domingo, 13 de fevereiro de 2011

Campanha da Fraternidade - História


Em 1961, três padres responsáveis pela Cáritas Brasileira idealizaram uma campanha para arrecadar fundos para as atividades assistenciais e promocionais da instituição e torná-la autônoma financeiramente. A atividade foi chamada Campanha da Fraternidade e realizada pela primeira vez na quaresma de 1962, em Natal-RN, com adesão de outras três Dioceses e apoio financeiro dos Bispos norte-americanos. No ano seguinte, 16 Dioceses do Nordeste realizaram a campanha. Não teve êxito financeiro, mas foi o embrião de um projeto anual dos Organismos Nacionais da CNBB e das Igrejas Particulares no Brasil, realizado à luz e na perspectiva das Diretrizes Gerais da Ação Pastoral (Evangelizadora) da Igreja em nosso País.

Em seu início, teve destacada atuação o Secretariado Nacional de Ação Social da CNBB, sob cuja dependência estava a Cáritas Brasileira, que fora fundada no Brasil em 1957. Na época, o responsável pelo Secretariado de Ação Social era Dom Eugênio de Araújo Sales, e por isso, Presidente da Cáritas Brasileira. O fato de ser Administrador Apostólico de Natal-RN explica que a Campanha tenha iniciado naquela circunscrição eclesiástica e em todo o Rio Grande do Norte.

Este projeto foi lançado, em nível nacional, no dia 26 de dezembro de 1963, sob o impulso renovador do espírito do Concílio Vaticano II, em andamento na época, e realizado pela primeira vez na quaresma de 1964. O tempo do Concílio foi fundamental para a concepção e estruturação da Campanha da Fraternidade, bem como o Plano Pastoral de Emergência e o Plano de Pastoral de Conjunto, enfim, para o desencadeamento da Pastoral Orgânica e outras iniciativas de renovação eclesial. Ao longo de quatro anos seguidos, por um período extenso em cada um, os Bispos ficaram hospedados na mesma casa, em Roma, participando das sessões do Concílio e de diversos momentos de reunião, estudo, troca de experiências. Nesse contexto, nasceu e cresceu a Campanha da Fraternidade.

Em 20 de dezembro de 1964, os Bispos aprovaram o fundamento inicial da mesma intitulado: "Campanha da Fraternidade - Pontos Fundamentais apreciados pelo Episcopado em Roma". Em 1965, tanto Cáritas quanto Campanha da Fraternidade, que estavam vinculadas ao Secretariado Nacional de Ação Social, foram vinculadas diretamente ao Secretariado Geral da CNBB. A CNBB passou a assumir a CF. Nesta transição, foi estabelecida a estruturação básica da CF. Em 1967, começou a ser redigido um subsídio maior que os anteriores para a organização anual da CF. Nesse mesmo ano iniciaram também os encontros nacionais das Coordenações Nacional e Regionais da CF. A partir de 1971, participam deles também a Presidência e a Comissão Episcopal de Pastoral.

Em 1970, a CF ganhou um especial e significativo apoio: a mensagem do Papa em rádio e televisão em sua abertura, na quarta-feira de cinzas. A mensagem papal continua enriquecendo a abertura da CF.

De 1963 até hoje, a Campanha da Fraternidade é uma atividade ampla de evangelização desenvolvida num determinado tempo (quaresma), para ajudar os cristãos e as pessoas de boa vontade a viverem a fraternidade em compromissos concretos no processo de transformação da sociedade a partir de um problema específico que exige a participação de todos na sua solução. É grande instrumento para desenvolver o espírito quaresmal de conversão, renovação interior e ação comunitária como a verdadeira penitência que Deus quer de nós em preparação da Páscoa. É momento de conversão, de prática de gestos concretos de fraternidade, de exercício de pastoral de conjunto em prol da transformação de situações injustas e não cristãs. É precioso meio para a evangelização do tempo quaresmal, retomando a pregação dos profetas confirmada por Cristo, segundo a qual a verdadeira penitência que agrada a Deus é repartir o pão com quem tem fome, dar de vestir ao maltrapilho, libertar os oprimidos, promover a todos.

A Campanha da Fraternidade tornou-se especial manifestação de evangelização libertadora, provocando, ao mesmo tempo, a renovação da vida da Igreja e a transformação da sociedade, a partir de problemas específicos, tratados à luz do Projeto de Deus.

A Campanha da Fraternidade tem como objetivos permanentes: despertar o espírito comunitário e cristão no povo de Deus, comprometendo, em particular, os cristãos na busca do bem comum; educar para a vida em fraternidade, a partir da justiça e do amor, exigência central do Evangelho; renovar a consciência da responsabilidade de todos pela ação da Igreja na Evangelização, na promoção humana, em vista de uma sociedade justa e solidária (todos devem evangelizar e todos devem sustentar a ação evangelizadora e libertadora da Igreja; daí o destino da coleta final: realização de projetos de caridade libertadora e manutenção da ação pastoral).

A proposta litúrgica na quaresma e a CF
A Campanha da Fraternidade é realizada durante a quaresma e para aprofundar o espírito quaresmal. A Campanha é um meio a serviço da evangelização em vista de novas relações fraternas, de compromisso com a justiça social. Não é a quaresma que realiza a Campanha da Fraternidade.

A reflexão da temática da Campanha da Fraternidade, por outro lado, não pode ficar restrita aos momentos litúrgicos. A promoção e a vivência da Campanha devem acontecer também na catequese, nos encontros de grupos de famílias, nos meios de comunicação social, em mesas-redondas, em palestras, seminários e cursos.
Naturalmente, as celebrações litúrgicas - não só a celebração eucarística - são momentos privilegiados para repercutir o que as pessoas e os grupos aprofundaram sobre a Campanha e ao mesmo tempo para iluminar e desencadear os passos seguintes. Desta forma, a CF não é algo paralelo à quaresma, nem algo que a relega a segundo plano. Ela é um modo criativo de a Igreja no Brasil celebrar a quaresma em preparação à Páscoa. Ela dá ao tempo quaresmal uma dimensão histórica, humana, encarnada, comprometida com a caminhada libertadora de nosso povo na Páscoa do Senhor.

Os temas da CF no seu contexto histórico

A Campanha da Fraternidade surgiu durante o desenvolvimento do Concílio Vaticano II. O primeiro documento conciliar aprovado foi sobre a Liturgia. O documento Lumen Gentium, constituição dogmática, sobre a Igreja - sua natureza e sua missão evangelizadora - foi também dos primeiros documentos refletidos e aprovados pelo Concílio. O documento Gaudium et Spes, constituição pastoral, sobre a Igreja no mundo de hoje - sua presença transformadora , surgiu de um discurso do Cardeal Suenens no final da primeira sessão. Foi aprovado no final do Concílio.

A primeira das Conferências Gerais do Episcopado Latino-americano após o período conciliar, em Medellín, 1968, foi convocada para a implementação do Concílio no Continente. A reflexão sobre a realidade latino-americana levou a Igreja a enfrentar o desafio da pobreza e da urgente presença transformadora nas estruturas sociais. A Conferência de Puebla, dez anos depois, acentuou ainda mais a dimensão social da fé e da vivência cristã, a fim de se superar a situação de marginalização, opressão e exclusão em que vive a maioria do povo, e criar comunhão e participação.

Os temas da Campanha da Fraternidade, inicialmente, também contemplaram mais a vida interna da Igreja. A consciência sempre maior da realidade sócio-econômico-política, marcada pela injustiça, pela exclusão, por índices sempre mais altos de miséria, fez escolher como temas da Campanha aspectos bem determinados desta realidade em que a Fraternidade está ferida e cujo restabelecimento é compromisso urgente da fé. A partir do início dos encontros nacionais sobre a CF, em 1971, a escolha de seus temas vem tendo sempre mais ampla participação dos 16 Regionais da CNBB que recolhem sugestões das Dioceses e estas das paróquias e comunidades.

Alguns pontos de referência na escolha dos temas são:
aspectos da vida da Igreja e da sociedade (eventos especiais, como centenário da Rerum Novarum em 1991 - Solidários na Dignidade do Trabalho; ano da família em 1994 - A Família, como vai?);
Desafios sociais, econômicos, políticos, culturais e religiosos da realidade brasileira;
As Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil e documentos do Magistério da Igreja Universal;
A Palavra de Deus e as exigências da Quaresma.
  Fonte:http://www.cf.org.br

Reflexão de Thomas Merton


Nem anjo nem demônio

“O homem não é nem anjo nem demônio. Não é puro espírito, mas um ser de carne e espírito, sujeito ao erro e à malícia, mas basicamente propenso a buscar a verdade e a bondade. É, de fato, pecador; porém seu coração responde ao amor e à graça."
Life and Holiness, de Thomas Merton
(Image Books, New York) 1963, p. 37
No Brasil: Vida e Santidade, (Editora Herder, São Paulo), 1965, p. 60

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Lourdes - 2ª aparição



2ª aparição — domingo, 14 de fevereiro

“A segunda vez foi no domingo seguinte. Voltei com várias moças, para ver se não me havia enganado.

“Fui à paróquia, pegar uma garrafinha de água benta para jogá-la na visão quando estivesse na gruta, se a visse. E saímos para a gruta. Apenas tinha acabado de rezar a primeira dezena, quando vi a mesma Dama”.

“Então comecei a jogar água benta nela, dizendo que, se vinha da parte de Deus, que permanecesse; se não, que fosse embora; e me apressava sempre a jogar-lhe água.

“Ela começou a sorrir, a inclinar-se. Mais água eu jogava, mais sorria e girava a cabeça, e mais a via fazer aqueles gestos.

“Eu então, tomada pelo temor, me apressava a aspergi-la mais, e assim o fiz até que a garrafa ficou vazia. Quando terminei de rezar meu terço, ela desapareceu e não me disse nada”.


Fonte:Fonte:http://1.bp.blogspot.com

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Aparicões de Lourdes


1ª aparição: à procura de gravetos para suportar o frio

Lourdes, Massabielle em 1858 Todavia, naquele 11 de fevereiro a luta pela vida continuou implacável. O pai, Francisco, deitou-se entre esgotado e deprimido. O frio em Lourdes corta a pele como uma navalha e não havia lenha na lareira.

Bernadette prontificou-se a colher gravetos num bosque vizinho. Iria junto com umas amigas que também tinham necessidade. Louise, a mãe, não queria pois a saúde de Bernadette, que padecia de asma, andava fraca.

Porém, a necessidade e a insistência da filha levaram-na a aceitar. Aliás, Louise, ainda venderia uma parte daqueles gravetos e conseguiria fazer mais uma pobre sopa quente para o marido e os filhos naquela noite.

Bernadette foi, como sempre, levando seu terço no bolso. A mãe fez questão que voltasse para assistir às vésperas na igreja.

As meninas partiram com a ingênua alegria das almas sofridas, despretensiosas, generosas e sacrificadas.

Elas discutiram um pouco onde achar os melhores gravetos sem contrariar os proprietários dos bosques. Disputaram um pouquinho sobre o caminho a percorrer. Afinal puseram-se de acordo. Bernadette saiu na frente indicando a estrada.
Ouçamo-la contar ela própria o que então sucedeu.

“A primeira vez que fui à gruta, era quinta-feira, 11 de fevereiro. Fui para recolher galhos secos com outras duas jovens. Quando estávamos no moinho, eu lhes perguntei se queriam ver onde a água do canal se encontrava com o Gave. Elas me responderam que sim. De lá, seguimos o canal e nos encontramos diante de uma gruta, não podendo mais prosseguir.

“Minhas duas companheiras se colocaram em condição de atravessar a água que estava diante da gruta. Elas a atravessaram e começaram a chorar. Perguntei-lhes por que choravam, e disseram-me que a água estava gelada. Pedi que me ajudassem a jogar pedras na água, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas disseram-me que devia fazer como elas, se quisesse. Fui um pouco mais longe, para ver se podia passar sem tirar meus sapatos, mas não poderia”.

Lourdes, a GrutaEsta preocupação se explica porque Bernadette sofria de asma, e a mãe não queria que tomasse friagem. Prossegue o relato:

“Então, regressei diante da gruta e comecei a tirar os sapatos. Tinha acabado de tirar a primeira meia, quando ouvi um barulho como se fosse uma ventania. Então girei a cabeça para o lado do gramado, do lado oposto da gruta. Vi que as árvores não se moviam, então continuei a tirar meus sapatos.

“Ouvi mais uma vez o mesmo barulho. Assim que levantei a cabeça, olhando a gruta, vi uma Dama vestida de branco. Tinha um vestido branco, um véu branco, um cinto azul e uma rosa em cada pé, da cor da corda do seu terço.

“Eu pensava ser vítima de uma ilusão. Esfreguei os olhos, porém olhei de novo e vi sempre a mesma Dama. Coloquei a mão no bolso, para pegar o meu terço. Queria fazer o sinal da cruz, mas em vão. Não pude levar a mão até a testa, a mão caía. Então o medo tomou conta de mim, era mais forte que eu. Todavia, não fugi. A Dama tomou o terço que segurava entre as mãos e fez o sinal da cruz. Minha mão tremia, porém tentei uma segunda vez, e consegui. Assim que fiz o sinal da cruz, desapareceu o grande medo que sentia, e fiquei tranqüila.

“Coloquei-me de joelhos. Rezei o terço, tendo sempre ante meus olhos aquela bela Dama. A visão fazia escorrer o terço, mas não movia os lábios. Quando acabei o meu terço, com o dedo Ela fez-me sinal para me aproximar, mas não ousei. Fiquei sempre no mesmo lugar. Então desapareceu imprevistamente.

“Comecei a tirar a outra meia para atravessar aquele pouco de água que se encontrava diante da gruta, para alcançar as minhas companheiras e regressarmos. No caminho de volta, perguntei às minhas companheiras se não haviam visto algo.

“— Não.

“Perguntei-lhes mais uma vez, e disseram-me que não tinham visto nada. Eu lhes roguei que não falassem nada a ninguém. Então elas me interrogaram:

“— E tu viste algo?
“Eu lhes disse que não.
“— Se não viste nada, eu também não.

“Pensava que tinha me enganado. Mas retornando a casa, na estrada me perguntavam o que tinha visto. Voltavam sempre àquele assunto. Eu não queria lhes dizer, mas insistiram tanto, que decidi dizê-lo, mas na condição de que não contassem para ninguém. Prometeram-me que manteriam o segredo. Mas assim que chegaram às suas casas, a primeira coisa que contaram foi que eu tinha visto uma Dama vestida de branco. Esta foi a primeira vez”.

Fonte:http://1.bp.blogspot.com

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Oração

Que Jesus faça nascer novamente no coração de cada um de nós:
A INOCÊNCIA
Para sabermos ser transparentes,
O CARINHO
Para cativarmos novos amigos,
A GRATIDÃO
Para valorizarmos a vida em plenitude,
O PERDÃO
Para reconciliarmo-nos no amor,
A COMPREENSÃO
Para sabermos perdoar
O ENCANTAMENTO
Para apaixonarmo-nos pela busca de felicidade,
A SABEDORIA
Para respeitarmos os pontos de vista do outro,
A SOLIDARIEDADE
Para aprendermos juntos a construir caminhos,
A FÉ
Para acreditarmos também no outro,
A PAZ
Para ajudarmos a construir sempre,
A CORAGEM
Para sabermos retomar nossos sonhos,
A VONTADE DE AMAR
Para sermos felizes!
Que Jesus se sinta acolhido em nossos corações e que possamos ter
Um GRANDE E FELIZ NATAL e um ABENÇOADO ANO NOVO!
E que neste Novo Ano que se iniciará nós consigamos realizar todos
os sonhos que tanto almejamos,
FELICIDADES, HOJE E SEMPRE !!!!
Que DEUS E JESUS CRISTO Iluminem nossos corações!
Muita Paz, Amor, Saúde, Prosperidade e Luz para toda a HUMANIDADE!
(Santo Antonio de Padua)

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Oração da Campanha da Fraternidade 2011



Senhor Deus, nosso Pai e Criador.
A beleza do universo revela a vossa grandeza,
A sabedoria e o amor com que fizestes todas as coisas,
E o eterno amor que tender por todos nós.
Pecadores que somos, não respeitamos a vossa obra,
E o que era para ser garantia da vida está se tornando ameaça.
A beleza está sendo mudada em devastação,
E a morte mostra a sua presença no nosso planeta.
Que nesta quaresma nos convertamos
E vejamos que a criação geme em dores de parto,
Para que possa renascer segundo o vosso plano de amor,
Por meio da nossa mudança de mentalidade e de atitudes.
E, assim, como Maria, que meditava a vossa Palavra e a fazia vida,
Também nós, movidos pelos princípios do Evangelho,
Possamos celebrar na Páscoa do vosso Filho, nosso Senhor,
O ressurgimento do vosso projeto para todo o mundo.
Amém.
Fonte: Divulgação Site da CNBB

Campanha da Fraternidade 2011


Campanha da Fraternidade 2011

Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta.
Lema "A Criação Geme em Dores de parto" (Rm 8,22)
.


A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propõe a cada ano, através da Campanha da Fraternidade (CF), um itinerário evangelizador fortemente voltado para a conversão pessoal e comunitária, em preparação à Páscoa. Em 2011, a CF atinge um marco importante pela 47ª vez!

Os objetivos gerais da CF são sempre os mesmos e decorrem da missão evangelizadora que a Igreja recebeu de Jesus Cristo: em vista do mandamento do amor fraterno, despertar e nutrir o espírito comunitário no meio do povo e a verdadeira solidariedade na busca do bem comum; educar para a vida fraterna, a partir da justiça e do amor, que são exigências centrais do Evangelho; renovar a consciência sobre a responsabilidade de todos na ação evangelizadora da Igreja, na promoção humana e na edificação de uma sociedade justa e solidária.

Durante esses quarenta e sete anos, a CF passou por três fases distintas: no início, os temas eram mais relacionados com a renovação da Igreja (1964 e 1965) e a renovação pessoal do cristão (1966 a 1972). Na segunda fase (1973 a 1984), a preocupação era mais voltada para a realidade social mediante a denúncia do pecado social e a promoção da justiça (Gaudium ET Spes, Medellín e Puebla). Na terceira fase (de 1985 até o presente), a Igreja no Brasil propõe temas de reflexão e conversão relativos às várias situações sociais e existenciais do povo brasileiro, que requerem maior fraternidade.

Em 2011 estaremos falando sobre meio ambiente, a gravidade do aquecimento global e das mudanças climáticas – causas e conseqüências. Tema: Fraternidade e a Vida no Planeta; Lema "A Criação Geme em Dores de parto", (Rm 8,22). Não há como não se dar conta que esta campanha esta ligada a Campanha de 2010, ora o fator econômico não esta relacionado à situação de nosso planeta hoje? Somos todos moradores de uma mesma casa, gostando disso ou não estamos interligados. Não há como simplesmente virar as costas e não se importar, afinal se ocorresse uma catástrofe a nível global para onde iríamos? Aquecimento global, mudanças geológicas nada mais é do que reações as nossas ações. A Campanha da Fraternidade de 2011, de maneira primorosa como sempre, vem justamente nos alertar desta verdade tudo o que fazemos pode prejudicar ou ajudar a salvar nosso planeta nos dá a oportunidade de como uma família sentarmos juntos e elaborarmos ações para salvar a nossa casa.

Em cada catástrofe seja ela terremotos, inundações, podemos sentir o planeta gemer, e a humanidade fazendo o mesmo, este gemido tem uma conotação de tristeza imensa. Ainda estamos em tempo hábil para reverter esta situação podemos transformar estes gemidos de dor em gemidos de amor e de esperança, sim podemos iniciar um período de gestação e após este período em que nos organizaremos com ações que ajudem a preservar o meio ambiente, receberemos de volta um planeta saudável, resgataremos o planeta que nos foi dado por Deus.

Esta campanha não é uma utopia e sim um alerta de que atitudes devem ser tomadas, não por uma minoria, mas por um todo, este planeta é nossa casa, precisamos ser fraternos, gerar ações que nos levem ao bem comum.

E para reforçar nossas expectativas aos Gestos Concretos que com certeza surgirão em nossas Paróquias, Sociedade através da conversão individual e coletiva nesta quaresma, sugerimos para nos estimular ao amor fraterno entre irmãos e irmãs comprometidos com o Meio Ambiente, louvarmos ao Senhor como São Francisco de Assis o fez por todas as criaturas que fazem parte da vida planetária.
Que a oração em que São Francisco louva a Deus pelas criaturas, nos inspire novas atitudes e nos ajude a ser transformados pelo Espírito de Deus de modo a resgatarmos atitudes de quem cultiva e cuida do seu jardim, esta obra maravilhosa, que hoje requer socorro dos autênticos filhos de Deus, e de todos aqueles que empreendem ações sinceras e despojadas em favor do planeta.

Fonte: CNBB

Um olhar acerca da Televisão


Deus deu ao homem uma enorme capacidade de criar, de construir, de inventar, de melhorar as coisas. Percebemos tudo isso pela evolução do progresso em todas as áreas.

Infelizmente, o homem se gloria com seus grandes descobrimentos, se envaidece e se enche de ganância. Desta forma, ao lado de consequências boas, o desenvolvimento da tecnologia traz consequências más.

Desde a revolução industrial, por exemplo, o homem vem destruindo a natureza. O computador é uma invenção incrível. Atualmente, ninguém vive sem ele. Há pessoas que resolvem toda a sua vida através da internet. Mas a desvantagem disto não é só porque o homem se torna escravo da máquina. O pior é que ele se serve da máquina para praticar o mal.

Pensando tirar proveito, ele prejudica seus semelhantes. Temos conhecimento de fatos escabrosos praticados através da internet.

A televisão é uma invenção magnífica, extraordinária também, mas como é mal utilizada! Ela poderia ser um veículo para divulgar a arte, na sua forma mais pura, ela poderia apresentar notícias sem sensacionalismo. Entretanto, entende-se que dá mais ibope apresentar escândalos, sexo desenfreado, atos de desonestidade, de violência, de desrespeito, reais e de ficção numa anti-pedagogia.

É que, na maneira de pensar dos donos da mídia, isto é que gera renda. E o importante é gerar renda, mais, sempre mais.

Enquanto isso, a família, esteio da sociedade, fica desvalorizada, ameaçada, muitas vezes esquecida, deixando de cumprir o seu papel.

Sem falar no incentivo ao consumismo que uma avalanche de comerciais, os mais sofisticados, é atirada aos olhos do espectador.

A sociedade é culpada disto porque assiste a tudo passivamente, é conivente. Se for verdade que o povo tem o governo que merece, podemos também dizer que o povo tem a televisão que merece.

Fonte: Padre Wagner Augusto Portugal
Vigário Judicial da Diocese da Campanha (MG)

Frase do dia


''Não basta fazer coisas boas - é preciso fazê-las bem.'' 
(Santo Agostinho)

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Frase do dia

"Conseguir-se-á mais com um olhar de bondade com uma palavra animadora, que encha o coração de confiança , do que com muitas repreensões que só trazem inquietações e matam a espontaneidade''. ( Dom Bosco )

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Frase do dia


“Quando os problemas
se tornam absurdos, os
desafios se tornam
apaixonantes.”

(Dom Helder Câmara)

Vivonafé Notícias


As bem aventuranças são um programa moderno de vida, afirmou o Papa

.- O Papa Bento XVI recordou este domingo durante a oração do Ángelus que recordou que as Bem aventuranças são um programa de vida para todo ser humano.

Ao falar das Bem aventuranças, o coração do Evangelho deste domingo, o Pontífice destacou que "não se trata de uma nova ideologia, mas de um ensinamento que vem do alto e toca a condição humana, justamente aquela que o Senhor, encarnando-se, quis assumir para salvá-la".

O Sermão da Montanha, explicou o Papa, "está dirigido a todo o mundo, no presente e no futuro, e somente pode ser compreendido e vivido no seguimento de Cristo, caminhando com Ele".

"As Bem aventuranças -continuou- são um novo programa de vida para liberar-se dos falsos valores do mundo e abrir-se aos verdadeiros bens. Em efeito, quando Deus consola, sacia a fome de justiça, seca as lágrimas dos afligidos, e além de recompensar a cada um de modo sensível, abre o Reino dos Céus".

Além disso o Papa fez notar como este programa de vida reflete “a vida do Filho de Deus que se deixa perseguir, desprezar até a morte, a fim de que a salvação seja concedida aos homens".

Mais adiante fez notar, citando um "antigo eremita", que não bastará só com o esforço humano e a própria vontade, pois "as bem-aventuranças são dons de Deus e devemos dar graças por estas e pelas recompensas que se derivam, o Reino dos Céus no século futuro, a consolação aqui, a plenitude de todo bem e misericórdia por parte de Deus".

Perto do fim da sua alocação o Papa invocou a Virgem Maria, "bem-aventurada por excelência", pedindo-lhe a força "de procurar o Senhor e segui-lo sempre, com alegria, pelos caminhos das Bem aventuranças".

Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=21064

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Frase do dia


“As pessoas te pesam?
Não as carregue nos ombros.  
Leva-as no coração.”
(Dom Helder Câmara)

A CELEBRIDADE É FRÁGIL

Belo Horizonte, 04 fev (RV) - Pode parecer um despropósito a abordagem conjunta sobre celebridade e doença. Particularmente quando se pensa na pessoa célebre como alguém com potência de força, seja física, esportiva, artística ou política - condição contrária à fragilidade do doente. No entanto, a condição humana pode hospedar, num tempo ou noutro, cedo ou tarde, força e fraqueza. O apóstolo Paulo, na primeira carta que escreveu aos Coríntios (capítulo sétimo), adverte: “Os que choram vivam como se não chorassem, e os que estão alegres como se não estivessem alegres; os que fazem compras como se não estivessem adquirindo coisa alguma, e os que tiram proveito do mundo como se não aproveitassem. Pois a figura deste mundo passa”. Essa advertência paulina projeta luzes sobre a realidade da espécie humana, tanto na força quanto na fraqueza. Ninguém é poderoso sempre, possui tudo sempre, tem força física sempre. E mais, ninguém está imune ao sofrimento e à dor, seja na própria vida, na família ou nas instituições que frequenta. Nem os amigos estão imunes. Essa verdade, que constantemente deve ser considerada, devolve cada um à realidade da sua condição de ser humano. Pela força da sabedoria, demove do orgulho e da soberba, além de corrigir o coração e a inteligência de toda indiferença causadora da falta de solidariedade, que impede a igualdade e perpetua as discriminações.

A consideração da fraqueza que se hospeda no ser humano, seja no enfermo, no pobre, no outro que pode menos, tem sido ofuscada, ilusoriamente, pela apelação das disputas e apegos pelo poder. Não menos, e de modo imoral, seduzindo multidões e tirando, como caça-níqueis, o seu dinheiro, por meio de espetáculos questionáveis, como é o caso do Big Brother. Na verdade, sob o apanágio do poder e dos momentos de celebridade, mesmo com a exposição do próprio corpo, da privacidade e dos desejos escondidos de ter e poder mais, o que se oferece em tal espetáculo é digno de lástima. Assiste-se a um show que mostra a fragilidade humana, a falta de valores e do sentido de dignidade e respeito. Voltar o olhar para quem precisa, especialmente, o doente contracenando com a condição de celebridade, é um exercício educativo, oportuno na vida de qualquer um. Seja para os jovens de modo a não viverem na ilusão e chegarem despreparados ao lugar e à condição que todos chegam, ou os adultos, no auge da ascensão e conquistas, para que o orgulho e a soberba não os derrubem, com celeridade inusitada, dos postos e funções de um momento glorioso e passageiro.

Não por acaso havia o costume de, no momento glorioso das entronizações reais, entre louros, coroas e ovações, apresentar a lápide da celebridade com a inscrição, “Aqui jaz”. Isso para indicar o lugar de sua sepultura e sua condição final, que não será definitiva - em termos de condenação - para aqueles que praticam o bem, são misericordiosos, humildes e depositam a confiança em Deus.

A propósito, o Papa Bento 16 cita, em bela mensagem para o Dia Mundial do Doente, em 11 de fevereiro, dia de Nossa Senhora de Lourdes, o que disse o apóstolo Pedro (1ª Carta 2,24): “Pelas suas chagas fostes curados”. Isso, para reavivar na memória de todos que o Filho de Deus sofreu, morreu, mas ressuscitou. Suas chagas são o sinal da redenção, do perdão e da reconciliação, uma prova para a fé de todos os discípulos. O Papa dirige-se aos doentes e sofredores relembrando que “é justamente através das chagas de Cristo que podemos ver, com olhos de esperança, todos os males que afligem a humanidade. Ressuscitando, o Senhor não tirou o sofrimento e o mal do mundo, mas os extirpou pela raiz. À prepotência do mal opôs a onipotência do seu amor”.

Nesta semana que antecede o Dia Mundial do Doente vale acolher o convite para olhar os enfermos no hospital, em casa, nos asilos, casas de repouso ou nas clínicas e abrigos. Que crianças, jovens, adultos e velhos, com reverência traduzida em gestos de solidariedade, ofertas e presença consoladora, sejam um apelo para que haja mais investimentos em saúde, com boas estruturas médicas para todos, em especial os mais pobres e sofredores. Vale lembrar as palavras de Cristo para o juízo final, ao falar da garantia para a participação no Reino de Deus: “Estive doente e me visitastes”.

Dom Walmor Oliveira de Azevedo
Arcebispo metropolitano de Belo Horizonte
(CM)
Fonte: http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

VENCENDO A TRIBULAÇÃO DO DIA DE HOJE

"É por isso que não desfalecemos. Ainda que exteriormente se desconjunte nosso homem exterior, nosso interior renova-se de dia para dia. . A nossa presente tribulação, momentânea e ligeira, nos proporciona um peso eterno de glória incomensurável. Porque não miramos as coisas que se vêem, mas sim as que não se vêem . Pois as coisas que se vêem são temporais e as que não se vêem são eternas." (2Cor 4,16-17)

O predomínio educativo da televisão


O predomínio educativo da televisão, de autênticas características revolucionárias e subversivas, encobre outra realidade silenciada: a solidão do homem frente ao poder
Inicia-se o novo curso: acadêmico, judicial, político… E estréia nova programação televisiva.


Constata-se que, ano após ano, o espaço dedicado nos meios de comunicação ao tratamento de novidades televisivas aumenta de forma constante. Isto é evidente, especialmente, nos meios escritos; fenômeno ao qual se juntam os "confidenciais" que circulam pela Internet.


E não poderia ser de outra maneira, pois ocupa um espaço privilegiado no meio familiar e em outros âmbitos da vida cotidiana.


A televisão substituiu, há duas décadas, quase três, a conversa familiar em torno à mesa do lar. Substituiu a experiência dos mais velhos pelas receitas "politicamente corretas". Ocupa também, progressivamente, um maior espaço na vida das pessoas às custas de outras formas de ócio.


Em definitiva: a comodidade do meio acarreta um empobrecimento moral e cultural da sociedade em seu conjunto.


A televisão, em teoria, é um instrumento moralmente neutro. Pode ser empregada com uma finalidade informativa, recreativa, formativa e cultural. Mas isso se pratica de forma excepcional. É mais, os programas enfocados ao ócio e a mera evasão ocupam a maior parte dos espaços televisivos, especialmente as horas de maior audiência. E não o fazem de forma neutra. Em sua imensa maioria incorporam certos modelos de vida, receitas de comportamento cotidiano que respondem ao estilo de vida consumista, utilitarista e relativista predominante no Ocidente desenvolvido atual; um modelo exportado a todos os confins do mundo dada a universalidade do meio.


Por isso, que os espaços dedicados à informação das novas programações televisivas ocupem maior espaço em outros meios, não deixa de ser um termômetro das modas e correntes culturalmente predominantes. Pode-se alegar que tais modas são impostas a partir dos centros culturais dominantes. E isto é certo, com o agravante de que esses "centros criativos culturais" respondem a interesses muito concretos que, antes de tudo, afirmam um estilo de vida contrário ao direito natural. Não é casualidade que muitas dessas novidades televisivas respondam a modelos de comportamento social nos quais a intimidade, a privacidade, entre outros, são valores olimpicamente ignorados. Um fenômeno paralelo ao que vivemos na sociedade de hoje e que é privilegiado e potencializado a partir da onipresente televisão.


Este predomínio educativo da televisão, de autênticas características revolucionárias e subversivas, encobre outra realidade silenciada: a solidão do homem frente ao poder. Um indivíduo sozinho, uma família isolada, pouco ou nada podem fazer diante desse poder cultural dominante, já em todo o mundo e ao qual é muito difícil escapar. Ao contrário, homens livres e famílias livres, podem se sustentar e apoiar-se entre si, criando redes sociais distintas, produto de relações humanas de especial intensidade, com laços afetivos e materiais novos e atrativos para o homem atomizado de hoje. Mas para sustentar essa novidade social, essa nova humanidade, não basta a própria vontade de luta e de afirmação: é preciso apoiar-se em uma realidade superior à mera soma das vontades dessas "ilhas de resistência".


Por tudo isso a Igreja católica, "perita em humanidade", continua sendo a possibilidade de uma nova vida, a autêntica e real esperança das gentes, a nova humanidade de hoje e de sempre.
Tomado da revista Arbil Nro. 61


Fonte: http://www.acidigital.com

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

O MONGE E O ESCORPIÃO


Um monge e seus discípulos iam por uma estrada e, quando passavam por uma ponte, viram um escorpião sendo arrastado pelas águas. O monge correu pela margem do rio, entrou na água e pegou-o pela mão. Quando o trazia para fora, o bichinho o picou e, devido à dor, o monge deixou-o cair novamente no rio.

Foi então à margem, tomou um ramo de árvore, adiantou-se outra vez a correr pela margem, entrou no rio, pegou o escorpião e o salvou. Voltou o monge e juntou-se aos discípulos na estrada. Eles haviam assistido à cena e o receberam perplexos e penalizados:

- Mestre, deve estar doendo muito! Porque foi salvar esse bicho ruim e venenoso? Que se afogasse! Seria um a menos!

O monge ouviu tranquilamente os comentários e respondeu:
- A natureza dele é picar. A minha é salvar.

Não mude sua natureza se alguém te faz algum mal. Tenha ações como um filho de Deus. Abençoe.

Quando a vida te apresentar mil razões para chorar mostre-lhe que tens mil e uma razões pelas quais sorrir 

Vivonafé Notícias


Joana D’Arc é exemplo de santidade para os políticos católicos, diz o Papa
Encontrar no Amor a Jesus Cristo a força para amar e servir à Igreja de todo coração, exortou.

.- Na Audiência Geral desta quarta-feira, o Papa Bento XVI ressaltou que Santa Joana D’Arc  -condenada a morrer na fogueira em 1431 por juízes "incapazes de ver a beleza de sua alma-, constitui "um exemplo de santidade para os leigos comprometidos na vida política, sobre tudo nas situações mais difíceis".

Na Sala Paulo VI o Papa destacou que Joana D’Arc é uma "das “mulheres fortes” que, no fim da Idade Média, levaram sem medo a grande luz do Evangelho nos momentos complexos da história".

Filha de camponeses acomodados, sua vida se emoldura no conflito bélico que se conhece como a Guerra dos Cem Anos, entre a França e a Inglaterra. Aos 13 anos, Joana sentiu através da "voz" de São Miguel Arcanjo "a chamada do Senhor a intensificar sua vida cristã, e também a comprometer-se em primeira pessoa pela libertação de seu povo".

Joana fez voto de virgindade e redobrou suas orações, participando com um novo empenho na vida sacramental. "A compaixão e o empenho da jovem camponesa francesa diante do sofrimento do seu povo tornou mais intenso o seu relacionamento místico com Deus", destacou Bento XVI.

Ao princípio de 1429 Joana começa sua ação e superando todos os obstáculos encontra o futuro rei da França, Carlos VII, quem em Poitiers a submete a um exame por parte de alguns teólogos que "expressam um juízo positivo; nela não há nada mau, é uma boa cristã".

Em 22 de março desse mesmo ano Joana dita uma carta ao Rei da Inglaterra e aos seus homens que assediavam a cidade de Orleans. "sua proposta é de verdadeira paz na justiça entre dois povos cristãos, invocando os nomes do Jesus e Maria", disse o Papa. Mas esta é rechaçada e Joana deve lutar pela liberação da cidade. Outro momento importante é a coroação do Rei Carlos em Rheims no dia 17 de julho de 1429.

O Papa Bento recorda logo que a paixão da Joana começa no 23 de maio de 1430 quando cai prisioneira de seus inimigos em Compiegne e é conduzida à cidade de Rouen, onde terá lugar seu longo e dramático processo que conclui com a condenação à morte.

O Santo Padre indica que à frente do processo estiveram dois importantes juízes eclesiásticos: o Bispo Pierre Cauchon e o inquisidor Jean le Maistre, mas na realidade é conduzido por um grupo de teólogos da Universidade de Paris, "eclesiásticos franceses que pertencem ao grupo político oposto ao de Joana e que têm um juízo a priori negativo sobre sua pessoa e sua missão".

"Este processo é uma página terrível na história da santidade e também uma página que ilumina o mistério da Igreja, que ao mesmo tempo é sempre Santa e sempre necessitada de purificação".

"À diferença dos Santos teólogos que tinham iluminado a Universidade de Paris, como Boaventura, Tomás de Aquino ou Duns Escoto, estes juízes são teólogos que carecem de caridade e humildade para ver nesta jovem a ação de Deus" e não vêem "que os mistérios de Deus são revelados no coração dos pequenos enquanto permanecem ocultos aos sábios e doutos. Os juízes de Joana são radicalmente incapazes de compreender, de ver a beleza de sua alma, não sabiam que condenavam uma santa".
Joana morre na fogueira no dia 30 de maio de 1431, com um crucifixo nas mãos e invocando o nome de Jesus. Vinte e cinco anos depois, o Processo de Anulação aberto por Calisto III "conclui com uma sentença solene que declara nula a condenação e ressalta a inocência de Joana e sua perfeita fidelidade à Igreja. Joana D’Arc seria canonizada em 1920 por Bento XV".

"O Nome de Jesus, invocado por essa santa até os últimos momentos de sua vida terrena, era como o contínuo respiro da sua alma, como um hábito do seu coração, o centro da sua vida. Esta santa tinha entendido que o Amor abraça toda a realidade de Deus e do ser humano, do céu e da terra, da Igreja e do mundo".

"A liberação de seu povo é uma obra de justiça humana que cumpre em caridade, por amor de Jesus. O seu é um formoso exemplo de santidade para os leigos comprometidos na vida política, sobre tudo nas situações mais difíceis".

"Em Jesus, Joana contempla também a realidade da Igreja, a ‘Igreja triunfante’ do Céu, como a ‘Igreja militante’ da Terra. Segundo suas palavras, ‘é tudo uma coisa só: o Nosso Senhor e a Igreja’. E no amor de Jesus, Joana encontra a força para amar a Igreja até o fim, também no momento de sua condenação”, enfatiza o Santo Padre.

Finalmente o Santo Padre assinalou que "com seu luminoso testemunho Joana convida a uma medida alta da vida cristã: fazer da oração o fio condutor dos nossos dias, tendo plena confiança no cumprimento da vontade de Deus, seja ele qual for; viver a caridade sem favoritismos, sem limites, e atingindo, como ela, no Amor de Jesus, um profundo amor pela Igreja".

Finalmente o Papa saudou os presentes em vários idiomas, entre eles o português:
“Saúdo, com afeto, a todos vós, amados peregrinos de língua portuguesa, desejando que esta peregrinação a Roma vos encha de luz e fortaleza no vosso testemunho cristão, para confessares Jesus Cristo como único Salvador e Senhor da vossa vida: fora Dele, não há vida nem esperança de a ter. Com Cristo, ganha sentido a vida que Deus vos confiou. Para cada um de vós e vossa família, a minha Bênção!”.



Fonte: http://www.acidigital.com

Vivonafé Notícias


Ataques de "laicistas-progressistas" impedem celebração da Missa na Universidade de Barcelona

.- Os constantes ataques "anti-capela" de um grupo de jovens auto-proclamados "laicistas-progressistas" impedem que estudantes e docentes da Universidade de Barcelona (Espanha) exerçam seu direito a professar livremente sua fé e ir à Missa no campus.

"Não haverá mais missas até que a universidade possa garantir a segurança dos estudantes que queiram comparecer à liturgia". Esta foi a resolução da UB em uma reunião com os representantes da Igreja nesta quarta-feira 12 de janeiro.

As autoridades decidiram construir uma entrada direta à capela como medida de segurança para os católicos que querem comparecer à Missa sem que os grupos de intolerantes os insultem nem os agridam no caminho.

Conforme informou o jornal espanhol ABC, poucos dias antes da visita do Papa Bento XVI à cidade em novembro de 2010, um grupo de estudantes "laicistas-progressistas" tentaram boicotar uma das missas universitárias. A partir da briga, as cerimônias foram oficiadas sob proteção policial.

No dia 15 de dezembro do ano passado, 40 estudantes irromperam no recinto universitário para impedir a celebração da missa.

"É lamentável que ocorram estas situações de boicote", porque impedem as pessoas de "expressar livremente suas crenças e isso não pode ser permitido", indicou o sacerdote Mosén Lluís Ramis, um dos dois professores encarregados de oficiar a missa na capela. "O que ocorre muitas quarta-feiras aqui não tem nenhuma justificação", acrescentou o padre ao jornal ABC.

A universidade mantém um convênio desde 1988 com o Arcebispado de Barcelona pelo qual se compromete a proporcionar um espaço acadêmico de culto católico aos fiéis universitários.

"O artigo 18 da Lei de Direitos humanos e a própria Constituição garantem esse direito ao cidadão», acrescentou o Padre Ramis.

Os atentados contra a capela da UB demonstram a agressividade e intolerância do movimento estudantil progressista. Os alunos católicos se sentem perseguidos e temem que se produza uma agressão física.

Depois da suspensão das Missas, a Universidade catalã pôs empecilhos aos que desejam chegar à capela. Os fiéis devem identificar-se e pedir permissão ao decanato ou ao reitorado para entrar. Apesar destas medidas, alguns professores asseguram não ter obtido o acesso.

O diretor da Pastoral Juvenil de Barcelona, Dom Joaquim Vidal, em declarações à plataforma cívica Hazteoir.org, explicou que diante das violentas ameaças, "mantemo-nos espectadores, é um problema de difícil solução, e se mais incidentes são produzidos veremos quais medidas pediremos à Universidade".

O grupo de protesto está formado por 40 estudantes e um reduzido grupo de professores. "Eles conseguiram que reitorado (executasse) tudo o que foi proposto até agora. Primeiro fechar a capela e depois tornar difícil que entremos para rezar. É intolerável", declarou uma das docentes acossadas ao diário ABC.

Os alunos "anti-capela" exigem à Universidade que seja aberta ao debate público a validez da cessão de espaços universitários ao culto religioso e que se detenha a atividade religiosa dentro da universidade. Os estudantes católicos enviaram uma carta de denúncia ao reitorado.



Fonte:http://www.acidigital.com

Viver em Cristo: os sacramentos

2 A Confirmação

O sacramento da Confirmação é administrado nos nossos dias ainda um pouco como no tempo dos apóstolos. O bispo - ou o seu representante autorizado -estende as mãos sobre o confirmando e invoca para ele o dom do Espírito Santo. Depois impõe a cada um as mãos, chama-o pelo seu nome e diz: "Recebe por este sinal o dom do Espírito Santo." Ao mesmo tempo unge a fronte do confirmando com o santo crisma, marcando-o assim com o sinal do Espírito Santo, a fim de que se conheça a quem pertence, do mesmo modo como se conheciam os escravos com a marca do seu amo. Os confirmandos renovam as suas promessas batismais e recitam a profissão de fé da Igreja.

Na Igreja ocidental, a Confirmação é administrada aos jovens como "sacramento da maturidade cristã", dado que, ao serem batizados em crianças, foram os pais e padrinhos que pronunciaram a profissão de fé. Agora que começam a viver e a agir de forma independente, pronunciam eles próprios o seu "sim" à comunidade de fé que os integrou pelo Batismo.
  • Dizem sim a Cristo e proclamam a sua disponibilidade para com Ele, assim como a vontade de não negar a sua fé.
  • Declaram o seu consentimento para se comprometerem em favor da Igreja e para ajudarem os seus irmãos e irmãs.
Tal como o Batismo, a Confirmação imprime também à alma um caráter espiritual, um selo indelével; é por isso que não podemos receber este sacramento mais do que uma vez. O dom do Espírito Santo torna aquele que o recebe capaz de converter-se em "sal da terra e luz do mundo" (Mt 5,13-14), de testemunhar Jesus Cristo, através da sua vida e dos seus atos, de tal modo que todos pensem: é um cristão que fala e age como tal.
       
Cremos no Espírito Santo
que nos capacita
a viver sem violência,
a ir junto dos pobres,
a comprometer-nos com os fracos,
a servir a Deus.
Cremos no Espírito de Jesus Cristo
que nos impulsiona a viver como irmãos,
a mudar os nossos hábitos,
a reparar os prejuízos
e a criar a esperança até
que todos compreendam
que somos filhos e filhas de Deus.

Confirmação: "A Confirmação completa a graça batismal; ela é o sacramento que dá o Espírito Santo, para nos enraizar mais profundamente na filiação divina, incorporar-nos mais solidamente em Cristo, tornar mais firme o laço que nos prende à Igreja, associar-nos mais à sua missão e ajudar-nos a dar testemunho da fé cristã pela palavra, acompanhada de obras" (Catecismo da Igreja Católica 1316). Os adultos recebem a Confirmação juntamente com a Eucaristia. Quando o Batismo é administrado habitualmente às crianças, a Confirmação é administrada na adolescência, como sinal de capacidade de assumir as suas próprias decisões. Na Igreja oriental, a Confirmação tem lugar não muito após o Batismo, em ligação com .a comunhão. 

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Frase do dia


"A fé e a razão caminham juntas, mas a fé vai mais longe." ( Santo Agostinho )

O que pensava D.Estêvão Bettencourt

Qual a melhor preparação para uma boa confissão?  Quais são as orações a serem feitas na confissão? É obrigatório rezá-las?
 
É a Oração suplicante, pedindo a graça de se arrepender, a oração do arrependimento, rejeitando o pecado, e o exame de consciência.
 
Existem roteiros prontos para se preparar para a confissão. Estes “roteiros” geralmente são inventados por alguém que os usa com freqüência (porque se confessa com freqüência) e que afinal ensina para que os outros possam tirar dele o mesmo proveito. Neste roteiro não pode faltar o ato de contrição: “Meu Deus, porque sois Bom e Digno de ser amado, me dói de todo o coração de vos ter ofendido, me proponho a nunca mais pecar e peço que me ajudes a mudar de vida e viver para só te agradar”.
 
A oração da via-sacra e do terço (em especial os mistérios dolorosos) são excelentes para esta preparação. Também os salmos penitenciais (Sl 31, Sl 37, Sl 41, Sl 50, Sl 129) são belíssimos poemas de amor e de arrependimento, onde a alma que ama a Deus se transborda em uma súplica pelo perdão. Estes salmos são especialmente belos para aqueles que estão com o espírito quebrantado, se sentindo sujos, imperfeitos, pecadores, fracos. Assim, é possível compreender o amor de Deus, confiar nele e amá-lo a ponto de ir ao encontro Dele e pedir o seu perdão. Você também pode pedir ao Sacerdote que o oriente para melhor confessar, ou pedir que lhe ajude a fazer o seu exame de consciência.
 
Se você quer fazer uma boa confissão, ao menos recite ou leia os dez mandamentos, faça um exame de consciência baseado neles e reze o ato de contrição. Isso basta.
 
Entretanto, se você está há muito tempo sem se confessar, ou se confessou poucas vezes na vida, pegue uma folha de papel e escreva tudo de ruim que pode lembrar de si mesmo. Se tiver vergonha de falar, entregue a folha direto para o sacerdote, ele irá aceitá-la. Depois da confissão, queime, ou rasgue em mil pedacinhos a folha, e tenha a certeza de que Deus aceitou o seu sacrifício e te perdoou. 




Dom Estêvão Bettencourt (Rio de Janeiro, 16 de setembro de 1919 - 14 de abril de 2008), batizado Flávio Tavares Bettencourt, foi um dos mais destacados teólogos brasileiro do século XX. Foi também monge da Ordem dos Beneditinos do Mosteiro de São Bento, na cidade do Rio de Janeiro, Brasil.
Fonte: http://peregrinosdejesus.org.br

O que foi a matança dos inocentes? É um fato histórico?



A matança dos inocentes pertence, como o episódio da estrela dos Reis Magos, ao evangelho da infância de São Mateus. Os Magos haviam perguntado pelo rei dos judeus (Mt 2, 1) e Herodes – que ocupava o posto de rei dos judeus na época – inventa um estratagema para averiguar quem poderia ser aquele que considerava um potencial usurpador, pedindo aos Magos que o informassem ao seu regresso. Quando sabe que voltaram por outro caminho, “ficou muito irado e mandou massacrar, em Belém e nos seus arredores, todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo exato que havia indagado aos Magos” (Mt 2,16).

A passagem evoca outros episódios do Antigo Testamento: também o Faraó havia mandado matar todos os recém nascidos dos hebreus, como conta o livro do Êxodo, mas salvou-se Moisés, que depois libertou o povo (Ex 1,8 – 2,10).

São Mateus também diz na passagem que, com o martírio dessas crianças, cumpriu-se um oráculo de Jeremias (Jr 31,15): o povo de Israel foi para o desterro, mas dali o tirou o Senhor que, em um novo êxodo, o levou à terra prometendo-lhe uma nova aliança (Jr 31,31). Portanto, o sentido da passagem parece claro: por muito que se empenhem os fortes da terra, não podem opor-se aos planos de Deus para salvar os homens.

Nesse contexto deve-se examinar a historicidade do martírio das crianças inocentes, do qual só São Mateus nos dá notícia. Na lógica da investigação histórica moderna, diz-se que “testis unus testis nullus”, somente um testemunho não serve. Porém, é fácil pensar que a matança dos meninos em Belém, uma aldeia de poucos habitantes, não foi numerosa e, por isso, não passou aos anais.

O que é certo é que a crueldade manifesta é coerente com as brutalidades que Flávio Josefo conta-nos de Herodes: mandou asfixiar seu cunhado Aristóbulo quando este alcançou grande popularidade (Antiguidades Judaicas, 15 & 54-56), assassinou seu sogro Hircano II (15 & 174-178), outro cunhado, Costobar (15 & 247-251), sua mulher Marianne (15 & 222-239); nos últimos anos de sua vida, mandou assassinar seus filhos Alexandre e Aristóbulo (16 & 130-135), e cinco dias antes de sua própria morte, outro filho, Antipatro (17 & 145); finalmente, ordenou que, na iminência da sua morte, fossem executados uns notáveis do reino para que o povo da Judéia, querendo ou não, chorassem a morte de Herodes (17 & 173-175).

Autor: Vicente Balaguer


BIBLIOGRAFIA

DANIELOU, J.  Los evangelios de la infancia, Herder, Barcelona 1969.
MUÑOZ IGLESIAS, S. Los evangelios de la infancia IV, Herder, Barcelona 1969.
PUIG, A. Jesús. Una biografía, Destino, Barcelona 2005.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011


O que é o pecado original?

O pecado original, no qual todos os homens nascem, é o estado de privação da santidade e da justiça originais. É um pecado por nós «contraído» e não «cometido»; é uma condição de nascimento e não um acto pessoal. Por causa da unidade de origem de todos os homens, ele transmite-se aos descendentes de Adão com a natureza humana, «não por imitação mas por propagação». Esta transmissão permanece um mistério que não podemos compreender plenamente.

Fonte:http://www.vatican.va


Frase do dia

É graça divina começar bem. Graça maior persistir na caminhada certa. Mas graça das graças é não desistir nunca.

Dom Hélder Câmara

A IGREJA NASCEU CATÓLICA



Fonte:Programa Escola da Fé, TV Canção Nova
Dia 29/07/2010
Por Prof. Felipe Aquino
Participação especial: Padre Paulo Ricardo
Escola da Fé - apresentação Prof. Felipe Aquino
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(12) 3186-2600
http://blog.cancaonova.com/produtos/

Orando com a Liturgia das Horas


Salmo 95(96)
Deus, Rei e Juiz de toda a terra
Cantavam um cântico novo diante do trono, na presença do Cordeiro (cf. Ap 1 ,3).
= Cantai ao Senhor Deus um canto novo,
cantai ao Senhor Deus, ó terra inteira!
Cantai a bendizei seu Santo nome!

= Dia após dia anunciai sua salvação,
manifestai a sua glória entre as nações ,
e entre os povos do universo seus prodígios!

= Pois Deus é grande e muito digno de louvor,
é mais terrivel e maior que os outros deuses,
porque um nada são os deuses dos pagãos.

= Foi o Senhor e nosso Deus quem fez os céus:
diante dele vão a glória e a majestade,
e o seu templo, que beleza a esplendor!

= Ó família das nações, dai ao Senhor,
nações, dai ao Senhor poder a glória,
dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!

= Oferecei um sacrifício nos seus átrios,
adorai-o no esplendor da santidade,
terra inteira, estremecei diante dele!

= Publicai entre as nações: "Reina o Senhor!"
Ele firmou o universo inabalável,
e os povos ele julga com justiça.

- O ceu se rejubile e exulte a terra,
aplauda o mar com o que vive em suas águas;
- os campos com seus frutos rejubilem
e exultem as florestas e as matas

- na presença do Senhor, pois ele vem,
porque vem para julgar a terra inteira.
- Governará o mundo todo com justiça,
e os povos julgará com lealdade.

Ant. Cantai ao Senhor Deus, bendizei seu Santo nome! 

Viver em Cristo: os sacramentos


1 O Batismo

A pregação de São Pedro em Jerusalém, no dia de Pentecostes, chega ao coração de muitos ouvintes. Perguntaram a Pedro e aos outros apóstolos: "Que devemos fazer?" E São Pedro responde: "Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para o perdão dos pecados; depois recebereis do Pai o dom do Espírito Santo" (At 2,37-38). Mas a nova comunidade de Deus, a Igreja, não cresce apenas entre os judeus.

Nos Atos dos Apóstolos (8,26-40), São Lucas narra a história de Filipe, um dos sete diáconos. Inspirado por Deus, vai pela estrada que conduz a Gaza, encontra um homem importante vindo da Etiópia, que regressa a casa depois de ter ido rezar ao templo de Jerusalém. Nesse momento lê a profecia de Isaías. Filipe ouve o que este estrangeiro lê e pergunta-lhe: "Compreendes o que estás a ler? - "E como poderei eu compreender, diz ele, se ninguém mo explica?" Filipe explica-lhe, então, como a palavra do profeta se realiza em Jesus Cristo: Ele quis reconciliar os homens com Deus, mas foi rejeitado. Aceitou o sofrimento; não Se defendeu contra a morte na cruz. Foi morto como um cordeiro levado ao sacrifício. Mas Deus ressuscitou-O. Ele está vivo e nós somos testemunhas. Ele é o Salvador e Redentor. Aquele que acredita que Jesus é o Messias, o Senhor, e se faz batizar, torna-se um homem novo, um cristão.

Mais adiante chegam a um lugar onde havia uma fonte de água. O etíope pergunta: "Aqui há água. Que é que impede que eu seja batizado?" Descem os dois à água e Filipe batiza-o: "Em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". Este homem foi o primeiro cristão de África.
  • O Batismo é o sacramento comum a todos os cristãos. A Igreja administra-o segundo a missão que o Senhor lhe confiou: "De todos os povos fazei discípulos, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo." (Mt 28,19).
  • O Batismo estabelece uma relação pessoal com Jesus. Significa também a inserção na comunidade dos fiéis, a Igreja. Realiza o perdão dos pecados e marca o início duma nova vida como irmão ou irmã de Jesus Cristo, filho ou filha de Deus. Os batizados rezam: "Pai nosso que estais nos céus".
  • O Batismo é um começo, primícias de Deus que é preciso fazer frutificar ao longo de toda a vida: "Sepultados com Cristo no Batismo, estais também ressuscitados com Ele, porque acreditastes na força de Deus que O ressuscitou dos mortos" (Cl 2,12).
Qualquer pessoa pode receber o Batismo e pode administrá-lo - ainda que ela própria não esteja batizada -, desde que o faça com a intenção da Igreja. O Batismo é válido para sempre. Não é possível anulá-lo. Nenhum pecado suprime a aliança selada pelo Batismo.

As pessoas que se fazem batizarem idade adulta passam por uma fase de aprendizagem da fé. Incorporam-se na Igreja de forma orgânica. Quando os pais e padrinhos trazem uma criança junto à água do Batismo, querem transmitir-lhe não apenas a vida mas também a fé, e prometem conduzir e acompanhar essa criança no caminho da fé. Durante a Vigília Pascal, os fiéis - adultos e crianças -renovam as promessas batismais.

Durante a Vigília Pascal, a água batismal é consagrada:
Olhai agora, Senhor, para a vossa Igreja
e dignai-Vos abrir para ela a fonte do Batismo.
Receba esta água, pelo Espírito Santo,
a graça do vosso Filho Unigênito,
para que o homem, criado à vossa imagem,
no sacramento do Batismo seja purificado das velhas impurezas
e ressuscite homem novo pela água e pelo Espírito Santo.

Batismo: Significa "mergulhar na água", elemento da vida.
Quando uma pessoa não batizada dá a sua vida por Jesus Cristo (martírio), recebe o "batismo de sangue". Falamos também de "batismo de desejo" quando os não batizados que praticam o bem, se comprometem pelo próximo e deste modo - às vezes sem o saberem - seguem a Cristo.

Quanto às crianças que morrem sem Batismo, acreditamos que a misericórdia de Deus as acolhe.
O Batismo administra-se do seguinte modo: o celebrante derrama água três vezes sobre a cabeça do batizando enquanto diz: "Eu te batizo em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo". 


Fonte:http://www.diocesedeosorio.org/

domingo, 23 de janeiro de 2011

A VIDA DE SÃO SEBASTIÃO


 Muitos são devotos de SÃO SEBASTIÃO no Brasil
Multidões o aclamam e o veneram no dia 20 de janeiro(dedicado em sua homenagem).Porém,poucos conhecem de fato a sua verdadeira história.
 Você sabe:
1.Quando e onde nasceu São Sebastião?
2.Qual era sua profissão?
3.Por qual motivo foi flechado?
4.Que lição de vida deixou para todos nós?
 Se não sabe as respostas a estas perguntas,então nos acompanhe nesta empolgante viagem ao passado,e conheça um pouco mais sobre esta importante figura chamada SÃO SEBASTIÃO.
 SÃO SEBASTIÃO nasceu em Narbonna em 250d.c.,e morreu em 288d.c.em Roma. Era um valente soldado,tendo ingressado no exército com cerca de 19 anos de idade. Sua fama de bom soldado era tamanha que tornou-se estimado pelos imperadores Diocleciano e Maximiano; tanto que confiaram o comando do primeiro exército pretoriano a ele. Era sem dúvida nenhuma um soldado exemplar!Mas se era tão querido e exemplar,então por que o mataram?
 Sebastião vivia num tempo em que era proibido confessar ser seguidor de JESUS .Os soldados prendiam sem dó nem piedade os cristãos. Acontece que Sebastião era um cristão, e imperador
 Não sabia disso. E Sebastião ajudou tanto aos demais cristão que foi conhecido depois o DEFENSOR DA IGREJA. A atuação de Sebastião nesse sentido consistia principalmente em confortar os cristão que eram perseguidos,e especialmente os que padeciam no martírio.
 Até mesmo pessoas em altos postos no sistema carcerário romano se converteram à fé em JESUS  por meio do seu testemunho.
 Então,Sebastião foi denunciado ao imperador Diocleciano que ficou indignado,irado,pois o homem em quem pusera sua confiança era um cristão (e cristão de ação!);e o condenou à morte. Levaram-no para um campo aberto,e os arqueiros da Mauritânia o flecharam. Dando-o por morto,abandonaram-no preso a uma árvore.
 Como Deus não abandona os seus servos, Sebastião por um milagre,resistiu às flechadas e sobreviveu. Não muito depois,foi encontrado por uma piedosa viúva,que cuidou de suas feridas. Após sua recuperação,o valente Sebastião se apresentou ao imperador Diocleciano, censurando-o por sua crueldade e exortando-o a deixar de adorar os falsos deuses,mediante suas imagens de escultura. O imperador ficou estarrecido ao ver em sua presença aquele que cria estar morto. Preso novamente foi açoitado até morrer.
 Prezado amigo,SÃO SEBASTIÃO é,sem sombra de dúvidas,um exemplo a ser seguido por todos nós. PorJESUS ele viveu e morreu. Muitas pessoas conheceram o amor de Deus,manifestando em JESUS,por intermédio da pregação desse jovem soldado romano.  
Colaboração : Antonio Barnabé ( Ir. Bento )