sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Vivonafé Notícias


Vaticano divulga detalhes sobre a beatificação de João Paulo II


VATICANO, 18 Fev. 11 / 10:53 am (ACI/EWTN Noticias)

O Escritório de Imprensa da Santa Sé divulgou hoje um comunicado no qual detalha os cinco momentos nos quais se desenvolverá a beatificação do Papa João Paulo II o próximo 1º de maio em Roma, e reiterou que para assistir não é necessário adquirir entrada alguma.

O texto assinala que o primeiro momento é a vigília de preparação no dia 30 de abril a ser realizada a partir das 8:30 p.m. (hora local) no Circo Máximo de Roma.

Esta vigília será presidida pelo Cardeal Agostino Vallini, Vigário do Santo Padre para a diocese de Roma. Ao evento, "o Papa Bento XVI se unirá a espiritualmente por meio de uma conexão em vídeo".

O segundo momento é a cerimônia de beatificação que se será celebrada no domingo 1º de maio na Praça de São Pedro em Roma, e vai ser presidida pelo Papa Bento XVI.

O comunicado reitera o já anunciado em distintas oportunidades sobre o fato que "para participar não é preciso entradas, mas os agentes de Segurança Pública cuidarão do acesso à praça e às zonas adjacentes".

Nesta linha, a Prefeitura da Casa Pontifícia deu ao conhecimento público outro comunicado no qual ratifica que para a beatificação e para as audiências com o Papa não é necessário adquirir entradas.

Esta precisão é feita ante "o oferecimento indevido, sobre tudo por Internet, de assistência e venda de bilhetes para audiências e cerimônias pontifícias, em particular a beatificação do Servo de Deus João Paulo II".

Este comunicado precisa ademais que quando a Prefeitura da Casa Pontifícia entrega entradas para cerimônias pontifícias ou audiências gerais, estes "são sempre gratuitos e nenhuma pessoa física ou entidade pode pretender pagamento algum".

Sobre o terceiro momento da beatificação, o comunicado do Escritório de Imprensa da Santa Sé indica que todos os fiéis "poderão venerar os restos do novo Beato no próprio domingo 1º de maio, uma vez que termine a cerimônia de beatificação. Os restos ficarão expostos até que se esgote o fluxo de fiéis que desejem venerá-los, diante do altar da Confissão".

O quarto momento é a Missa de ação de graças pela beatificação, que está programada para a segunda-feira 2 de maio às 10:30 a.m. na Praça de São Pedro. Esta Eucaristia será presidida pelo Cardeal Tarcisio Bertone, Secretário de estado Vaticano.

O quinto momento se relaciona com a sepultura dos restos do João Paulo II. Esta será realizada na Basílica de São Pedro, na Capela de São Sebastião e se realizará de forma privada.

Fonte: http://www.acidigital.com

O milagre nosso de cada dia!

Dom Redovino Rizzardo

Bispo de Dourados

Às 8,30 horas do domingo, dia 26 de dezembro de 2010, liguei o televisor e, durante dez minutos, assisti à pregação do “Apóstolo” Valdemiro Santiago. Em dado momento do culto – se é que assim se podem chamar as suas pregações –, confesso que teria entrado em crise se a minha fé não se fundamentasse na Palavra de Deus.

Ele insistia nos milagres que, a toda hora e todos os dias, acontecem na Igreja Mundial do Poder de Deus, por ele fundada, dirigida e tida como a encarnação atualizada do taumaturgo Jesus, cujos prodígios são assim apresentados pelo Evangelho: «Os cegos recuperam a vista, os paralíticos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem e os mortos ressuscitam» (Mt 11,5).

Em seu arrazoado, ele se expressou mais ou menos assim (esqueço as palavras exatas): «Enquanto que, em nossa Igreja, os milagres estão na ordem do dia, numa outra eles são tão raros que, quando acontecem, mexem com meio mundo e se tornam objeto de estudo e de dúvidas. Dizem, por exemplo, que uma freira lá da Bahia fez um milagre e meio... Não sei o que isso significa! Eles precisam do milagre para declará-la santa, esquecendo que o único santo é Deus, o Todo-poderoso!».

Como se sabe, a freira a que o “Apóstolo” se refere é a Ir. Dulce, que será beatificada no dia 22 de maio deste ano.

Eu disse acima que o Valdemiro quase me colocou em crise... É que fiquei pensando comigo mesmo: se realmente os milagres estão na ordem do dia na Igreja Mundial, não será porque a fé esmoreceu nas demais Igrejas cristãs (e não apenas na Católica, na Ortodoxa, na Anglicana e nas assim ditas “tradicionais”)? Mas, é verdade que os milagres não acontecem nessas Igrejas?

Para começo de conversa, é necessário entender corretamente o milagre. Para um número considerável de fundadores de denominações mais ou menos cristãs, que surgem diariamente em toda a parte, ele se resume à cura de uma doença ou à prosperidade econômica. Estes, aliás, parecem ser os motivos principais, senão únicos, do nascimento dessas “Igrejas” e da grande influência que exercem: ir ao encontro do desejo e das necessidades das massas, que é fugir do sofrimento e gozar de uma vida tranquila e confortável.

Para a fé cristã, porém, o milagre vai mais além. O que ele oferece é o encontro profundo e renovador com um Deus que, por ser amor, nada mais quer senão a “saúde” de seus filhos, mesmo se, por motivos diversos, nem sempre seja possível fugir de todas as enfermidades. Em outras palavras, pode-se ser sadio num corpo doente. É este o maior de todos os milagres! Quem o disse foi o próprio Jesus: «Para que se saiba que o Filho do Homem tem poder para perdoar pecados (disse ao paralítico), levanta-te, toma o teu leito e vai para casa!» (Mt 9,6).

O caminho mais fácil e rápido para se chegar ao ateísmo passa por uma religião sustentada e buscada por interesses humanos. Deus deixa de ser a realização plena da pessoa humana para se tornar um quebra-galho, cuja única tarefa é impedir que seus filhos passem por males e sofrimentos. Mas, à medida que a ciência avança e resolve os problemas que antigamente cabia a Deus solucionar, avança também o materialismo.

As doenças e dores fazem parte da vida de todos, sobretudo dos que lutam para construir um mundo melhor. Até Jesus, «apesar de ser Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através de seus sofrimentos. Mas, ao alcançar a perfeição, tornou-se fonte de salvação eterna para todos aqueles que lhe obedecem» (Hb 5,8-9).

O grande milagre oferecido por Jesus a quantos desejam ser felizes é a graça de transformar a dor em doação, o ódio em amor, a morte em ressurreição. É este o principal fruto produzido pela Páscoa. Graças a ela, cada sofrimento – físico, psíquico, moral e espiritual – contém uma semente de renovação interior e social. A única condição é que se aprenda a amar: «Para os que amam a Deus, tudo colabora para o seu bem» (Rm 8,28).

Contudo, não é preciso ser masoquista ou sadista para não dar o braço a torcer e ter que acreditar em milagres. Eles existem a toda hora e em toda a parte para quem sabe que Deus é Pai e «lança nele todas as preocupações, feliz por ser objeto de seu carinho» (1Pd 5,7).

Fonte http://www.cnbb.org.br

ATITUDE


Uma mulher acordou uma manhã após a quimioterapia, olhou no espelho e percebeu  que tinha somente três fios de cabelo na cabeça :  

- Bom (ela disse), acho que vou trançar meus cabelos hoje.·
Assim ela fez e teve um dia maravilhoso.·
No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e viu que tinha somente dois fios de cabelo na cabeça. 

- Hummm (ela disse), acho que vou repartir meu cabelo no meio hoje.

Assim ela fez e teve um dia magnífico.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que tinha apenas um fio de cabelo na cabeça.

- Bem (ela disse), hoje vou amarrar meu cabelo como um rabo de cavalo.

Assim ela fez e teve um dia divertido.

No dia seguinte ela acordou, olhou no espelho e percebeu que não havia um único fio de cabelo na cabeça.

- Yeeesss... (ela exclamou), hoje não tenho que pentear meu cabelo.

ATITUDE É TUDO!

Seja mais humano e agradável com as pessoas.

Cada uma das pessoas com quem você convive está travando algum tipo de batalha.

Viva com simplicidade.

Ame generosamente.

Cuide-se intensamente.

Fale com gentileza.

E, principalmente, não reclame.

Se preocupe em agradecer pelo que você é, e por tudo o que tem!

E deixe o restante com Deus. 
Fonte; colaboração de Rogério por email

Lourdes - 7ª aparição


7ª aparição: Nossa Senhora dá três segredos

Dr Dozous que analizou Bernadette durante aparicao

7ª aparição — terça-feira, 23 de fevereiro

Cerca de 150 pessoas foram até a Gruta por volta das 6 h.

O médico municipal, Dr. Pierre Dozous, de início um cético em relação às aparições, relatou:
“Eu consegui me posicionar muito perto de Bernadette Soubirous. [...] Ela fazia continuamente reverências graciosas e respeitosas em direção ao nicho. [...] Logo apareceram no seu rosto as mutações de que me tinham falado, refletindo precisamente a visão que ela tinha. [...] Parecia quase ver-se o que a criança via. [...] Tudo com uma verossimilhança que a maior das atrizes não conseguiria atingir. [...] Eu me inclinei perto dela e medi seu pulso: era quase normal. [...] Para ir mais fundo, observei os reflexos dos olhos. Também ali não apareceu anomalia alguma. [...] O vento soprava forte. Por vezes apagava o círio. Ela percebia e levava o círio para trás, para que o acendessem, sem afastar o olhar da gruta. Enquanto a observava, eu tinha a impressão de que ela sabia muito bem o que se passava em volta dela”.
O Dr. Dozous, na realidade, tinha sido industriado para elaborar um relatório provando que a vidente era doente, mental ou fisicamente. Ele acabou elaborando um diagnóstico por escrito que atestava um estado de saúde inteiramente normal de Santa Bernadette durante a aparição. Depois, o mesmo médico escreveu livro laudatório dos acontecimentos até o ponto de cair em exageros.

Naquele dia, Nossa Senhora confiou três segredos a Santa Bernadette.

“Ela me deu três segredos que me proibiu de contar”, disse Santa Bernadette. Ela jamais os revelou.

Interrogada, explicou: “Eles só se referem a mim, não são nem sobre a Igreja, nem sobre a França, nem sobre o Papa”.

Fonte: http://lourdes-150-aparicoes.blogspot.com/2008/10/7-apario-nossa-senhora-d-trs-segredos.html

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Lourdes - 6ª aparição


6ª aparição: Nossa Senhora pede rezar pelos pecadores. A polícia proibe voltar.

A Dama se apresentou a Bernadette pela manhã, por volta das 7:10h. Cerca de 100 pessoas estavam no local.

A privilegiada vidente escreveu: “Esta rainha misericordiosa me disse também para rezar pela conversão dos pecadores. Ela me repetiu várias vezes essas mesmas palavras”.

Santa Bernadette repetiu que em mais de uma vez Nossa Senhora “disse-me também que não me prometia tornar-me feliz neste mundo, mas no outro”.

Dominique Jacomet, delegado que proibiu Bernadette de voltar na GrutaA cidade Lourdes entrou em alvoroço. Circulavam as mais dispares interpretações sobre quem ou o quê era essa Dama de branco. Os anti-católicos não suportavam a retomada do fervor católico.

À tarde, o delegado de polícia Dominique Jacomet submeteu a vidente a um grosseiro e ameaçador interrogatório, exigindo-lhe que se retratasse, sob pena de prisão.

Bernadette não se intimidou e respondeu com segurança, desmontando suas ciladas. No fim do interrogatório, o policial a proibiu de voltar à gruta. O pai da vidente cedeu à pressão, e também proibiu.

Quarta-feira 22 de fevereiro: não há aparição

Nesse dia, soldados foram postos para vigiar os movimentos da vidente, prontos a prendê-la caso regressasse à Gruta de Massabielle. O apelo interior foi contudo mais forte, e à tarde ela ali acorreu. Esta sua decisão foi confirmada em confessionário pelo Pe. Pomian.

Mas Nossa Senhora não apareceu, e Bernadette parecia desfeita: “Não sei no que eu faltei a esta Dama”.

Entrementes, no fim do dia a cidade estava agitada contra a interdição policial. O prefeito achou melhor suspender a proibição.




Fonte:http://lourdes-150-aparicoes.blogspot.com/2008/10/5-e-6-apario.html

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Por que Nossa Senhora Chora?


Pecado contra a sabedoria
“Disse Deus ao rei Salomão: Pede-me o que desejas, que eu te darei. [...] Salomão respondeu: Dignai-vos conceder-me a sabedoria e a inteligência” (II Crônicas, 1, 7-10). E Deus muito se alegrou com esse pedido do rei, porque a sabedoria é um dom excelso entre todos.

Por essa mesma razão, um dos pecados que mais degrada o homem e faz Nossa Senhora chorar é o pecado contra a sabedoria. Ele torna o homem insensato, faz com que perca o rumo das coisas e se extravie em caminhos sem eira nem beira. Leva-o a uma espécie de loucura. Não àquela loucura orgânica, que pode ser constatada medicamente, mas a um desvario da alma pelo qual ficam totalmente transtornadas as noções de ordem, hierarquia, bem e mal, verdade e erro.

Padecem dessa insensatez, por exemplo, os ecologistas de certo tipo, que invertem a ordem das coisas a ponto de colocar a vida animal acima de tudo, atropelando inclusive as conveniências humanas. Proíbem a caça e chegam a vituperar quem se defende do ataque de um bicho. Como se os animais não se comessem uns aos outros! O resultado é que a própria natureza se vinga.
Considere, leitor, estas notícias:

Camelos na Austrália

Na Austrália, os camelos tornaram-se um problema de grandes proporções: “Consomem 80% dos alimentos disponíveis no deserto, e cada um deles pode ingerir até 200 litros de água em 3 minutos”. São 700 mil camelos, e continuam proliferando.

Suzanne Medway, diretora executiva do Wildlife Preservation [Preservação da Vida Selvagem] da Austrália, disse que “reduzir a população de camelos é uma necessidade, pois eles danificam o meio ambiente, são muito agressivos e destroem os tanques de água".

Só restou ao governo a alternativa de diminuir seu número à bala. O método consiste em atirar nos camelos a partir de helicópteros voando a baixa altitude (“El Tiempo”, Bogotá, 27-09-09).

Serpentes em Miami

Serpentes das maiores do mundo, do tipo píton, realizam uma verdadeira invasão na Flórida (EUA). Uma delas, de cerca de três metros de comprimento, escapou da jaula numa casa de campo de Oxford, noroeste de Orlando (Flórida), e estrangulou a filha de dois anos dos donos da casa.

Foi a gota d´água. Ante o gravíssimo problema de segurança ocasionado por esses ofídios, as autoridades do sul do estado lhes declararam guerra, e vai começar a caça às serpentes.

A reprodução delas é rápida, e se calcula que uns 150 mil exemplares já habitam a ampla zona pantanosa que rodeia Miami. Lagos e parques naturais da Flórida, desde Okechobee até Everglades, estão infestados de serpentes.
"É só questão de tempo que uma destas serpentes ataque um visitante dos Everglades", disse no Congresso americano o senador democrata pela Flórida, Bill Nelson. Ele inclusive levou para a sessão a pelede um exemplar de quase seis metros, dessas que comem praticamente de tudo, até cervos e crocodilos adultos (“El País”, Madri, 20-7- 09).

Javalis em Berlim

O aumento excessivo no número de javalis em Berlim levou a prefeitura da antiga capital alemã a permitir a caça desses animais. "No ano passado foram caçados três mil javalis na cidade, sendo que mais de 500 foram mortos em pleno centro", disse a representante do departamento de caça da prefeitura de Berlim, Sabine Kopetzki.

Calcula-se que existam mais de 10 mil javalis andando livremente pela cidade. Nos últimos anos, esses animais provocaram estragos em jardins, parques e praças, e até acidentes de trânsito, além de causar pânico em alguns moradores.

Em novembro de 2008, um caçador experiente morreu em decorrência de ferimentos provocados por um javali, em bosques nos arredores da capital alemã (“BBC Brasil”, 10-4-09).
*       *       *
Em vista de tais notícias, é oportuno lembrar o que diz um salmo: “Aquele, porém, que mora nos Céus, se ri; o Senhor zomba deles” (Ps 2,4).

Lourdes - 5ª aparição

5ª aparição: Nossa Senhora revela uma oração especial para Santa Bernadette

Gruta de Lourdes
Bernadette chegou a Massabielle por volta das 6:30h.

Desta vez, havia cerca de 30 testemunhas. Teve um êxtase de 40 minutos.

Voltando para casa com sua mãe, confiou-lhe que a Senhora “teve a bondade de ensinar-lhe, palavra por palavra, uma oração somente para ela”. Ela a rezou todos os dias de sua vida, sem nunca revelá-la.




Fonte:http://lourdes-150-aparicoes.blogspot.com/2008/10/5-e-6-apario.html

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Frase do dia

"Nada estará perdido enquanto estivermos em busca"
(Santo Agostinho)

Lourdes - 4ª aparição


4ª aparição: no primeiro dia da quinzena

A gruta de Lourdes no século XIXSanta Bernadette não escreveu pessoalmente o relato da quinzena de aparições que começou nesse dia.

Redigiu apenas uma relação geral dos ditos e pedidos mais importantes de Nossa Senhora.

Por isso, a partir deste ponto, a narração é uma composição de palavras da vidente e fatos testemunhados pelos presentes.

A 4ª aparição foi silenciosa. Bernadette “saudava com as mãos e a cabeça. Dava gosto vê-la. Era como se na vida toda não tivesse feito outra coisa que não fosse aprender a fazer esses cumprimentos”, testemunhou Josèphe Barinque, uma vizinha.

Bernadette tinha um círio bento acesso. Este gesto, copiado em seguida pelos que assistiam às aparições, inspirou o costume atual de levar velas e acendê-las diante da gruta.

Nesta quinzena, Nossa Senhora foi ensinando a forma de devoção que Ela queria que se praticasse em Lourdes.

Fonte: http://lourdes-150-aparicoes.blogspot.com/2008/10/no-primeiro-dia-da-quinzena-4-apario.html

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O mistério da Cruz



Por: Dom Eduardo Koaik
Bispo emérito de Piracicaba

“O coração tem razões que a razão não compreende”: expressão da sabedoria popular que se usa para definir atitudes humanas indefiníveis. A mesma expressão há de valer, e com maior razão, para aceitarmos as “loucuras de amor” do coração de Deus no mistério da Cruz. Por isso mesmo que é mistério, a inteligência entende menos a Cruz que o coração. São “pensamentos do coração”.

A Cruz simboliza as duas direções que se cruzam do mandamento do amor: o amor a Deus na direção vertical e o amor ao próximo na direção horizontal. Pela primeira Carta do Apóstolo João (1Jo 4, 10), sabemos que antes de mandar amar, Deus nos amou primeiro. Em sua encíclica “Deus é amor”, o Papa Bento XVI observa: “Agora o amor já não é apenas um mandamento mas é a resposta ao dom do amor com que Deus vem ao nosso encontro” (nº 10). Antes de mandar amá-lo e amar o próximo, Ele ama.

A Cruz é o sinal que marca, envolve e acompanha a vida do cristão. Ela é sempre a forte lembrança da maior prova do amor de Deus pela humanidade: a entrega do seu Filho único pela vida do mundo. A Eucaristia é mais do que simples lembrança do ato de amor. É a sua presença duradoura, fonte e ápice da vida cristã, conforme a define o Concílio Vaticano II. A Cruz só fala do amor. Olhá-la e não ver o que ela significa de amor é não ver sentido nela. Como os judeus, só vê nela motivo de escândalo; como os pagãos, só vê loucura, conforme testemunha São Paulo na primeira Carta aos Coríntios: “Pois o que é dito loucura de Deus é mais sábio do que os homens e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens” (1Cor 1, 25).

Olhar a Cruz e não ver que foi nela que Jesus Cristo, o amor encarnado de Deus, deu sua vida por nós é não ver o que viu o oficial romano que estava bem na frente da Cruz na hora em que Jesus expirou: “De fato esse homem era mesmo o Filho de Deus” (Mc 15, 39). Olhar a Cruz e não ver que nela se travou o verdadeiro duelo entre vida e morte com a vitória da vida é estar desamparado na fé segundo declaração do Apóstolo Paulo: “Se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa fé”.

Eis a mais bela lição da Cruz na qual Jesus Cristo ofereceu por nós sua vida: a morte por amor não é negação da vida. É passagem, é páscoa. É assim também toda morte unida à dele: caminho para a ressurreição. Cito mais uma vez Bento XVI na encíclica “Deus é Amor”: “Eis como Jesus descreve seu caminho pessoal que o conduz através da Cruz à ressurreição: o caminho do grão de trigo que morre e dá muito fruto. Partindo do centro do seu sacrifício pessoal e do amor que aí alcança a sua plenitude, Ele, com tais palavras, descreve a essência do amor e da existência humana em geral” (nº 8).

Escondido pelo manto da noite para não ser reconhecido pelos companheiros do Sinédrio e, ao mesmo tempo, atraído pela Luz que desfaz as trevas, Nicodemos vai ao encontro de Jesus porque sente que Deus está com Ele mas ainda não vê Deus nele. E Jesus revela-lhe: “É necessário que o Filho do homem seja levantado para que todos que nele crerem tenham a vida eterna” (Jo 3, 14). Levantado na Cruz ele esteve para que todos vejam nele quanto Deus amou o mundo entregando o seu Filho unigênito; levantado na Cruz ele implorou perdão ao Pai pelos seus algozes que não “sabem o que fazem”, jeito próprio da misericórdia divina de perdoar; levantado na Cruz ele deu cumprimento ao oráculo do Senhor Javé ao profeta Ezequiel: “Deus não quer a morte do pecado, e sim que ele se converta e viva” (Ez 18, 23-32).

Na Sexta-feira Santa, a liturgia da Igreja celebra o mistério da Cruz fazendo-nos sentir o significado e o alcance dos sofrimentos de Jesus como Sumo Sacerdote da nova Aliança: “Embora sendo Filho de Deus, aprendeu a ser obediente através de seus sofrimentos. E tornou-se  a fonte de salvação eterna para todos que lhe obedecem” (Heb.5, 8-9). A sua experiência de “Servo Sofredor” era inseparável da sua experiência íntima com Deus.

O momento comovente dessa celebração é a “Adoração da Cruz”, exposta de modo encenado e com a participação dos fiéis. E, a cada vez que a Cruz vai sendo desvelada,  canta-se: “Eis o lenho da Cruz do qual pendeu a salvação do mundo. Vinde adoremos!”. A Cruz não é um lenho que significa morte mas vida. Hoje celebramos a morte do Senhor na Cruz; hoje contemplamos sua cabeça coroada de espinhos, suas chagas expostas e o lado do seu coração rasgado pela lança; hoje beijamos seu Corpo pendente na Cruz; hoje consolamos sua mãe dolorosa que nos foi dada por Ele mesmo como nossa mãe.

A Igreja também canta nesse dia: “Salve, ó Cruz, nossa esperança!” Porque, no primeiro dia da semana, manhã da Páscoa da nova Aliança, como Ele mesmo havia predito, “o Filho do homem sofrerá muito, será entregue à morte, mas ao terceiro dia ressurgirá” (Mt 16, 21). Ele “retomará a vida que livremente ofereceu ao Pai” para caminhar vitorioso no meio de nós: “Eu estarei convosco todos os dias, até o fim do mundo” (Mt 28, 20).

Se me perguntarem: por que Jesus Cristo quis morrer na Cruz? Responderei simplesmente: o coração de Deus tem razões que a inteligência humana não compreende.

Campanha da Fraternidade - Temas e Lemas


1a FASE: EM BUSCA DA RENOVAÇÃO INTERNA DA IGREJA
 
Renovação da Igreja
 
CF-64 Tema: Igreja em Renovação
CF-66Lema: Lembre-se: você também é Igreja
   
CF-65 Tema: Paróquia em Renovação
Lema: Faça de sua paróquia uma Comunidade de fé, culto e amor
   
Renovação do Cristão
 
CF-66 Tema: Fraternidade
Lema: Somos responsáveis uns pelos outros
   
CF-67 Tema: Co-responsabilidade
Lema: Somos todos iguais, somos todos irmãos
   
CF-68 Tema: Doação
Lema: Crer com as mãos
   
CF-69 Tema: Descoberta
Lema: Para o outro, o próximo é você
   
CF-70 Tema: Participação
Lema: Participar
   
CF-71 Tema: Reconciliação
Lema: Reconciliar
   
CF-72 Tema: Serviço e Vocação
Lema: Descubra a felicidade de servir

Fonte:http://www.cf.org.br/historico2.php

Frase do dia

"Não queiras entender para crer; crê para que possas entender. Se não crês, não entenderás."
(Santo Agostinho)

O que pensava D.Estêvão Bettencourt

. Quando a gente não se concentra bem na confissão, a gente faz certo?
 
Claro que não. Se um motorista não se concentra na direção, pode matar a si mesmo e a muita gente.
 
Do mesmo modo, você deveria se confessar pelo menos com tanta atenção quanto um motorista utiliza para dirigir o seu veículo. Isto se considerasse apenas o respeito humano. Entretanto, na Confissão, estamos em diálogo com Deus, e fazê-lo de maneira relaxada não seria respeitoso, ainda mais que você deseja obter Dele um favor que você não merece.
 
Quando alguém está falando com você, você gosta que esta pessoa esteja concentrada no que faz e que olhe nos seus olhos. Por isto, aceite um bom conselho: Quando for se confessar, lembre-se de que você está falando com Deus e olhe “nos olhos” de Deus. Você pode “olhar nos olhos de Deus” olhando nos olhos o seu confessor, ou mesmo de olhos fechados. Olhar nos olhos de Deus é não desviar-se dele, não perde-Lo de vista, não se esquecer Dele enquanto se confessa. Tem gente que vai à missa, e dentro da própria missa se esquece até que Deus existe. Olhe para o Seu rosto. E o rosto de Deus é o Ser, a Beleza, a Bondade, e a Verdade, e o Amor. E lembre-se: Ele te ama. 



Fonte:  Dom Estêvão Bettencourt (Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1919 - 14 de abril de 2008), batizado Flávio Tavares Bettencourt, foi um dos mais destacados teólogos brasileiro do século XX. Foi também monge da Ordem dos Beneditinos do Mosteiro de São Bento, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
http://peregrinosdejesus.org.br

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Lourdes - 3ª aparição


3ª aparição: Nossa Senhora fala pela primeira vez

Lourdes, Nossa Senhora das Graças, cachot
As duas primeiras aparições transcorreram no silêncio. Nossa Senhora nada falou. Ela só revelaria seu nome no fim das aparições.

Foi só na terceira ocasião que Ela disse uma coisa para Santa Bernadette. Eis como própria santa contou:

“Ela só me falou na terceira vez.

“Foi na quinta-feira seguinte: Fui ali com algumas pessoas importantes, que me aconselharam a pegar papel e tinta e lhe pedisse que, se tinha algo a me dizer, que tivesse a bondade de colocá-lo por escrito.

“Tendo chegado lá, comecei a recitar o terço. Após ter rezado a primeira dezena, vi a mesma Dama. Transmiti esse pedido à Senhora.

“Ela se pôs a sorrir, e me disse que aquilo que tinha para me dizer, não era necessário escrevê-lo. Mas perguntou-me se eu queria conceder-lhe a graça de voltar ali durante quinze dias. Eu lhe respondi que sim”.

Segundo Santa Bernadette, Nossa Senhora aparecia tal qual é representada na Medalha Milagrosa, mas sem os raios que saem das mãos.

Na igreja paroquial havia uma imagem assim e Santa Bernadette disse que era como ela. A imagem encontra-se hoje exposta à veneração de todos no “cachot” (foto ao lado).


Fonte: http://lourdes-150-aparicoes.blogspot.com

Vivonafé Notícias


Desmentido um documento do Papa com restrições litúrgicas

Um motu proprio transferirá competências à Sacra Rota

CIDADE DO VATICANO, sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011 (ZENIT.org) - O porta-voz da Santa Sé desmentiu que Bento XVI estivesse preparando um documento para restringir a renovação litúrgica promovida pelo Concílio Vaticano II.

Esclarecendo informações de imprensa, o padre Federico Lombardi S.J., diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, disse que “há tempos está-se estudando um motu proprio para dispor a transferência de uma competência técnico-jurídica, como por exemplo a dispensa de casamento rato e não consumado, da Congregação do Culto Divino para o Tribunal da Roma Romana”.

Padre Lombardi afirma que “não há fundamento algum para ver neste ato uma intenção de promover um controle ‘restritivo’ por parte da Congregação na promoção da renovação litúrgica querida pelo Concílio Vaticano II”.

Atualmente, à Congregação do Culto Divino e da Disciplina dos Sacramento, segundo a constituição Pastor Bonus, corresponde “julgar acerca do fato da não consumação do matrimônio e da existência de uma justa causa para conceder a dispensa. Por isso, ela recebe todos os autos juntamente com o voto do Bispo e com as observações do Defensor do Vínculo, pondera atentamente, segundo o especial modo de proceder e, verificando-se os requisitos, submete ao Sumo Pontífice o pedido para obter a dispensa”.

O Tribunal Apostólico da Rota Romana atende as causas de pedido de declaração de nulidade matrimonial, que constituem a maioria das causas que discute em seu seio.

Fonte:http://www.zenit.org/article-27240?l=portuguese

Frase do dia


"Compreendi que sem o amor, todas as obras são nada, até as mais brilhantes, como ressuscitar aos mortos e converter os povos."

(Santa Teresinha do Menino Jesus)

Campanha da Fraternidade - História


Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.

Em seu início, teve destacada atuação o Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que fora fundada no Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo Secretariado de Ação Social era Dom Eugênio de Araújo Sales, e por isso, Presidente da Cáritas Brasileira. O fato de ser Administrador Apostólico de Natal-RN explica que a Campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.

Este projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1963, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, em andamento na época, e realizado pela primeira vez na quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a concepção e estruturação da Campanha da Fraternidade, bem como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, enfim, para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.

Em 20 de dezembro de 1964, os Bispos aprovaram o fundamento inicial da mesma intitulado: "Campanha da Fraternidade - Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma". Em 1965, tanto Cáritas quanto Campanha da Fraternidade, que estavam vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB passou a assumir a CF. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF. Em 1967, começou a ser redigido um subsídio maior que os anteriores para a organização anual da CF. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da CF. A partir de 1971, participam deles também a Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.

Em 1970, a CF ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem do Papa em rádio e televisão em sua abertura, na quarta-feira de cinzas. A mensagem papal continua enriquecendo a abertura da CF.

De 1963 até hoje, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização desenvolvida num determinado tempo (quaresma), para ajudar os cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema específico que exige a participação de todos na sua solução. É grande instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão, renovação interior e ação comunitária como a verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação da Páscoa. É momento de conversão, de prática de gestos concretos de fraternidade, de exercício de pastoral de conjunto em prol da transformação de situações injustas e não cristãs. É precioso meio para a evangelização do tempo quaresmal, retomando a pregação dos profetas confirmada por Cristo, segundo a qual a verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos.

A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

A Campanha da Fraternidade tem como objetivos permanentes: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na Evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja; daí o destino da coleta final: realização de projetos de caridade libertadora e manutenção da ação pastoral).

A proposta litúrgica na quaresma e a CF
A Campanha da Fraternidade é realizada durante a quaresma e para aprofundar o espírito quaresmal. A Campanha é um meio a serviço da evangelização em vista de novas relações fraternas, de compromisso com a justiça social. Não é a quaresma que realiza a Campanha da Fraternidade.

A reflexão da temática da Campanha da Fraternidade, por outro lado, não pode ficar restrita aos momentos litúrgicos. A promoção e a vivência da Campanha devem acontecer também na catequese, nos encontros de grupos de famílias, nos meios de comunicação social, em mesas-redondas, em palestras, seminários e cursos.
Naturalmente, as celebrações litúrgicas - não só a celebração eucarística - são momentos privilegiados para repercutir o que as pessoas e os grupos aprofundaram sobre a Campanha e ao mesmo tempo para iluminar e desencadear os passos seguintes. Desta forma, a CF não é algo paralelo à quaresma, nem algo que a relega a segundo plano. Ela é um modo criativo de a Igreja no Brasil celebrar a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada, comprometida com a caminhada libertadora de nosso povo na Páscoa do Senhor.

Os temas da CF no seu contexto histórico

A Campanha da Fraternidade surgiu durante o desenvolvimento do Concílio Vaticano II. O primeiro documento conciliar aprovado foi sobre a Liturgia. O documento Lumen Gentium, constituição dogmática, sobre a Igreja - sua natureza e sua missão evangelizadora - foi também dos primeiros documentos refletidos e aprovados pelo Concílio. O documento Gaudium et Spes, constituição pastoral, sobre a Igreja no mundo de hoje - sua presença transformadora , surgiu de um discurso do Cardeal Suenens no final da primeira sessão. Foi aprovado no final do Concílio.

A primeira das Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano após o período conciliar, em Medellín, 1968, foi convocada para a implementação do Concílio no Continente. A reflexão sobre a realidade latino-americana levou a Igreja a enfrentar o desafio da pobreza e da urgente presença transformadora nas estruturas sociais. A Conferência de Puebla, dez anos depois, acentuou ainda mais a dimensão social da fé e da vivência cristã, a fim de se superar a situação de marginalização, opressão e exclusão em que vive a maioria do povo, e criar comunhão e participação.

Os temas da Campanha da Fraternidade, inicialmente, também contemplaram mais a vida interna da Igreja. A consciência sempre maior da realidade sócio-econômico-política, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria, fez escolher como temas da Campanha aspectos bem determinados desta realidade em que a Fraternidade está ferida e cujo restabelecimento é compromisso urgente da fé. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.

Alguns pontos de referência na escolha dos temas são:
aspectos da vida da Igreja e da sociedade (eventos especiais, como centenário da Rerum Novarum em 1991 - Solidários na Dignidade do Trabalho; ano da família em 1994 - A Família, como vai?);
Desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e religiosos da realidade brasileira;
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e documentos do Magistério da Igreja Universal;
A Palavra de Deus e as exigências da Quaresma.
  Fonte:http://www.cf.org.br

Reflexão de Thomas Merton


Nem anjo nem demônio

“O homem não é nem anjo nem demônio. Não é puro espírito, mas um ser de carne e espírito, sujeito ao erro e à malícia, mas basicamente propenso a buscar a verdade e a bondade. É, de fato, pecador; porém seu coração responde ao amor e à graça."
Life and Holiness, de Thomas Merton
(Image Books, New York) 1963, p. 37
No Brasil: Vida e Santidade, (Editora Herder, São Paulo), 1965, p. 60

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Lourdes - 2ª aparição



2ª aparição — domingo, 14 de fevereiro

“A segunda vez foi no domingo seguinte. Voltei com várias moças, para ver se não me havia enganado.

“Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para jogá-la na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E saímos para a gruta. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama”.

“Então comecei a jogar água benta nela, dizendo que, se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água.

“Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, e mais a via fazer aqueles gestos.

“Eu então, tomada pelo temor, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia. Quando terminei de rezar meu terço, ela desapareceu e não me disse nada”.


Fonte:Fonte:http://1.bp.blogspot.com

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aparicões de Lourdes


1ª aparição: à procura de gravetos para suportar o frio

Lourdes, Massabielle em 1858 Todavia, naquele 11 de fevereiro a luta pela vida continuou implacável. O pai, Francisco, deitou-se entre esgotado e deprimido. O frio em Lourdes corta a pele como uma navalha e não havia lenha na lareira.

Bernadette prontificou-se a colher gravetos num bosque vizinho. Iria junto com umas amigas que também tinham necessidade. Louise, a mãe, não queria pois a saúde de Bernadette, que padecia de asma, andava fraca.

Porém, a necessidade e a insistência da filha levaram-na a aceitar. Aliás, Louise, ainda venderia uma parte daqueles gravetos e conseguiria fazer mais uma pobre sopa quente para o marido e os filhos naquela noite.

Bernadette foi, como sempre, levando seu terço no bolso. A mãe fez questão que voltasse para assistir às vésperas na igreja.

As meninas partiram com a ingênua alegria das almas sofridas, despretensiosas, generosas e sacrificadas.

Elas discutiram um pouco onde achar os melhores gravetos sem contrariar os proprietários dos bosques. Disputaram um pouquinho sobre o caminho a percorrer. Afinal puseram-se de acordo. Bernadette saiu na frente indicando a estrada.
Ouçamo-la contar ela própria o que então sucedeu.

“A primeira vez que fui à gruta, era quinta-feira, 11 de fevereiro. Fui para recolher galhos secos com outras duas jovens. Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de uma gruta, não podendo mais prosseguir.

“Minhas duas companheiras se colocaram em condição de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada. Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia”.

Lourdes, a GrutaEsta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Prossegue o relato:

“Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania. Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. Vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos.

“Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.

“Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía. Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranqüila.

“Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.

“Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta, para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheiras se não haviam visto algo.

“— Não.

“Perguntei-lhes mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas me interrogaram:

“— E tu viste algo?
“Eu lhes disse que não.
“— Se não viste nada, eu também não.

“Pensava que tinha me enganado. Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha visto. Voltavam sempre àquele assunto. Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo. Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez”.

Fonte:http://1.bp.blogspot.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Oração

Que Jesus faça nascer novamente no coração de cada um de nós:
A INOCÊNCIA
Para sabermos ser transparentes,
O CARINHO
Para cativarmos novos amigos,
A GRATIDÃO
Para valorizarmos a vida em plenitude,
O PERDÃO
Para reconciliarmo-nos no amor,
A COMPREENSÃO
Para sabermos perdoar
O ENCANTAMENTO
Para apaixonarmo-nos pela busca de felicidade,
A SABEDORIA
Para respeitarmos os pontos de vista do outro,
A SOLIDARIEDADE
Para aprendermos juntos a construir caminhos,
A FÉ
Para acreditarmos também no outro,
A PAZ
Para ajudarmos a construir sempre,
A CORAGEM
Para sabermos retomar nossos sonhos,
A VONTADE DE AMAR
Para sermos felizes!
Que Jesus se sinta acolhido em nossos corações e que possamos ter
Um GRANDE E FELIZ NATAL e um ABENÇOADO ANO NOVO!
E que neste Novo Ano que se iniciará nós consigamos realizar todos
os sonhos que tanto almejamos,
FELICIDADES, HOJE E SEMPRE !!!!
Que DEUS E JESUS CRISTO Iluminem nossos corações!
Muita Paz, Amor, Saúde, Prosperidade e Luz para toda a HUMANIDADE!
(Santo Antonio de Padua)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Oração da Campanha da Fraternidade 2011



Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tender por todos nós.
Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.
Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.
E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.
Amém.
Fonte: Divulgação Site da CNBB

Campanha da Fraternidade 2011


Campanha da Fraternidade 2011

Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta.
Lema "A Criação Geme em Dores de parto" (Rm 8,22)
.


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!

Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.

Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça (Gaudium ET Spes, Medellín e Puebla). Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.

Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.

Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.

E para reforçar nossas expectativas aos Gestos Concretos que com certeza surgirão em nossas Paróquias, Sociedade através da conversão individual e coletiva nesta quaresma, sugerimos para nos estimular ao amor fraterno entre irmãos e irmãs comprometidos com o Meio Ambiente, louvarmos ao Senhor como São Francisco de Assis o fez por todas as criaturas que fazem parte da vida planetária.
Que a oração em que São Francisco louva a Deus pelas criaturas, nos inspire novas atitudes e nos ajude a ser transformados pelo Espírito de Deus de modo a resgatarmos atitudes de quem cultiva e cuida do seu jardim, esta obra maravilhosa, que hoje requer socorro dos autênticos filhos de Deus, e de todos aqueles que empreendem ações sinceras e despojadas em favor do planeta.

Fonte: CNBB

Um olhar acerca da Televisão


Deus deu ao homem uma enorme capacidade de criar, de construir, de inventar, de melhorar as coisas. Percebemos tudo isso pela evolução do progresso em todas as áreas.

Infelizmente, o homem se gloria com seus grandes descobrimentos, se envaidece e se enche de ganância. Desta forma, ao lado de consequências boas, o desenvolvimento da tecnologia traz consequências más.

Desde a revolução industrial, por exemplo, o homem vem destruindo a natureza. O computador é uma invenção incrível. Atualmente, ninguém vive sem ele. Há pessoas que resolvem toda a sua vida através da internet. Mas a desvantagem disto não é só porque o homem se torna escravo da máquina. O pior é que ele se serve da máquina para praticar o mal.

Pensando tirar proveito, ele prejudica seus semelhantes. Temos conhecimento de fatos escabrosos praticados através da internet.

A televisão é uma invenção magnífica, extraordinária também, mas como é mal utilizada! Ela poderia ser um veículo para divulgar a arte, na sua forma mais pura, ela poderia apresentar notícias sem sensacionalismo. Entretanto, entende-se que dá mais ibope apresentar escândalos, sexo desenfreado, atos de desonestidade, de violência, de desrespeito, reais e de ficção numa anti-pedagogia.

É que, na maneira de pensar dos donos da mídia, isto é que gera renda. E o importante é gerar renda, mais, sempre mais.

Enquanto isso, a família, esteio da sociedade, fica desvalorizada, ameaçada, muitas vezes esquecida, deixando de cumprir o seu papel.

Sem falar no incentivo ao consumismo que uma avalanche de comerciais, os mais sofisticados, é atirada aos olhos do espectador.

A sociedade é culpada disto porque assiste a tudo passivamente, é conivente. Se for verdade que o povo tem o governo que merece, podemos também dizer que o povo tem a televisão que merece.

Fonte: Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)

Frase do dia


''Não basta fazer coisas boas - é preciso fazê-las bem.'' 
(Santo Agostinho)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Frase do dia

"Conseguir-se-á mais com um olhar de bondade com uma palavra animadora, que encha o coração de confiança , do que com muitas repreensões que só trazem inquietações e matam a espontaneidade''. ( Dom Bosco )

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Frase do dia


“Quando os problemas
se tornam absurdos, os
desafios se tornam
apaixonantes.”

(Dom Helder Câmara)

Vivonafé Notícias


As bem aventuranças são um programa moderno de vida, afirmou o Papa

.- O Papa Bento XVI recordou este domingo durante a oração do Ángelus que recordou que as Bem aventuranças são um programa de vida para todo ser humano.

Ao falar das Bem aventuranças, o coração do Evangelho deste domingo, o Pontífice destacou que "não se trata de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem do alto e toca a condição humana, justamente aquela que o Senhor, encarnando-se, quis assumir para salvá-la".

O Sermão da Montanha, explicou o Papa, "está dirigido a todo o mundo, no presente e no futuro, e somente pode ser compreendido e vivido no seguimento de Cristo, caminhando com Ele".

"As Bem aventuranças -continuou- são um novo programa de vida para liberar-se dos falsos valores do mundo e abrir-se aos verdadeiros bens. Em efeito, quando Deus consola, sacia a fome de justiça, seca as lágrimas dos afligidos, e além de recompensar a cada um de modo sensível, abre o Reino dos Céus".

Além disso o Papa fez notar como este programa de vida reflete “a vida do Filho de Deus que se deixa perseguir, desprezar até a morte, a fim de que a salvação seja concedida aos homens".

Mais adiante fez notar, citando um "antigo eremita", que não bastará só com o esforço humano e a própria vontade, pois "as bem-aventuranças são dons de Deus e devemos dar graças por estas e pelas recompensas que se derivam, o Reino dos Céus no século futuro, a consolação aqui, a plenitude de todo bem e misericórdia por parte de Deus".

Perto do fim da sua alocação o Papa invocou a Virgem Maria, "bem-aventurada por excelência", pedindo-lhe a força "de procurar o Senhor e segui-lo sempre, com alegria, pelos caminhos das Bem aventuranças".

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=21064

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Frase do dia


“As pessoas te pesam?
Não as carregue nos ombros.  
Leva-as no coração.”
(Dom Helder Câmara)

A CELEBRIDADE É FRÁGIL

Belo Horizonte, 04 fev (RV) - Pode parecer um despropósito a abordagem conjunta sobre celebridade e doença. Particularmente quando se pensa na pessoa célebre como alguém com potência de força, seja física, esportiva, artística ou política - condição contrária à fragilidade do doente. No entanto, a condição humana pode hospedar, num tempo ou noutro, cedo ou tarde, força e fraqueza. O apóstolo Paulo, na primeira carta que escreveu aos Coríntios (capítulo sétimo), adverte: “Os que choram vivam como se não chorassem, e os que estão alegres como se não estivessem alegres; os que fazem compras como se não estivessem adquirindo coisa alguma, e os que tiram proveito do mundo como se não aproveitassem. Pois a figura deste mundo passa”. Essa advertência paulina projeta luzes sobre a realidade da espécie humana, tanto na força quanto na fraqueza. Ninguém é poderoso sempre, possui tudo sempre, tem força física sempre. E mais, ninguém está imune ao sofrimento e à dor, seja na própria vida, na família ou nas instituições que frequenta. Nem os amigos estão imunes. Essa verdade, que constantemente deve ser considerada, devolve cada um à realidade da sua condição de ser humano. Pela força da sabedoria, demove do orgulho e da soberba, além de corrigir o coração e a inteligência de toda indiferença causadora da falta de solidariedade, que impede a igualdade e perpetua as discriminações.

A consideração da fraqueza que se hospeda no ser humano, seja no enfermo, no pobre, no outro que pode menos, tem sido ofuscada, ilusoriamente, pela apelação das disputas e apegos pelo poder. Não menos, e de modo imoral, seduzindo multidões e tirando, como caça-níqueis, o seu dinheiro, por meio de espetáculos questionáveis, como é o caso do Big Brother. Na verdade, sob o apanágio do poder e dos momentos de celebridade, mesmo com a exposição do próprio corpo, da privacidade e dos desejos escondidos de ter e poder mais, o que se oferece em tal espetáculo é digno de lástima. Assiste-se a um show que mostra a fragilidade humana, a falta de valores e do sentido de dignidade e respeito. Voltar o olhar para quem precisa, especialmente, o doente contracenando com a condição de celebridade, é um exercício educativo, oportuno na vida de qualquer um. Seja para os jovens de modo a não viverem na ilusão e chegarem despreparados ao lugar e à condição que todos chegam, ou os adultos, no auge da ascensão e conquistas, para que o orgulho e a soberba não os derrubem, com celeridade inusitada, dos postos e funções de um momento glorioso e passageiro.

Não por acaso havia o costume de, no momento glorioso das entronizações reais, entre louros, coroas e ovações, apresentar a lápide da celebridade com a inscrição, “Aqui jaz”. Isso para indicar o lugar de sua sepultura e sua condição final, que não será definitiva - em termos de condenação - para aqueles que praticam o bem, são misericordiosos, humildes e depositam a confiança em Deus.

A propósito, o Papa Bento 16 cita, em bela mensagem para o Dia Mundial do Doente, em 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes, o que disse o apóstolo Pedro (1ª Carta 2,24): “Pelas suas chagas fostes curados”. Isso, para reavivar na memória de todos que o Filho de Deus sofreu, morreu, mas ressuscitou. Suas chagas são o sinal da redenção, do perdão e da reconciliação, uma prova para a fé de todos os discípulos. O Papa dirige-se aos doentes e sofredores relembrando que “é justamente através das chagas de Cristo que podemos ver, com olhos de esperança, todos os males que afligem a humanidade. Ressuscitando, o Senhor não tirou o sofrimento e o mal do mundo, mas os extirpou pela raiz. À prepotência do mal opôs a onipotência do seu amor”.

Nesta semana que antecede o Dia Mundial do Doente vale acolher o convite para olhar os enfermos no hospital, em casa, nos asilos, casas de repouso ou nas clínicas e abrigos. Que crianças, jovens, adultos e velhos, com reverência traduzida em gestos de solidariedade, ofertas e presença consoladora, sejam um apelo para que haja mais investimentos em saúde, com boas estruturas médicas para todos, em especial os mais pobres e sofredores. Vale lembrar as palavras de Cristo para o juízo final, ao falar da garantia para a participação no Reino de Deus: “Estive doente e me visitastes”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
(CM)
Fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

VENCENDO A TRIBULAÇÃO DO DIA DE HOJE

"É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia. . A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável. Porque não miramos as coisas que se vêem, mas sim as que não se vêem . Pois as coisas que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas." (2Cor 4,16-17)