domingo, 10 de fevereiro de 2013

Angelus Praça São Pedro – Vaticano Domingo, 10 de fevereiro de 2013


Domingo, 10 de fevereiro de 2013, 10h56

Palavras do Papa antes do Angelus - 10/02/2013

Boletim da Santa Sé
(Tradução: Jéssica Marçal - equipe CN Notícias)


Angelus
Praça São Pedro – Vaticano
Domingo, 10 de fevereiro de 2013

Queridos irmãos e irmãs,

Na liturgia de hoje, o Evangelho segundo Lucas apresenta o relato do chamado dos primeiros discípulos, com uma versão original a respeito dos outros dois evangelhos Sinópticos, Mateus e Marcos (cfr Mt 4,18-22; Mc 1,16-20). O chamado, na verdade, precedeu o ensinamento de Jesus para a multidão e uma pesca milagrosa, cumprida pela vontade do Senhor (Lc 5,1-6). Enquanto de fato a multidão corre à margem do lago de Genesaré para escutar Jesus, Ele vê Simão desanimado por não ter pescado nada a noite toda. Primeiro pede-lhe para entrar em seu barco para pregar para as pessoas estando a uma curta distância da margem; depois, terminada a pregação, ordena-lhe que saia com seus companheiros e lance as redes (cfr v.5). Simão obedece, e esses pescam uma quantidade incrível de peixes. Deste modo, o evangelista faz ver como os primeiros discípulos seguiram Jesus confiando-se a Ele, fundando-se sobre sua Palavra, acompanhada também por sinais milagrosos. Observamos que, antes deste sinal, Simão se dirige a Jesus chamando-o de “Mestre” (v. 5), enquanto depois o chama de “Senhor” (v. 7). É a pedagogia do chamado de Deus, que não olha tanto para a qualidade dos eleitos, mas à sua fé, como aquela de Simão que diz “Por causa de tua palavra, lançarei a rede” (v. 5).

A imagem da pesca refere-se à missão da Igreja. Comenta a este respeito Santo Agostinho: “Duas vezes os discípulos começaram a pescar sob o comando do Senhor: uma vez antes da paixão e outra depois da ressurreição. Nas duas pescarias está representada toda a Igreja: a Igreja como ela é hoje e como será depois da ressurreição dos mortos. Agora acolhe uma multidão impossível de ser contada, e compreende bons e maus; e depois da ressurreição compreenderá apenas os bons” (Discurso 248, 1). A experiência de Pedro, certamente única, também é representativa do chamado de cada apóstolo do Evangelho, que nunca deve se desencorajar no anunciar Cristo a todos os homens, até aos confins do mundo. Todavia, o texto de hoje faz refletir sobre a vocação ao sacerdócio e à vida consagrada. Essa é obra de Deus. O homem não é o autor da própria vocação, mas dá resposta à proposta divina; e a fraqueza humana não deve ter medo se Deus chama. É preciso  ter confiança na sua força que atua precisamente na nossa pobreza; temos de confiar sempre mais no poder da sua misericórdia, que transforma e renova.

Queridos irmãos e irmãs, esta Palavra de Deus reaviva também em nós e nas nossas comunidades cristãs a coragem, a confiança e o entusiasmo no anunciar e testemunhar o Evangelho. Os fracassos e as dificuldades não levem ao desânimo: a nossa tarefa é lançar as redes com fé, o Senhor faz o resto. Confiemos também na intercessão da Virgem Maria, Rainha dos Apóstolos. Ao chamado do Senhor, Ela, bem consciente de sua pequenez, respondeu com total confiança: “Eis-me aqui”. Com sua ajuda materna, renovemos a nossa disponibilidade de seguir Jesus, Mestre e Senhor.


Fonte: http://noticias.cancaonova.com/noticia.php?id=288671

Leitura da Bíblia em um ano - 40º dia.


2ª Carta aos Coríntios 6,2b-9.   
Paulo fala de uma carta anterior que teria causado imensa tristeza pela dureza de suas palavras. Não se trata da nossa 1º Cor, mas de uma outra carta.
Paulo aproveita para fazer um preciso ensino sobre a doação.

Esboço da 2ª Carta aos Coríntios:   
·         A escolha necessária;
·         Alegria de Paulo diante do arrependimento dos coríntios;
·         Encorajamento para realizar o projeto de coleta;
·         Intenções generosas e atrasos na realização;

Faça a sua Lectio Divina com (2Cor 7,5-16), depois escreva em seu caderno tudo o que Deus falar para sua vida, lembrando-se que a leitura orante é antes de tudo um diálogo com Deus.

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.

Ref.:
Bíblia Sagrada  tradução CNBB;
Bíblia Ave Maria;
Bíblia do Peregrino (Ed.Paulus);
Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulus);
A Bíblia TEB (Ed. Loyola);
A Bíblia em um ano (Ed. Shalom);
A Bíblia em foco ( Ed. Melhoramentos);
Dicionário Bíblico Universal (Ed.Vida).
Texto-Base CF-2013 (Ed.CNBB) 

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Leitura da Bíblia em um ano - 39º dia


39ºdia ___/___/___

2ª Carta aos Coríntios 1,1-6,2a.    
Iniciamos hoje a segunda carta aos Coríntios que é uma obra de combate e persuasão. Usando um estilo vivo e apaixonado para defender seu apostolado, em dependência exclusiva do Cristo, o apóstolo mescla amor e admoestação, cólera e ternura, para manter a unidade da Igreja de Corintio.

Esboço da 2ª Carta aos Coríntios:      
·        Participação nos sofrimentos e consolações;
·        O andamento da visita de Paulo;
·        Apreensão, depois alívio de Paulo;
·        O ministério da nova aliança;
·        Presença de Cristo;
·        A segurança da ressurreição diante do temor da morte;
·        O ministério da reconciliação;

Faça a sua Lectio Divina com (2Cor 4,7-15), depois escreva em seu caderno tudo o que Deus falar para sua vida, lembrando-se que a leitura orante é antes de tudo um diálogo com Deus.

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.

Ref.:
Bíblia Sagrada  tradução CNBB;
Bíblia Ave Maria;
Bíblia do Peregrino (Ed.Paulus);
Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulus);
A Bíblia TEB (Ed. Loyola);
A Bíblia em um ano (Ed. Shalom);
A Bíblia em foco ( Ed. Melhoramentos);
Dicionário Bíblico Universal (Ed.Vida).
Texto-Base CF-2013 (Ed.CNBB) 

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

CF-2013 - 1ª parte - Fraternidade e Juventude - IMPACTO DA MUDANÇA DE ÉPOCA


IMPACTO DA MUDANÇA DE ÉPOCA


1.1. Contexto atual:

–“Mudança de época”: enfraquece e altera paradigmas
–Transição de uma cultura estável para outra nova
–Diversidade: visões (mundo, vida), estruturações, relações, modelos, propostas, experimentações

1.2. Forte impacto nas pessoas

–Em todos os campos !
–Negativo:
•visão unilateral da pessoa e formação não integral
•crise de sentido
•relações não gratuitas, descompromissadas, instáveis
•atinge os critérios de julgamento e os valores profundos
•alteração na estruturação familiar
•pais e escola substituídos pelos MCS
•cultura homogênea pela mídia

–Positivo:
•valorização da pessoa
•reconhecimento das culturas da América Latina
•avanço tecnológico e identificação dos jovens
•expansão das relações pela internet

Fonte: http://www.cnbb.org.br/site/campanhas/fraternidade
Autor: 
Dom Eduardo Pinheiro da Silva, sdb



[Comissão Episcopal Pastoral para a Juventude –CNBB



Leitura da Bíblia em um ano - 38º dia

38ºdia ___/___/___

1ª Carta aos Coríntios 12-16 (1Cor capítulo 12 até o capítulo 16).
Concluímos a carta1ª aos Coríntios com Paulo fazendo pequenas regras a que deve ser submetido a utilização dos carismas.

Esboço da 1ªCarta aos Coríntios:                            
·         Os dons do Espírito;
·         Diversidade dos membros e unidade do corpo;
·         O amor fraterno;
·         Profetizar e falar em línguas;
·         A ordem no culto e na Igreja;
·         A ressurreição de Cristo;
·         O corpo dos ressuscitados;
·         A coleta para a Igreja de Jerusalém;
·         Projetos de viagem.
·         Últimas recomendações e saudações.


Faça a sua Lectio Divina com (1Cor cap. 13), depois escreva em seu caderno tudo o que Deus falar para sua vida, lembrando-se que a leitura orante é antes de tudo um diálogo com Deus.

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal 
e nos conduza à vida eterna. Amém.

Ref.:
Bíblia Sagrada  tradução CNBB;
Bíblia Ave Maria;
Bíblia do Peregrino (Ed.Paulus);
Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulus);
A Bíblia TEB (Ed. Loyola);
A Bíblia em um ano (Ed. Shalom);
A Bíblia em foco ( Ed. Melhoramentos);
Dicionário Bíblico Universal (Ed.Vida).
Texto-Base CF-2013 (Ed.CNBB)

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Leitura da Bíblia em um ano - 37º dia


37ºdia ___/___/___

1ª Carta aos Coríntios 8-11 (1Cor capítulo 8 até o capítulo 11).
O apóstolo mostra-se claro ao declarar que estes ídolos nada são e que estes alimentos, ainda que consagrados não podem manchar quem os come com  “ação de graças”. Ele se refere sobre a conduta do Cristão em relação às carnes sacrificadas aos ídolos.
Esboço da 1ªCarta aos Coríntios:                            
·         Vitimas sacrificadas aos ídolos;
·         O exemplo de Paulo;
·         Perigo da idolatria;
·         Alimentos idolátricos e liberdade cristã;
·         O véu das mulheres;
·         Ágape e eucaristia.


Faça a sua Lectio Divina com (1Cor 10,31-11,1), depois escreva em seu caderno tudo o que Deus falar para sua vida, lembrando-se que a leitura orante é antes de tudo um diálogo com Deus.

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal 
e nos conduza à vida eterna. Amém.

Ref.:
Bíblia Sagrada  tradução CNBB;
Bíblia Ave Maria;
Bíblia do Peregrino (Ed.Paulus);
Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulus);
A Bíblia TEB (Ed. Loyola);
A Bíblia em um ano (Ed. Shalom);
A Bíblia em foco ( Ed. Melhoramentos);
Dicionário Bíblico Universal (Ed.Vida).
Texto-Base CF-2013 (Ed.CNBB)

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Leitura da Bíblia em um ano - 36º dia.


36ºdia ___/___/___

1ª Carta aos Coríntios 5-7 (1Cor capítulo 5 até o capítulo 7).
Em flagrante oposição à suficiência dos coríntios se encontram duas condutas que Paulo vai denunciar. O incesto, condenado por judeus e pagãos, não é sinal de nossa liberdade cristã, da qual os coríntios podem gabar-se, e sim vergonha que fomenta a fermentação do mal na comunidade inteira.

Esboço da 1ªCarta aos Coríntios:
·         O incestuoso;
·         Pleitos entre cristãos;
·         Liberdade cristã e fornicação;
·         Matrimônio e celibato;
·         Matrimônio e virgindade.

Faça a sua Lectio Divina com (1Cor 7,29-31), depois escreva em seu caderno tudo o que Deus falar para sua vida, lembrando-se que a leitura orante é antes de tudo um diálogo com Deus.

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal 
e nos conduza à vida eterna. Amém.

Ref.:
Bíblia Sagrada  tradução CNBB;
Bíblia Ave Maria;
Bíblia do Peregrino (Ed.Paulus);
Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulus);
A Bíblia TEB (Ed. Loyola);
A Bíblia em um ano (Ed. Shalom);
A Bíblia em foco ( Ed. Melhoramentos);
Dicionário Bíblico Universal (Ed.Vida).
Texto-Base CF-2013 (Ed.CNBB)

terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Leitura da Bíblia em um ano - 35º dia


35ºdia ___/___/___

1ª Carta aos Coríntios 1-4(1Cor capítulo 1  até o capítulo 4).
Começamos mais uma carta paulina,   desta vez a 1ª Carta aos Coríntios.
Corintio era uma famosa cidade grega, edificada sobre o istmo que liga o Peloponeso ao continente, gozando assim  do benefício de dois portos, o de Cencréia e o de Léquio. Recebe de uma parte as ricas mercadorias da Ásia, e de outra parte as da Itália e de outros países ocidentais.
Vemos Paulo respondendo de forma inflamada a uma crise na comunidade causada pela divisão da comunidade.

Esboço da 1ª Carta aos Coríntios:
·         Discórdia em Corinto;
·         A mensagem da cruz;
·         Sabedoria superior;
·         Revelada pelo espírito;
·         Imaturidade dos coríntios;
·         Ministros de Cristo;

Faça a sua Lectio Divina com (1Cor 1,23-25), depois escreva em seu caderno tudo o que Deus falar para sua vida, lembrando-se que a leitura orante é antes de tudo um diálogo com Deus.

O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal 
e nos conduza à vida eterna. Amém.

Ref.:
Bíblia Sagrada  tradução CNBB;
Bíblia Ave Maria;
Bíblia do Peregrino (Ed.Paulus);
Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulus);
A Bíblia TEB (Ed. Loyola);
A Bíblia em um ano (Ed. Shalom);
A Bíblia em foco ( Ed. Melhoramentos);
Dicionário Bíblico Universal (Ed.Vida).
                 Texto-Base CF-2013 (Ed.CNBB)

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Leitura da Bíblia em um ano - 34º dia


34ºdia ___/___/___

Carta aos Gálatas 3,1-6,18(Gálatas capítulo 3,versículo 1 até o capítulo 6,18).
Concluímos a leitura da carta aos Gálatas com Paulo provando sua tese com argumentos da Escritura, que  para rebater as pretensões do judaizantes.
            Paulo assina a carta, de seu punho.

Esboço da Carta aos Gálatas:
·         A lei e a fé;
·         A lei e a promessa;
·         Escravos e filhos;
·         Paulo e os Gálatas;
·         Agar e Sara;
·         Liberdade cristã;
·         Guiados pelo Espírito;
·         Ajuda mútua;
·         Conclusão e despedida.

Faça a sua Lectio Divina com (Gl 5,16-24), depois escreva em seu caderno tudo o que Deus falar para sua vida, lembrando-se que a leitura orante é antes de tudo um diálogo com Deus.
O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.

Ref.:
Bíblia Sagrada  tradução CNBB;
Bíblia Ave Maria;
Bíblia do Peregrino (Ed.Paulus);
Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulus);
A Bíblia TEB (Ed. Loyola);
A Bíblia em um ano (Ed. Shalom);
A Bíblia em foco ( Ed. Melhoramentos);
Dicionário Bíblico Universal (Ed.Vida).
Texto-Base CF-2013 (Ed.CNBB)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Leitura da Bíblia em um ano - 33º dia

33ºdia ___/___/___ 

Carta aos Gálatas 1,1-2,21(Gálatas capítulo 1,versículo 1 até o capítulo 2,21).
A carta é uma argumentação vibrante em prol da liberdade cristã. Antes de tudo vai reivindicar seu título e missão de apóstolo.
Nesta primeira parte evocando uma polêmica pública com Pedro, Paulo introduz uma síntese de seu pensamento sobre a salvação do homem pela fé e não pelas obras.

Esboço da Carta aos Gálatas:
·         Há somente um evangelho;
·         A vocação de Paulo;
·         Paulo e os outros apóstolos;
·         Paulo enfrenta Pedro.

Faça a sua Lectio Divina com (Gl2,18-2), depois escreva em seu caderno tudo o que Deus falar para sua vida, lembrando-se que a leitura orante é antes de tudo um diálogo com Deus.


O Senhor nos abençoe,
nos livre de todo o mal
e nos conduza à vida eterna. Amém.



Ref.:
Bíblia Sagrada  tradução CNBB;
Bíblia Ave Maria;
Bíblia do Peregrino (Ed.Paulus);
Bíblia de Jerusalém (Ed. Paulus);
A Bíblia TEB (Ed. Loyola);
A Bíblia em um ano (Ed. Shalom);
A Bíblia em foco ( Ed. Melhoramentos);
Dicionário Bíblico Universal (Ed.Vida).
Texto-Base CF-2013 (Ed.CNBB)

sábado, 2 de fevereiro de 2013

CF-2013 - Hino do Jubileu da Campanha da Fraternidade.


Hino do Jubileu da Campanha da Fraternidade. 

Autor: Padre Campos






Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=qeucYKM60Jo&feature=youtu.be
Postado no Facebook de Eliane Chuchu Andrade

Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2013


Mensagem de Bento XVI para a Quaresma 2013


Boletim da Santa Sé




MENSAGEM 
Crer na caridade suscita caridade 
"Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele"
(1 Jo 4, 16) 

Mensagem do Papa Bento XVI para a Quaresma 2013

Queridos irmãos e irmãs!

A celebração da Quaresma, no contexto do Ano da fé, proporciona-nos uma preciosa ocasião para meditar sobre a relação entre fé e caridade: entre o crer em Deus, no Deus de Jesus Cristo, e o amor, que é fruto da ação do Espírito Santo e nos guia por um caminho de dedicação a Deus e aos outros.

1. A fé como resposta ao amor de Deus

Na minha primeira Encíclica, deixei já alguns elementos que permitem individuar a estreita ligação entre estas duas virtudes teologais: a fé e a caridade. Partindo duma afirmação fundamental do apóstolo João: "Nós conhecemos o amor que Deus nos tem, pois cremos nele" (1 Jo 4, 16), recordava que, "no início do ser cristão, não há uma decisão ética ou uma grande ideia, mas o encontro com um acontecimento, com uma Pessoa que dá à vida um novo horizonte e, desta forma, o rumo decisivo. (...) Dado que Deus foi o primeiro a amar-nos (cf. 1 Jo 4, 10), agora o amor já não é apenas um 'mandamento', mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro" (Deus caritas est, 1). A fé constitui aquela adesão pessoal - que engloba todas as nossas faculdades - à revelação do amor gratuito e "apaixonado" que Deus tem por nós e que se manifesta plenamente em Jesus Cristo. O encontro com Deus Amor envolve não só o coração, mas também o intelecto: "O reconhecimento do Deus vivo é um caminho para o amor, e o sim da nossa vontade à d’Ele une intelecto, vontade e sentimento no ato globalizante do amor. Mas isto é um processo que permanece continuamente a caminho: o amor nunca está 'concluído' e completado" (ibid., 17). Daqui deriva, para todos os cristãos e em particular para os "agentes da caridade", a necessidade da fé, daquele "encontro com Deus em Cristo que suscite neles o amor e abra o seu íntimo ao outro, de tal modo que, para eles, o amor do próximo já não seja um mandamento por assim dizer imposto de fora, mas uma consequência resultante da sua fé que se torna operativa pelo amor" (ibid., 31). O cristão é uma pessoa conquistada pelo amor de Cristo e, movido por este amor - "caritas Christi urget nos" (2 Cor 5, 14) - , está aberto de modo profundo e concreto ao amor do próximo (cf. ibid., 33). Esta atitude nasce, antes de tudo, da consciência de ser amados, perdoados e mesmo servidos pelo Senhor, que Se inclina para lavar os pés dos Apóstolos e Se oferece a Si mesmo na cruz para atrair a humanidade ao amor de Deus.

"A fé mostra-nos o Deus que entregou o seu Filho por nós e assim gera em nós a certeza vitoriosa de que isto é mesmo verdade: Deus é amor! (...) A fé, que toma consciência do amor de Deus revelado no coração trespassado de Jesus na cruz, suscita por sua vez o amor. Aquele amor divino é a luz – fundamentalmente, a única - que ilumina incessantemente um mundo às escuras e nos dá a coragem de viver e agir" (ibid., 39). Tudo isto nos faz compreender como o procedimento principal que distingue os cristãos é precisamente "o amor fundado sobre a fé e por ela plasmado" (ibid., 7).

2. A caridade como vida na fé

Toda a vida cristã consiste em responder ao amor de Deus. A primeira resposta é precisamente a fé como acolhimento, cheio de admiração e gratidão, de uma iniciativa divina inaudita que nos precede e solicita; e o "sim" da fé assinala o início de uma luminosa história de amizade com o Senhor, que enche e dá sentido pleno a toda a nossa vida. Mas Deus não se contenta com o nosso acolhimento do seu amor gratuito; não Se limita a amar-nos, mas quer atrair-nos a Si, transformar-nos de modo tão profundo que nos leve a dizer, como São Paulo: Já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim (cf. Gl 2, 20).

Quando damos espaço ao amor de Deus, tornamo-nos semelhantes a Ele, participantes da sua própria caridade. Abrirmo-nos ao seu amor significa deixar que Ele viva em nós e nos leve a amar com Ele, n'Ele e como Ele; só então a nossa fé se torna verdadeiramente uma "fé que atua pelo amor" (Gl 5, 6) e Ele vem habitar em nós (cf. 1 Jo 4, 12).

A fé é conhecer a verdade e aderir a ela (cf. 1 Tm 2, 4); a caridade é "caminhar" na verdade (cf. Ef 4, 15). Pela fé, entra-se na amizade com o Senhor; pela caridade, vive-se e cultiva-se esta amizade (cf. Jo 15, 14-15). A fé faz-nos acolher o mandamento do nosso Mestre e Senhor; a caridade dá-nos a felicidade de pô-lo em prática (cf. Jo 13, 13-17). Na fé, somos gerados como filhos de Deus (cf. Jo 1, 12-13); a caridade faz-nos perseverar na filiação divina de modo concreto, produzindo o fruto do Espírito Santo (cf. Gl 5, 22). A fé faz-nos reconhecer os dons que o Deus bom e generoso nos confia; a caridade fá-los frutificar (cf. Mt 25, 14-30).

3. O entrelaçamento indissolúvel de fé e caridade

À luz de quanto foi dito, torna-se claro que nunca podemos separar e menos ainda contrapor fé e caridade. Estas duas virtudes teologais estão intimamente unidas, e seria errado ver entre elas um contraste ou uma "dialética". Na realidade, se, por um lado, é redutiva a posição de quem acentua de tal maneira o carácter prioritário e decisivo da fé que acaba por subestimar ou quase desprezar as obras concretas da caridade reduzindo-a a um genérico humanitarismo, por outro é igualmente redutivo defender uma exagerada supremacia da caridade e sua operatividade, pensando que as obras substituem a fé. Para uma vida espiritual sã, é necessário evitar tanto o fideísmo como o ativismo moralista.

A existência cristã consiste num contínuo subir ao monte do encontro com Deus e depois voltar a descer, trazendo o amor e a força que daí derivam, para servir os nossos irmãos e irmãs com o próprio amor de Deus. Na Sagrada Escritura, vemos como o zelo dos Apóstolos pelo anúncio do Evangelho, que suscita a fé, está estreitamente ligado com a amorosa solicitude pelo serviço dos pobres (cf. At 6, 1-4). Na Igreja, devem coexistir e integrar-se contemplação e ação, de certa forma simbolizadas nas figuras evangélicas das irmãs Maria e Marta (cf. Lc 10, 38-42). A prioridade cabe sempre à relação com Deus, e a verdadeira partilha evangélica deve radicar-se na fé (cf. Catequese na Audiência geral de 25 de Abril de 2012). De fato, por vezes tende-se a circunscrever a palavra "caridade" à solidariedade ou à mera ajuda humanitária; é importante recordar, ao invés, que a maior obra de caridade é precisamente a evangelização, ou seja, o "serviço da Palavra". Não há ação mais benéfica e, por conseguinte, caritativa com o próximo do que repartir-lhe o pão da Palavra de Deus, fazê-lo participante da Boa Nova do Evangelho, introduzi-lo no relacionamento com Deus: a evangelização é a promoção mais alta e integral da pessoa humana. Como escreveu o Servo de Deus Papa Paulo VI, na Encíclica Populorum progressio, o anúncio de Cristo é o primeiro e principal fator de desenvolvimento (cf. n. 16). A verdade primordial do amor de Deus por nós, vivida e anunciada, é que abre a nossa existência ao acolhimento deste amor e torna possível o desenvolvimento integral da humanidade e de cada homem (cf. Enc. Caritas in veritate, 8).

Essencialmente, tudo parte do Amor e tende para o Amor. O amor gratuito de Deus é-nos dado a conhecer por meio do anúncio do Evangelho. Se o acolhermos com fé, recebemos aquele primeiro e indispensável contato com o divino que é capaz de nos fazer "enamorar do Amor", para depois habitar e crescer neste Amor e comunicá-lo com alegria aos outros.

A propósito da relação entre fé e obras de caridade, há um texto na Carta de São Paulo aos Efésios que a resume talvez do melhor modo: "É pela graça que estais salvos, por meio da fé. E isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque nós fomos feitos por Ele, criados em Cristo Jesus, para vivermos na prática das boas ações que Deus de antemão preparou para nelas caminharmos" (2, 8-10). Daqui se deduz que toda a iniciativa salvífica vem de Deus, da sua graça, do seu perdão acolhido na fé; mas tal iniciativa, longe de limitar a nossa liberdade e responsabilidade, torna-as mais autênticas e orienta-as para as obras da caridade. Estas não são fruto principalmente do esforço humano, de que vangloriar-se, mas nascem da própria fé, brotam da graça que Deus oferece em abundância. Uma fé sem obras é como uma árvore sem frutos: estas duas virtudes implicam-se mutuamente. A Quaresma, com as indicações que dá tradicionalmente para a vida cristã, convida-nos precisamente a alimentar a fé com uma escuta mais atenta e prolongada da Palavra de Deus e a participação nos Sacramentos e, ao mesmo tempo, a crescer na caridade, no amor a Deus e ao próximo, nomeadamente através do jejum, da penitência e da esmola.

4. Prioridade da fé, primazia da caridade

Como todo o dom de Deus, a fé e a caridade remetem para a ação do mesmo e único Espírito Santo (cf. 1 Cor 13), aquele Espírito que em nós clama:"Abbá! – Pai!" (Gl 4, 6), e que nos faz dizer: "Jesus é Senhor!" (1 Cor 12, 3) e "Maranatha! – Vem, Senhor!" (1 Cor 16, 22; Ap 22, 20).

Enquanto dom e resposta, a fé faz-nos conhecer a verdade de Cristo como Amor encarnado e crucificado, adesão plena e perfeita à vontade do Pai e infinita misericórdia divina para com o próximo; a fé radica no coração e na mente a firme convicção de que precisamente este Amor é a única realidade vitoriosa sobre o mal e a morte. A fé convida-nos a olhar o futuro com a virtude da esperança, na expectativa confiante de que a vitória do amor de Cristo chegue à sua plenitude. Por sua vez, a caridade faz-nos entrar no amor de Deus manifestado em Cristo, faz-nos aderir de modo pessoal e existencial à doação total e sem reservas de Jesus ao Pai e aos irmãos. Infundindo em nós a caridade, o Espírito Santo torna-nos participantes da dedicação própria de Jesus: filial em relação a Deus e fraterna em relação a cada ser humano (cf. Rm 5, 5).

A relação entre estas duas virtudes é análoga à que existe entre dois sacramentos fundamentais da Igreja: o Batismo e a Eucaristia. O Batismo (sacramentum fidei) precede a Eucaristia (sacramentum caritatis), mas está orientado para ela, que constitui a plenitude do caminho cristão. De maneira análoga, a fé precede a caridade, mas só se revela genuína se for coroada por ela. Tudo inicia do acolhimento humilde da fé ("saber-se amado por Deus"), mas deve chegar à verdade da caridade ("saber amar a Deus e ao próximo"), que permanece para sempre, como coroamento de todas as virtudes (cf. 1 Cor 13, 13).

Caríssimos irmãos e irmãs, neste tempo de Quaresma, em que nos preparamos para celebrar o evento da Cruz e da Ressurreição, no qual o Amor de Deus redimiu o mundo e iluminou a história, desejo a todos vós que vivais este tempo precioso reavivando a fé em Jesus Cristo, para entrar no seu próprio circuito de amor ao Pai e a cada irmão e irmã que encontramos na nossa vida. Por isto elevo a minha oração a Deus, enquanto invoco sobre cada um e sobre cada comunidade a Bênção do Senhor!

Vaticano, 15 de Outubro de 2012


Fonte: www.cancaonova.com/noticias