segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

CF2012- Oração

Senhor Deus de amor,
Pai de bondade,
nós vos louvamos e agradecemos
pelo dom da vida,
pelo amor com que cuidais de toda a criação.

Vosso Filho Jesus Cristo,
em sua misericórdia, assumiu a cruz dos enfermos
e de todos os sofredores,
sobre eles derramou a esperança de vida em plenitude.

Enviai-nos, Senhor, o Vosso Espírito.
Guiai a vossa Igreja, para que ela, pela conversão
se faça sempre mais, solidária às dores e enfermidades do povo,
e que a saúde se difunda sobre a terra.

Amém.

domingo, 15 de janeiro de 2012

EDUCAR OS JOVENS PARA A JUSTIÇA E A PAZ

Com qual atitude devemos olhar para o novo ano? No salmo 130, encontramos uma imagem muito bela. O salmista diz que o homem de fé aguarda pelo Senhor « mais do que a sentinela pela aurora » (v. 6), aguarda por Ele com firme esperança, porque sabe que trará luz, misericórdia, salvação. Esta expectativa nasce da experiência do povo eleito, que reconhece ter sido educado por Deus a olhar o mundo na sua verdade sem se deixar abater pelas tribulações. Convido-vos a olhar o ano de 2012 com esta atitude confiante. É verdade que, no ano que termina, cresceu o sentido de frustração por causa da crise que aflige a sociedade, o mundo do trabalho e a economia; uma crise cujas raízes são primariamente culturais e antropológicas. Quase parece que um manto de escuridão teria descido sobre o nosso tempo, impedindo de ver com clareza a luz do dia.


Leia Mensagem do Papa Bento XVI no dia mundial da Paz.


sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

CF2012- 2. Saúde e salvação para a Igreja


12. A experiência da doença mostra que o ser humano é uma profunda unidade pneumossomática. Não é possível separar corpo e alma. Ao paralisar o corpo, a doença impede o espírito de voar. Mas se, de um lado, a experiência é de profunda unidade, de
outro, é de profunda ruptura. Com a doença passamos a perceber o corpo como um ‘outro’, independente, rebelde e opressor. Ninguém escolhe ficar doente. A doença se impõe. Além de não respeitar nossa liberdade, ela também tolhe nosso direito de ir e vir. A doença é, por isso, um forte convite à reconciliação e à harmonização com nosso próprio ser.

13. A doença é também um apelo à fraternidade e à igualdade, pois não discrimina ninguém. Atinge a todos: ricos, pobres, crianças, jovens, idosos. Com a doença, escancarasse diante de todos nossa profunda igualdade. Diante de tal realidade, a atitude mais lógica é a da fraternidade e da solidariedade.

14. Os temas da saúde e da doença exigem, portanto, uma abordagem ampla, como a proposta pelo Guia para a Pastoral da Saúde, elaborado pelo CELAM (Conferência Episcopal LatinoAmericana). O GPS diz que a saúde é afirmação da vida, em suas múltiplas incidências, e um direito fundamental que os Estados devem garantir (4).O mesmo documento assim define saúde: “saúde é um processo harmonioso de bem-estar físico, psíquico, social e espiritual, e não apenas a ausência de doença, processo que capacita o
ser humano a cumprir a missão que Deus lhe destinou, de acordo com a etapa e a condição de vida em que se encontre(5)”.

15. A vida saudável requer harmonia entre corpo e espírito, entre pessoa e ambiente, entre personalidade e responsabilidade (6). Nesse sentido, o Guia Pastoral, entendendo que a saúde é uma condição essencial para o desenvolvimento pessoal e comunitário, apresenta algumas exigências para sua melhoria:
a. articular o tema saúde com a alimentação; a educação; o trabalho; a remuneração; a promoção da mulher, da criança, da ecologia, do meio ambiente etc.;
b. a preocupação com as ações de promoção da saúde e defesa da vida, que respondem a necessidades imediatas das pessoas, das coletividades e das relações interpessoais.
No entanto, que estas ações contribuam para a construção de políticas públicas e de projetos de desenvolvimento nacional, local e paroquial, calcada em valores como: a igualdade, a solidariedade, a justiça, a democracia, a qualidade de  vida e a participação cidadã(7).

16. Trata-se de uma concepção dinâmica e socioeconômica da saúde que, ao tomar o tema da saúde, não restringe a reflexão a causas físicas, mentais e espirituais, mas avança para as sociais. Com esta abordagem, a Igreja objetiva apresentar elementos para dialogar com a sociedade, a fim de melhorar a situação de saúde da população(8).

4.Cf. CELAM. Guia para a Pastoral da Saúde na América Latina e no Caribe. Centro Universitário São Camilo, São Paulo, 2010, nn. 6-7.
5 GPS, n. 8.
6 Ibid
7 GPS, n. 9.
8 Ibid, n. 10.

Fonte: Texto Base- Ed; CNBB

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

CF2012- 1. Saúde e Doença: dois lados da mesma realidade


7. A vida, a saúde e a doença são realidades profundas, envoltas em mistérios. Diante delas, as ciências não se encontram em condições de oferecer uma palavra definitiva, mesmo com todo o aparato tecnológico hoje disponível. Assim, as enfermidades, o sofrimento e a morte apresentam-se como realidades duras de serem enfrentadas e contrariam os anseios de vida e bem-estar do ser humano.

8. Nas línguas antigas é comum a utilização de um mesmo termo para expressar os significados de saúde e de salvação¹.Na língua grega, soter é aquele que cura e ao mesmo tempo é salvador. Em latim, ocorre o mesmo com salus. Verifica-se o mesmo em outras línguas². Certamente, a convergência destes significados para um único termo é reflexo da dura experiência existencial diante destes fenômenos e a percepção de que o doente necessita ser curado ou salvo da moléstia pela ação de outrem.

9. Outro elemento importante, na antiguidade, para a compreensão da convergência dos significados de saúde e de salvação, é a antropologia de fundo. Sobretudo entre os orientais, o ser humano era concebido de forma unitária, com suas distintas dimensões profundamente integradas. Eles concebiam doenças de ordem corporal e de ordem espiritual, muitas vezes ligadas à ação de espíritos maus e a castigos. Neste contexto, consideravam que não é só o corpo que adoece, nem só a medicina que cura, o que conferia grande importância aos ritos religiosos para a salvação do adoentado.

10. A estreita ligação entre saúde e salvação (cura) e a convergência desses significados em um mesmo termo apontam, portanto,  para uma concepção mais abrangente do que seja a doença. As tendências de excluir a dimensão espiritual na consideração do que seja saúde e doença resultam, pois, em compreensões superficiais destas realidades. Como exemplo, temos a definição de saúde que a OMS (Organização Mundial da Saúde) apresentou, em 1946,  que não incluía a dimensão espiritual: “um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças³”.

11. Somente em 2003, a OMS incorporou a espiritualidade na reflexão e na definição da saúde, não sem polêmicas e posicionamentos contrários. Esta nova concepção vem, no entanto, se firmando como uma direção a ser seguida, pois amplia os elementos para a compreensão deste fenômeno, o que é mais condizente com a natureza humana.

¹“É o significado sânscrito de svastha (= bem estar, plenitude), que depois assumiu a forma do nórdico heill e, mais recentemente, Heil, whole, hall nas línguas anglo-saxônicas, que indicam integridade e plenitude. A mesma coisa acontece com o termo soteria na língua grega, segundo a qual justamente Asclépio é considerado sóter: aquele que cura e que é ao mesmo tempo salvador”. TERRIN, A. N. O sagrado off limits: a experiência religiosa e suas expressões. Tradução de Euclides Balancin. São Paulo: Loyola, 1998. p. 154.
² Ibid.
³ 3 Esta definição consta na Constituição da Organização Mundial de Saúde, aprovada em 22 de julho de 1946, Nova Yorque.

Fonte: Texto Base CF-2012 Ed. CNBB

Essa é a hora de afirmarmos nossa fé em Jesus

Querem nos impor um outro 'cristo' que não é Jesus. Com muito jeito e com muita persuasão, querem nos fazer esperar outro 'cristo'. Dizem mesmo que a humanidade inteira sempre esperou por um messias, mas não percebeu que não existiu apenas um, mas vários, dentre eles Jesus. Dizem até que Ele permaneceu por trinta anos no Oriente para adquirir conhecimentos. Tudo para confundir os próprios cristãos.


Leia matéria completa do Mons. Jonas clicando aqui

Livre-se do sentimento de culpa

Mergulhar no amor de Deus é o segredo para livrar-se do sentimento de culpa. Esse sentimento não vem do Senhor. Tudo o que nos escraviza e tira nossa alegria e paz não vem de Deus Pai.


quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Audio « Christo Nihil Praeponere

Marxismo Cultural e Revolução Cultural – Primeira Aula

Esta é uma série de palestras que busca compilar, de forma sistemática, o tema do Marxismo Cultural que se encontra difuso em diversos vídeos e palestras no site padrepauloricardo.org. O intuito é o de apresentar a revolução cultural dentro da Igreja ou, melhor dizendo, um estudo sistemático das raízes da Teologia da Libertação e de sua atuação dentro da Igreja Católica.
Como reflexão teológica, o objetivo é o de identificar o que está acontecendo com a teologia e a maneira como o pensamento revolucionário está influenciando a forma de pensar a teologia, Deus, a Igreja e o sacerdócio. Porém, para se chegar à teologia é importante conhecer as raízes desta revolução, que se encontram na filosofia.
O curso também irá abordar a razão pela qual a expressão teologia da libertação não é mais tema de discussão. Na realidade, ela já domina hegemonicamente o pensamento da própria Igreja. E é exatamente para desmascarar esse domínio velado que este curso é apresentado aos assinantes do site Christo Nihil Praeponere.
Clique no link abaixo:

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Oratio: A LITURGIA DAS HORAS

Oratio: A LITURGIA DAS HORAS:

Consagração do tempo Cristo estabeleceu que "é preciso orar sempre e nunca desistir” (Lc 18,1). Por isso a Igreja, atendendo fielmente a e...

domingo, 8 de janeiro de 2012

EPIFANIA DO SENHOR - Véspera

Cântico evangélico (MAGNIFICAT) Lc 1,46-55 

 Ant. Recordamos neste dia três mistérios:
Hoje a estrela guia os magos ao presépio.
Hoje a água se faz vinho para as bodas.
Hoje o Cristo no Jordão é batizado
para salvar-nos. Aleluia, aleluia.

A alegria da alma no Senhor 

–46 A minha alma engrandece ao Senhor * 
47 e se alegrou o meu espírito em Deus, meu Salvador, 
–48 pois ele viu a pequenez de sua serva, * 
desde agora as gerações hão de chamar-me de bendita. 

–49 O Poderoso fez por mim maravilhas * 
e Santo é o seu nome! 
–50 Seu amor, de geração em geração, * 
chega a todos que o respeitam.

–51 Demonstrou o poder de seu braço, * 
dispersou os orgulhosos. 
–52 Derrubou os poderosos de seus tronos * 
e os humildes exaltou.

–53 De bens saciou os famintos, * 
e despediu, sem nada, os ricos. 
–54 Acolheu Israel, seu servidor, * 
fiel ao seu amor, 

–55 como havia prometido aos nossos pais, * 
em favor de Abraão e de seus filhos, para sempre. 

– Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. * 
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

 Ant. Recordamos neste dia três mistérios:
Hoje a estrela guia os magos ao presépio.
Hoje a água se faz vinho para as bodas.
Hoje o Cristo no Jordão é batizado
para salvar-nos. Aleluia, aleluia.

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Salmo 37


Temos pedido com o coração ou com os lábios? 

Põe no Senhor tuas delicias e ele te dará o que teu coração pede.

1.
[ De Davi. ] Não te irrites por causa dos maus nem invejes os malfeitores.

2.
Pois como o capim vão ser logo cortados, e como o mato verde vão secar.

3.
§ Espera no SENHOR e faze o bem: assim permanecerás na terra e terás segurança.

4.
Põe no SENHOR tuas delícias e ele te dará o que teu coração pede.

5.
§ Entrega ao SENHOR o teu futuro, espera nele, que ele vai agir.

6.
Fará brilhar como luz tua justiça e o teu direito como o meio-dia.

7.
§ Descansa no Senhor e nele espera. Não te irrites por causa dos que prosperam, por causa do homem intrigante.

8.
Desiste da ira, depõe o furor, não te irrites, só iria piorar.

9.
Pois quem faz o mal será exterminado, mas quem espera no SENHOR possuirá a terra.

10.
§ Daqui a pouco não existirá o ímpio; se olhares para seu lugar, não o encontrarás.

11.
Mas os humildes herdarão a terra, vão se alegrar com uma paz imensa.

12.
§ O ímpio trama contra o justo e range os dentes contra ele,

13.
mas o SENHOR se ri do ímpio, pois sabe que está chegando o seu dia.

14.
§ Os maus puxam a espada e retesam o arco, para atingir o humilde e o pobre, para matar os retos de coração.

15.
Sua espada vai penetrar no seu próprio coração, seu arco será quebrado.

16.
§ Mais vale o pouco que tem o justo do que a abundância dos ímpios.

17.
Pois os braços dos ímpios se quebrarão, mas o SENHOR é quem sustenta os justos.

18.
§ O SENHOR conhece os dias dos inocentes, eterna será sua herança.

19.
No tempo da calamidade não serão confundidos, nos dias de fome serão saciados.

20.
§ Os ímpios morrerão, os inimigos do SENHOR como as flores do campo vão murchar, e desaparecer como fumaça.

21.
O ímpio toma emprestado e não devolve, mas o justo tem piedade e doa.

22.
§ Pois quem tem a bênção de Deus possuirá a terra, quem é por ele maldito será exterminado.

23.
O SENHOR firma os passos do homem, sustenta aquele cujo caminho lhe agrada.

24.
Se ele cair, não ficará prostrado, pois o SENHOR segura sua mão.

25.
§ Fui criança e agora estou velho: nunca vi um justo abandonado nem um descendente seu pedindo pão.

26.
Sempre se compadece e empresta, e sua posteridade vive abençoada.

27.
§ Foge do mal e faze o bem, para viveres para sempre.

28.
Pois o SENHOR ama a justiça, não abandona seus devotos. Os maus serão destruídos para sempre, a sua descendência, eliminada.

29.
Os justos possuirão a terra, e nela para sempre vão morar.

30.
§ A boca do justo fala a sabedoria, sua língua diz o que é justo.

31.
A lei do seu Deus está no seu coração, seus pés não vacilam.

32.
O malvado espreita o justo, busca um modo de o matar.

33.
O SENHOR não abandona o justo na mão do ímpio, não deixará que ele seja condenado no julgamento.

34.
§ Espera no SENHOR e observa seu caminho. Ele te exaltará, para herdares a terra e assistires com alegria a exclusão dos ímpios.

35.
Eu vi o ímpio em sua arrogância crescendo como um cedro frondoso.

36.
Passei depois e não estava mais lá, procurei-o e não o encontrei.

37.
§ Observa o justo e vê o homem reto, pois o homem de paz tem futuro.

38.
Mas os rebeldes todos serão destruídos, a posteridade dos maus será exterminada.

39.
A salvação dos justos vem do SENHOR, é ele seu refúgio no tempo da desgraça.

40.
O SENHOR os ajuda e os livra, livra-os dos ímpios e os salva, pois nele buscaram refúgio.
Ref. Bíblia da CNBB

CF2012- Introdução

Após uma paralisação, problemas técnicos, estamos retornando as postagens. Que o ano de 2012 seja uma benção a cada leitor. 



Introdução
1. A Igreja no Brasil, para enfrentar os grandes desafios à ação evangelizadora, percebe a necessidade de voltar às fontes e recomeçar a partir de Jesus Cristo. Toda a ação eclesial brota de Jesus Cristo e se volta para Ele e para o Reino do Pai. No contexto eclesial, não há como empreender ações pastorais sem nos colocarmos diante de Jesus Cristo.

2. Esta perspectiva norteia as novas Diretrizes Gerais da Ação Pastoral. Ela é condição para que, na Igreja, aconteça uma conversão pastoral que a coloque em estado permanente de missão, com o advento de inúmeros discípulos missionários, enraizados em critérios sólidos para ver, julgar e agir no enfrentamento dos problemas concretos e urgentes da vida de nosso povo.

3. A Campanha da Fraternidade, celebrada na quaresma, intensifica o convite à conversão. Ela contribui incisivamente para que este processo ocorra e alargue o horizonte da vivência da fé, na medida em que traz, para a reflexão eclesial, temas de cunho social, portadores de sinais de morte, para suscitar ações transformadoras, segundo o Evangelho.

4. Nesse ano, o tema proposto é “Fraternidade e a Saúde Pública”, com o lema: Que a saúde se difunda sobre a terra (cf. Eclo 38,8).
A saúde integral é o que mais se deseja. Há muito tempo, ela vem sendo considerada a principal preocupação e pauta reivindicatória da população brasileira, no campo das políticas públicas.

5. O SUS (Sistema Único de Saúde), inspirado em belos princípios como o da universalidade, cuja proposta é atender a todos, indiscriminadamente, deveria ser modelo para o mundo. No entanto, ele ainda não conseguiu ser implantado em sua totalidade 12 e ainda não atende a contento, sobretudo os mais necessitados destes serviços.

6. Entendendo ser um anseio da população, especialmente da mais carente, um atendimento de saúde digno e de qualidade, a Campanha da Fraternidade 2011 aborda o tema da saúde, conforme os objetivos a seguir propostos.

Objetivo Geral
Refletir sobre a realidade da saúde no Brasil em vista de uma vida saudável, suscitando o espírito fraterno e comunitário das pessoas na atenção aos enfermos e mobilizar por melhoria no sistema público de saúde.

Objetivos Específicos
a. Disseminar o conceito de bem viver e sensibilizar para a prática de hábitos de vida saudável;

b. sensibilizar as pessoas para o serviço aos enfermos, o suprimento de suas necessidades e a integração na comunidade;

c. alertar para a importância da organização da pastoral da Saúde nas comunidades: criar onde não existe, fortalecer onde está incipiente e dinamizá-la onde ela já existe;

d. difundir dados sobre a realidade da saúde no Brasil e seus desafios, como sua estreita relação com os aspectos socioculturais de nossa sociedade;

e. despertar nas comunidades a discussão sobre a realidade da saúde pública, visando à defesa do SUS e a reivindicação do seu justo financiamento;

f. qualificar a comunidade para acompanhar as ações da gestão pública e exigir a aplicação dos recursos públicos
com transparência, especialmente na saúde.

Fonte: Texto-Base Edições CNBB
www.cnbb.com.br

segunda-feira, 26 de dezembro de 2011

45 – Parresía: “Mensagem de Natal” « Christo Nihil Praeponere

“O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz”. É dessa forma que o Profeta Isaías se refere ao nascimento de Jesus. A grande luz que tira a humanidade das trevas é Jesus Cristo, para quem tudo foi feito. Todo o universo se curva em adoração àquela pequena criança, nascida em Belém, de forma tão singela, mas que tem o poder de dar sentido à vida de cada um.


45 – Parresía: “Mensagem de Natal” « Christo Nihil Praeponere

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Missa do Galo ,qual o significado.


Alguém se lembra da Missa do Galo?
Aos poucos o horário foi sendo substituído por mesas fartas e conjuntos musicais que "animam o Natal" à meia noite.
O MENINO! Que Menino?
Lojas cheias, supermercados lotados... Shoppings? Nem pensar em entrar! Correria para as últimas compras, presentes, a árvore sendo armada, o papai Noel que não pode faltar, buffet, aluguéis de mesas, cadeiras, tudo sendo preparado para o grande banquete de Natal, ufa! Acho que já está tudo pronto. Ah! Tem a Missa que não pode faltar, afinal sou católico(a).

Outro dia sentado à mesa em um shopping, tomando um cafezinho escutei a conversa de duas senhoras:

Fulana: “Como estão os preparativos para o Natal?”
Sicrana: “Está quase tudo em ordem. Ufa, tanta correria, mas já está quase tudo em ordem, faltando apenas o decorador que irá à minha casa, afinal, irei receber visitas importantes.”
Fulana pergunta: “Onde vai à missa?”
Sicrana responde: “Por falar nisso, mulher, onde tem uma missa o Padre celebre rápido? Não posso perder muito tempo, pois tenho que estar em casa para receber os convidados.”
E a Sicrana disse que em uma paróquia tal ia começar mais cedo...
Fulana: “O sermão do Padre é longo?”
Sicrana: “Uns 10 minutos.”
Fulana: “Então vai dar certo. Vou com o motorista e ele me deixa e apanha rapidamente, sem precisar estacionar. Amiga, como está difícil estacionar um carro em algum lugar aqui, nunca encontro vaga. Blá, blá, blá...

E assim foi o diálogo.
Senti uma lágrima pingar dentro do meu coração, passei longo tempo sentado, vendo o movimento e refletindo sobre aquele diálogo.
Pobre do Menino Jesus, pobrezinho que nasceu em uma manjedoura. Quase passando despercebido. Justamente Ele, o motivo da data, o aniversariante. Ele, que deveria estar em todos os corações para que o mundo fosse menos agressivo, mais compreensivo, onde pudéssemos amar uns aos outros, pudéssemos ver em cada irmão menos favorecido, Ele.
Natal, momento de mudança de vida, momento de pensar no próximo, momento de rever nossas ações no ano que se finda.
Conforme Padre Paulo Ricardo em sua carta de Natal, diz:
“O povo que andava nas trevas viu uma grande Luz”. É dessa forma que o Profeta Isaías se refere ao nascimento de Jesus. A grande luz que tira a humanidade das trevas é Jesus Cristo, para quem tudo foi feito. Todo o universo se curva em adoração àquela pequena criança, nascida em Belém, de forma tão singela, mas que tem o poder de dar sentido à vida de cada um de nós.
O homem foi feito para Deus e encontra o seu fim e sentido Nele.

O nascimento de Jesus é motivo de imensa alegria, pois Ele dá razão a tudo, dá sentido à nossa existência, Ele vem para salvar e resgatar a humanidade. Para Ele fomos criados, por Ele somos salvos.
”

Menino! Que Menino?

Voltando ao assunto, pesquisando na net encontrei o significado que transcrevo abaixo.
Laércio
                          MISSA DE NATAL- MISSA DO GALO.
                                                        


A Missa do Galo começou a ser celebrada em meados dos anos 300 da era cristã. A partir desta data o nascimento de Jesus Cristo começou a ser comemorado no dia 25 de dezembro.
Anteriormente a esta data as festividades eram pagãs. Com o passar dos anos, as missas - rezadas em latim - eram sempre celebradas à meia-noite.
Hoje, em muitas Igrejas do Brasil este horário ainda é mantido.
Algumas literaturas relatam que no século IV a comunidade cristã de Jerusalém seguia em peregrinação até Belém para celebrar a Missa do Natal na hora do primeiro canto do galo, mencionado por Jesus na traição de Pedro, descrito nos evangelhos de Matheus (capítulo 26, versículo 34) e Marcos (capítulo 14, versículos 68 a 72). Por isso, a missa da meia- noite no Natal tem este nome.
Em Roma a celebração acontece desde o século V, na Basílica de Santa Maria Maior. O galo passou a simbolizar vigilância, fidelidade e testemunho cristão. Por isto, no século IX a ave foi parar no campanário das igrejas.

Crédito Maria Voss

Fonte da pesquisa:http://www.mosteirosaobentodesorocaba.com.br

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

O FILHO DE DEUS NASCE AINDA "HOJE"

Bento XVI reflete sobre o mistério do Natal durante a Audiência Geral desta quarta-feira

O FILHO DE DEUS NASCE AINDA "HOJE" ´clique aqui e leia matéria completa

Natal tem novo arcebispo

DomJaime5Nesta quarta-feira, 21 de dezembro, o papa Bento XVI nomeou arcebispo de Natal (RN), dom Jaime Vieira Rocha, transferindo-o da diocese de Campina Grande (PB), acolhendo o pedido de renúncia apresentado por dom Matias Patrício de Macêdo.




Santo Padre nomeia novo arcebispo de Natal- clique aqui

HORÁRIOS DAS MISSAS DO NATAL E DO ANO NOVO PARÓQUIAS DA CAPITAL (IGREJA MATRIZ)

O Guardião do “transitus Domini” em Terras Potiguares


A comunidade católica de Natal foi surpreendida, na manhã de 13.12.2011, com a notícia da morte do Monsenhor FRANCISCO DE ASSIS PEREIRA, aos 76 anos. Velado na Catedral Metropolitana de Natal, com missa presidida pelo Arcebispo Dom Matias Patrício de Macedo, concelebrada pelo Arcebispo Emérito Dom Heitor de Araujo Sales e diversos Sacerdotes, seguida do sepultamento no cemitério Vila Flor.

Natural de Santa Cruz, RN, Monsenhor Assis nasceu em 12.4.1935. Filho de José Pereira de Carvalho e Rita Rodrigues de Carvalho. Foi ordenado sacerdote em 13.4.1958; recebeu o Título de Monsenhor, Capelão do Santo Padre, concedido pelo Papa João Paulo II, em 1991. Em 1.6.1994 a Santa Sé o confirmou Postulador, junto à Congregação das Causas dos Santos, no Vaticano. Além de Vigário, Capelão e estreito colaborador do Arcebispado de Natal em diversas funções eclesiais, foi professor, pesquisador, escritor, arquivista e compositor sacro. Fiel à Eucaristia, ao Breviário e ao Santo Rosário. Um Mestre que rezou, estudou, advertiu, confessou, perdoou, provocou confrontos, pediu perdão - como costumava dizer: tenho o pavio muito curto. Contudo, um Mestre de gerações.

Entregou sua vida a serviço da Igreja e da tutela daquilo que ela produziu em sua missão. Era cuidadoso em conservar a memória da ação pastoral da Arquidiocese de Natal. Tinha sempre presente que na mens da Igreja os arquivos são lugares da memória das comunidades cristãs e promotores de cultura para a nova evangelização (Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, A Função Pastoral dos Arquivos Eclesiásticos, Vaticano, 2.2.1997, p. 5). Se algumas características de sua fisionomia nos surpreendem, temos de pensar em seu caráter profundamente religioso e dedicado ao resgate histórico do transitus Domini (passagem do Senhor na expressão de Paulo VI) em Terras Potiguares. Ter o culto dos pedaços de papéis, dos documentos, dos arquivos, dos testemunhos de vidas, quer dizer, por repercussão, ter o culto de Cristo e o sentido da Igreja. (PAULO VI, Alocução aos Arquivistas Eclesiásticos, 26.9.1963).

Assim, Monsenhor Assis, compreendia e tratava as fontes históricas, como laços que ligam a Igreja numa ininterrupta continuidade. São partes da mensagem de Jesus, que passa pelos escritos da primeira comunidade apostólica e de todas as comunidades eclesiais, chegando até nós num proliferar de imagens que documentam o processo de evangelização de cada Igreja Particular e de toda a Igreja (Pontifícia Comissão para os Bens Culturais da Igreja, A Função Pastoral dos Arquivos Eclesiásticos, Vaticano, 2.2.1997, p. 6).
Seu ministério foi fecundo, Doutor em Filosofia e Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma, tornou-se uma figura das mais preparadas e solicitadas que a Arquidiocese de Natal já conheceu. No Seminário São Pedro foi professor de Latim, Grego, Teologia, Grego Bíblico e Vice-Reitor (1962-1964). 

Na Universidade Federal do RN participou da implantação do Curso de Filosofia, do qual foi Coordenador (1982-1984), lecionou Metodologia da Ciência, Sociologia, Metafísica Geral e Problemas Metafísicos. Na Emissora de Educação Rural, da Arquidiocese de Natal, foi Diretor-Superintendente (1963-1965). Coordenou a Comissão de Liturgia, Música e Arte Sacra (1964-1977); o Secretariado de Opinião Pública (1967-1971); a Cúria Metropolitana da Arquidiocese de Natal (1988-2000). Foi Juiz Auditor da Câmara Eclesiástica de Natal, Vigário Episcopal para o Clero (1991-2001) e Vigário Geral da Arquidiocese (1994-2003).

Como Postulador trabalhou no Processo de Beatificação dos Mártires de Cunhaú e Uruaçú da Arquidiocese de Natal, de D. Frei Vital Maria Gonçalves de Oliveira e de Dom Francisco Expedito Lopes, da Arquidiocese de Olinda e Recife, do Padre José Antônio de Maria Ibiapina, da Diocese de Guarabira, no Estado da Paraíba, do Padre João Maria Cavalcanti de Brito e do Cônego Luiz Gonzaga do Monte, ambos da Arquidiocese de Natal, e na Reabilitação Histórico-Eclesial do Padre Cícero Romão Batista, da Diocese do Crato, CE. Sua trajetória culmina como Sócio Efetivo da Academia Brasileira de Hagiologia e do Instituto Histórico e Geográfico do RN. Sua abnegação transparecia especialmente no modo como cumpria seus deveres, carregando em seu coração os sinais históricos das gerações que nos precederam no sinal da única fé. Eis o Guardião do “transitus Domini” em Terras Potiguares.

Colaboração: Irmã Vilma Lúcia de Oliveira, FDC
Doutora em História Eclesiástica
Coordenadora do Arquivo Metropolitano
e do Centro Documental Potiguar
arquivo@arquidiocesedenatal.com.br

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

O Menino Jesus e o Papai Noel

Em tempos passados não muito distantes, Papai Noel esteve sempre relacionado ao Menino Jesus. Nos dias atuais, infelizmente, andam separados. Por toda parte onde o velhinho aparece, o Aniversariante da festa não é lembrado, mas posto fora da cena.


Clique aqui e leia o artigo de Dom Eduardo Koaik



domingo, 18 de dezembro de 2011

A VIRGINDADE DE MARIA DIZ RESPEITO A CADA CRISTÃO

Neste quarto e último domingo do Advento, a liturgia nos apresenta este ano a história da anunciação do Anjo a Maria. Contemplando o magnífico ícone da Virgem Santa, no momento em que recebe a mensagem divina e dá a sua resposta, somos interiormente iluminados da luz da verdade que emana, sempre nova, deste mistério. Em particular, gostaria de firmar-me brevemente na importância da virgindade de Maria, ou seja, no fato que Ela concebeu Jesus permanecendo virgem.

A serviço da esperança


Neste passado mês de novembro, Bento XVI fez uma viagem apostólica à África, na qual, entre outros discursos, destaca aquele de 19 de novembro aos membros do governo, aos representantes das instituições, ao corpo diplomático e aos representantes das principais religiões do Benin. Além do conteúdo, não dirigido só à África, mas a todo o mundo, nos surpreendem dois fatores.