segunda-feira, 25 de junho de 2012

EUA: bispo é condenado por encobrir padres pedófilos



Pela primeira vez, um expoente da cúpula da Igreja Católica norte-americana foi condenado por encobrir padres pedófilos. Isso aconteceu na Filadélfia, onde – depois de quase duas semanas de deliberações – os 12 membros de um júri popular julgaram Dom William Lynn, de 61 anos, como culpado de "ter posto crianças em risco".
Lynn, de 1992 a 2004, foi o responsável pelo clero da Arquidiocese da Filadélfia e caberia a ele apontar e investigar as acusações de abuso sexual contra sacerdotes que estavam em contato com as crianças. Os jurados o consideraram culpado – absolvendo-o de duas outras acusações, incluindo de "conspiração" –, porque, embora estando a par de acusações confiáveis contra dois sacerdotes, James Brennan e Edward Avery, ele permitiu que eles continuassem exercendo o ministério e os transferiu para paróquias onde os fiéis não tinham conhecimento do risco. Os dois padres, nos seus novos cargos, continuaram molestando crianças.
Ao longo do processo, a defesa argumentou que Lynn tinha apenas o poder de sugerir cargos e transferências dos padres da diocese, dirigida na época pelo cardeal Anthony Bevilacqua, falecido em janeiro passado aos 88 anos e a quem cabia, em última análise, a responsabilidade pelas atribuições de sacerdotes.
Ao cardeal, Lynn também havia apresentado, em 1994, uma lista com os nomes de 35 padres acusados de abuso sexual contra crianças. O cardeal Bevilacqua pediu que a lista fosse destruída, mas uma cópia foi encontrada depois no cofre da diocese. A acusação, porém, insistiu no fato de que Lynn optou por proteger a Arquidiocese da Filadélfia, para evitar um escândalo que prejudicasse a imagem da Igreja, ao invés de proteger as crianças.
O veredicto contra Dom Lynn é uma vitória para o procurador distrital da Filadélfia, que desde 2002 investiga a diocese e o seu envolvimento no escândalo dos padres pedófilos, e para as associações das vítimas de abuso, que há anos pediam que fossem reconhecidas as responsabilidades não apenas dos sacerdotes molestadores, mas também daquelas pessoas que, na hierarquia eclesiástica, os haviam protegido.
"O veredito de culpabilidade é uma mensagem clara e forte segundo a qual proteger sacerdotes molestadores é um crime hediondo que ameaça famílias, comunidades e crianças, e deve, por isso, ser punido", afirmou Barbara Dorris, da associação Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres.
O caso da Filadélfia chega ao fim justamente quando, em muitas dioceses norte-americanas, a Igreja Católica está tentando evitar que os tempos da prescrição para o crime de pedofilia – diferentes de Estado para Estado – sejam esticados ou mesmo eliminados. Nos EUA, o escândalo da pedofilia custou à Igreja 2,5 bilhões de dólares entre custos legais, ressarcimentos e programas de prevenção, enquanto várias dioceses foram à falência.
A reportagem é de Alessandro Speciale, publicada no sítio Vatican Insider, 23-06-2012.

SOFRIMENTOS


Se alguém me perguntar: quem tem dificuldade em lhe dar com o sofrimento? Eu não saberei responder. No entanto, tenho consciência que eu não sei, fujo do sofrimento como o diabo foge do amor de Deus!
Hoje percebi que minha fuga é inútil, pois onde poderei ir para me ver longe dele?! Bebidas? Drogas? Suicídio? Sexo? Comida? Dinheiro? Bens materiais? Não acredito que alguma destas coisas possam me livrar do sofrimento, elas até podem me tirar alguns instantes da realidade, mas depois do prazer lá está o sofrimento. Vivi para fugir do sofrimento, por vários motivos, com a fantasia de que eu não possuía sofrimentos; para mim o sofrimento se resumia em dores físicas; como eu não as tenho, logo, eu não sofro! Mas o que é então o sofrimento? O que nos faz sofrer?
 Para dar resposta a esta questão uso o texto da primeira carta de são Pedro: “Cristo sofreu por vós deixando-vos um exemplo, a fim de que sigais os seus passos.” (1Pd 2,21b).
 Calma! Não vou falar para você abraçar a sua cruz e seguir Jesus
A primeira afirmação que Pedro nos faz é que Jesus sofreu, a partir daí devemos pensar: o que então fez Jesus sofrer.
Quando somos bebê o choro é o único meio de se comunicar com o mundo, este é um sinal de sofrimento. O bebê chora quando está com fome, com frio, quando sente as dores das cólicas intestinais, etc. Com Jesus não foi diferente, ele também sofreu as coisas próprias dos bebês; a Virgem Maria só saberia que ele estava com fome quando ele chorava.
 Com o pouco material que temos sobre a infância de Jesus, sabemos que ele foi educado na fé judaica; assim, sofreu a dor da circuncisão e viveu os ritos próprios da religião judaica (para alguns viver a fé é sofrimento).
Sofreu a dor da morte de seu pai, José; pode ter sofrido também a dor da morte de seus avós. Teve que suportar os sofrimentos do duro trabalho na carpintaria de seu pai para poder sustentar a casa e cuidar de sua mãe.
 Na idade adulta sofreu com a fome (cf. Mt 4,2b), com tentações (cf. Mt 4,1-11), com a doença e morte do amigo Lázaro (cf. Jo 11,1-44); com a ausência dos amigos num momento de dor (cf. Lc 22,39-46); com a traição (cf. Mt, 26,14-16) e com a negação (cf. Lc 22,54-62) daqueles que lhe eram próximos.
 A segunda afirmação que está contida na frase da carta de são Pedro é que Jesus sofreu por vós.
 Jesus enquanto Palavra (Logos) de Deus, antes do evento da encarnação, não compartilhava do sofrimento humano, pois era puro espírito. Mas Ele quis vir até nós, que andávamos qual ovelha sem pastor, com a nossa própria carne, para mostrar o verdadeiro caminho.
Jesus ao abraçar a nossa carne, abraça-a totalmente, ou seja, abraça tudo o que é próprio da nossa humanidade (menos o pecado), inclusive o sofrimento.
Que loucura! Eu aqui tentando fugir do meu sofrimento e Jesus abraçou o sofrimento da humanidade só para me mostrar o caminho que devo seguir: a autoaceitação.
 Ora, se não aceito quem sou como poderei aceitar o que Deus quer me dar? Se não aceito minha fragilidade como poderei aceitar a Paternidade de Deus que cuida de seus filhos? Se não aceito a minha miséria como poderei aceitar a misericórdia de Deus que acolhe o filho pródigo? Se não aceito o sofrimento hodierno como poderei aceitar Jesus Cristo que viveu o sofrimento como qualquer homem? Se não aceito o inesperado como aceitarei o Espírito Santo que sopra onde e como quer?
 Louvado sejais, ó Pai, pelo sofrimento em minha vida! Pois através dele eu posso ser cuidado por Vós, qual criança nos braços acolhedor de seu Pai.
 Louvado sejais, ó Jesus, pelo sofrimento em minha vida! Pois através dele eu posso me assemelhar um pouco mais a Vós; assim como o Senhor sofreu por mim, também sofro eu por Ti.
 Louvado sejais, ó Espírito Santo, pelo sofrimento em minha vida! Pois assim como o Senhor guiou Jesus ao deserto (cf. Lc 4,1) preparando-O para a sua missão; sei, pela fé, que o sofrimento que agora enfrento é instrumento Vosso em minha vida para me levar para mais perto de Vós. Amém.



sábado, 23 de junho de 2012

Deus está aqui


Deus Está Aqui (NoiteTraiçoeira)

Padre Zezinho

Deus está aqui neste momento
Sua presença é real em meu viver;
Entregue sua vida e seus problemas;
Fale com Deus ele vai ajudar você.
Uô, ô,... Deus te trouxe aqui
Para aliviar
Os seus sofrimentos;
Uô, ô... É ele o autor da fé
Do princípio ao fim
Em todos seus tormentos.
Uô, ô... E ainda se vier...
Noite Traiçoeira,
Se a cruz pesada for
Cristo estará contigo;
E o mundo pode até fazer você chorar,
Mas Deus te quer sorrindo.
Seja qual for o seu problema,
Fale com Deus ele vai ajudar você;
Após a dor vem a alegria,
Pois Deus é amor e não te deixará sofrer

O Povo de Deus

 

O Povo de Deus

Padre Zezinho

O povo de Deus no deserto andava
mas a sua frente alguém caminhava
O povo de Deus era rico de nada
só tinha esperança e o pó da estrada
Também sou teu povo Senhor
estou nessa estrada
Somente a Tua graça
me basta e mais nada
O povo de Deus também vacilava
as vezes custava a crer no amor
O povo de Deus chorando rezava
pedia perdão e recomeçava
Também sou Teu povo Senhor
estou nessa estrada
Perdoa se as vezes
não creio em mais nada
O povo de Deus também teve fome
e Tu me mandaste o pão lá do céu
O povo de Deus cantado deu graças
Provou Teu amor
Teu amor que não passa
Também sou povo Senhor
estou nessa estrada
Tu és alimento na longa jornada.
O povo de Deus ao longe avistou
a terra querida que o amor preparou
O povo de Deus corria e cantava
e nos seus louvores o poder proclamava
Também sou teu povo senhor
e estou nesta estrada
cada dia mais perto
da terra esperada.

Vitória, Tu reinarás!


Vitória


Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!
Vitória, tu reinarás, ó cruz tu nos salvarás!
Brilhando sobre o mundo,
Que vive sem tua luz
Tu és um sol fecundo
De amor e de paz, ó cruz!
Aumenta a confiança
Do pobre e do pecador
Confirma nossa esperança
Na marcha para o senhor.
À sombra dos teus braços
A Igreja viverá
Por ti no eterno abraço
O Pai nos acolherá.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Santo do dia - Santo Antônio de Pádua

13 de junho

Santo Antônio de Pádua

Santo Antônio de Pádua é tão conhecido por seu nome de ordenação que chamá-lo pelo nome que recebeu no batismo parece estranho: Fernando de Bulhões e Taveira de Azevedo. Além disso, ele era português: nasceu em 1195, em Lisboa. De família muito rica e da nobreza, ingressou muito jovem na Ordem dos Cônegos Regulares de Santo Agostinho. Fez seus estudos filosóficos e teológicos em Coimbra e foi lá também que se ordenou sacerdote. Nesse tempo, ainda estava vivo Francisco de Assis, e os primeiros frades dirigidos por ele chegavam a Portugal, instalando ali um mosteiro. 


Clique aqui e conheça um pouco da vida de Santo Antônio

terça-feira, 12 de junho de 2012

Tarde te amei - Santo Agostinho

LITURGIA DAS HORAS - CURSO



CURSOS 2012
PAULUS LIVRARIA
PROJETO CAFÉ E DEBATE

 CURSO LITURGIA DAS HORAS

FACILITADORES: Pe. Elielson Cassimiro  e  Pe. Abelardo Freitas
OBJETIVO: Propiciar a cada um, em especial aos leigos, a experiência da oração oficial da Igreja, a Liturgia das Horas, perpassando desde o seu significado teológico à sua prática.
LIVRO: Liturgia das Horas ou Oração das Horas
PÚBLICO ALVO: Diáconos, religiosos/as, candidatos ao diaconato permanente, consagrados/as e leigos em geral.
VAGAS: 80
LOCAL: Auditório da Paulus Livraria
DATA: 09/ 16 e 23 de junho
HORA: das 9h às 12h30
    Realização:        
    Informações e inscrições: 
    Paulus Livraria 
    Rua Coronel Cascudo, 333
    Cidade Alta – Natal-RN natal@ paulus.com.br 
    Fone: 3211-7514 


 
TAXA: 15,00



segunda-feira, 11 de junho de 2012

“Alegrai-vos sempre, orai sem cessar. Por tudo dai graças, pois esta é a vontade de Deus a vosso respeito, em Cristo Jesus. Não extingais o Espírito; não desprezeis as profecias. Discerni tudo e ficai com o que é bom. Guardai-vos de toda espécie de mal” (1Ts 5,16-22).

Deve-se seguir sempre a consciência?

A consciência é a presença de um critério absoluto num ser finito; a âncora desse critério é sua estrutura emocional. Por estar no homem, graças a ela e não por outra coisa, o absoluto, o general, o objetivo, falamos de dignidade humana. Pois bem, se resulta que, para a consciência, o homem se converte em algo universal, num todo de sentido, então resulta que também é válido dizer que não há bem nem sentido de justificação para o homem, se o objetivamente bom e reto não se mostra como tal na consciência.
Leia matéria completa no link abaixo

Deve-se seguir sempre a consciência? « Presbíteros

sábado, 31 de março de 2012

O escândalo da Cruz


O escândalo da Cruz

Dom Fernando Arêas Rifan
Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Na antiguidade, a cruz, por ser um instrumento de condenação à morte, era um sinal de maldição (Gl 3,13). Depois que Jesus morreu nela por nós, a Cruz se tornou um sinal de honra e bênção. A partir de então, sob diversas formas, a Cruz é colocada na coroa dos reis, nas medalhas, condecorações, no alto das Igrejas, nas montanhas que circundam as cidades para abençoá-las, na campa dos falecidos, nas caravelas, nas bandeiras, etc.


Após as dez grandes perseguições romanas aos primeiros cristãos, o Imperador Constantino, antes da batalha contra Maxêncio, teve uma visão da Cruz com a inscrição: “com este sinal vencerás!”. Constantino mandou então colocar o sinal da Cruz em todos os estandartes e escudos romanos, venceu a batalha da ponte Mílvio (312) e deu liberdade aos cristãos, pondo fim às perseguições. A estação de trem em Roma, próximo ao local desta batalha, se chama exatamente “Lábaro”. A inscrição de Constantino, com o cristograma e a cruz, recebeu o nome de “lábaro de Constantino”. Desde então tem sido interpretado por todo o mundo como um símbolo de cristandade.

Interessante que em nosso Hino Nacional se faz menção do lábaro e da cruz (na constelação do Cruzeiro do Sul) nele estampado: “lábaro que ostentas estrelado … em teu formoso céu risonho e  límpido a imagem do cruzeiro resplandece”. Neste hino, o poeta também quis dizer que o Brasil é como um sonho intenso e, já que em nosso céu a Cruz de Cristo resplandece, no cruzeiro, desta Cruz desce um raio vívido de amor e de esperança, que ilumina o Brasil, terra de Santa Cruz.

São Paulo Apóstolo fala que o resumo da sua pregação, o cristianismo, era Cristo crucificado: “Nós proclamamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos” (1 Cor 1, 23). Ele se refere ao “escândalo da Cruz” (Gl 5, 11), porque, realmente, muitos dela se escandalizavam. E não só. Muitos a odiavam: “Há muitos por aí que se comportam como inimigos da cruz de Cristo” (Fl 3, 18). O ódio à cruz, o incômodo pela cruz, o escândalo da cruz, referem-se à Cristo. É Ele que incomoda, é sua doutrina, é sua lembrança que incomoda. É por isso que os atuais “inimigos da cruz de Cristo” não querem vê-la.

Ademais, a presença de crucifixos nas salas de julgamento dos Tribunais, conforme explica o jurista ex-ministro do STF, Paulo Brossard, é para lembrar “alguém que foi acusado, processado, julgado, condenado e executado, enfim, justiçado até sua crucificação, com ofensa às regras legais históricas, e, por fim, ainda vítima da pusilanimidade de Pilatos, que, tendo consciência da inocência do perseguido, preferiu lavar as mãos e, com isso passar à história… O crucifixo está nos tribunais não porque Jesus fosse uma divindade, mas porque foi vítima da maior das falsidades de justiça pervertida… Pilatos ficou na história como o protótipo do juiz covarde…” (Zero Hora, 12/3/2012). Sendo assim, por lembrar Jesus e sua doutrina e a ignomínia do pecado e da injustiça, a cruz realmente incomoda! Ao diabo e a muitos também.
FONTE: Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney – Campos/RJ

Motivação para a Semana Santa


 
A Semana Santa é o grande retiro espiritual das comunidades eclesiais, convidando os cristãos à conversão e renovação de vida. Ela se inicia com o Domingo de Ramos e se estende até o Domingo da Páscoa. É a semana mais importante do ano litúrgico, quando se celebram de modo especial os mistérios da paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo.

DOMINGO DE RAMOS - A celebração desse dia lembra a entrada de Jesus em Jerusalém, aonde vai para completar sua missão, que culminará com a morte na cruz. Os evangelhos relatam que muitas pessoas homenagearam a Jesus, estendendo mantos pelo chão e aclamando-o com ramos de árvores. Por isso hoje os fiéis carregam ramos, recordando o acontecimento. Imitando o gesto do povo em Jerusalém, querem exprimir que Jesus é o único mestre e Senhor.

2ª A 4ª FEIRAS – Nestes dias, a Liturgia apresenta textos bíblicos que enfocam a missão redentora de Cristo. Nesses dias não há nenhuma celebração litúrgica especial, mas nas comunidades paroquiais, é costume realizarem procissões, vias-sacras, celebrações penitenciais e outras, procurando realçar o sentido da Semana.

Tríduo Pascal 

O ponto alto da Semana Santa é o Tríduo Pascal (ou Tríduo Sacro) que se inicia com a missa vespertina da Quinta-feira Santa e se conclui com a Vigília Pascal, no Sábado Santo. Os três dias formam uma só celebração, que resume todo o mistério pascal. Por isso, nas celebrações da quinta-feira à noite e da sexta-feira não se dá a bênção final; ela só será dada, solenemente, no final da Vigília Pascal.

QUINTA-FEIRA SANTA - Neste dia celebra-se a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. A Eucaristia é o sacramento do Corpo e Sangue de Cristo, que se oferece como alimento espiritual.

De manhã só há uma celebração, a Missa do Crisma que, na nossa diocese, é realizada na noite de quarta-feira, permitindo que mais pessoas possam participar.

Na quinta-feira à noite acontece a celebração solene da Missa, em que se recorda a instituição da Eucaristia e do Sacerdócio ministerial. Nessa missa realiza-se a cerimônia do lava-pés, em que o celebrante recorda o gesto de Cristo que lavou os pés dos seus apóstolos. Esse gesto procura transmitir a mensagem de que o cristão deve ser humilde e servidor.

Nessa celebração também se recorda o mandamento novo que Jesus deixou: “Eu vos dou um novo mandamento, que vos ameis uns aos outros assim como Eu vos amei.” Comungar o corpo e sangue de Cristo na Eucaristia implica a vivência do amor fraterno e do serviço. Essa é a lição da celebração.

SEXTA-FEIRA SANTA - A Igreja contempla o mistério do grande amor de Deus pelos homens. Ela se recolhe no silêncio, na oração e na escuta da palavra divina, procurando entender o significado profundo da morte do Senhor. Neste dia não há missa. À tarde acontece a Celebração da Paixão e Morte de Jesus, com a proclamação da Palavra, a oração universal, a adoração da cruz e a distribuição da Sagrada Comunhão.

Na primeira parte, são proclamados um texto do profeta Isaías sobre o Servo Sofredor, figura de Cristo, outro da Carta aos Hebreus que ressalta a fidelidade de Jesus ao projeto do Pai e o relato da paixão e morte de Cristo do evangelista João. São três textos muito ricos e que se completam, ressaltando a missão salvadora de Jesus Cristo.

O segundo momento é a Oração Universal, compreendendo diversas preces pela Igreja e pela humanidade. Aos pés do Redentor imolado, a Igreja faz as suas súplicas confiante. Depois segue-se o momento solene e profundo da apresentação da Cruz, convidando todos a adorarem o Salvador nela pregado: “Eis o lenho da Cruz, do qual pendeu a salvação do mundo. – Vinde adoremos”.

E o quarto momento é a comunhão. Todos revivem a morte do Senhor e querem receber seu corpo e sangue; é a proclamação da fé no Cristo que morreu, mas ressuscitou.

Nesse dia a Igreja pede o sacrifício do jejum e da abstinência de carne, como ato de homenagem e gratidão a Cristo, para ajudar-nos a viver mais intensamente esse mistério, e como gesto de solidariedade com tantos irmãos que não têm o necessário para viver.

Mas a Semana Santa não se encerra com a sexta-feira, mas no dia seguinte quando se celebra a vitória de Jesus. Só há sentido em celebrar a cruz quando se vive a certeza da ressurreição.

VIGÍLIA PASCAL - Sábado Santo é dia de “luto”, de silêncio e de oração. A Igreja permanece junto ao sepulcro, meditando no mistério da morte do Senhor e na expectativa de sua ressurreição. Durante o dia não há missa, batizado, casamento, nenhuma celebração.

À noite, a Igreja celebra a solene Vigília Pascal, a “mãe de todas as vigílias”, revivendo a ressurreição de Cristo, sal vitória sobre o pecado e a morte. A cerimônia é carregada de ricos simbolismos que nos lembram a ação de Deus, a luz e a vida nova que brotam da ressurreição de Cristo.

Fotos: [clique para ampliar]
 






HORÁRIOS DAS CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA - IGREJA MATRIZ DAS PARÓQUIAS DE NATAL –2012


HORÁRIOS DAS CELEBRAÇÕES DA SEMANA SANTA
- IGREJA MATRIZ DAS PARÓQUIAS DE NATAL –2012



Confira os horários das celebrações da SEMANA SANTA- clique aqui

terça-feira, 6 de março de 2012

A Campanha da Fraternidade e a Confissão


A Campanha da Fraternidade e a Confissão

06/03/2012
A Campanha da Fraternidade e a Confissão
A Campanha da Fraternidade deste ano faz um apelo à saúde pública. Pois bem, a saúde interessa a todo e qualquer cidadão e, cada um por si só, tem o compromisso de cuidar de sua própria saúde, para viver bem e ser feliz. Mas, quando tratamos da saúde pública, entramos na relação do bem comum. A saúde de todos. Não só da minha, mas também da sua, da nossa e da vossa.
Neste texto vamos ver a relação que existe entre a saúde pública e o sacramento da confissão. De imediato recordo-me de Juquinha que foi se confessar. Apresentou-se ao padre, contou seus pecados e, no final, lembrou-se que ainda tinha um pecado grave para acusar. Então disse: “padre, roubei uma cordinha”. E o padre: “De quantos metros?”. E o Juquinha: “De uns três metros”. Então o padre disse: “Mas, isso não chega a ser um pecado grave”. No que Juquinha respondeu todo encabulado: “Não sei como foi, mas na ponta da cordinha tinha um cachorrinho bem pequeno, um pequenez, bonitinho e fofinho”.
Pois bem, tanto a saúde pública como uma confissão requerem, por si só, o que chamaria de qualidade. Nosso povo anda doente e precisa curar-se. A medicina tem evoluído muito, mas parece estar distante do bem comum. As pessoas vão atrás de profissionais da medicina e encontram mil e um obstáculos. Os fiéis procuram o padre para confessar-se, mas onde estão os padres na hora de atender os penitentes? Quem tem plano de saúde, até se sente protegido. E, quem não consegue tê-lo? Os médicos cobram preços exorbitantes. Há muitos hospitais. Mas, questiona-se o atendimento. Há hospitais com leitos ociosos e, nos mesmos hospitais, doentes em macas nos corredores. Dá prá entender?
Problemas não faltam. Tenho a impressão de que, na sociedade moderna, o maior número de doenças provém do estado da alma. As ciências psicológicas, ligadas à psiqué das pessoas, ou seja, à alma do ser humano, são muito recentes. Desde quando existem os cursos de psicologia e de parapsicologia? São ciências muitos recentes e temos muitos profissionais da área que deixam muito a desejar, ao lado dos que exercem sua profissão com muita qualidade e eficiência.
Guiar o ser humano no seu íntimo, saber orientar as pessoas no caminho bem, direi, é a arte das artes. Jesus a tinha de sobra. Como sabia guiar as pessoas para o caminho do bem! Vem-me à mente o caso da mulher adúltera que devia ser apedrejada por causa de seus pecados públicos. O que Jesus fez? Voltou-se para o pessoal e lhes disse: “Quem de vocês não tem pecado, atire a primeira pedra”. Um a um, todos soltavam as pedras, a começar pelos mais velhos. Depois, voltou-se para a mulher e lhe disse: “De agora em diante, vai e não peques mais”.
Pois bem, Jesus apenas poderia ter protegido a mulher do apedrejamento. Mas, foi adiante, pediu-lhe um compromisso, uma ação concreta de mudança de vida. É a arte das artes. Jesus lhe dá um novo sentido à sua existência, abandonar sua vida doentia para viver vida plena, de qualidade, baseada no compromisso e no engajamento.
O sacerdote deve ser um desses profissionais da saúde, ligado ao sacramento da confissão. E o penitente deve crer que, além da qualidade do atendimento do confessor, há um algo a mais, que age na pessoa do próprio Cristo, que perdoa. O mesmo Cristo da mulher adúltera, do bom samaritano, da Última Ceia, da Paixão e da Ressurreição. Ele é o caminha, a verdade e a vida. Assim, a Igreja professa e proclama a misericórdia.
Normalmente, temos medo de nos confessar. Isso faz parte. O medo deve ser superado, não vem de Deus. E a confissão deve ser bem feita e clara. Não complicar. O Juquinha queria enrolar o padre. Quanto mais claros somos, mais luz terá o confessor para nos guiar no bem. Ele também é um pecador e sabe disso, mas foi assim que Jesus instituiu o sacramento da reconciliação. Ele quer que a saúde de nossa alma perpasse pelo filtro de um irmão mais velho, um presbítero.
E os efeitos que sentimos depois da confissão? Normalmente as pessoas dizem: “Nossa, como me sinto leve!” “Como me sinto bem!” Não podemos imaginar o trabalho de Jesus no interior das pessoas. Quanta saúde, quanta paz. É um remédio e tanto! Talvez insuperável! O penitente se revigora totalmente. Torna-se novo, sadio. Então, por que medo? Por que não?
Inventamos desculpas para não confessar. Esquecemo-nos do Pai. Esquecemos a alegria do perdão. Cultivamos rancores, antipatias e mágoas. Mas o grande Pai não. Nós todos valemos muito mais do que tudo aquilo que podemos ter esbanjado ou aprontado. Ele não precisa dos nossos bens e nem da nossa ficha limpa, quer o nosso coração. O abraço do perdão será inesquecível e a festa também.
Podemos concluir dizendo que, realmente, existe uma estreita ligação entre a saúde pública e a confissão sacramental. Ambas querem chegar ao ser humano e dar-lhe maior qualidade de vida.
Autor: Dom Irineu Roque Scherer - Bispo da Diocese de Joinville