2011 é um convite a refletir, para formar uma consciência comum sobre nossa responsabilidade e para tomar decisões eficazes sobre os cuidados que a Terra merece. É nossa casa comum. E ainda será a casa dos que viverão depois de nós.
Cardeal Dom Odilo Pedro Scherer
Arcebispo metropolitano de São Paulo
Fonte:http://www.zenit.org/article-27439?l=portuguese
CF-2011 - Ecologia é preocupação antiga da CNBB, afirma bispo
Ecologia é preocupação antiga da CNBB, afirma bispo
Conferência episcopal lançou Campanha da Fraternidade nessa quarta-feira SÃO PAULO, quinta-feira, 10 de março de 2011 (ZENIT.org) - O secretário geral da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), Dom Dimas Lara Barbosa, afirmou nessa quarta-feira que o tema da ecologia é uma preocupação antiga do episcopado.
Dom Dimas falou em uma coletiva de imprensa, em Brasília, de apresentação da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil para esta Quaresma, que discute o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”.
Segundo informa a assessoria de imprensa do organismo episcopal, o secretário geral da CNBB e o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, apresentaram aos jornalistas os objetivos da Campanha, destacando seus principais pontos.
Dom Dimas fez memória do histórico da Campanha da Fraternidade. “A Campanha mais antiga em torno do meio ambiente aconteceu em 1979, com o lema ‘Preserve o que é de todos’”.
“Há 32 anos já tínhamos essa preocupação com temas ecológicos. Muito tempo depois, em 2002, veio a Campanha que refletiu a Amazônia; pouco tempo depois, a Campanha de 2004 refletiu a questão da água, e, a Campanha de 2007, discutiu o tema ‘Fraternidade e os Povos Indígenas’ e a questão da terra”, lembrou Dom Dimas.
O secretário da CNBB disse que a Campanha deste ano apresenta uma reflexão bastante ampla, refletida em dois grandes temas preocupantes: aquecimento global e mudanças climáticas. “A partir desses pontos, a Igreja no Brasil vem mostrar que estamos preocupados em discutir temas relevantes para a sociedade viver melhor”.
Dom Dimas enumerou algumas ações concretas que a Campanha sugere nos níveis pessoal, comunitário e de governo para a preservação do meio ambiente.
“O cidadão pode colaborar com pequenas ações e cultivar hábitos saudáveis como a utilização de fontes renováveis de energia, como é o caso da energia solar, coleta seletiva de lixo, a própria questão do respeito com relação à água”, afirmou.
O secretário disse ainda acreditar na mobilização coletiva para a mudança de comportamento e educação das pessoas para um modo de vida que favoreça a humanidade.
Já o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, afirmou que um dos passos importantes da Campanha é mobilizar as pessoas em torno de políticas públicas por mudanças que favoreçam o desenvolvimento da temática proposta.
“Queremos mobilizar a sociedade para agir de forma positiva nos diversos níveis da sociedade civil e dos poderes constituídos para a aplicação de políticas que favoreçam um planeta melhor para todos viverem”, disse.
Fonte:http://www.zenit.org/article-27457?l=portuguese
Dom Dimas falou em uma coletiva de imprensa, em Brasília, de apresentação da Campanha da Fraternidade da Igreja no Brasil para esta Quaresma, que discute o tema “Fraternidade e a Vida no Planeta”.
Segundo informa a assessoria de imprensa do organismo episcopal, o secretário geral da CNBB e o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, apresentaram aos jornalistas os objetivos da Campanha, destacando seus principais pontos.
Dom Dimas fez memória do histórico da Campanha da Fraternidade. “A Campanha mais antiga em torno do meio ambiente aconteceu em 1979, com o lema ‘Preserve o que é de todos’”.
“Há 32 anos já tínhamos essa preocupação com temas ecológicos. Muito tempo depois, em 2002, veio a Campanha que refletiu a Amazônia; pouco tempo depois, a Campanha de 2004 refletiu a questão da água, e, a Campanha de 2007, discutiu o tema ‘Fraternidade e os Povos Indígenas’ e a questão da terra”, lembrou Dom Dimas.
O secretário da CNBB disse que a Campanha deste ano apresenta uma reflexão bastante ampla, refletida em dois grandes temas preocupantes: aquecimento global e mudanças climáticas. “A partir desses pontos, a Igreja no Brasil vem mostrar que estamos preocupados em discutir temas relevantes para a sociedade viver melhor”.
Dom Dimas enumerou algumas ações concretas que a Campanha sugere nos níveis pessoal, comunitário e de governo para a preservação do meio ambiente.
“O cidadão pode colaborar com pequenas ações e cultivar hábitos saudáveis como a utilização de fontes renováveis de energia, como é o caso da energia solar, coleta seletiva de lixo, a própria questão do respeito com relação à água”, afirmou.
O secretário disse ainda acreditar na mobilização coletiva para a mudança de comportamento e educação das pessoas para um modo de vida que favoreça a humanidade.
Já o secretário executivo da Campanha da Fraternidade, padre Luiz Carlos Dias, afirmou que um dos passos importantes da Campanha é mobilizar as pessoas em torno de políticas públicas por mudanças que favoreçam o desenvolvimento da temática proposta.
“Queremos mobilizar a sociedade para agir de forma positiva nos diversos níveis da sociedade civil e dos poderes constituídos para a aplicação de políticas que favoreçam um planeta melhor para todos viverem”, disse.
Fonte:http://www.zenit.org/article-27457?l=portuguese
sexta-feira, 4 de março de 2011
Existe um velho ditado popular que diz: "Vão-se os anéis e ficam-se os dedos!" Fazendo um trocadilho, podemos dizer que, no carnaval, vão-se as máscaras e ficam....?
Nas máscaras caídas, após uma grande noite de carnaval, podem ser encontrados pedaços de pessoas. Olhando mais de perto, encontramos as lágrimas daqueles que saíram envolvidos por uma máscara e, por alguns dias, se transformaram em grandes atores fazendo o papel de uma vida que não lhes pertencia, e por fim, caíram no chão, como o resto de suas fantasias.
A palavra "persona", no uso coloquial, significa um "papel social" ou "personagem" vivido por um ator. É uma palavra italiana derivada do latim e que se refere a um tipo de máscara feita para ressoar a voz do ator (per + sonare = "soar através de"), permitindo que fosse bem ouvida pelos espectadores, assim como dar ao ator a aparência exigida pelo papel. A máscara é usada para fazer ecoar um personagem.
Personagens, no entanto, são os objetos de uma história. Pode ser um homem ou animal, mas sempre é um ser fictício, um objeto ou qualquer coisa que o autor quer representar.
Personagens são encontrados em obras de literatura, cinema, teatro, televisão, desenho, videogames, marketing. Existem para isso, ou seja, são seres irreais que dão forma a uma ideia. Nós não somos personagens, não precisamos de máscaras para inventar nossas histórias, não precisamos nos servir delas para que a nossa voz seja ecoada. Pois Deus nos criou à Sua imagem (cf. Gn 1,27), por essa razão, não devemos agir como escravos das máscaras que fomos colocando ao longo da vida.
Neste carnaval você pode escolher entre o ser e o representar, mas lembre-se de que todos nós somos frutos de nossas escolhas e devemos conviver com as consequências delas. Não são poucos jovens que, durante estes dias de festa, se decidem por representar com o uso das drogas, da violência e do sexo desregrado e sem limites e, no final de 4 dias de “folia”, o ser está despedaçado, como objetos que foram usados e depois jogados fora.
Portanto, ao longo do caminho, mesmo que pedaços de nós estejam no chão, somos chamados a recolher nossos cacos, levantar a cabeça, e recomeçar, sem máscaras, livres, pois, já não somos mais escravos, mas sim, filhos; e, como filhos, também somos herdeiros: isso é obra de Deus (cf. Gl 4,7).
Assim, vão-se as máscaras e ficam os filhos, eleitos, livres, criados à imagem e semelhança do Pai.
Ricardo Gaiotti Silva
Advogado, missionário da Comunidade Canção Nova
Fonte:http://www.cancaonova.com.br/portal/canais/formacao/internas.php?e=12215
CÓDIGO FLORESTAL
CÓDIGO FLORESTAL
Se há um assunto que precisa ser bem pensado é o Código Florestal. Ele implica com o meio ambiente. Mas implica também com a viabilidade da agricultura. E em decorrência, com a produção de alimentos e com a sobrevivência de milhões de agricultores.

D. Demétrio Valentini, bispo diocesano de Jales e presidente da Cáritas Brasileira
Se há um assunto que precisa ser bem pensado é o Código Florestal. Ele implica com o meio ambiente. Mas implica também com a viabilidade da agricultura. E em decorrência, com a produção de alimentos e com a sobrevivência de milhões de agricultores.
A abordagem deste assunto requer equilíbrio e bom senso. É necessário levar em conta o conhecimento científico e as advertências da ecologia sobre a preservação do meio ambiente. Mas é preciso igualmente levar em conta os grandes avanços tecnológicos da agricultura, que possibilitam agora colocar em outros termos a preservação ambiental.
Por isto, o Código Florestal não pode se abrigar debaixo de uma bandeira única. Seja ela bandeira dos ecologistas. Ou bandeira do agronegócio. Ou bandeira dos agricultores familiares. Ele precisa atender ao mesmo tempo a todas as demandas legítimas dos diversos reclamos que devem encontrar audiência num novo Código Florestal, que leve em consideração o conjunto dos aspectos a serem devidamente contemplados.
Uma das evidências que salta aos olhos, e precisa ser levada em consideração, é a grande diversidade de solos existentes no território brasileiro. Um Código Florestal sábio e adequado precisa ter como ponto de partida esta diversidade, que não pode ser impunemente padronizada. Precisa ser um código que comporte adequações e averiguações de circunstâncias. O assunto tem semelhança com os biomas. Demorou tanto para dar-nos conta da diversidade de biomas existentes no Brasil. O retrocesso real seria agora um Código
Florestal que ignore esta diversidade.
Outra evidência é o avanço tecnológico na agricultura, já amplamente assimilado, sobretudo a grande diferença que faz o plantio direto, pelo qual se evita a erosão. Há certos dispositivos do atual Código Florestal que demonstram completo desconhecimento desta nova técnica, que veio revolucionar o cultivo de grãos em nosso país.
Com o plantio direto fica mais do que superada a prescrição de não utilizar para a agricultura os solos que tenham 45 por cento de inclinação. Os agricultores que constatam esta distorção se irritam justamente, e passam a desacreditar da validade do atual Código. Na verdade, se aplicados estes dispositivos, ficariam inviabilizados milhões de pequenos empreendimentos agrícolas, provocando um problema social inútil e de grandes proporções, que precisa ser evitado a todo custo, em última análise pela responsabilidade da Presidência da República.
Tive o cuidado de fazer uma breve pesquisa. No pequeno município denominado Sul Brasil, no Oeste Catarinense, na região de Chapecó, o Prefeito empreendeu um amplo programa de preservação do solo, em vista da viabilização da agricultura, atividade de quase todos os 3.500 habitantes, num território de 114 quilômetros quadrados. Pois bem, em todo o pequeno município foram encontrados 83 veios de água, que formam “sangas”, que demandam aos córregos Pesqueiro e Burro Branco, que delimitam o município. De comum acordo, a prefeitura incentivou os agricultores a preservarem as margens, numa largura de dez a doze metros, em vez dos 30 que o Código prescreve. A solução, incentivada pela Prefeitura que forneceu gratuitamente o arame farpado para as cercas, ficou de bom tamanho, e os agricultores de Sul Brasil continuam, como brasileiros imbatíveis, cultivando com competência e com amor a terra que os acolhe e responde com generosidade ao seu nobre trabalho.
Esta foi a solução para Sul Brasil. Cada município precisa encontrar a sua. E quem quiser opinar sobre o Código Florestal precisaria primeiro passar pelo teste de distinguir entre “fonte”, “vertente”, “sanga”, “córrego”, “riacho” e rio.
Se fosse urgir a aplicação do atual Código, ficaria inviabilizado não só o município de Sul Brasil, mas grande parte do Oeste Catarinense, e muitas outras regiões do País. O debate em torno das mudanças a serem introduzidas no novo Código Florestal exigem competência e responsabilidade.
Fonte:http://174.132.163.66/~caritas/novo/2011/02/24/codigo-florestal/
D. Demétrio Valentini, bispo diocesano de Jales e presidente da Cáritas Brasileira
Se há um assunto que precisa ser bem pensado é o Código Florestal. Ele implica com o meio ambiente. Mas implica também com a viabilidade da agricultura. E em decorrência, com a produção de alimentos e com a sobrevivência de milhões de agricultores.
A abordagem deste assunto requer equilíbrio e bom senso. É necessário levar em conta o conhecimento científico e as advertências da ecologia sobre a preservação do meio ambiente. Mas é preciso igualmente levar em conta os grandes avanços tecnológicos da agricultura, que possibilitam agora colocar em outros termos a preservação ambiental.
Por isto, o Código Florestal não pode se abrigar debaixo de uma bandeira única. Seja ela bandeira dos ecologistas. Ou bandeira do agronegócio. Ou bandeira dos agricultores familiares. Ele precisa atender ao mesmo tempo a todas as demandas legítimas dos diversos reclamos que devem encontrar audiência num novo Código Florestal, que leve em consideração o conjunto dos aspectos a serem devidamente contemplados.
Uma das evidências que salta aos olhos, e precisa ser levada em consideração, é a grande diversidade de solos existentes no território brasileiro. Um Código Florestal sábio e adequado precisa ter como ponto de partida esta diversidade, que não pode ser impunemente padronizada. Precisa ser um código que comporte adequações e averiguações de circunstâncias. O assunto tem semelhança com os biomas. Demorou tanto para dar-nos conta da diversidade de biomas existentes no Brasil. O retrocesso real seria agora um Código
Florestal que ignore esta diversidade.
Outra evidência é o avanço tecnológico na agricultura, já amplamente assimilado, sobretudo a grande diferença que faz o plantio direto, pelo qual se evita a erosão. Há certos dispositivos do atual Código Florestal que demonstram completo desconhecimento desta nova técnica, que veio revolucionar o cultivo de grãos em nosso país.
Com o plantio direto fica mais do que superada a prescrição de não utilizar para a agricultura os solos que tenham 45 por cento de inclinação. Os agricultores que constatam esta distorção se irritam justamente, e passam a desacreditar da validade do atual Código. Na verdade, se aplicados estes dispositivos, ficariam inviabilizados milhões de pequenos empreendimentos agrícolas, provocando um problema social inútil e de grandes proporções, que precisa ser evitado a todo custo, em última análise pela responsabilidade da Presidência da República.
Tive o cuidado de fazer uma breve pesquisa. No pequeno município denominado Sul Brasil, no Oeste Catarinense, na região de Chapecó, o Prefeito empreendeu um amplo programa de preservação do solo, em vista da viabilização da agricultura, atividade de quase todos os 3.500 habitantes, num território de 114 quilômetros quadrados. Pois bem, em todo o pequeno município foram encontrados 83 veios de água, que formam “sangas”, que demandam aos córregos Pesqueiro e Burro Branco, que delimitam o município. De comum acordo, a prefeitura incentivou os agricultores a preservarem as margens, numa largura de dez a doze metros, em vez dos 30 que o Código prescreve. A solução, incentivada pela Prefeitura que forneceu gratuitamente o arame farpado para as cercas, ficou de bom tamanho, e os agricultores de Sul Brasil continuam, como brasileiros imbatíveis, cultivando com competência e com amor a terra que os acolhe e responde com generosidade ao seu nobre trabalho.
Esta foi a solução para Sul Brasil. Cada município precisa encontrar a sua. E quem quiser opinar sobre o Código Florestal precisaria primeiro passar pelo teste de distinguir entre “fonte”, “vertente”, “sanga”, “córrego”, “riacho” e rio.
Se fosse urgir a aplicação do atual Código, ficaria inviabilizado não só o município de Sul Brasil, mas grande parte do Oeste Catarinense, e muitas outras regiões do País. O debate em torno das mudanças a serem introduzidas no novo Código Florestal exigem competência e responsabilidade.
Fonte:http://174.132.163.66/~caritas/novo/2011/02/24/codigo-florestal/
CF-2011 - Debate sobre meio ambiente é componente importante da cidadania
Arcebispo brasileiro comenta Campanha da Fraternidade
BELO HORIZONTE, sexta-feira, 4 de março de 2011 (ZENIT.org) - A Igreja católica no Brasil escolheu como tema de reflexão durante a Quaresma, no contexto da Campanha da Fraternidade, “a vida no planeta”.
Segundo o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, a consideração da vida no planeta “nasce da importante e interpeladora motivação que toca a fé cristã e a cidadania na sua nobreza”.
“São muitos rostos sofredores por esse mundo afora clamando solidariedade. O olhar lançado sobre a natureza é a referência fundamental para fazer brotar e recuperar sensibilidades”, afirma o arcebispo, em artigo divulgado à imprensa nesta sexta-feira.
Segundo Dom Walmor, é preciso “conscientizar, em relação aos resultados, que as mãos humanas estão produzindo e contribuindo nas mudanças climáticas que têm ocasionado sérios desastres na natureza e na vida de todos”.
“É componente importante da cidadania o debate dos aspectos envolvendo o meio ambiente. As questões são, na verdade, muito complexas. Basta considerar as diferentes posições, não só entre ativistas e governantes, como também no meio científico.”
“Ainda que seja razoável pensar que as mudanças climáticas seguem ciclos próprios da natureza, é inquestionável que a derrubada de florestas, a poluição produzida e outros fatores advindos das ações humanas estão incidindo sobre o planeta e interferindo nas mudanças do clima”, afirma o arcebispo.
Segundo Dom Walmor, a reflexão cidadã, portanto, “tem importância e grande influência no contexto. Envolve a todos, além de fomentar um processo educativo que proporcione amadurecimento e modificações radicais no tratamento dado à natureza e a tudo o que ela oferece para o bem de todo o mundo”.
O arcebispo recorda que a Campanha da Fraternidade “investirá na mobilização de pessoas, comunidades, Igrejas, segmentos religiosos, enfim, em toda a sociedade, para avançar na superação de tantos problemas socioambientais, formando condutas fundamentadas nos valores do Evangelho”.
“Nesse processo de educação ambiental quer também desenvolver a profecia que está no centro dessas considerações. Suscitar posturas corajosas de denúncias, apontando responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes de equivocadas escolhas e das atitudes de cidadãos, empresas e governos.”
O arcebispo afirma que “é inquestionável que muitas atividades do ser humano incidem nas mudanças que estão vitimando o planeta”.
O convite à conversão – prossegue Dom Walmor – “é oportuno e necessário, pode alcançar o mais recôndito do coração humano até inspirar mudança de conduta, particularmente em relação a posturas, tratamentos e consumo dos bens da natureza no nosso rico planeta Terra”.
“Permanece o desafio de repensar o atual modelo de desenvolvimento, em razão dos comprometimentos produzidos. E também da fomentação de modos de viver e da criação de demandas que estão configurando uma cultura na contramão da vida saudável e mais autêntica.”
“A agenda de temas pertinentes em face de mudanças significativas é ampla, inclui questões em torno da água, do tratamento de biomas, do êxodo rural, dos escândalos da miséria, da sustentabilidade como novo paradigma civilizacional”, afirma.
O desafio “é tão grande que pode levar muitos a fechar os olhos”. “É preciso abrir a mente e o coração para o forte apelo que ressoará mais potente no tempo da Quaresma, o convite de Jesus: ‘Convertei-vos’!”
Fonte: http://www.zenit.org/article-27412?l=portuguese
BELO HORIZONTE, sexta-feira, 4 de março de 2011 (ZENIT.org) - A Igreja católica no Brasil escolheu como tema de reflexão durante a Quaresma, no contexto da Campanha da Fraternidade, “a vida no planeta”.
Segundo o arcebispo de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, a consideração da vida no planeta “nasce da importante e interpeladora motivação que toca a fé cristã e a cidadania na sua nobreza”.
“São muitos rostos sofredores por esse mundo afora clamando solidariedade. O olhar lançado sobre a natureza é a referência fundamental para fazer brotar e recuperar sensibilidades”, afirma o arcebispo, em artigo divulgado à imprensa nesta sexta-feira.
Segundo Dom Walmor, é preciso “conscientizar, em relação aos resultados, que as mãos humanas estão produzindo e contribuindo nas mudanças climáticas que têm ocasionado sérios desastres na natureza e na vida de todos”.
“É componente importante da cidadania o debate dos aspectos envolvendo o meio ambiente. As questões são, na verdade, muito complexas. Basta considerar as diferentes posições, não só entre ativistas e governantes, como também no meio científico.”
“Ainda que seja razoável pensar que as mudanças climáticas seguem ciclos próprios da natureza, é inquestionável que a derrubada de florestas, a poluição produzida e outros fatores advindos das ações humanas estão incidindo sobre o planeta e interferindo nas mudanças do clima”, afirma o arcebispo.
Segundo Dom Walmor, a reflexão cidadã, portanto, “tem importância e grande influência no contexto. Envolve a todos, além de fomentar um processo educativo que proporcione amadurecimento e modificações radicais no tratamento dado à natureza e a tudo o que ela oferece para o bem de todo o mundo”.
O arcebispo recorda que a Campanha da Fraternidade “investirá na mobilização de pessoas, comunidades, Igrejas, segmentos religiosos, enfim, em toda a sociedade, para avançar na superação de tantos problemas socioambientais, formando condutas fundamentadas nos valores do Evangelho”.
“Nesse processo de educação ambiental quer também desenvolver a profecia que está no centro dessas considerações. Suscitar posturas corajosas de denúncias, apontando responsabilidades no que diz respeito aos problemas ambientais decorrentes de equivocadas escolhas e das atitudes de cidadãos, empresas e governos.”
O arcebispo afirma que “é inquestionável que muitas atividades do ser humano incidem nas mudanças que estão vitimando o planeta”.
O convite à conversão – prossegue Dom Walmor – “é oportuno e necessário, pode alcançar o mais recôndito do coração humano até inspirar mudança de conduta, particularmente em relação a posturas, tratamentos e consumo dos bens da natureza no nosso rico planeta Terra”.
“Permanece o desafio de repensar o atual modelo de desenvolvimento, em razão dos comprometimentos produzidos. E também da fomentação de modos de viver e da criação de demandas que estão configurando uma cultura na contramão da vida saudável e mais autêntica.”
“A agenda de temas pertinentes em face de mudanças significativas é ampla, inclui questões em torno da água, do tratamento de biomas, do êxodo rural, dos escândalos da miséria, da sustentabilidade como novo paradigma civilizacional”, afirma.
O desafio “é tão grande que pode levar muitos a fechar os olhos”. “É preciso abrir a mente e o coração para o forte apelo que ressoará mais potente no tempo da Quaresma, o convite de Jesus: ‘Convertei-vos’!”
Fonte: http://www.zenit.org/article-27412?l=portuguese
Em novo livro o Papa fala sobre os judeus, Judas e a Última Ceia
Em seu novo livro, a segunda parte de "Jesus de Nazaré", o Papa Bento XVI demonstra uma vez mais que o estudo científico das Sagradas Escrituras pode e deve estar sempre acompanhado de uma atitude orante que permita uma aprofundamento claro sobre os mistérios da vida do Senhor.
De maneira inesperada o Escritório de Imprensa do Vaticano e o L'Osservatore Romano deram a conhecer ontem alguns extratos do livro, uma semana antes da apresentação do texto, que será no Vaticano no dia 10 de março, e que trata os últimos dias de Jesus desde sua entrada a Jerusalém até sua ressurreição.
Estes extratos se referem a Judas, a data da Última Ceia e o juízo de Cristo ante Pôncio Pilatos.
Sobre os judeus durante o juízo de Jesus, o Papa afirma que no Evangelho de São João, esta designação sobre quem instigou a morte do Senhor não deve ser interpretada como algo "racista" ou uma condenação contra o povo do Israel.
"Depois de tudo, João mesmo era etnicamente um judeu, como também eram Jesus e seus seguidores", precisa o Papa. "Toda a primeira comunidade cristã estava formada por judeus. No Evangelho de João estas palavras têm um significado claro e definido: ele está se referindo à aristocracia do Templo".
Sobre a crucificação do Senhor, o Santo Padre assinala que "os cristãos recordarão que o sangue de Jesus fala um idioma distinto ao do sangue de Abel: não clama por vingança ou castigo, traz reconciliação. Não se derrama contra ninguém, derrama-se por muitos, por todos... À luz da fé... estas palavras não são uma maldição, mas redenção e salvação".
Quanto à traição de Judas, Bento XVI assinala que sua história é relevante para os cristãos de todos os tempos.
"A traição de Judas não foi a última infidelidade que Jesus teve que sofrer... A ruptura da amizade se estende até a comunidade sacramental da Igreja, onde as pessoas seguem tomando o 'seu pão' e traindo-o", escreve.
Judas sabia que tinha pecado ao entregar ao Senhor, entretanto "já não acreditava no perdão" para si. "Seu remorso se transforma em desespero. Mostra-nos o tipo equivocado de remorso: o tipo que é incapaz da esperança. (...) O remorso genuíno está certamente marcado pela certeza da esperança nascida da fé no poder superior da luz que se fez carne em Jesus".
O Papa também escreve sobre a data da Última Ceia, um tema tratado por diversos peritos desde os primeiros tempos do cristianismo.
Os quatro evangelhos estão de acordo ao assinalar que Jesus morreu uma sexta-feira, antes de anoitecer e ao início do Sabbath judeu. Entretanto, segundo o evangelho de São João, Jesus foi condenado ao mesmo tempo que os cordeiros para a Páscoa eram sacrificados no Templo judeu. Isso significaria que morreu antes da Páscoa, ao contrário do que dizem os outros evangelistas.
Sobre este tema o Papa recomenda "com certas reservas" a solução proposta pelo Pe. John Meier, um perito em Bíblia nos Estados Unidos e autor do estudo em quatro volumes: "Um judeu marginal: Repensando o Jesus histórico".
Meier conclui que nenhum dos quatro Evangelhos apresenta a Última Ceia de Jesus como uma ceia tradicional de Páscoa. Em outras palavras, é provável que Jesus tenha sido crucificado antes da Ceia de Páscoa que se celebrava esse ano, consistente então com o relato de João.
A Última Ceia, escreve o Papa, "foi a Páscoa de Jesus. E neste sentido celebrou e não celebrou a Páscoa: os antigos rituais poderiam não ter sido cumpridos porque ao chegar a hora Jesus já havia morrido. Mas na realidade Ele se entregou, e então verdadeiramente tinha celebrado a Páscoa com eles. O antigo não foi abolido, foi levado ao seu pleno significado".
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
Reflexão de Thomas Merton - Progresso e desintegração cultural
“ Não nos faz nenhum bem conseguirmos progressos fantásticos se não sabemos conviver com eles, se não sabemos utilizá-los sensatamente e se, em realidade, nossa tecnologia se transforma em nada mais do que um modo dispendioso e complicado de desintegração cultural. Não é “bonito” dizer tais coisas, reconhecer tais possibilidades. Mas são possibilidades e não são levadas em conta freqüentemente com inteligência. Causam emoção de vez em quando, e em seguida são varridas da memória. Todavia, permanece o fato de que criamos para nós uma cultura que ainda não pode ser vivida pela humanidade como um todo.”
Conjectures of a Guilty Bystander, de Thomas Merton
No Brasil: Reflexões de um espectador culpado, (Editora Vozes, Petrópolis), 1970. p. 83-84
Lembrando a campanha da Fraternidade 2007
Campanha da Fraternidade 2007 –
Tema :Amazônia e Fraternidade
Lema : Vida e missão neste chão
O tema da CF 2007 assim como o lema, nos convidam a refletir sobre as preocupantes questões ambiental e social que ameaçam seriamente o maior patrimônio natural do mundo, e podem levar à perda irreparável de inestimáveis riquezas humanas e culturais, não apenas para a população brasileira, mas para a humanidade.
Apoiamos essa Campanha e desejamos incentivar sua discussão no ambiente escolar. Para isso, selecionamos diversos títulos que contribuirão para a abordagem do tema nas diferentes séries de ensino.
Preservar a vida que se manifesta com tanta exuberância na Amazônia e garantir a cidadania da população local são deveres e grandes desafios para toda a sociedade.
Tema :Amazônia e Fraternidade
Lema : Vida e missão neste chão
O tema da CF 2007 assim como o lema, nos convidam a refletir sobre as preocupantes questões ambiental e social que ameaçam seriamente o maior patrimônio natural do mundo, e podem levar à perda irreparável de inestimáveis riquezas humanas e culturais, não apenas para a população brasileira, mas para a humanidade.
Apoiamos essa Campanha e desejamos incentivar sua discussão no ambiente escolar. Para isso, selecionamos diversos títulos que contribuirão para a abordagem do tema nas diferentes séries de ensino.
Preservar a vida que se manifesta com tanta exuberância na Amazônia e garantir a cidadania da população local são deveres e grandes desafios para toda a sociedade.
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Campanha da Fraternidade - Temas e Lemas - 3a FASE: A IGREJA VOLTA-SE PARA SITUAÇÕES EXISTENCIAIS DO POVO BRASILEIRO
CF-85 Tema: Fraternidade e fome
Lema: Pão para quem tem fome
CF-86 Tema: Fraternidade e terra
Lema: Terra de Deus, terra de irmãos
CF-87 Tema: A Fraternidade e o Menor
Lema: Quem acolhe o menor, a Mim acolhe
CF-88 Tema: A Fraternidade e o Negro
Lema: Ouvi o clamor deste povo!
CF-89 Tema: A Fraternidade e a Comunicação
Lema: Comunicação para a verdade e a paz
CF-90 Tema: A Fraternidade e a Mulher
Lema: Mulher e homem: imagem de Deus
CF-91 Tema: A Fraternidade e o Mundo do Trabalho
Lema: Solidários na dignidade do trabalho
CF-92 Tema: Fraternidade e Juventude
Lema: Juventude - caminho aberto
CF-93 Tema: Fraternidade e Moradia
Lema: Onde moras?
CF-94 Tema: A Fraternidade e a Família
Lema: A família, como vai?
Lema: Pão para quem tem fome
CF-86 Tema: Fraternidade e terra
Lema: Terra de Deus, terra de irmãos
CF-87 Tema: A Fraternidade e o Menor
Lema: Quem acolhe o menor, a Mim acolhe
CF-88 Tema: A Fraternidade e o Negro
Lema: Ouvi o clamor deste povo!
CF-89 Tema: A Fraternidade e a Comunicação
Lema: Comunicação para a verdade e a paz
CF-90 Tema: A Fraternidade e a Mulher
Lema: Mulher e homem: imagem de Deus
CF-91 Tema: A Fraternidade e o Mundo do Trabalho
Lema: Solidários na dignidade do trabalho
CF-92 Tema: Fraternidade e Juventude
Lema: Juventude - caminho aberto
CF-93 Tema: Fraternidade e Moradia
Lema: Onde moras?
CF-94 Tema: A Fraternidade e a Família
Lema: A família, como vai?
CF-95 Tema: A Fraternidade e os Excluídos
Lema: Eras tu, Senhor?
Lema: Eras tu, Senhor?
CF-96 Tema: A Fraternidade e a Política
Lema: Justiça e paz se abraçarão!
Lema: Justiça e paz se abraçarão!
Fonte: http://www.cf.org.br
O papel da mãe na criação dos filhos
Educar os filhos é a grande missão que Deus confiou aos pais. É por causa da importância dessa tarefa, que nos deu o quarto Mandamento: "honrar pai e mãe". Sem a educação dos pais os filhos se perdem; é por isso que as nossas cadeias estão cheias de jovens e a droga consome a muitos, além do mundo do crime.
Nada é tão grande neste mundo como construir um ser humano. As máquinas acabarão um dia, mas o nosso filho jamais.
É pela educação que o ser humano conquista e desenvolve as suas faculdades; e Deus quis que isto fosse feito antes de tudo pelos pais, e de modo especial pela mãe. Hoje sobretudo, onde muitas mães são obrigadas a criar sozinhas os seus filhos, porque são "órfãos de pais vivos", essa missão se torna mais importante e árdua ainda. Neste caso o papel da mãe triplica de importância, porque ela tem que fazer o papel do pai e dela mesma.
Ghandi dizia que "a verdadeira educação consiste em pôr a descoberto o melhor de uma pessoa." Para isto é preciso a arte de educar, a mais difícil e mais bela de todas.
Certa vez Michelangelo viu um bloco de pedra e disse a seus alunos: "aí dentro há um anjo, vou colocá-lo para fora!" Depois de algum tempo, com o seu gênio de escultor, fez o belo trabalho. Então os alunos lhe perguntaram como tinha conseguido aquela proeza. Ele respondeu: "o anjo já estava aí, apenas tirei os excessos que estavam sobrando". Educar é isto, é ir com paciência e perícia tirando os maus hábitos e descobrindo as virtudes, até que o "anjo" apareça.
Michel Quoist dizia "que não é para si que os homens educam os seus filhos, mas para os outros e para Deus."
Educar é colaborar com Deus, e é na educação dos filhos que se revelam as virtudes dos pais.
Educar é promover o crescimento e o amadurecimento da pessoa humana em todas as suas dimensões: material, intelectual, moral e religiosa. Por isso, educação não se recebe só na escola, mas principalmente em casa. Às vezes se ouve dizer: "ele é analfabeto, mas é muito educado". Não adianta ser doutor e não saber tratar os outros como gente; não saber cumprir com a palavra dada; não se comportar bem; trair a esposa e os filhos; não ser gentil; não ser afável, etc. Sem dúvida, a educação é a melhor herança que os pais devem deixar aos filhos; esta ninguém pode lhes roubar nem destruir.
O livro do Eclesiástico diz aos pais: "Aquele que ama o seu filho, corrige-o com freqüência, para que se alegre com isso mais tarde..." (Eclo 30,1).
A educação visa sobretudo colocar o homem no caminho do bem e da virtude, do qual ele sempre tende a se desviar. É aos pais que cabe sobretudo dar início a esta tarefa na vida dos filhos. A Igreja nos ensina que :
"Pela graça do Sacramento do matrimônio os pais receberam a responsabilidade e o privilégio de evangelizar os seus filhos. Por isso os iniciarão desde a tenra idade nos mistérios da fé, da qual são para os filhos os "primeiros arautos" (LG,11). Associá-los-ão desde a primeira infância à vida da Igreja. (CIC, 2225)
A tarefa de educar, como dizia D. Bosco, "é obra do coração", é obra do amor, por isso tem muito a ver com a mãe. Sem o carinho e a atenção da mãe a criança certamente crescerá carente de afeto e desorientada para a vida.
O povo diz que atrás de um grande homem, há sempre uma grande mulher, mas é preciso não esquecer que "esta mulher" mais do que a esposa, é a mãe.
É no colo da mãe que a criança precisa aprender o que é a fé, aprender a rezar e a amar a Deus e as pessoas.
É no colo da mãe que o homem de amanhã deve aprender o que é a retidão, o caráter, a honestidade, a bondade, a pureza de coração.
É no colo da mãe que a criança aprende a respeitar as pessoas, a ser gentil com os mais velhos, a ser humilde e simples e não desprezar ninguém.
É no colo da mãe que o filho aprende a caridade, a vida pura da castidade, o domínio de todas as paixões desordenadas e a rejeitar todos os vícios.
É a mãe, com seu jeito doce e suave, que vai retirando da sua plantinha que cresce a erva daninha da preguiça, da desobediência, da mal-criação, dos gestos e palavras inconvenientes. É ela que vai lhe ensinando a perdoar, a superar os momentos de raiva sem revidar, a não ter inveja dos outros que têm mais bens e dinheiro.
É a mãe que nas primeiras tarefas do lar lhe ensina o caminho redentor do trabalho e a responsabilidade.
Até o filho de Deus quis precisar de uma Mãe para cumprir a sua missão de salvar a humanidade; e Ele fez o seu primeiro milagre nas bodas de Caná exatamente porque ela lhe pediu. Por isso, cada mãe é um sinal de Maria, que ensina seu filho a viver de acordo com a vontade de Deus.
Neste mundo, às vezes perverso, que penetra sorrateiro em nossas casas, e insiste numa sistemática pregação de anti-valores por algumas tvs, mais do que nunca é necessário uma mãe atenta para combater tudo aquilo que prejudica a educação dos seus filhos.
Mais do que nunca ela precisa saber conquistar os seus filhos, não por aquilo que lhes dá, mas por aquilo que é para eles: amiga de todas as horas, consoladora. Saiba sempre corrigir o seu filho, mas que nunca seja com grosseria, com gritos ou com humilhações. E jamais na frente dos outros.
Se você conquistar o seu filho a ponto dele ter um sagrado orgulho de te-la como sua mãe, então, você poderá fazer dele o que desejar.
____________________
Prof. Felipe Aquino
Fonte: http://www.cleofas.com.br
quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011
Lourdes - 10ª e 11ª aparições: Santa Bernadette manda os presentes imitarem seus atos de piedade
26 de fevereiro — sexta-feira, nova proibição
Aproveitando a momentânea confusão, as autoridades baixaram um novo interdito de voltar à gruta. Nessa sexta-feira repetiu-se a cena do dia 22: havia 600 pessoas, mas Nossa Senhora não apareceu.
10ª aparição — sábado, 27 de fevereiro
Uma massa compacta de 800 pessoas aguardava Bernadette na Gruta por volta das 6:30h.Por 15 minutos, Bernadette caminhou de joelhos e beijou o chão várias vezes.
Em seguida comandou a multidão por duas vezes, com gestos, para que repetisse aquele ato de penitência.
Só na segunda vez os presentes obedeceram.
A partir daquele dia, o chão e a pedra sagrada de Massabielle são cobertos de beijos de pessoas de todo o mundo.
11ª aparição — domingo, 28 de fevereiro
Caía uma chuva fina e constante, e fazia um frio terrível. Cerca de 1200 pessoas se encontravam na Gruta desde o amanhecer.
Bernadette chegou às 7h. Pôs-se de joelhos, rezou o terço e beijou a terra, enquanto um potente sopro pareceu passar sobre os presentes. Todos ou quase todos os espectadores se ajoelharam, rezaram e beijaram o chão com Bernadette.
BIG BROTHER BRASIL - Luiz FernandoVeríssimo
BIG BROTHER BRASIL
Luiz FernandoVeríssimo
Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira. Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar tamanho atentado à nossa modesta inteligência.
Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos filhos.
Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos “heróis”, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays, acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em busca do IBOPE...
Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele prometeu um “zoológico humano divertido” . Não sei se será divertido, mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.
Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista, documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à pena de se morrer tão cedo.
Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da ética e da dignidade.
Outro dia, durante o intervalo de uma programação da Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?
São esses nossos exemplos de heróis?
Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública (aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal remunerados..
Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem sobreviver a isso, todo santo dia.
Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável e digna.
Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás pela própria Rede Globo.
O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.
E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!
Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil reais a cada paredão.
Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação, ensino e saúde de muitos brasileiros?
(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou comprar mais de 5.000 computadores!)
Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de telespectadores.
Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós... , pescar..., brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.
Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi construída nossa sociedade.
Email recebido
Ambição é um elogio ou insulto?
Por: Claudio Silva Borges Paróquia Santuário Nossa Senhora da Paz e Comunidade de vivência igreja São José do Tabor.São Paulo - SP |
Posso falar que todo ser humano tem dentro de si uma pequena dose de ambição, querer conquistar algo. Mas o que não posso afirmar é que tendo esta determinada ambição o leva a esquecer de demais prioridades em sua existência. E o que às vezes acontece.
Pergunto a você, ambição é um elogio ou insulto?
Pelo que consegui pesquisar esta palavra ambição tem a raiz da palavra ambiente não por acaso. As duas vem de “ambire”, que significa “mover-se livremente”. Traduzindo literalmente e principalmente, se usada corretamente, a palavra ambição significa criar seu próprio caminho na vida.
Mas cuidado ambição tem seu lado cruel, pode ser uma neurose obsessiva, ganância exagerada ou também o desejo de subir na vida pisando no outro. Imagine uma pessoa em alto grau de ambição, se torna até arrogante.
A ambição em suaves moderações é tolerante, por que uma pessoa ambiciosa assume riscos, preferem a tristeza da derrota do que a vergonha de não ter lutado. Embora todos não consigam o que querem muitos deles (delas) conseguem bem mais do que conseguiriam se ficassem acomodados.
Irmão e irmã de fé valorizem acima de tudo o que tens de mais valioso em sua vida, e herdamos de Deus: “ O amor e a valorização da vida que em abundância nos foi dada”. O resto é lucro!
Vejam este texto, retrata um pouco de ambição e principalmente a ganância:
“Havia um homem rico, cuja terra produzira muito. E ele se perguntava: ‘Que vou eu fazer? Pois não tenho onde ajuntar minha colheita? ’ Depois opinou: ‘Eis o que farei: vou demolir os meus celeiros, o meu trigo e meus bens’. E direi a mim mesmo: ‘Eis que possuis quantidade de bens em reserva para longos anos; descansa, come, bebe e te banqueteia´. Mas Deus disse: ‘Insensato, esta noite mesmo a tua vida será reclamada e o que tu preparaste, que é o que o terá?’ Eis o que acontece a quem reúne um tesouro para si mesmo, em vez de se enriquecer junto a Deus”. Lucas 12, 16-21
E lhes disse: “Cuidado! Guardai-vos de toda ganância. Não é pelo fato de um homem ser rico que ele tem a vida garantida pelos seus bens”. Lucas 12, 15
“Acredito que somente uma pessoa que nada aprendeu não modifica suas opiniões”. Emil Zatopek
Fonte:http://www.catequisar.com.br
terça-feira, 22 de fevereiro de 2011
Campanha da Fraternidade 2011 - Matéria
ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO X AMAZÔNIA
Já estava preocupado antes, mas o que pude ouvir das quase duzentas pessoas que participaram do Seminário Mudanças Climáticas promovido pela Prelazia de Óbidos me deixou preocupadíssimo. Mais do que isso: deu-me segurança para afirmar que os grandes projetos econômicos incentivados a toque de caixa pelo Programa de Aceleração do Crescimento na Amazônia já estão, com certeza, acelerando o aprofundamento dos desequilíbrios socioambientais na região e a levarão a um desastre socioambiental incalculável.
Ao examinar, na realidade e em mapas, a quantidade de território amazônico que vai sendo e será coberto pelas águas das barragens para produção de eletricidade; ao somar a ele a quantidade de áreas já ocupadas e desbravadas por mineradoras e as que estão em processo de concessão de alvará para pesquisa minerária; ao somar, ainda, as áreas destinadas à pecuária e à soja do agronegócio; ao juntar essas informações, não restam dúvidas sobre essa parte e, talvez, sobre toda a Amazônia: se não houver oposição eficaz, ela será totalmente modificada e depredada dentro de pouco tempo.
Quem assumirá as responsabilidades pelos efeitos desse processo sobre o aquecimento da região e de sua contribuição com o aquecimento global? Quem responderá as perguntas das próximas gerações, quando quiserem saber por que foram implementados esses grandes projetos quando havia possibilidade de gerar energia com fontes alternativas; quando já se devia diminuir a utilização de minérios; quando já existiam conhecimentos e possibilidades de produzir alimentos agroecológicos; quando já se sabia que o planeta exigia a diminuição do plantel de gado, por ser produtor de metano e ser grande consumidor de água e alimentos ricos em proteínas?
Uma das grandes contradições do tempo em que vivemos é essa: a Terra, já em desequilíbrio, precisa que as atividades econômicas capitalistas diminuam seu ritmo, mas as empresas capitalistas, e muitos governos, teimam em aumentar o ritmo de “destruição produtiva”, visando um tipo de economia que exige lucros crescentes, que exigem produção e consumo crescentes.
Esse conflito contraditório está absolutamente visível na Amazônia. Se os grandes projetos de exploração dos recursos da Amazônia – e praticamente só em benefício de grupos econômicos de fora do bioma -, serão vazios e ineficazes os compromissos anunciados pelo governo brasileiro, e estarão fadadas ao fracasso as políticas que anunciam objetivos de diminuição do desmatamento e de preservação da Amazônia. Se o governo quiser fazer algo sério deverá partir de um fato já comprovado: não há possibilidade de acordo entre as necessidades e direitos da Amazônia e dos amazônidas e os interesses das grandes empresas capitalistas.
Por isso, os amazônidas que desejarem viver, junto com seus filhos e netos, nesse maravilhoso bioma, bem como as pessoas, igrejas, entidades e governos que desejarem salvar a Amazônia como parte do que é absolutamente necessário para criar condições para que a Terra recupere seu equilíbrio em favor da vida, todos e todas, num grande mutirão cidadão, deverão lutar em favor de mudanças na visão e nas prioridades do governo federal e dos governos dos estados amazônicos.
Na verdade, todos e todas deveremos aceitar que precisamos enfrentar criticamente e mudar a civilização capitalista em que fomos criados, abrindo-nos para outras formas de produção, consumo, outras formas de convivência entre nós, com os demais seres vivos e com a Terra, mãe de toda a vida. Os povos indígenas da nossa América nos propõem o bem viver como caminho alternativo. Seremos capazes de acolher esta proposta que vem dos que foram sempre considerados os últimos dos últimos e que foram condenados, há cinco séculos, ao extermínio? Diversas religiões e o cristianismo nos avisam: é dos empobrecidos, como Jesus, que vêm boas notícias.
Postado por Ivo Poletto
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