quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Os ricos viviam em seus palácios despreocupados dos pobres


AMÓS, O PROFETA DA JUSTIÇA

Os ricos viviam em seus palácios despreocupados dos pobres:

“Eles estão deitados no leito de marfim, estendidos em seus divãs, comem cordeiros do rebanho e novilhos do curral...bebem vinho em grandes taças e se ungem com o melhor dos óleos, mas não se preocupam com a ruína de José“ (Amós 6, 4 – 5 ).

Depois cometiam a hipocrisia de se aproximar para oferecer sacrifícios. Porém Deus não aceita isto:

“Eu odeio, eu desprezo vossas festas, e não gosto de vossas reuniões. Porque, se me ofereceis holocaustos, não me agradam as vossas oferendas e não olho para o sacrifício de vossos animais cevados. Afasta de mim o ruído de seus cantos, eu não posso ouvir o som de tuas harpas! Que o direito corra como a água e a justiça como um rio caudaloso!“ (Amós 5, 21 – 24).

Em nossos tempos encontramos figuras proféticas que gritam para chamar à conversão e para descobrir o verdadeiro sentido da fé e do amor ao próximo?

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Objetos Sacros



Cálice

É a taça onde se coloca o vinho que vai ser consagrado.


Âmbula

É um cálice maior onde se coloca as hóstias consagradas. Após a missa é guardada no Sacrário. É também conhecido por Cibório.


Patena

Um tipo de pratinho onde são colocadas as hóstias para a consagração.


Sanguinho

É um pequeno pano utilizado para o celebrante enxugar a boca, os dedos e o interior do cálice, após a consagração.


Corporal

Pano quadrangular de linho com uma cruz no centro; sobre ele é colocado o cálice, a patena e a âmbula para a consagração.


Pala

Cobertura quadrangular para o cálice.


Manustérgio

Toalha usada para purificar as mãos antes, durante e depois do ato litúrgico.


Teca

Pequeno recipiente onde se leva a comunhão para os enfermos.


Galhetas

São os recipientes onde se coloca a água e o vinho para serem usados na Celebração Eucarística.


Missal

É um livro grosso que contém o ritual da missa, menos as leituras.


Crucifixo

Fica sobre o altar ou acima dele, lembra a Ceia do Senhor é inseparável do seu Sacrifício Redentor. Na Ceia, Jesus deu aos discípulos o "Sangue da Aliança, que ia ser derramado por muitos, para o perdão dos pecados".


Ostensório

Objeto utilizado para expor o Santíssimo, ou para levá-lo em procissão. Também é conhecido como custódia.


Ambão

Estante onde é proclamada a palavra de Deus.


Lecionários

Livros que contém as leituras da missa. Lecionário ferial: contém as leituras da semana; lecionário dominical: contém as leituras do domingo.


Turíbulo

Vaso de metal usado para queimar o incenso.


Incenso

Resina de aroma suave. Produz uma fumaça que sobe aos céus, simbolizando as nossas preces e orações a Deus.


Naveta

Objeto utilizado para se colocar o incenso, antes de queimá-lo no turíbulo.


Altar

Mesa onde se realiza a ceia Eucarística; ela representa o próprio Jesus na Liturgia. O altar é o próprio cordeiro crucificado.


Fonte: http://www.cato
licanet.com/

"A oração nos educa a ver os sinais de Deus", diz Papa



Jéssica Marçal
Da Redação


Arquivo/Reuters
'Como cristãos não podemos nunca ser pessimistas', enfatizou o Papa Bento XVI na catequese desta quarta-feira, 12
Dando sequência ao ciclo de catequeses sobre a oração, o Papa Bento XVI dedicou a Catequese desta quarta-feira, 12, à segunda parte do livro do Apocalipse. Ele lembrou que, mesmo em meio às dificuldades, a Igreja não se fecha em si mesma e continua a afirmar que o mal não vence o bem. Desta forma, os cristãos devem permanecer otimistas e entender que a oração nos educa para vermos os sinais de Deus, que possui toda a vitória.

"...como cristãos não podemos nunca ser pessimistas; sabemos bem que no caminho da nossa vida encontramos muita violência, mentira, ódio, perseguição, mas isto não nos desencoraja. Sobretudo, a oração nos educa a ver os sinais de Deus, a sua presença e ação nos faz sermos nós mesmos luzes do bem, que espalham a esperança e indicam que a vitória é de Deus".

Acesse
.: NA ÍNTEGRA: Catequese de Bento XVI – 12/09/2012


O Pontífice destacou a necessidade dos fiéis se aprofundarem na leitura da história em que vivem, a fim de contribuírem com o desenvolvimento do Reino de Deus. "E este exercício de leitura e de discernimento, como também de ação, está ligado à oração", disse.

Bento XVI lembrou que, após o apelo feito por Cristo na primeira parte do Apocalipse para que os fiéis ouvissem o que o Espírito diz à Igreja, a assembleia é convidada a subir ao céu para ver a realidade com os olhos de Deus. Isso traz três símbolos que são pontos de referência para a leitura da história: o trono de Deus, o Cordeiro e o livro.

O Papa explicou que esses três símbolos nos fazem lembrar qual é o caminho para saber ler os fatos da história e da nossa própria vida e que, olhando para o céu, no relacionamento constante com Jesus, o povo aprende a ver as coisas de um modo novo.

“A oração é como uma janela aberta que nos permite ter o olhar voltado para Deus, não somente para nos recordar a meta para a qual nos dirigimos, mas também para deixar que a vontade de Deus ilumine o nosso caminho terrestre e nos ajude a vivê-lo com intensidade e compromisso”.

O Santo Padre lembrou ainda que o mundo está repleto de males causados pelo homem, mas que isso não deve ser motivo de desânimo. "Diante dessa realidade, muitas vezes dramática, a comunidade eclesial é convidada a não perder nunca a esperança, a crer firmemente que a aparente onipotência do Maligno colide com a verdadeira onipotência de Deus".

A importância da oração também foi outro aspecto enfatizado por Bento XVI. Ele ressaltou que não existem orações inúteis; Deus, em seu amor e misericórdia, sempre responde às nossas orações, mesmo que de forma misteriosa.

“Muitas vezes, diante do mal se tem a sensação de não poder fazer nada, mas é a nossa própria oração a primeira resposta e mais eficaz que podemos dar e que faz mais forte o nosso cotidiano empenho em espalhar o bem”. 

terça-feira, 11 de setembro de 2012

Voto na Cidade - Eleições 2012: Participação política

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A CNBB coloca a nossa disposição uma série de vídeos para exercitarmos nossa cidadania com mais consciência. 

CAMPANHA “VOTO CONSCIENTE - ELEIÇÕES 2012”



CAMPANHA “VOTO CONSCIENTE - ELEIÇÕES 2012”

As eleições municipais são um momento fundamental para a consolidação de uma democracia a serviço da população. Nelas entram em disputa os projetos que discutem os problemas mais próximos do povo do campo e da cidade. Elas são o momento eleitoral de maior participação, porque os/as candidatos/as ficam mais visíveis no cotidiano da vida dos eleitores e eleitoras. Por isso, a missão de votar bem nestas eleições não pode ser ignorada por nenhum eleitor.
Votar bem significa, antes de tudo, colocar na urna o voto limpo e, com ele, a consciência de que cada voto tem consequências para a vida do povo e o futuro do país.
Para o cristão, viver o processo político com dignidade é viver o mandamento da caridade, como real serviço ao "outro”. A missão do eleitor vai muito além do ato de votar. É seu dever também acompanhar os eleitos, seguindo os seus passos após as eleições.

Cinco modos de seu voto consciente ajudar a construir cidadania

1.                  Agir coletivamente
O tempo das eleições pode nos ajudar na reflexão e cons­trução de novas práticas frente à democracia, valorizando o agir coletivo, que tem sua base na comunidade. É nas comunidades ou nos organismos da sociedade civil, que o povo se constitui como sujeito do processo político. Buscar a construção dessa consciência coletiva é fundamental para a conquista do bem comum, meta de toda ação política verdadeira.

2.                  Formar para a participação
Desencanto e descrédito têm marcado a política em nosso país. Causas para isso não faltam. O que fazer, então? Cruzar os braços? Ignorar? Não! O remédio é a participação de todos, especialmente dos jovens. O novo que queremos só virá com a nossa participação individual e coletiva. Há experiências positivas em várias cidades que mostram a força da comunidade quando o povo se organiza e participa.

3.                  Conscientizar para o voto cidadão
O voto tem relação com o bem comum e gera profundas consequências para a vida das pessoas em qualquer cidade e no campo. Se você ainda não está convencido disso, leia mais sobre o verdadeiro sentido da política. Além disso, troque ideias com outras pessoas; participe de debates, palestras, seminários.
Para as eleições deste ano, procure entender as funções que estão em jogo: prefeito, vice-prefeito, vereador. Assim você perceberá melhor se as práticas dos agentes políticos são coerentes ou não com suas funções.
Contra os candidatos corruptos, use a Lei da Ficha limpa, criada em 2010. Ela torna inelegíveis candidatos com passado sujo, com improbidades, crimes etc. O momento das eleições é muito importante para conhecer a ficha dos candidatos. Ficha suja não merece crédito e nem voto! Use também a Lei 9.840, em vigor desde 1999. Ela combate a compra de votos e o uso da máquina administrativa pelos candidatos.

4.                  Construir estruturas de participação permanente
O momento eleitoral é excelente oportunidade para se constituírem instrumentos de participação democrática no Município, que vão além da Democracia Representativa. Por isso, precisamos participar nos Conselhos garantidos pela Constituição Cidadã: educação, saúde, assistência social, idoso, mulher, criança e adolescente etc.. Exija o Orçamento Participativo no seu município e elimine a política de favores e o clientelismo; acompanhe os poderes constituídos formando grupos que participem das reuniões da Câmara; faça a mesma coisa com o Executivo.

5.                  Agir localmente, pensando globalmente
As eleições municipais nos ajudam a agir localmente, mas pensando globalmente. Por isso, tenha sempre presentes as grandes questões nacionais como: a revisão do modelo econômico e da forma de consumo; a busca de uma nova forma de encarar o trabalho, entendido como direito humano fundamental; a defesa da vida em todas as suas formas e dimensões; o acesso à terra e ao solo urbano por meio da Reforma Agrária; a democratização dos meios de comunicação; a Reforma Politica; a ecologia. 

sábado, 8 de setembro de 2012

Primeiro bispo condenado por escândalo de abusos nos EUA

Notícias da Igreja Católica

Primeiro bispo condenado por escândalo de abusos nos EUA

Data: 8/9/2012
Kansas City, 08 set (SIR) - Um bispo norte-americano foi condenado ante-ontem em tribunal por não ter denunciado ou agido de forma eficaz perante um caso claro de abusos sexuais sobre menores na Igreja. O responsável da diocese de Kansas City, dom Robert W. Finn, foi condenado a dois anos de liberdade vigiada, sob supervisão do tribunal. Terá ainda de frequentar um curso de detecção precoce de abusos sobre crianças e ainda criar um fundo de 10 mil dólares para financiar o aconselhamento das vítimas. Robert Finn não foi acusado de qualquer forma de abuso, mas sim de não ter agido eficazmente para evitar que o padre Shawn Ratigan abusasse de crianças. A diocese tomou conhecimento dos problemas de Ratigan quando este levou o seu computador para ser arranjado. Um funcionário da loja descobriu fotografias pornográficas de meninas e informou a diocese. Ratigan tentou suicidar-se, mas foi hospitalizado e recuperou. Foi então enviado para viver num mosteiro e alertado para não voltar a ter contacto com crianças. Mas as autoridades nunca foram avisadas e Ratigan acabou por ter amplo contacto com menores nos anos seguintes. Antes de Finn, um alto funcionário da diocese já tinha sido condenado a pena efetiva de prisão por confessar ter encoberto casos de abusos na diocese. O bispo, contudo, negou ter tido conhecimento direto de muitos dos casos, mas torna-se agora a figura mais alta da igreja americana a ser condenado no âmbito de um escândalo que a tem abalado nos últimos anos. O próprio Ratigan está aguardando a sua sentença, depois de ter confessado os crimes de que é acusado. Antes da leitura da sentença de Robert Finn, o bispo fez uma declaração no tribunal, no qual agradeceu aos tribunais e à procuradoria terem permitido que o caso fosse encerrado de forma rápida e que “a proteção das crianças é da maior importância”. Disse ainda que estava arrependido e pedia desculpa “por toda a dor que estes eventos causaram”, informou a edição de ontem do jornal The New York Times.

domingo, 19 de agosto de 2012

NOVOS CIENTISTAS NO VATICANO


Muitas pessoas não têm conhecimento do grande número de cientistas de renome internacional que assessoram o Papa em suas participações nas Pontifícias Academias do Vaticano. Cerca de 23 cientista Prêmios Nobel, participam das Academias Pontifícias; e muitos outros.  
A Pontifícia Academia das Ciências, do Vaticano,  foi fundada em Roma em 1603, com o nome de Academia dos Linces (Galileu Galilei foi membro), e está composta por 80 «acadêmicos pontifícios» nomeados pelo Papa a partir da proposta do Corpo Acadêmico, sem discriminação de nenhum tipo. Seu presidente é, desde 1993, Nicola Cabibbo, professor de Física na Universidade La Sapienza, de Roma, e ex-presidente do Instituto Nacional Italiano de Física Nuclear.  
O Papa João Paulo II, em 24 de outubro de 2004, nomeou dois cientistas, pioneiros da física, para membros da Academia Pontifícia das Ciências, do Vaticano: o professor americano William D. Phillips e o professor de origem indiana Veerabhadran (Ram) Ramanatham. William D. Phillips, nasceu em Wilkes-Barre (Pensylvania), é professor de Física na Universidade de Maryland e é líder do Grupo de esfriamento com laser da Divisão de Física Atômica do National Institute of Standards and Technology (NIST) de Gaithersburg (Estados Unidos). Em 1997 recebeu o Prêmio Nobel em Física. Mais um Nobel no Vaticano! 
Veerabhadran (Ram) Ramanathan, nascido em Chennai (Índia), é professor de ciências da atmosfera na Universidade da Califórnia (San Diego) e diretor do Centro para as Ciências da Atmosfera da Scripps Institution of Oceanography, La Jolla (Estados Unidos). Isto mostra o quanto a Igreja católica valoriza a ciência.  
Nesses dias o Papa Bento XVI nomeou o professor indiano de Astrofísica, Govind Swarup, e o professor francês de Psicologia Evolutiva, Stanislas Dehaene, como membros da Pontifícia Academia das Ciências. (zenit. org – 11 nov 2008) 
O professor Swarup nasceu em Thakurwara (Índia) em 1929. Doutorou-se na Universidade de Stanford em 1961. Após ter trabalhado no Laboratório Físico Nacional de Nova Déli, na “Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization” (CSIRO), da Austrália, e na Universidade de Harvard, em 1963 passou a trabalhar no “Tata Institute of Fundamental Research” (TIFR).  
Swarup foi um pioneiro no campo da rádio-astronomia solar, das rádio-galáxias, dos quasares, da cosmologia e dos instrumentos para a rádio-astronomia. Projetou e dirigiu a construção de um radio-telescópio cilíndrico de 530 metros de longitude e 30 metros de largura, em Ooty, sul da Índia. Entre 1987 e 1997, projetou e construiu o Giant Metrewave Radio Telescope (GMRT), o maior rádio-telescópio do mundo.  
O professor Stanislas Dehaene nasceu em 12 de maio de 1965 em Roubaix (França). Estudou matemática na “École Normale Supérieure” de Paris e se licenciou em 1989 em Ciências Cognitivas, na “École des Hautes Études en Sciences Sociales” (EHESS) de Paris.  
Após ter trabalhado no Hospital Frederic Joliot, do Comissariado para a Energia Atômica, no centro para o «brain imaging» de Orsay, em 2005 foi nomeado catedrático de Psicologia Experimental, no College de France, de Paris.  
«Em suas pesquisas, Stanislas Dehaene utiliza métodos da Psicologia Cognitiva Experimental, da Neuropsicologia, da “Neuroimaging”, junto a modelos matemáticos para compreender os mecanismos cerebrais de alguns ramos do saber humano: matemática, elaboração da linguagem e acesso ao conhecimento», explica o comunicado vaticano.  
«Graças à sua proposta experimental, chegaram a avanços importantes na compreensão da organização das capacidades cognitivas, de suas patologias e das origens de seu desenvolvimento e evolução.» 
Dehaene é membro da Academia das Ciências de Paris e recebeu a Medalha Pio XI pela Pontifícia Academia das Ciências, em 2002.  
Isto mostra o quanto estão errados aqueles que ainda pensam que a fé é oposição à ciência, ou que a Igreja seja obscurantista. Esse preconceito infelizmente ainda existe na cabeça de muitos que ainda não conhecem o coração da Igreja. Já é hora de superar essa ignorância!…  
Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br 

domingo, 15 de julho de 2012

Dom Eugênio


15/07/2012 - 03h30

Dom Eugênio

RIO DE JANEIRO - Se fosse muçulmano, umbandista, técnico de futebol, comunista ou lixeiro, dom Eugenio Sales seria o que sempre foi: um homem reto, sincero, fiel a seus princípios e, sobretudo, humano. Acontece que foi sacerdote, bispo e cardeal. Sua trajetória tinha um ponto de referência lá em cima -no caso dele, o Deus no qual acreditava e a igreja à qual servia em tempo integral e em modo total.
Conservador, sim, e mais do que isso: coerente e sincero com sua forma de pensar e agir no mundo. O pessoal de certa esquerda o criticava porque não bajulava causas e doutrinas que entravam em moda. Ele fizera sua opção básica por uma religião estruturada, multissecular, que passara por um "aggiornamento" no Concílio Vaticano 2º. Não trocaria esse corpo de pensamento social e ação por um marxismo superado, um socialismo terceiro-mundista e badalativo.
Além da doutrina tradicional da igreja à qual serviu, atualizou-se com as encíclicas que foram até citadas por João Goulart no famoso comício de 13 de março de 1964: a "Mater et Magistra", a "Populorum Progressio" e a "Pacem in Terris". Pessoalmente, creio que nem Jango nem a turma que o cercava tivessem lido (ou entendido) os documentos que gostavam de brandir para amenizar resistências numa sociedade que, afinal, se rotula de cristã ocidental.
Protegeu perseguidos políticos daqui e de fora, com uma firmeza que desarmava os militares. Eu próprio, em certa época, fui rastreado por ele e por dois de seus auxiliares, dom Eduardo e dom Rafael.
Em alguns momentos de perigo que atravessei, ia dormir na casa de dom Eugenio, no Sumaré, quando fumávamos nossos charutos. Detalhe importante: ele nunca me chamou pelo meu nome usual, mas de Heitor. Como meu pai e minha mãe.
Carlos Heitor Cony
Carlos Heitor Cony é membro da Academia Brasileira de Letras desde 2000. Sua carreira no jornalismo começou em 1952 no "Jornal do Brasil". É autor de 15 romances e diversas adaptações de clássicos.

VATICANO II: 50 ANOS 8. A IGREJA NO MUNDO DE HOJE


A Igreja no Brasil - atenta aos ensinamentos de Jesus, dos papas no campo da justiça social, do Concílio Ecumênico Vaticano II e das conferências dos bispos da América Latina e Caribe - renova, nas Diretrizes da Ação Evangelizadora, seu compromisso de evangelizar à luz da evangélica opção preferencial pelos pobres! Para isso aconteça na prática, as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil (2011-2015) se comprometem com o posicionamento do Conferência de Aparecida e nos convidam à conversão pastoral:"Uma verdadeira conversão pastoral deve estimular-nos e inspirar-nos atitudes e iniciativas de autoavaliação e coragem de mudar várias estruturas pastorais em todos os níveis, serviços, organismos, movimentos e associações. Temos necessidade urgente de viver na Igreja a paixão que norteia a vida de Jesus Cristo: o reino Deus, fonte de graça, justiça, paz e amor. Por esse reino, o Senhor deu a vida"(DG 26).
 
 A Igreja renova seu compromisso de trabalhar para a dignidade da pessoa humana e promover a dignidade do matrimônio e da família. Também a promoção da paz e toda problemática referente à cultura e à justiça social fazem parte da sua ação evangelizadora . Nada do que diga respeito à vida do planeta Terra, da humanidade, está fora do compromisso evangelizador da Igreja.
 
 Passados 50 anos da realização do Vaticano II, podemos afirmar que esse concílio representa a expressão particularmente significativa de uma Igreja diante do mundo. "Fome e sede de justiça" que devem estar presentes na vida - ação - dos discípulos missionários de Jesus no mundo de hoje.

D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e
membro do Instituto Jesus Sacerdote

 

Fonte: jornal O Domingo

Semanário  Litúrgico-Catequético - Domingo, 17 de junho de 2012

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Frase do dia



"Por vezes sentimos que aquilo que fazemos não é senão uma gota de água no mar. Mas o mar seria menor se lhe faltasse uma gota."

VATICANO II: 50 ANOS 7. IGREJA ABERTA AO MUNDO


  O Concílio Ecumênico Vaticano II nos apresenta, na constituição pastoral Gaudium et Spes, a Igreja em diálogo com o mundo com o mundo de hoje. Solidária com toda a humanidade, essa constituição conciliar proclama: "As alegrias e as esperanças, as tristezas e as angústias dos homens de hoje, sobretudo dos pobres  e de todos que sofrem, são também as alegrias e esperanças, as tristezas e as angústias dos discípulos de Cristo" (GS 1). 
  Com os olhos fixos em Jesus, o concílio proclama a dignidade inviolável de pessoa humana. Insiste na índole comunitária da vocação humana e na urgência da solidariedade entre as pessoas, povos e nações. Comprometida com a realidade, a Igreja do  concílio se inclina sobre os problemas urgentes que envolvem a vida, a família, a economia política. De maneira especial proclama a urgência da paz, fruto da justiça, do amor, condenando a guerra.
  Em sua missão religiosa, missão evangelizadora, a Igreja do concílio quer colaborar para que todas as pessoas tenham dignidade asseguradas, vida em plenitude. Quer iluminar o mundo inteiro com a luz de Cristo, para que tudo esteja a serviço do bem comum e haja verdadeira fraternidade universal. Essa postura profética da Igreja oferece aos discípulos missionários de Jesus, neste anos pós-conciliares, novo vigorem seu compromisso de construção do reino de Deus num mundo que se transforma e nos põe em face de novos e graves desafios. Mais do que nunca, diante do apelos do concílio, continua urgente a recomendação de D. Helder Câmara: "Não deixem cair a profecia!"     
D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e
membro do Instituto Jesus Sacerdote

Fonte: jornal O Domingo

Semanário  Litúrgico-Catequético - Domingo, 17de junho de 2012




Frase do dia


"Estais sempre prontos a responder para vossa defesa a todo aquele
que vos pedir a razão de vossa esperança." (I Pedro 3,15)

11 DE JULHO DIA DE SÃO BENTO


As informações sobre a vida de Bento nos foram transmitidas pelo seu biógrafo e contemporâneo, papa são Gregório Magno. No livro que enaltece o seu exemplo de santidade de vida, ele não registrou as datas de nascimento e morte. Assim, apenas recebemos da tradição cristã o relato de que Bento viveu entre os anos de 480 e 547. 


SÃO BENTO ABADE leia um pouco sobre sua vida,clicando aqui.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Dom Eugênio, uma escola de fidelidade


 | Categoria: Notícias

Dom Eugênio, uma escola de fidelidade

"Eu estou muito bem. Meu Pai é bom! Ele pode tudo. Ele sabe tudo." (Dom Eugênio Sales)
Papa João Paulo II, Dom Eugênio Sales e Pe. Paulo RicardoPapa João Paulo II, Dom Eugênio Sales e Pe. Paulo Ricardo
Fidelidade. Talvez não haja outra palavra para descrever melhor o que Dom Eugênio significou em minha vida.Fidelidade a Deus, à Igreja, ao Papa, às amizades, aos compromissos assumidos, à fé professada, aos princípios morais, à liturgia, à disciplina canônica, aos horários, à orientação dos médicos... A lista seria grande demais para elencar. Uma fidelidade que todos viam, que saltava aos olhos, que gritava sobre os tetos...
Mas o que talvez nem todos conhecessem era a alma desta fidelidade: o querer agradar a Deus em tudo e por tudo. Sim, mesmo que isto desagradasse aos homens; mesmo que isto desagradasse aos seus projetos pessoais e justas aspirações. Quem conviveu com Dom Eugênio pôde presenciar, no dia a dia, estas pequenas ou grandes violências que o Cardeal Sales fazia sobre si mesmo, para não desagradar a Deus.
Sua vida toda foi marcada por este drama interior que só os seus íntimos tiveram o privilégio de testemunhar. Uma dócil fidelidade à vontade de Deus, mesmo quando esta vontade se revestia da aparente irracionalidade da cruz.
Nos últimos anos de vida, Dom Eugênio viveu um verdadeiro calvário – seja por razões pessoais, familiares ou eclesiais. A todos que perguntavam se ele estava bem, se estava sofrendo ou se precisava de ajuda, Dom Eugênio respondia com frequência: “Eu estou muito bem. Meu Pai é bom! Ele pode tudo. Ele sabe tudo”. Confiança de um filho que deseja agradar ao Pai, mesmo quando não o compreende.
Na noite de ontem, Dom Eugênio, viveu a sua última Páscoa. Enquanto ele se apresenta diante de Deus, nós, seus filhos espirituais, temos o dever de sufragar sua alma e pedir ao Senhor que lhe conceda o descanso eterno. Mas, como quem conheceu de perto Dom Eugênio, sinto forte a tentação de dizer que, na verdade, as nossas orações serão usadas por Deus para outra finalidade. É bem possível que ele não as necessite e que esteja desde já ouvindo o convite do Pai bondoso, no qual tanto confiou: “Eia, servo bom e fiel, entra para a alegria do teu Senhor!” (Mt 25, 21).
Padre Paulo Ricardo de Azevedo Júnior

VATICANO II: 50 ANOS 5. A IGREJA POVO DE DEUS!


O Concílio Ecumênico Vaticano II nos diz que a Igreja é povo de Deus! Essa atitude é muito importante e renovada, pois evita restringir a missão profética, real sacerdotal da Igreja somente ao papa, bispos, padres e diáconos. Na Igreja, há profunda igualdade entre todos; o que nos diferencia são as vocações, carismas, serviços, dons. Todos somos povos de Deus, discípulos missionários de Jesus, com a missão de evangelizar: "Por instituição divina", diz o concílio, "a Igreja é estruturada e regida com admirável variedade" (LG 32). E cita palavra do apóstolo Paulo: "Embora sejamos muitos, somos um corpo em Cristo, e somos membros uns dos outros" (Rm 12,4-5).
  Bispos e padres, fazendo parte do povo de Deus, são os que,
 "postos no sagrados ministérios, ensinado, santificado e regendo, pela autoridade de Cristo, apascentam a família de Deus tal modo que seja cumprido por todos o mandato novo da caridade" (LG 81). Diante de seu povo, o bispo santo Agostinho dizia: "Atemoriza-me o que sou para vós; consola-me o que sou convosco. Pois para vós sou bispo; convosco, sou cristão. Aquilo é um dever; isto uma graça. O primeiro é um perigo; o segundo, salvação".
  O povo de Deus peregrino, construindo o reino em comunhão e participação, vai cantando em todos os recantos do Brasil:
 "O povo de Deus no deserto andava, mas à sua frente alguém caminhava; também sou teu povo, Senhor, e estou nesta estrada; somente a tua graça me basta e mais nada".

D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e
membro do Instituto Jesus Sacerdote

 

Fonte: jornal O Domingo

Semanário  Litúrgico-Catequético - Sabado, 9 de junho de 2012

sábado, 30 de junho de 2012

VATICANO II: 50 ANOS 4. A IGREJA NO CONCÍLIO


O Concílio Ecumênico Vaticano II nos oferece 16 documentos, entre os quais duas constituições sobre a Igreja. A primeira, dogmática, denomina-se Lumen Gentium (luz dos povos) e nos apresenta ensinamentos sobre o ser da Igreja e sua missão. A segunda, pastoral, chama-se Gaudium et Spes (alegria e esperança); ela nos fala a respeito da Igreja no mundo de hoje. "A Igreja", dizia Paulo VI, "está no meio da vida contemporânea para iluminá-la, sustentá-la, consolá-la".
            Ao iniciar sua palavra sobre a Igreja, o concílio afirma que ela é mistério - significado que somente a fé nos pode dar a conhecer o que ela é. Ao rezarmos o creio, proclamamos com alegria e convicção:"Creio na Santa Igreja Católica".
            O essencial do mistério da Igreja é que seja uma comunhão com o Pai por Jesus Cristo, no Espírito Santo, e que viva em comunhão fraterna. A Igreja é instrumento da salvação, graça que brota do coração de Jesus Cristo morto e ressuscitado para a vidas de todos. Ela é missão e testemunho em comunhão com os outros. A Conferência de Puebla, bebendo das fontes do Vaticano II, diz-nos que a Igreja é comunhão e participação.
            Iluminados pela fé, professamos que a Igreja é, em Cristo, como que o sacramento, ou sinal, e instrumento da íntima união com o Pai e da unidade de toda a humanidade. Diante do mistério da Igreja, somos convidados - pessoal comunitariamente - a proclamar confiantes: cremos na Igreja, una, santa, católica, apostólica; nossa mãe e mestra!
D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e  
membro do Instituto Jesus Sacerdote

Fonte: jornal O Domingo Semanário  Litúrgico-Catequético - Segunda, 4 de junho de 2012

sexta-feira, 29 de junho de 2012

VATICANO II: 50 ANOS - 3. CONCÍLIO ECUMÊNICO


3. CONCÍLIO ECUMÊNICO 
Na comemoração dos 50 anos do Concílio Ecumênico Vaticano II, vale a pena fazer breve consideração sobre os concílios ecumênicos.
  Concílio ecumênico é a reunião dos bispos do mundo inteiro, com o papa, para tratar de assuntos referentes à palavra, a Igreja e sua missão evangelizadora. "Ecumênico" significa universal, reunião de todos. Na abençoada história da Igreja, tivemos 21 concílios ecumênicos. O concílio Ecumênico Vaticano II realizou-se de 1962 a 1965 e reuniu em trono de 2.200 bispos com o papa Paulo VI.
  Estiveram também presentes teólogos, peritos nos diversos temas que foram considerados. Participaram ainda como"observadores", representantes de outras Igrejas cristãs: ortodoxos, luteranos, anglicanos e outros. Esse concílio, cujo cinquentenário de abertura estamos celebrando, denomina-se Vaticano II por ter ocorrido (pela segunda vez) na cidade do Vaticano. O local onde o concílio é realizado dá nome à grande assembléia.

  Nos quatro períodos de duração do Vaticano II, foram realizadas 168 congregações gerais e pronunciados 2.217 discursos, tendo sido elaborados e aprovados 16 documentos.
  O Concílio Ecumênico Vaticano II constitui verdadeira primavera para a Igreja. Nestes 50 anos, os ensinamentos do concílio foram sendo concretizados, com avanços e retrocessos. Hoje novos desafios   se apresentam à Igreja, que, no vigor do Espírito Santo, deve ir se renovando, conhecendo verdadeira conversão pastoral, para que possa evangelizar com novo vigor, novos métodos e novas manifestações.
D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e  
membro do Instituto Jesus Sacerdote

Fonte: jornal O Domingo - Semanário  Litúrgico-Catequético - domingo, 3 de junho de 2012

quinta-feira, 28 de junho de 2012

VATICANO II: 50 ANOS - 2. FINALIDADE DO CONCÍLIO


  No dia 11 de outubro de 1962, o papa João XXIII inaugurou o Concílio Ecumênico Vaticano II, encerrado pelo papa Paulo VI no dia 8 de dezembro de 1965. São 50 anos! Para comemorar esse evento, a Igreja Católica no Brasil organizou vasta programação para os anos de 2012 a 2015. Quais foram os motivos para a realização desse concílio, que marca a caminhada da Igreja em nossos tempos?
  João XXIII afirmou que o concílio devia "apresentar às pessoas do nosso tempo, íntegra e pura, a verdade de Deus", de tal forma que elas a pudessem "compreender e abraçar espontaneamente". O bom João dizia que o concílio devia provocar reformas na Igreja à realidade histórica. Ele queria aprofundar atualização da Igreja. Via, através do concílio, nova primavera para a Igreja, aberta ao ecumenismo, em diálogo com todos. O papa Paulo VI prosseguiu na mesma direção, queremos um concílio renovador da Igreja, de braços abertos, ao acolhimento a todos com misericórdia, compaixão, à maneira de Jesus.
  Nestes 50 anos de tempo pós-conciliar, momentos de primavera e de inverno vão se alterando na Igreja! Nos mais diversos e adversos ambientes, discípulos(as) missionários(as) de Jesus, no aconchego da Rainha dos apóstolos, suplicam ao Espírito Santo, trabalham com novo vigor, novos métodos e novas manifestações, para que, no hoje da história, possamos concretizar os ideais e conquistas do abençoado Concílio Ecumênico Vaticano II.

D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e  
membro do Instituto Jesus Sacerdote

Fonte: jornal O Domingo

Semanário  Litúrgico-Catequético - sábado, 2 de junho de 2012

quarta-feira, 27 de junho de 2012

VATICANO II - 50 ANOS



1. JUBILEU DE OURO DO CONCÍLIO


Dando as graças a Deus, nos anos de 2012 a 2015 estamos vivendo o jubileu de ouro do Concílio Ecumênico do Vaticano II. Esse concílio foi maior acontecimento da igreja no século passado. O papa João XXIII surpreendeu a todos com o anúncio do concílio. O profético anúncio em 25 de janeiro de 1959, festa da conversão do apóstolo Paulo. A inesperada iniciativa do papa despertou imediatamente perplexidade, incertezas e imensa onda da alegria e esperança.
Depois de três anos de árdua e trabalhosa preparação, o bom papa João deu abertura ao concílio no dia 11 de outubro de 1962.
Quatro foram os períodos do Vaticano II. João XXIII presidiu ao primeiro, partindo depois para o céu em 1963. Os três períodos foram presididos por Paulo VI, que encerrou os trabalhos conciliares no dia 8 de dezembro de 1965.
Passados esses anos todos O papa Bento XVI, recolhendo os maravilhosos ensinamentos do concílio, da caminhada da Igreja nestes 50 anos, e diante dos desafios da nova época em que vivemos, convocou novo sínodo dos bispos, que se realizará de 7 a 28 de outubro de 2012, sobre "a nova evangelização para a transmissão da fé cristã".
Na verdade, a comemoração deste cinquentenário nos convida a agarrar, com renovado entusiasmo, os ensinamentos desse abençoado concílio, lançando as redes, no vigor do Espírito Santo, em águas sempre mais profundas.
D. Angélico Sândalo Bernardino
Bispo Emérito de Blumenau e
membro do Instituto Jesus Sacerdote 


Fonte: O Domingo - Seminário Litúrgico-catequético
Sexta-feira  1 de junho de 2012.