quarta-feira, 11 de julho de 2012
VATICANO II: 50 ANOS 7. IGREJA ABERTA AO MUNDO

O Concílio Ecumênico Vaticano II nos
apresenta, na constituição pastoral Gaudium et Spes, a Igreja em diálogo com o
mundo com o mundo de hoje. Solidária com toda a humanidade, essa constituição
conciliar proclama: "As alegrias e
as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos
pobres e de todos que sofrem, são também as alegrias e esperanças, as
tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo" (GS 1).
Com os olhos fixos em Jesus, o
concílio proclama a dignidade inviolável de pessoa humana. Insiste na índole
comunitária da vocação humana e na urgência da solidariedade entre as pessoas,
povos e nações. Comprometida com a realidade, a Igreja do concílio se
inclina sobre os problemas urgentes que envolvem a vida, a família, a economia
política. De maneira especial proclama a urgência da paz, fruto da justiça, do
amor, condenando a guerra.
Em sua missão religiosa, missão
evangelizadora, a Igreja do concílio quer colaborar para que todas as pessoas
tenham dignidade asseguradas, vida em plenitude. Quer iluminar o mundo inteiro
com a luz de Cristo, para que tudo esteja a serviço do bem comum e haja
verdadeira fraternidade universal. Essa postura profética da Igreja oferece aos
discípulos missionários de Jesus, neste anos pós-conciliares, novo vigorem seu
compromisso de construção do reino de Deus num mundo que se transforma e nos
põe em face de novos e graves desafios. Mais do que nunca, diante do apelos do
concílio, continua urgente a recomendação de D. Helder Câmara: "Não deixem
cair a profecia!"
D. Angélico Sândalo
Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau
e
membro do Instituto Jesus Sacerdote
Fonte:
jornal O Domingo
Semanário Litúrgico-Catequético - Domingo, 17de junho de 2012
Frase do dia
"Estais sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele
que vos pedir a razão de vossa esperança." (I Pedro 3,15)
11 DE JULHO DIA DE SÃO BENTO
As informações sobre a vida de Bento nos foram transmitidas pelo seu biógrafo e contemporâneo, papa são Gregório Magno. No livro que enaltece o seu exemplo de santidade de vida, ele não registrou as datas de nascimento e morte. Assim, apenas recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547.
SÃO BENTO ABADE leia um pouco sobre sua vida,clicando aqui.
terça-feira, 10 de julho de 2012
Dom Eugênio, uma escola de fidelidade
| Categoria: Notícias
Dom Eugênio, uma escola de fidelidade
"Eu estou muito bem. Meu Pai é bom! Ele pode tudo. Ele sabe tudo." (Dom Eugênio Sales)
Papa João Paulo II, Dom Eugênio Sales e Pe. Paulo Ricardo
Fidelidade. Talvez não haja outra palavra para descrever melhor o que Dom Eugênio significou em minha vida.Fidelidade a Deus, à Igreja, ao Papa, às amizades, aos compromissos assumidos, à fé professada, aos princípios morais, à liturgia, à disciplina canônica, aos horários, à orientação dos médicos... A lista seria grande demais para elencar. Uma fidelidade que todos viam, que saltava aos olhos, que gritava sobre os tetos...
Mas o que talvez nem todos conhecessem era a alma desta fidelidade: o querer agradar a Deus em tudo e por tudo. Sim, mesmo que isto desagradasse aos homens; mesmo que isto desagradasse aos seus projetos pessoais e justas aspirações. Quem conviveu com Dom Eugênio pôde presenciar, no dia a dia, estas pequenas ou grandes violências que o Cardeal Sales fazia sobre si mesmo, para não desagradar a Deus.
Sua vida toda foi marcada por este drama interior que só os seus íntimos tiveram o privilégio de testemunhar. Uma dócil fidelidade à vontade de Deus, mesmo quando esta vontade se revestia da aparente irracionalidade da cruz.
Nos últimos anos de vida, Dom Eugênio viveu um verdadeiro calvário – seja por razões pessoais, familiares ou eclesiais. A todos que perguntavam se ele estava bem, se estava sofrendo ou se precisava de ajuda, Dom Eugênio respondia com frequência: “Eu estou muito bem. Meu Pai é bom! Ele pode tudo. Ele sabe tudo”. Confiança de um filho que deseja agradar ao Pai, mesmo quando não o compreende.
Na noite de ontem, Dom Eugênio, viveu a sua última Páscoa. Enquanto ele se apresenta diante de Deus, nós, seus filhos espirituais, temos o dever de sufragar sua alma e pedir ao Senhor que lhe conceda o descanso eterno. Mas, como quem conheceu de perto Dom Eugênio, sinto forte a tentação de dizer que, na verdade, as nossas orações serão usadas por Deus para outra finalidade. É bem possível que ele não as necessite e que esteja desde já ouvindo o convite do Pai bondoso, no qual tanto confiou: “Eia, servo bom e fiel, entra para a alegria do teu Senhor!” (Mt 25, 21).
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior
VATICANO II: 50 ANOS 5. A IGREJA POVO DE DEUS!
O Concílio Ecumênico Vaticano II nos diz que a Igreja é
povo de Deus! Essa atitude é muito importante e renovada, pois evita restringir
a missão profética, real sacerdotal da Igreja somente ao papa, bispos, padres e
diáconos. Na Igreja, há profunda igualdade entre todos; o que nos diferencia
são as vocações, carismas, serviços, dons. Todos somos povos de Deus,
discípulos missionários de Jesus, com a missão de evangelizar: "Por instituição divina", diz o concílio, "a Igreja é estruturada e regida com admirável
variedade" (LG 32). E cita palavra do apóstolo Paulo: "Embora sejamos muitos, somos um corpo em Cristo, e
somos membros uns dos outros" (Rm
12,4-5).Bispos e padres, fazendo parte do povo de Deus, são os que, "postos no sagrados ministérios, ensinado, santificado e regendo, pela autoridade de Cristo, apascentam a família de Deus tal modo que seja cumprido por todos o mandato novo da caridade" (LG 81). Diante de seu povo, o bispo santo Agostinho dizia: "Atemoriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou bispo; convosco, sou cristão. Aquilo é um dever; isto uma graça. O primeiro é um perigo; o segundo, salvação".
O povo de Deus peregrino, construindo o reino em comunhão e participação, vai cantando em todos os recantos do Brasil: "O povo de Deus no deserto andava, mas à sua frente alguém caminhava; também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada; somente a tua graça me basta e mais nada".
D. Angélico Sândalo
Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau
e
membro do Instituto Jesus
Sacerdote
sábado, 30 de junho de 2012
VATICANO II: 50 ANOS 4. A IGREJA NO CONCÍLIO
O Concílio Ecumênico Vaticano II nos oferece 16
documentos, entre os quais duas constituições sobre a Igreja. A primeira,
dogmática, denomina-se Lumen Gentium (luz dos povos) e nos apresenta
ensinamentos sobre o ser da Igreja e sua missão. A segunda, pastoral, chama-se
Gaudium et Spes (alegria e esperança); ela nos fala a respeito da Igreja no mundo
de hoje. "A Igreja", dizia
Paulo VI, "está no meio
da vida contemporânea para iluminá-la, sustentá-la, consolá-la".Ao iniciar sua palavra sobre a Igreja, o concílio afirma que ela é mistério - significado que somente a fé nos pode dar a conhecer o que ela é. Ao rezarmos o creio, proclamamos com alegria e convicção:"Creio na Santa Igreja Católica".
O essencial do mistério da Igreja é que seja uma comunhão com o Pai por Jesus Cristo, no Espírito Santo, e que viva em comunhão fraterna. A Igreja é instrumento da salvação, graça que brota do coração de Jesus Cristo morto e ressuscitado para a vidas de todos. Ela é missão e testemunho em comunhão com os outros. A Conferência de Puebla, bebendo das fontes do Vaticano II, diz-nos que a Igreja é comunhão e participação.
Iluminados pela fé, professamos que a Igreja é, em Cristo, como que o sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com o Pai e da unidade de toda a humanidade. Diante do mistério da Igreja, somos convidados - pessoal comunitariamente - a proclamar confiantes: cremos na Igreja, una, santa, católica, apostólica; nossa mãe e mestra!
D. Angélico
Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e
membro do Instituto Jesus Sacerdote
Fonte: jornal O Domingo Semanário Litúrgico-Catequético - Segunda, 4 de junho de 2012
sexta-feira, 29 de junho de 2012
VATICANO II: 50 ANOS - 3. CONCÍLIO ECUMÊNICO
3. CONCÍLIO ECUMÊNICO
Na
comemoração dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, vale a pena fazer
breve consideração sobre os concílios ecumênicos.Concílio ecumênico é a reunião dos bispos do mundo inteiro, com o papa, para tratar de assuntos referentes à palavra, a Igreja e sua missão evangelizadora. "Ecumênico" significa universal, reunião de todos. Na abençoada história da Igreja, tivemos 21 concílios ecumênicos. O concílio Ecumênico Vaticano II realizou-se de 1962 a 1965 e reuniu em trono de 2.200 bispos com o papa Paulo VI.
Estiveram também presentes teólogos, peritos nos diversos temas que foram considerados. Participaram ainda como"observadores", representantes de outras Igrejas cristãs: ortodoxos, luteranos, anglicanos e outros. Esse concílio, cujo cinquentenário de abertura estamos celebrando, denomina-se Vaticano II por ter ocorrido (pela segunda vez) na cidade do Vaticano. O local onde o concílio é realizado dá nome à grande assembléia.
Nos quatro períodos de duração do Vaticano II, foram realizadas 168 congregações gerais e pronunciados 2.217 discursos, tendo sido elaborados e aprovados 16 documentos.
O Concílio Ecumênico Vaticano II constitui verdadeira primavera para a Igreja. Nestes 50 anos, os ensinamentos do concílio foram sendo concretizados, com avanços e retrocessos. Hoje novos desafios se apresentam à Igreja, que, no vigor do Espírito Santo, deve ir se renovando, conhecendo verdadeira conversão pastoral, para que possa evangelizar com novo vigor, novos métodos e novas manifestações.
D. Angélico
Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e
membro do Instituto Jesus Sacerdote
Fonte: jornal O Domingo - Semanário Litúrgico-Catequético - domingo, 3 de junho de 2012
quinta-feira, 28 de junho de 2012
VATICANO II: 50 ANOS - 2. FINALIDADE DO CONCÍLIO

No
dia 11 de outubro de 1962, o papa João XXIII inaugurou o Concílio Ecumênico
Vaticano II, encerrado pelo papa Paulo VI no dia 8 de dezembro de 1965. São 50
anos! Para comemorar esse evento, a Igreja Católica no Brasil organizou vasta
programação para os anos de 2012 a 2015. Quais foram os motivos para a
realização desse concílio, que marca a caminhada da Igreja em nossos tempos?
João
XXIII afirmou que o concílio devia "apresentar
às pessoas do nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus", de tal
forma que elas a pudessem "compreender
e abraçar espontaneamente". O
bom João dizia que o concílio devia provocar reformas na Igreja à realidade
histórica. Ele queria aprofundar atualização da Igreja. Via, através do
concílio, nova primavera para a Igreja, aberta ao ecumenismo, em diálogo com
todos. O papa Paulo VI prosseguiu na mesma direção, queremos um concílio
renovador da Igreja, de braços abertos, ao acolhimento a todos com
misericórdia, compaixão, à maneira de Jesus.
Nestes 50 anos de tempo pós-conciliar, momentos de primavera e de inverno vão
se alterando na Igreja! Nos mais diversos e adversos ambientes, discípulos(as)
missionários(as) de Jesus, no aconchego da Rainha dos apóstolos, suplicam ao
Espírito Santo, trabalham com novo vigor, novos métodos e novas manifestações,
para que, no hoje da história, possamos concretizar os ideais e conquistas do
abençoado Concílio Ecumênico Vaticano II.
D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e
membro do Instituto Jesus Sacerdote
Fonte: jornal O Domingo
Semanário Litúrgico-Catequético - sábado, 2 de junho de 2012
quarta-feira, 27 de junho de 2012
VATICANO II - 50 ANOS
1. JUBILEU
DE OURO DO CONCÍLIO
Dando as graças a Deus, nos anos de
2012 a 2015 estamos vivendo o jubileu de ouro do Concílio Ecumênico do Vaticano
II. Esse concílio foi maior acontecimento da igreja no século passado. O papa
João XXIII surpreendeu a todos com o anúncio do concílio. O profético anúncio
em 25 de janeiro de 1959, festa da conversão do apóstolo Paulo. A inesperada
iniciativa do papa despertou imediatamente perplexidade, incertezas e imensa
onda da alegria e esperança.
Depois
de três anos de árdua e trabalhosa preparação, o bom papa João deu abertura ao
concílio no dia 11 de outubro de 1962.
Quatro
foram os períodos do Vaticano II. João XXIII presidiu ao primeiro, partindo
depois para o céu em 1963. Os três períodos foram presididos por Paulo VI, que
encerrou os trabalhos conciliares no dia 8 de dezembro de 1965.
Passados
esses anos todos O papa Bento XVI, recolhendo os maravilhosos ensinamentos do
concílio, da caminhada da Igreja nestes 50 anos, e diante dos desafios da nova
época em que vivemos, convocou novo sínodo dos bispos, que se realizará de 7 a
28 de outubro de 2012, sobre "a
nova evangelização para a transmissão da fé cristã".
Na
verdade, a comemoração deste cinquentenário nos convida a agarrar, com renovado
entusiasmo, os ensinamentos desse abençoado concílio, lançando as redes, no
vigor do Espírito Santo, em águas sempre mais profundas.
D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e
membro do Instituto Jesus Sacerdote
Fonte: O Domingo - Seminário Litúrgico-catequético
Sexta-feira 1 de junho de 2012.
Dando as graças a Deus, nos anos de
2012 a 2015 estamos vivendo o jubileu de ouro do Concílio Ecumênico do Vaticano
II. Esse concílio foi maior acontecimento da igreja no século passado. O papa
João XXIII surpreendeu a todos com o anúncio do concílio. O profético anúncio
em 25 de janeiro de 1959, festa da conversão do apóstolo Paulo. A inesperada
iniciativa do papa despertou imediatamente perplexidade, incertezas e imensa
onda da alegria e esperança.segunda-feira, 25 de junho de 2012
EUA: bispo é condenado por encobrir padres pedófilos
Pela primeira vez, um expoente da cúpula da Igreja Católica norte-americana foi condenado por encobrir padres pedófilos. Isso aconteceu na Filadélfia, onde – depois de quase duas semanas de deliberações – os 12 membros de um júri popular julgaram Dom William Lynn, de 61 anos, como culpado de "ter posto crianças em risco".
Lynn, de 1992 a 2004, foi o responsável pelo clero da Arquidiocese da Filadélfia e caberia a ele apontar e investigar as acusações de abuso sexual contra sacerdotes que estavam em contato com as crianças. Os jurados o consideraram culpado – absolvendo-o de duas outras acusações, incluindo de "conspiração" –, porque, embora estando a par de acusações confiáveis contra dois sacerdotes, James Brennan e Edward Avery, ele permitiu que eles continuassem exercendo o ministério e os transferiu para paróquias onde os fiéis não tinham conhecimento do risco. Os dois padres, nos seus novos cargos, continuaram molestando crianças.
Ao longo do processo, a defesa argumentou que Lynn tinha apenas o poder de sugerir cargos e transferências dos padres da diocese, dirigida na época pelo cardeal Anthony Bevilacqua, falecido em janeiro passado aos 88 anos e a quem cabia, em última análise, a responsabilidade pelas atribuições de sacerdotes.
Ao cardeal, Lynn também havia apresentado, em 1994, uma lista com os nomes de 35 padres acusados de abuso sexual contra crianças. O cardeal Bevilacqua pediu que a lista fosse destruída, mas uma cópia foi encontrada depois no cofre da diocese. A acusação, porém, insistiu no fato de que Lynn optou por proteger a Arquidiocese da Filadélfia, para evitar um escândalo que prejudicasse a imagem da Igreja, ao invés de proteger as crianças.
O veredicto contra Dom Lynn é uma vitória para o procurador distrital da Filadélfia, que desde 2002 investiga a diocese e o seu envolvimento no escândalo dos padres pedófilos, e para as associações das vítimas de abuso, que há anos pediam que fossem reconhecidas as responsabilidades não apenas dos sacerdotes molestadores, mas também daquelas pessoas que, na hierarquia eclesiástica, os haviam protegido.
"O veredito de culpabilidade é uma mensagem clara e forte segundo a qual proteger sacerdotes molestadores é um crime hediondo que ameaça famílias, comunidades e crianças, e deve, por isso, ser punido", afirmou Barbara Dorris, da associação Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres.
O caso da Filadélfia chega ao fim justamente quando, em muitas dioceses norte-americanas, a Igreja Católica está tentando evitar que os tempos da prescrição para o crime de pedofilia – diferentes de Estado para Estado – sejam esticados ou mesmo eliminados. Nos EUA, o escândalo da pedofilia custou à Igreja 2,5 bilhões de dólares entre custos legais, ressarcimentos e programas de prevenção, enquanto várias dioceses foram à falência.
Lynn, de 1992 a 2004, foi o responsável pelo clero da Arquidiocese da Filadélfia e caberia a ele apontar e investigar as acusações de abuso sexual contra sacerdotes que estavam em contato com as crianças. Os jurados o consideraram culpado – absolvendo-o de duas outras acusações, incluindo de "conspiração" –, porque, embora estando a par de acusações confiáveis contra dois sacerdotes, James Brennan e Edward Avery, ele permitiu que eles continuassem exercendo o ministério e os transferiu para paróquias onde os fiéis não tinham conhecimento do risco. Os dois padres, nos seus novos cargos, continuaram molestando crianças.
Ao longo do processo, a defesa argumentou que Lynn tinha apenas o poder de sugerir cargos e transferências dos padres da diocese, dirigida na época pelo cardeal Anthony Bevilacqua, falecido em janeiro passado aos 88 anos e a quem cabia, em última análise, a responsabilidade pelas atribuições de sacerdotes.
Ao cardeal, Lynn também havia apresentado, em 1994, uma lista com os nomes de 35 padres acusados de abuso sexual contra crianças. O cardeal Bevilacqua pediu que a lista fosse destruída, mas uma cópia foi encontrada depois no cofre da diocese. A acusação, porém, insistiu no fato de que Lynn optou por proteger a Arquidiocese da Filadélfia, para evitar um escândalo que prejudicasse a imagem da Igreja, ao invés de proteger as crianças.
O veredicto contra Dom Lynn é uma vitória para o procurador distrital da Filadélfia, que desde 2002 investiga a diocese e o seu envolvimento no escândalo dos padres pedófilos, e para as associações das vítimas de abuso, que há anos pediam que fossem reconhecidas as responsabilidades não apenas dos sacerdotes molestadores, mas também daquelas pessoas que, na hierarquia eclesiástica, os haviam protegido.
"O veredito de culpabilidade é uma mensagem clara e forte segundo a qual proteger sacerdotes molestadores é um crime hediondo que ameaça famílias, comunidades e crianças, e deve, por isso, ser punido", afirmou Barbara Dorris, da associação Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres.
O caso da Filadélfia chega ao fim justamente quando, em muitas dioceses norte-americanas, a Igreja Católica está tentando evitar que os tempos da prescrição para o crime de pedofilia – diferentes de Estado para Estado – sejam esticados ou mesmo eliminados. Nos EUA, o escândalo da pedofilia custou à Igreja 2,5 bilhões de dólares entre custos legais, ressarcimentos e programas de prevenção, enquanto várias dioceses foram à falência.
A reportagem é de Alessandro Speciale, publicada no sítio Vatican Insider, 23-06-2012.
SOFRIMENTOS
Se alguém me
perguntar: quem tem dificuldade em lhe dar com o sofrimento? Eu não saberei
responder. No entanto, tenho consciência que eu não sei, fujo do sofrimento
como o diabo foge do amor de Deus!
Hoje
percebi que minha fuga é inútil, pois onde poderei ir para me ver longe dele?!
Bebidas? Drogas? Suicídio? Sexo? Comida? Dinheiro? Bens materiais? Não acredito
que alguma destas coisas possam me livrar do sofrimento, elas até podem me
tirar alguns instantes da realidade, mas depois do prazer lá está o sofrimento.
Vivi para fugir do sofrimento, por vários motivos, com a fantasia de que eu não
possuía sofrimentos; para mim o sofrimento se resumia em dores físicas; como eu
não as tenho, logo, eu não sofro! Mas
o que é então o sofrimento? O que nos faz sofrer?
Para dar resposta a esta questão uso o texto
da primeira carta de são Pedro: “Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo,
a fim de que sigais os seus passos.” (1Pd 2,21b).
Calma! Não vou falar para você abraçar a sua
cruz e seguir Jesus
A
primeira afirmação que Pedro nos faz é que Jesus sofreu, a partir daí devemos
pensar: o que então fez Jesus sofrer.
Quando
somos bebê o choro é o único meio de se comunicar com o mundo, este é um sinal
de sofrimento. O bebê chora quando está com fome, com frio, quando sente as
dores das cólicas intestinais, etc. Com Jesus não foi diferente, ele também
sofreu as coisas próprias dos bebês; a Virgem Maria só saberia que ele estava
com fome quando ele chorava.
Com o pouco material que temos sobre a
infância de Jesus, sabemos que ele foi educado na fé judaica; assim, sofreu a
dor da circuncisão e viveu os ritos próprios da religião judaica (para alguns
viver a fé é sofrimento).
Sofreu
a dor da morte de seu pai, José; pode ter sofrido também a dor da morte de seus
avós. Teve que suportar os sofrimentos do duro trabalho na carpintaria de seu
pai para poder sustentar a casa e cuidar de sua mãe.
Na idade adulta sofreu com a fome (cf. Mt
4,2b), com tentações (cf. Mt 4,1-11), com a doença e morte do amigo Lázaro (cf.
Jo 11,1-44); com a ausência dos amigos num momento de dor (cf. Lc 22,39-46);
com a traição (cf. Mt, 26,14-16) e com a negação (cf. Lc 22,54-62) daqueles que
lhe eram próximos.
A segunda afirmação que está contida na frase
da carta de são Pedro é que Jesus sofreu por vós.
Jesus
enquanto Palavra (Logos) de Deus, antes do evento da encarnação, não
compartilhava do sofrimento humano, pois era puro espírito. Mas Ele quis vir
até nós, que andávamos qual ovelha sem pastor, com a nossa própria carne, para
mostrar o verdadeiro caminho.
Jesus
ao abraçar a nossa carne, abraça-a totalmente, ou seja, abraça tudo o que é
próprio da nossa humanidade (menos o pecado), inclusive o sofrimento.
Que
loucura! Eu aqui tentando fugir do meu sofrimento e Jesus abraçou o sofrimento
da humanidade só para me mostrar o caminho que devo seguir: a autoaceitação.
Ora, se não aceito quem sou como poderei
aceitar o que Deus quer me dar? Se não aceito minha fragilidade como poderei
aceitar a Paternidade de Deus que cuida de seus filhos? Se não aceito a minha
miséria como poderei aceitar a misericórdia de Deus que acolhe o filho pródigo?
Se não aceito o sofrimento hodierno como poderei aceitar Jesus Cristo que viveu
o sofrimento como qualquer homem? Se não aceito o inesperado como aceitarei o
Espírito Santo que sopra onde e como quer?
Louvado sejais, ó Pai, pelo sofrimento em
minha vida! Pois através dele eu posso ser cuidado por Vós, qual criança nos
braços acolhedor de seu Pai.
Louvado sejais, ó Jesus, pelo sofrimento em
minha vida! Pois através dele eu posso me assemelhar um pouco mais a Vós; assim
como o Senhor sofreu por mim, também sofro eu por Ti.
Louvado sejais, ó Espírito Santo, pelo
sofrimento em minha vida! Pois assim como o Senhor guiou Jesus ao deserto (cf.
Lc 4,1) preparando-O para a sua missão; sei, pela fé, que o sofrimento que
agora enfrento é instrumento Vosso em minha vida para me levar para mais perto
de Vós. Amém.
Fonte: Monges da Trindade
sábado, 23 de junho de 2012
Deus está aqui
Deus Está Aqui (NoiteTraiçoeira)
Padre Zezinho
Deus está aqui neste momento
Sua presença é real em meu viver;
Entregue sua vida e seus problemas;
Fale com Deus ele vai ajudar você.
Sua presença é real em meu viver;
Entregue sua vida e seus problemas;
Fale com Deus ele vai ajudar você.
Uô, ô,... Deus te trouxe aqui
Para aliviar
Os seus sofrimentos;
Para aliviar
Os seus sofrimentos;
Uô, ô... É ele o autor da fé
Do princípio ao fim
Em todos seus tormentos.
Do princípio ao fim
Em todos seus tormentos.
Uô, ô... E ainda se vier...
Noite Traiçoeira,
Se a cruz pesada for
Cristo estará contigo;
E o mundo pode até fazer você chorar,
Mas Deus te quer sorrindo.
Noite Traiçoeira,
Se a cruz pesada for
Cristo estará contigo;
E o mundo pode até fazer você chorar,
Mas Deus te quer sorrindo.
Seja qual for o seu problema,
Fale com Deus ele vai ajudar você;
Após a dor vem a alegria,
Pois Deus é amor e não te deixará sofrer
Fale com Deus ele vai ajudar você;
Após a dor vem a alegria,
Pois Deus é amor e não te deixará sofrer
O Povo de Deus
O Povo de Deus
Padre Zezinho
O povo de Deus no deserto andava
mas a sua frente alguém caminhava
O povo de Deus era rico de nada
só tinha esperança e o pó da estrada
Também sou teu povo Senhor
estou nessa estrada
Somente a Tua graça
me basta e mais nada
O povo de Deus também vacilava
as vezes custava a crer no amor
O povo de Deus chorando rezava
pedia perdão e recomeçava
Também sou Teu povo Senhor
estou nessa estrada
Perdoa se as vezes
não creio em mais nada
O povo de Deus também teve fome
e Tu me mandaste o pão lá do céu
O povo de Deus cantado deu graças
Provou Teu amor
Teu amor que não passa
Também sou povo Senhor
estou nessa estrada
Tu és alimento na longa jornada.
O povo de Deus ao longe avistou
a terra querida que o amor preparou
O povo de Deus corria e cantava
e nos seus louvores o poder proclamava
Também sou teu povo senhor
e estou nesta estrada
cada dia mais perto
da terra esperada.
mas a sua frente alguém caminhava
O povo de Deus era rico de nada
só tinha esperança e o pó da estrada
Também sou teu povo Senhor
estou nessa estrada
Somente a Tua graça
me basta e mais nada
O povo de Deus também vacilava
as vezes custava a crer no amor
O povo de Deus chorando rezava
pedia perdão e recomeçava
Também sou Teu povo Senhor
estou nessa estrada
Perdoa se as vezes
não creio em mais nada
O povo de Deus também teve fome
e Tu me mandaste o pão lá do céu
O povo de Deus cantado deu graças
Provou Teu amor
Teu amor que não passa
Também sou povo Senhor
estou nessa estrada
Tu és alimento na longa jornada.
O povo de Deus ao longe avistou
a terra querida que o amor preparou
O povo de Deus corria e cantava
e nos seus louvores o poder proclamava
Também sou teu povo senhor
e estou nesta estrada
cada dia mais perto
da terra esperada.
Vitória, Tu reinarás!
Vitória
Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!
Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!
Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!
Brilhando sobre o mundo,
Que vive sem tua luz
Tu és um sol fecundo
De amor e de paz, ó cruz!
Que vive sem tua luz
Tu és um sol fecundo
De amor e de paz, ó cruz!
Aumenta a confiança
Do pobre e do pecador
Confirma nossa esperança
Na marcha para o senhor.
Do pobre e do pecador
Confirma nossa esperança
Na marcha para o senhor.
À sombra dos teus braços
A Igreja viverá
Por ti no eterno abraço
O Pai nos acolherá.
A Igreja viverá
Por ti no eterno abraço
O Pai nos acolherá.
sábado, 16 de junho de 2012
quinta-feira, 14 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Santo do dia - Santo Antônio de Pádua
13 de junho
Clique aqui e conheça um pouco da vida de Santo Antônio
Santo Antônio de Pádua
Santo Antônio de Pádua é tão conhecido por seu nome de ordenação que chamá-lo pelo nome que recebeu no batismo parece estranho: Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Além disso, ele era português: nasceu em 1195, em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis, e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal, instalando ali um mosteiro.
Clique aqui e conheça um pouco da vida de Santo Antônio
terça-feira, 12 de junho de 2012
LITURGIA DAS HORAS - CURSO

PAULUS
LIVRARIA
PROJETO
CAFÉ E DEBATE
CURSO LITURGIA DAS
HORAS
FACILITADORES: Pe. Elielson
Cassimiro e Pe. Abelardo Freitas
OBJETIVO: Propiciar a
cada um, em especial aos leigos, a experiência da oração oficial da Igreja, a
Liturgia das Horas, perpassando desde o seu significado teológico à sua
prática.
LIVRO: Liturgia das Horas ou Oração das Horas
PÚBLICO ALVO:
Diáconos, religiosos/as, candidatos ao diaconato permanente, consagrados/as e
leigos em geral.
VAGAS: 80
LOCAL: Auditório da Paulus Livraria
DATA: 09/ 16 e 23 de junho
HORA: das 9h às 12h30
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segunda-feira, 11 de junho de 2012
Deve-se seguir sempre a consciência?
A consciência é a presença de um critério absoluto num ser finito; a âncora desse critério é sua estrutura emocional. Por estar no homem, graças a ela e não por outra coisa, o absoluto, o general, o objetivo, falamos de dignidade humana. Pois bem, se resulta que, para a consciência, o homem se converte em algo universal, num todo de sentido, então resulta que também é válido dizer que não há bem nem sentido de justificação para o homem, se o objetivamente bom e reto não se mostra como tal na consciência.
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domingo, 1 de abril de 2012
sábado, 31 de março de 2012
O escândalo da Cruz
O escândalo da Cruz
Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Na antiguidade, a cruz, por ser um instrumento de condenação à morte, era um sinal de maldição (Gl 3,13). Depois que Jesus morreu nela por nós, a Cruz se tornou um sinal de honra e bênção. A partir de então, sob diversas formas, a Cruz é colocada na coroa dos reis, nas medalhas, condecorações, no alto das Igrejas, nas montanhas que circundam as cidades para abençoá-las, na campa dos falecidos, nas caravelas, nas bandeiras, etc.
Após as dez grandes perseguições romanas aos primeiros cristãos, o Imperador Constantino, antes da batalha contra Maxêncio, teve uma visão da Cruz com a inscrição: “com este sinal vencerás!”. Constantino mandou então colocar o sinal da Cruz em todos os estandartes e escudos romanos, venceu a batalha da ponte Mílvio (312) e deu liberdade aos cristãos, pondo fim às perseguições. A estação de trem em Roma, próximo ao local desta batalha, se chama exatamente “Lábaro”. A inscrição de Constantino, com o cristograma e a cruz, recebeu o nome de “lábaro de Constantino”. Desde então tem sido interpretado por todo o mundo como um símbolo de cristandade.
Interessante que em nosso Hino Nacional se faz menção do lábaro e da cruz (na constelação do Cruzeiro do Sul) nele estampado: “lábaro que ostentas estrelado … em teu formoso céu risonho e límpido a imagem do cruzeiro resplandece”. Neste hino, o poeta também quis dizer que o Brasil é como um sonho intenso e, já que em nosso céu a Cruz de Cristo resplandece, no cruzeiro, desta Cruz desce um raio vívido de amor e de esperança, que ilumina o Brasil, terra de Santa Cruz.
São Paulo Apóstolo fala que o resumo da sua pregação, o cristianismo, era Cristo crucificado: “Nós proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1, 23). Ele se refere ao “escândalo da Cruz” (Gl 5, 11), porque, realmente, muitos dela se escandalizavam. E não só. Muitos a odiavam: “Há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3, 18). O ódio à cruz, o incômodo pela cruz, o escândalo da cruz, referem-se à Cristo. É Ele que incomoda, é sua doutrina, é sua lembrança que incomoda. É por isso que os atuais “inimigos da cruz de Cristo” não querem vê-la.
Ademais, a presença de crucifixos nas salas de julgamento dos Tribunais, conforme explica o jurista ex-ministro do STF, Paulo Brossard, é para lembrar “alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim, justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima da pusilanimidade de Pilatos, que, tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos e, com isso passar à história… O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida… Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde…” (Zero Hora, 12/3/2012). Sendo assim, por lembrar Jesus e sua doutrina e a ignomínia do pecado e da injustiça, a cruz realmente incomoda! Ao diabo e a muitos também.
FONTE: Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney – Campos/RJ
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney
Na antiguidade, a cruz, por ser um instrumento de condenação à morte, era um sinal de maldição (Gl 3,13). Depois que Jesus morreu nela por nós, a Cruz se tornou um sinal de honra e bênção. A partir de então, sob diversas formas, a Cruz é colocada na coroa dos reis, nas medalhas, condecorações, no alto das Igrejas, nas montanhas que circundam as cidades para abençoá-las, na campa dos falecidos, nas caravelas, nas bandeiras, etc.
Após as dez grandes perseguições romanas aos primeiros cristãos, o Imperador Constantino, antes da batalha contra Maxêncio, teve uma visão da Cruz com a inscrição: “com este sinal vencerás!”. Constantino mandou então colocar o sinal da Cruz em todos os estandartes e escudos romanos, venceu a batalha da ponte Mílvio (312) e deu liberdade aos cristãos, pondo fim às perseguições. A estação de trem em Roma, próximo ao local desta batalha, se chama exatamente “Lábaro”. A inscrição de Constantino, com o cristograma e a cruz, recebeu o nome de “lábaro de Constantino”. Desde então tem sido interpretado por todo o mundo como um símbolo de cristandade.
Interessante que em nosso Hino Nacional se faz menção do lábaro e da cruz (na constelação do Cruzeiro do Sul) nele estampado: “lábaro que ostentas estrelado … em teu formoso céu risonho e límpido a imagem do cruzeiro resplandece”. Neste hino, o poeta também quis dizer que o Brasil é como um sonho intenso e, já que em nosso céu a Cruz de Cristo resplandece, no cruzeiro, desta Cruz desce um raio vívido de amor e de esperança, que ilumina o Brasil, terra de Santa Cruz.
São Paulo Apóstolo fala que o resumo da sua pregação, o cristianismo, era Cristo crucificado: “Nós proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1, 23). Ele se refere ao “escândalo da Cruz” (Gl 5, 11), porque, realmente, muitos dela se escandalizavam. E não só. Muitos a odiavam: “Há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3, 18). O ódio à cruz, o incômodo pela cruz, o escândalo da cruz, referem-se à Cristo. É Ele que incomoda, é sua doutrina, é sua lembrança que incomoda. É por isso que os atuais “inimigos da cruz de Cristo” não querem vê-la.
Ademais, a presença de crucifixos nas salas de julgamento dos Tribunais, conforme explica o jurista ex-ministro do STF, Paulo Brossard, é para lembrar “alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim, justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima da pusilanimidade de Pilatos, que, tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos e, com isso passar à história… O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida… Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde…” (Zero Hora, 12/3/2012). Sendo assim, por lembrar Jesus e sua doutrina e a ignomínia do pecado e da injustiça, a cruz realmente incomoda! Ao diabo e a muitos também.
FONTE: Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney – Campos/RJ
Motivação para a Semana Santa
A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.
DOMINGO DE RAMOS - A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.
2ª A 4ª FEIRAS – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.
Tríduo Pascal
O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.
QUINTA-FEIRA SANTA - Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual.
De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar.
Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor.
Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.
SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão.
Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.
O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”.
E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou.
Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver.
Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição.
VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração.
À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.
DOMINGO DE RAMOS - A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.
2ª A 4ª FEIRAS – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.
Tríduo Pascal
O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.
QUINTA-FEIRA SANTA - Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual.
De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar.
Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor.
Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.
SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão.
Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.
O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”.
E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou.
Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver.
Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição.
VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração.
À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.
HORÁRIOS DAS CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA - IGREJA MATRIZ DAS PARÓQUIAS DE NATAL –2012
HORÁRIOS DAS CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA
- IGREJA MATRIZ DAS PARÓQUIAS DE NATAL –2012
Confira os horários das celebrações da SEMANA SANTA- clique aqui
sábado, 10 de março de 2012
quinta-feira, 8 de março de 2012
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