terça-feira, 26 de julho de 2011
sábado, 23 de julho de 2011
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (2011-2015) - Apresentação

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai a Boa-Nova a toda a criatura!” (Mc 16,15).
A Igreja existe para evangelizar. Em meio às alegrias e esperanças, tristezas e angústias do ser humano de cada tempo, notadamente dos que sofrem (cf. GS, n. 1), ela anuncia, por palavras e ações, Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14,6). Veja matéria completa no link abaixo:
Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora (2011-2015) - Apresentação
As pérolas da vida
Dom Paulo Mendes Peixoto
Bispo de São José do Rio Preto - SP
A maior pérola da existência terrena é a pessoa humana, com suas reais condições de vida saudável e de dignidade. A isto se junta sua capacidade de decisão, de empenho e de discernimento para realizar aquilo que convém e que ajuda na sua real existência.
O discernimento, também entendido como escolha consciente e livre, é a capacidade de opção, fazendo investimento no que é bom, rejeitando tudo aquilo que é ruim e que prejudica a força da esperança contida no coração de todas as pessoas.
É marca fundamental na pessoa humana a sabedoria nos julgamentos, na administração, na equidade e no bom senso. Importa ter um coração sábio e inteligente, porque ali reside a condição do pensar e do conhecimento do bem e do mal.
As atitudes de dureza de atos são prejudiciais para uma comunidade, seja ela qual for. A família pode ser a maior e primeira prejudicada, convivendo com práticas autoritárias, com mandos e desmandos de formas inconsequentes.
Toda prática autoritária acaba sendo corrupta e exploradora das pessoas. Podemos dizer que a sabedoria divina é uma grande pérola, mas tem que ser bem usada, sabendo discernir com precisão o que é bom e o que é mal na comunidade.
As pérolas são tesouros como sinais de vida. No dizer dos provérbios: “Feliz o homem que encontrou a sabedoria..., mais feliz ainda é quem a retém” (Pr 3, 13-18). É como encontrar ouro, prata e objetos preciosos. Jesus fala do Reino como pérola a ser procurada.
A sociedade atual tem de tudo, mas nem tudo faz bem para o ser humano. É necessário distinguir o que serve para ajudar o homem e a mulher na sua dignidade, no ser imagem e semelhança de Deus. A maior pérola é a filiação divina do ser humano.
Enfim, a vida humana, como maior pérola na história, é uma conquista diária, com lutas e enfrentamentos a todo instante. E não é fácil fazer o bem no meio de tantas propostas oferecidas pela cultura do mal e da violência ao ser humano.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Para falar sobre Igreja é preciso conhecê-la
Segunda-feira, 18 de julho de 2011, 11h48
Para falar sobre Igreja é preciso conhecê-la, afirma Dom Celli
Kelen Galvan
Enviada especial ao Rio de Janeiro
Clarissa Oliveira/CN

''Há muitos que trabalham nos meios católicos e sequer conhecem o Catecismo... Como posso falar de algo sobre Igreja se não sei o que ela pensa?''
"Há muitos que trabalham nos meios católicos e nem sequer conhecem o Catecismo da Igreja Católica (CIC). Como posso falar de algo sobre Igreja se não sei o que ela pensa?", foi o que afirmou, na manhã desta segunda-feira, 18, o presidente do Pontifício Conselho para as Comunicações Sociais, Dom Claudio Maria Celli, no segundo dia de atividades do 7º Mutirão Brasileiro de Comunicação (Muticom).
Dom Celli declarou ainda que há pessoas que se dizem jornalistas católicos, mas nunca leram o Compêndio da Doutrina Social da Igreja. "Como podem falar palavras de justiça e verdade se não conhecem o que a Igreja fala sobre os problemas sociais? É preciso encontrar pessoas que sejam capazes de trabalhar em equipe, capacitadas nas diversas áreas de comunicação, mas que amam a Igreja".
Acesse
.: Veja fotos do encontro no Flickr
O arcebispo afirmou que o importante não é se "tem uma câmera, um microfone, um computador, mas o que tem em seu coração". E questionou: "O que tem no coração? Qual sua experiência de Deus? Esse é o foco do anúncio de quem quer ser comunicador da Igreja em todas as suas forças e expressões. E isso requer de nós um constante exame de consciência, de como comunicamos [as notícias] e para quê."
Dom Celli salintou também que "é preciso dizer sempre a verdade, inclusive as mais incômodas, porém, sempre com caridade e respeito ao outro. Precisamos dizer palavras de justiça e elas podem ser pesadas em algum momento, mas é preciso dizê-las, porém sendo respeitosos. E esse critério vale para os ministros ordenados e para os fiéis cristãos".
O presidente do Pontifício Conselho recordou um acontecimento com João Paulo II que ele presenciou. "Um domingo, o Papa falou, no Angelus, sobre a família; no dia seguinte, os jornalistas o atacaram fortemente. No domingo seguinte, o Santo Padre falou de novo sobre a família; no dia seguinte, os jornalistas o atacaram novamente. Três dias depois, eu estava com ele num almoço, e ele disse aos que estavam presentes: 'Se Deus me quisesse sozinho no mundo para defender a família, eu o faria', e deu um soco na mesa que balançou todos os pratos, talheres e copos".
Isso para dizer que o que interessa para a Igreja é o ser humano. "No centro da comunicação está a pessoa. Concretamente, elas são únicas, irrepetíveis e dignas de máximo respeito, e é preciso alcançar uma dignidade autêntica".
Dom Celli explicou que, diante de tantas tecnologias, é preciso um "discernimento tecnológico", que permita selecionar o que realmente serve à missão da Igreja. E destacou, "o homem de hoje necessita de silêncio e calor, e não podemos oferecer a ele somente ruído e calor". Ele sugeriu ainda que nossas rádios e outros meios de comunicação pensem em como corresponder a essa "busca" que há no coração do homem.
O representante do Vaticano concluiu felicitando a Igreja no Brasil por sua criatividade e riqueza; e lançou o desafio de que ela possa "oferecer essa riqueza a toda América Latina e à Igreja em sua totalidade".
Dom Celli declarou ainda que há pessoas que se dizem jornalistas católicos, mas nunca leram o Compêndio da Doutrina Social da Igreja. "Como podem falar palavras de justiça e verdade se não conhecem o que a Igreja fala sobre os problemas sociais? É preciso encontrar pessoas que sejam capazes de trabalhar em equipe, capacitadas nas diversas áreas de comunicação, mas que amam a Igreja".
Acesse
.: Veja fotos do encontro no Flickr
O arcebispo afirmou que o importante não é se "tem uma câmera, um microfone, um computador, mas o que tem em seu coração". E questionou: "O que tem no coração? Qual sua experiência de Deus? Esse é o foco do anúncio de quem quer ser comunicador da Igreja em todas as suas forças e expressões. E isso requer de nós um constante exame de consciência, de como comunicamos [as notícias] e para quê."
Dom Celli salintou também que "é preciso dizer sempre a verdade, inclusive as mais incômodas, porém, sempre com caridade e respeito ao outro. Precisamos dizer palavras de justiça e elas podem ser pesadas em algum momento, mas é preciso dizê-las, porém sendo respeitosos. E esse critério vale para os ministros ordenados e para os fiéis cristãos".
O presidente do Pontifício Conselho recordou um acontecimento com João Paulo II que ele presenciou. "Um domingo, o Papa falou, no Angelus, sobre a família; no dia seguinte, os jornalistas o atacaram fortemente. No domingo seguinte, o Santo Padre falou de novo sobre a família; no dia seguinte, os jornalistas o atacaram novamente. Três dias depois, eu estava com ele num almoço, e ele disse aos que estavam presentes: 'Se Deus me quisesse sozinho no mundo para defender a família, eu o faria', e deu um soco na mesa que balançou todos os pratos, talheres e copos".
Isso para dizer que o que interessa para a Igreja é o ser humano. "No centro da comunicação está a pessoa. Concretamente, elas são únicas, irrepetíveis e dignas de máximo respeito, e é preciso alcançar uma dignidade autêntica".
Dom Celli explicou que, diante de tantas tecnologias, é preciso um "discernimento tecnológico", que permita selecionar o que realmente serve à missão da Igreja. E destacou, "o homem de hoje necessita de silêncio e calor, e não podemos oferecer a ele somente ruído e calor". Ele sugeriu ainda que nossas rádios e outros meios de comunicação pensem em como corresponder a essa "busca" que há no coração do homem.
O representante do Vaticano concluiu felicitando a Igreja no Brasil por sua criatividade e riqueza; e lançou o desafio de que ela possa "oferecer essa riqueza a toda América Latina e à Igreja em sua totalidade".
sexta-feira, 15 de julho de 2011
CURSOS LIVRARIA PAULUS
Conforme site da Livraria Paulus segue abaixo os próximos cursos:
Curso: CURSO PERMANENTE DE LITURGIA
Objetivo: Aprofundar o sentido e a espiritualidade do ministério da palavra, nas celebrações litúrgicas.
Facilitador: Pe. Elielson Cassimiro
Data: 16/07/2011
Horário: 9:00:hs
Público-alvo: Agentes de equipes de liturgia e demais interessados.
Vagas: 80
Livro:
Tema:
Curso: MESA REDONDA: A PRÁTICA DO EXORCISMO
Objetivo: Refletir sobre a prática do Exorcismo à luz das várias ciências humanas
Facilitador: Pe. Matias (Mediador); Côn. José Mario de Medeiros (Padre exorcista); Roberto Lima (Filósofo); Dr. Silva Santos (Psiquiatra – hipnólogo); Profª Msª Maria do Socorro (Antropóloga); Pastor Alcimar (teólogo e historiador).
Data: 23/07/2011
Horário: 9:00 hs
Público-alvo: Alunos de teologia, Ciências da Religião e demais interessados
Vagas: 80
Livro: Summa Daemoniaca: Tratado de demonologia e manual de exorcistas, ed. Palavra e Prece; Exorcistas e psiquiatras, ed. Palavra e Prece; Novos relatos de um exorcista, ed. Palavra e Prece.
Fonte: http://www.paulus.com.br
A fome no mundo é resultado do egoísmo e da especulação, afirma o Papa
"A pobreza, o subdesenvolvimento e a fome –disse– são freqüentemente o resultado de atitudes egoístas que, partindo do coração do ser humano se manifestam em sua atividade social, nos intercâmbios econômicos, nas condições do mercado e se traduzem na negação do direito primário de toda pessoa a nutrir-se e, portanto, a não padecer fome". Trecho do pronunciamento do Papa Bento XVI, veja matéria completa clicando no link abaixo.
A fome no mundo é resultado do egoísmo e da especulação, afirma o Papa
A fome no mundo é resultado do egoísmo e da especulação, afirma o Papa
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Ordens mendicantes, uma renovação na Igreja
Bento XVI fala sobre as ordens mendicantes.
em 15 Janeiro 2010.
Queridos irmãos e irmãs:
No início do novo ano, contemplamos a história do cristianismo para ver como ela se desenvolve e como pode ser renovada. Nela, podemos notar que são os santos, guiados pela luz de Deus, os autênticos reformadores da vida da Igreja e da sociedade. Mestres com a palavra e testemunhas com o exemplo, sabem promover uma renovação eclesial estável e profunda, porque eles mesmos são profundamente renovados, estão em contato com a verdadeira novidade: a presença de Deus no mundo.
Esta consoladora realidade, ou seja, que em cada geração nasçam santos e tragam a criatividade da renovação, acompanha constantemente a história da Igreja em meio às tristezas e aos aspectos negativos do seu caminho. Vemos, de fato, século a século, nascerem também as forças da reforma e da renovação, porque a novidade de Deus é inexorável e dá sempre novo ânimo para seguir adiante. Assim aconteceu também no século XIII, com o nascimento e o extraordinário desenvolvimento das ordens mendicantes: um modelo de grande renovação em uma nova época histórica. Estas foram chamadas assim por sua característica de “mendigar”, isto é, de recorrer humildemente ao apoio econômico das pessoas para viver o voto de pobreza e levar a cabo sua própria missão evangelizadora.
Das ordens mendicantes que surgiram nesse período, as mais conhecidas são os Frades Menores e os Frades Pregadores, conhecidos como Franciscanos e Dominicanos. São chamados assim devido ao nome dos seus fundadores, Francisco de Assis e Domingos de Guzmão, respectivamente. Estes dois grandes santos tiveram a capacidade de ler com inteligência “os sinais dos tempos”, intuindo os desafios que a Igreja da sua época deveria enfrentar.
Um primeiro desafio estava representado pela expansão de vários grupos e movimentos de fiéis que, apesar de inspirados por um legítimo desejo de uma autêntica vida cristã, viviam frequentemente fora da comunhão eclesial. Estavam em profunda oposição à Igreja rica e bela que havia se desenvolvido precisamente com o florescimento do monaquismo. Em recentes catequeses, falei sobre a comunidade monástica de Cluny, que havia atraído jovens e, portanto, forças vitais, como também bens e riquezas. Havia se desenvolvido assim, logicamente, em um primeiro momento, uma Igreja rica em propriedades e também imóvel. Com relação a esta Igreja, contrapôs-se a ideia de que Cristo veio à terra pobre e que a verdadeira Igreja deveria ser precisamente a Igreja dos pobres; o desejo de uma verdadeira autenticidade cristã se opôs, assim, à realidade da Igreja empírica. Trata-se dos chamados movimentos pauperísticos da Idade Média. Estes rejeitavam asperamente a forma de viver dos sacerdotes e dos monges daquele tempo, acusados de terem traído o Evangelho e de não praticarem a pobreza como os primeiros cristãos, e estes movimentos contrapuseram ao ministério dos bispos uma autêntica “hierarquia paralela”.
Além disso, para justificar suas próprias escolhas, difundiram doutrinas incompatíveis com a fé católica. Por exemplo, o movimento dos cátaros ou albigenses voltou a propor antigas heresias, como a desvalorização e o desprezo do mundo material – a oposição à riqueza se converte velozmente em oposição contra a realidade material em si –, a negação da livre vontade e depois o dualismo, a existência de um segundo princípio de mal equiparado com Deus. Estes movimentos tiveram êxito, especialmente na França e na Itália, não somente por sua sólida organização, mas também porque denunciavam uma desordem real na Igreja, causada pelo comportamento pouco exemplar de vários representantes do clero.
Os Franciscanos e os Dominicanos, seguindo os passos dos seus fundadores, mostraram, no entanto, que era possível viver a pobreza evangélica, a verdade do Evangelho como tal, sem separar-se da Igreja; mostraram que a Igreja continua sendo o verdadeiro e autêntico lugar do Evangelho e da Escritura. Mais ainda, Domingos e Francisco extraíram precisamente da sua íntima comunhão com a Igreja e com o papado a força do seu testemunho. Com uma escolha completamente original na história da vida consagrada, os membros destas ordens não só renunciavam à possessão de bens pessoais, como faziam os monges desde a antiguidade, mas nem sequer queriam que se colocassem no nome da comunidade os terrenos e imóveis. Pretendiam, assim, dar testemunho de uma vida extremamente sóbria, para serem solidários com os pobres e confiarem somente na Providência, vivendo cada dia da Providência, da confiança de colocar-se nas mãos de Deus.
Este estilo pessoal e comunitário das ordens mendicantes, unido à total adesão aos ensinamentos da Igreja e à sua autoridade, foi muito apreciado pelos pontífices da época, como Inocêncio III e Honório III, que ofereceram seu completo apoio a estas novas experiências eclesiais, reconhecendo nelas a voz do Espírito. E não faltaram frutos: os movimentos pauperísticos que haviam se separado da Igreja voltaram a entrar em comunhão eclesial ou, lentamente, se redimensionaram até desaparecerem. Também hoje, apesar de vivermos em uma sociedade na qual frequentemente prevalece o “ter” sobre o “ser”, há muita sensibilidade quanto aos exemplos de pobreza e solidariedade que os crentes oferecem com escolhas valentes.
Também hoje não faltam iniciativas similares: os movimentos, que partem realmente da novidade do Evangelho e o vivem com radicalidade atualmente, colocando-se nas mãos de Deus, para servir o próximo. O mundo, como recordava Paulo VI na Evangelii nuntiandi, escuta com agrado os mestres, quando também são testemunhas. Esta é uma lição que não pode ser esquecida jamais na obra de difusão do Evangelho: viver primeiramente o que se anuncia, ser espelho da caridade divina.
Franciscanos e dominicanos foram testemunhas, mas também mestres. De fato, outra exigência difundida nesta época era a da instrução religiosa. Muitos fiéis leigos, que moravam nas cidades em vias de grande expansão, desejavam praticar uma vida cristã espiritualmente intensa. Tentavam, portanto, aprofundar no conhecimento da fé e ser guiados no árduo, mas entusiasmante caminho da santidade. As ordens mendicantes souberam felizmente ir ao encontro também desta necessidade: o anúncio do Evangelho na simplicidade e em sua profundidade e grandeza era um objetivo, talvez o principal objetivo deste movimento.
Com grande zelo, de fato, dedicaram-se à pregação. Eram muito numerosos os fiéis, frequentemente verdadeiras e autênticas multidões, que se reuniam para escutar os pregadores nas igrejas e nos lugares abertos; pensemos, por exemplo, em Santo Antônio. Eram tratados temas próximos das pessoas, sobretudo a prática das virtudes teologais e morais, com exemplos concretos, facilmente compreensíveis. Além disso, ensinavam-se formas para nutrir a vida de oração e a piedade. Por exemplo, os Franciscanos difundiram muito a devoção à humanidade de Cristo, com o compromisso de imitar o Senhor. Não surpreende, então, que fossem numerosos os fiéis, homens e mulheres, que escolhiam ser acompanhados no caminho cristão por frades franciscanos e dominicanos, diretores espirituais e confessores procurados e estimados. Nasceram, assim, associações de fiéis leigos que se inspiravam na espiritualidade de São Francisco e São Domingos, adaptada ao seu estado de vida. Trata-se da Ordem Terciária, tanto franciscana como dominicana. Em outras palavras, a proposta de uma “santidade leiga” conquistou muitas pessoas. Como recordou o Concílio Ecumênico Vaticano II, o chamado à santidade não está reservado a alguns, mas é universal (cf. Lumen gentium, 40). Em todos os estados de vida, segundo as exigências de cada um deles, encontra-se a possibilidade de viver o Evangelho. Também hoje, cada cristão deve tender à “medida alta da vida cristã”, seja qual for seu estado de vida.
A importância das ordens mendicantes cresceu tanto na Idade Média, que instituições leigas, como as organizações de trabalho, as antigas corporações e as próprias autoridades civis recorriam frequentemente à consulta espiritual dos membros dessas ordens para a redação dos seus regulamentos e, às vezes, para solucionar seus conflitos externos e internos. Os Franciscanos e os Dominicanos se converteram nos animadores espirituais da cidade medieval. Com grande intuição, levaram a cabo uma estratégia pastoral adaptada às transformações da sociedade. Dado que muitas pessoas se mudavam do campo para as cidades, eles já não colocaram seus conventos nas zonas rurais, mas urbanas. Além disso, para levar a cabo sua atividade em benefício das almas, era necessário mudar segundo as exigências pastorais.
Com outra escolha totalmente inovadora, as ordens mendicantes abandonaram o princípio de estabilidade, clássico do monaquismo antigo, para escolher outra forma. Menores e Pregadores viajavam de um lugar a outro, com fervor missionário. Em consequência, organizaram-se de forma diferente com relação à maior parte das ordens monásticas. Ao invés da tradicional autonomia de cada mosteiro, estes deram maior importância à ordem enquanto tal e ao superior geral, como também à estrutura das províncias. Assim, os mendicantes estavam mais disponíveis às exigências da Igreja universal. Esta flexibilidade tornou possível o envio dos frades mais adequados para o desenvolvimento de missões específicas, e as ordens mendicantes chegaram à África Setentrional, ao Oriente Médio, ao Norte da Europa. Com esta flexibilidade, o dinamismo missionário se renovou.
Outro grande desafio foram as transformações culturais que estavam ocorrendo nesse período. Novas questões tornavam vivaz a discussão nas universidades, que nasceram a finais do século XII. Menores e Pregadores não hesitaram em assumir também esta tarefa e, como estudantes e professores, entraram nas universidades mais famosas do seu tempo, erigiram centros de estudo, produziram textos de grande valor, deram vida a verdadeiras e autênticas escolas de pensamento, foram protagonistas da teologia escolástica em seu melhor período, incidiram significativamente no desenvolvimento do pensamento.
Os maiores pensadores, Santo Tomás de Aquino e São Boaventura, eram mendicantes, trabalhando precisamente com este dinamismo da nova evangelização, que renovou também a coragem do pensamento, do diálogo entre razão e fé. Também hoje há uma “caridade da e na verdade”, uma “caridade intelectual” a ser exercida, para iluminar as inteligências e conjugar a fé com a cultura. O empenho levado a cabo pelos Franciscanos e Dominicanos nas universidades medievais é um convite, queridos fiéis, a fazer-se presentes nos lugares de elaboração do saber, para propor, com respeito e convicção, a luz do Evangelho sobre as questões fundamentais que interessam o homem, sua dignidade, seu destino eterno. Pensando no papel dos Franciscanos e dos Dominicanos da Idade Média, na renovação espiritual que suscitaram, no sopro de vida nova que comunicaram no mundo, um monge disse: “Naquela época, o mundo se envelhecia. Surgiram duas ordens na Igreja, da que renovaram sua juventude, como a de uma águia” (Burchard d’Ursperg, Chronicon).
Queridos irmãos e irmãs, precisamente no começo deste ano, invoquemos o Espírito Santo, eterna juventude da Igreja: que Ele faça que cada um sinta a urgência de oferecer um testemunho coerente e valente do Evangelho, para que jamais faltem santos que façam resplandecer a Igreja como esposa sempre pura e bela, sem mancha nem rugas, capaz de atrair irresistivelmente o mundo a Cristo, à sua salvação.
[Durante as saudações, o Papa lançou um apelo:]
Desejo agora fazer um apelo pela dramática situação em que se encontra o Haiti. Meu pensamento se dirige, em particular, à população duramente atingida, há poucas horas, por um devastador terremoto, que causou graves perdas em vidas humanas, um grande aumento dos sem-teto e de dispersos e ingentes danos materiais. Convido todos a unir-se à minha oração ao Senhor pelas vítimas desta catástrofe e por aqueles que choram pelo seu desaparecimento. Asseguro minha proximidade espiritual àqueles que perderam sua casa e a todas as pessoas provadas de diversas formas por esta grave calamidade, implorando de Deus o consolo e o alívio em seu sofrimento. Convido todos à generosidade, para que não falte a estes irmãos, que vivem um momento de necessidade e de dor, nossa solidariedade concreta e o apoio fático da comunidade internacional. A Igreja Católica não deixará de ativar-se imediatamente, através de suas instituições caritativas, para ir ao encontro das necessidades mais imediatas da população.
[No final da audiência, o Papa cumprimentou os peregrinos em vários idiomas. Em português, disse:]
Queridos peregrinos de língua portuguesa, possa o Espírito Santo suscitar no coração de cada um a urgência de oferecer ao mundo um testemunho coerente e corajoso do Evangelho. Que Deus abençoe a cada um de vós e vossas famílias! Ide em Paz!
[Tradução: Aline Banchieri.
©Libreria Editrice Vaticana]
Fonte: Zenit | www.zenit.org
domingo, 3 de julho de 2011
Fé e confiança
"Uns confiam em carros, outros, em cavalos; nós, porém, confiamos no Senhor e nos gloriaremos em o nome do Senhor, nosso Deus." - Salmo 20:7
A fé apresenta várias facetas.
No entanto, a faceta mais brilhante é a confiança!
Todos nós temos confiança e decidimos o que vamos fazer com ela. Decidimos em quem e no que colocamos nossa confiança.
Temos que nos lembrar de quem nos livrou no passado e saber quem é que vai nos livrar de problemas no presente. Depois, temos que colocar a nossa confiança no lugar certo, que é somente Deus.
A confiança apresenta algumas qualidades que a identificam. A confiança não é triste porque ela entrou no descanso de Deus. A confiança não é confusa porque não necessita de se inclinar em seu próprio entendimento. A confiança não se deixa levar por raciocínios carnais, ela permite que Deus seja Deus.
Em que você tem colocado a sua confiança?
A sua confiança está em seu trabalho, patrão, talentos naturais ou amigos?
Talvez você confia em você mesmo, em seus sucessos passados, educação ou bens.
Todas estas coisas são temporais. Estão sujeitas a mudar.
"Só o Senhor não muda. Somente Ele é a rocha que não pode ser movida".
Escolha colocar sua confiança em Deus. Isto requer uma fé maior, mas os benefícios serão maiores ainda.
Fale assim:
"Confio no Senhor de todo meu coração e com toda a minha mente.
Não me apoiarei em meu próprio entendimento ou em minha introspecção."
Deixe DEUS agir em sua vida, somente assim veremos com mais clareza tudo o que está ao nosso redor e nem sequer olhamos com os olhos do coração!
Autoria do texto desconhecida
No entanto, a faceta mais brilhante é a confiança!
Todos nós temos confiança e decidimos o que vamos fazer com ela. Decidimos em quem e no que colocamos nossa confiança.
Temos que nos lembrar de quem nos livrou no passado e saber quem é que vai nos livrar de problemas no presente. Depois, temos que colocar a nossa confiança no lugar certo, que é somente Deus.
A confiança apresenta algumas qualidades que a identificam. A confiança não é triste porque ela entrou no descanso de Deus. A confiança não é confusa porque não necessita de se inclinar em seu próprio entendimento. A confiança não se deixa levar por raciocínios carnais, ela permite que Deus seja Deus.
Em que você tem colocado a sua confiança?
A sua confiança está em seu trabalho, patrão, talentos naturais ou amigos?
Talvez você confia em você mesmo, em seus sucessos passados, educação ou bens.
Todas estas coisas são temporais. Estão sujeitas a mudar.
"Só o Senhor não muda. Somente Ele é a rocha que não pode ser movida".
Escolha colocar sua confiança em Deus. Isto requer uma fé maior, mas os benefícios serão maiores ainda.
Fale assim:
"Confio no Senhor de todo meu coração e com toda a minha mente.
Não me apoiarei em meu próprio entendimento ou em minha introspecção."
Deixe DEUS agir em sua vida, somente assim veremos com mais clareza tudo o que está ao nosso redor e nem sequer olhamos com os olhos do coração!
Autoria do texto desconhecida
Ecologia Humana - Diferença Sexual e Unidade Dual
O homem é um ser que essencialmente se difere dos outros seres criados por pertencer ao mesmo tempo ao mundo visível e invisível.
Leia a matéria completa abaixo:
http://www.humanaaventura.com.br/paginas/ecologia.php
Leia a matéria completa abaixo: http://www.humanaaventura.com.br/paginas/ecologia.php
A oração do Senhor
A Igreja sempre considerou a Oração do Senhor (Pai Nosso) como a oração Cristã por excelência. Na antiga Igreja da África, por exemplo, os rudimentos da fé (em que cremos) foram transmitidos a partir dela; no seu catecumenato quando imersos no conhecimento da oração (o que oramos).Depois de terem uma explanação sobre o Credo (tradição) eles tinham que recitá-la publicamente de memória (redição); a passagem entre esta ‘tradição’ e ‘redição’ era a Oração do Senhor. Tertuliano não era o único a considerar a Oração do Senhor como sendo o compêndio e a síntese do Antigo e do Novo Testamento.
“Em suas poucas palavras, estão resumidas as falas dos profetas, os evangelhos, os Apóstolos; os discursos, as parábolas, os exemplos e dos ensinamentos do Senhor e, ao mesmo tempo, muitas de nossas necessidades são preenchidas. Na invocação do Pai, nos honramos a Deus; no Nome está o testemunho da fé; em Sua vontade está a oferta da obediência; no Reino está a recordação da esperança; no Pão coloca-se a questão da vida; no pedido de perdão está a confissão dos pecados; no pedido de proteção está o medo da tentação. Por que medo? Somente Deus poderia ensinar-nos como Ele queria que orássemos” (De Oratione 9,1-3).
Apesar de Lucas 11,2-4, eu examinarei apenas o texto de Mateus 6,9-13. Ele aparece inserido justamente após a segunda de três virtudes ? caridade (6,1-3), oração (6,4-15) e jejum (6,16-18) ? todas como formas superiores à justiça dos Judeus.
Mateus 6,9-13 esta estruturado em três partes. Começa com uma invocação, continua com três pedidos com referência a Deus, e encerra com três pedidos relativo ao povo messiânico. A oração tinha uma clara orientação escatológica e presume uma sinergia Deus-homem.
1. A INVOCAÇÃO DE ABERTURA:
“PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU”
a) ‘Pai Nosso’Em todos os tempos, a humanidade tem se voltado para a divindade a quem chama ‘Pai’. Com isto, a humanidade pretende reconhecer Sua autoridade e suplicar o Seu amor.O Antigo Testamento ? Não surpreende que entre os livros inspirados do Antigo Testamento, vinte e dois textos Hebreus, Aramáicos ou Gregos atribuam ao Senhor Iahweh o nome ‘Pai’. Deus é o primeiro de todos os pais do povo de Israel. Esta paternidade divina singular é relacionada a eventos históricos envolvendo o povo de Israel. Deus é o pai de Israel porque Deus estabeleceu por meio de eleição e pacto, uma existência para Israel que o transformou no filho primogênito de Deus, um povo propriedade de Deus (Ex 4,22-23; Dt 32,6-8). Há dois componente na paternidade divina: autoridade e amor. Deus é Pai de Israel. Desta forma Ele merece a soberania, o prestígio, o poder e a legítima autoridade de pai de família, daqueles filhos que dependem dEle e que Lhe são subordinadas, para lhe mostrar respeito e obediência (Is 64,4; 1,2; 30,9; Ml 1,6).
Deus é o pai de Israel. Cuidadoso e carinhoso com Seus filhos, Ele os cerca de amor gratuito, sempre misericordioso e fiel. (Is 49,15; 66,15; Sl 131,2; Os 11,1-4.8).
Deus é também o pai das pessoas que se relacionam intimamente com Israel. Isto envolve pessoas notáveis como o rei ou o Messias. (Sl 89,27; 2Sm 7,14; Sl 2,7).
Em relação à paternidade de Deus para as pessoas, os autores dos últimos livros do Antigo Testamento trabalham voltados para um mudança de perspectivas, isto é, em direção a um grande universalismo. Cada ser humano pode se tornar um filho de Deus, sem dúvida isto será realidade se ele/ela for santo e fiel a Deus. (Eclo 23,1-4; 51,10; Sb 2,13.16.18;5,5;14,3). De qualquer modo, esta é uma negação da idéia do Deus “solitário” do Islamismo (Alcorão 112,4.171; 5,116-117).
O Novo Testamento ? Com Jesus, a revelação bíblica da paternidade divina entra numa nova fase. Deus é o pai de Jesus Cristo e o pai dos Cristãos. Não é raro encontrar nas Epístolas Paulinas a expressão ‘o pai de Nosso Senhor Jesus Cristo’ (Rm 15,6; 2Cor 1,3; 11,31; Ef 1,13; Cl 1,3). Por outro lado, Jesus nunca diz ‘Pai Nosso”, mas ‘Meu Pai e vosso Pai’ (Jo 20,17) distinguindo entre ‘meu Pai’ (Mt 7,21) e ‘vosso Pai” (Mt 5,16).
O auto-conhecimento da filhação de Jesus é muito claro no Evangelho (Lc 2,49; Mc 13,32). Ele freqüentemente declara-se o enviado do Pai (Jo 3,17.34; 5,23.36.37; 6,44,57 etc…), em Hb 3,1 é chamado “o apóstolo”, isto é, “o enviado”. Jesus também afirma que sua pregação são palavras do Pai (Jo 3,34; 12,49-50; 14,10) e dão testemunhos do Pai (Jo 5,19.36;9,4).
Os Evangelhos contém muitas orações de Jesus. Mas apenas em Mc 15,34 invoca “Deus”: “Meu Deus, meu Deus, porque me abandonaste?”. Mas este grito do Crucificado é uma citação do Sl 22,2. Todas as outras preces começam com “Pai”; para louvar (Mt 11,25-26), na invocação durante a agonia no Getsêmani (Mt 26,39.42), na súplica na Cruz (Lc 23,34.36).
O Segundo Evangelho mostra-nos como Jesus se dirige a Deus com a expressão “Abba” (Mc 14,16). É uma palavra aramáica usada como forma de tratamento íntimo com uma pessoa mais velha, e muitas vezes adotada na linguagem usada pelas crianças na família, mesmo quando adultos se dirigem ao pai. Ao chamara Deus de “Abba”, Jesus demonstrou o singular relacionamento entre Ele e Deus, e ao mesmo tempo mostrou a familiaridade, a fidelidade, o respeito, a disposição que ele possui. Na oração, o judaísmo antigo, litúrgica ou particularmente, nunca ousou dirigir-se a Deus como “Abba”.
Além de ser o Pai de Jesus Cristo, Deus é também o Pai dos Cristãos em todos os sentidos. Isto não é um fenômeno puramente natural ? todos são filhos de Deus ?, mas um dom escatológico em Cristo. Este conceito tem origem em Deus, que criou-nos à imagem de Seu Filho, tanto que ele tornou-se o primogênito de todos os irmãos e irmãs (Rm 8,29), e colocou em nossos corações o Espírito de Seu Filho que clama: Abba, Pai (Gl 4,6). Deus nos escolheu para sermos Seus filhos adotivos através de Jesus Cristo (Ef 1,6). O Espírito Santo testemunha ao nosso espírito que somos filhos de Deus (Rm 8,16) e nós que temos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando que a adoção como filhos seja completa e definitiva (Rm 8,23).
Entretanto, é através da fé que nós efetivamos nossa filiação divina. “Vós todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus” (Gl 3,26). “Mas a todos que o receberam deu o poder de se tornarem filhos de Deus: aos que crêem em seu nome” (Jo 1,12).
Amor (Mt 5,44) e misericórdia (Lc 6,36), perdão (Mt 6,14-15) e paz (Mt 5,9): esses são algumas das manifestações concretas dos Cristãos como filhos de Deus. Como filhos de Deus, os Cristãos tornam-se irmãos e irmãs em Cristo, através de quem podem dirigir-se a Deus como Pai “nosso”.
Jesus, o primogênito entre muitos irmãos (Rm 8,29), chamou seus Apóstolos (Mt 28,10. Jo 20,17), aqueles que fazem a vontade de Deus (Mc 3,31-35) e os mais marginalizados (Mt 25,40.45) como seus “irmãos”. Ele exortou para o amor aos inimigos (Mt 5,43-47) assim ampliou o sentido de “irmãos”. Ele convida ao amor ao próximo (Lc 10,29034) que pode ser um amigo ou inimigo, aquele que ajuda e que precisa de nossa ajuda. Os dois mandamentos do Antigo Testamento são unificados (Dt 6,5 e Lv 19,18; Lc 10,25-28). Ele aponta o amor para com os seus como fonte e fundamento de nosso amor para com os outros (Jo 15,12-13).
b) “Que estais no céu”
No Evangelho, Jesus fala várias vezes do “Pai … no céu” (Mt 5,16.45) e do “Pai celeste” (Mt 5,48). O que é “céu” para Jesus e para os escritores do Novo Testamento? É o trono de Deus (Mt 5,34) de onde Sua voz é ouvida (Mc 1,11). O Espírito Santo desce do céu (Mc 1,10; At 1,12). Jesus é do céu, veio do céu (Jo 6,38), e é do céu que um dia Ele descerá novamente (1Ts 4,16). Os anjos sempre vêm do céu (Lc 2,13-15). A recompensa do Cristão está no céu: a terra natal, o lar (2Cor 5,1), bênção (Ef 1,3) e recompensa (Mt 5,12), esperança (Cl. 1,5) e herança (1Pe 1,4). Céu é portanto uma realidade divina ? e freqüentemente substitui o nome de Deus (Mt 3,2; 16,1 etc…).
c) “Pai nosso que estais no céu”
Intimamente unidos a Jesus o Filho Único, todos os seus discípulos constituem uma única família de filhos adotivos de Deus. Eles podem dirigir-se a Deus como “Pai” de toda a humanidade que Ele ama, e em Seu amor onipotente Ele inclina-se para conceder a humanidade Sua transcendência que humanamente é impossível atingir.
2. A PRIMEIRA SÚPLICA:
A SANTIFICAÇÃO DO NOME DE DEUS
Esta é a abertura de uma série de três súplicas relacionadas a Deus. O pronome possessivo na segunda pessoa do plural é utilizado nos pedidos: “vosso” nome, “vosso” reino, “vossa” vontade. A voz passiva teológica pode ser observadas no primeiro e no terceiro pedido: “santificado seja”, “seja feita”, significando “para vós”. Os três pedidos portanto podem ser interpretados como “santificai vosso nome” , “vinde e reinai”, “fazei vossa vontade”.a) O NomeO nome é entre os semitas aquilo que constitui um indivíduo, pelo menos o desejo que impõe e define as suas qualidades. Mas se na humanidade há aqueles que não honram seus nomes, Deus torna plenamente efetivo o significado de Seu Nome. Entre os nomes divinos há também “o Santo”. E Deus é realmente Santo, visto que Ele transcende as realidades terrestres; Ele está afastado da ineficácia e maldade do mundo, pois é absolutamente poderoso e bom . Isto recorda também que os Judeus falavam com respeito do “Nome de Deus” de forma a evitar a referência direta a “Deus” mesmo.
b) A Santificação do Nome
De acordo com a Bíblia o Nome de Deus podia ser santificado ou profanado pelo homem ou por Deus. A humanidade santifica o Nome pela observância de Seus Mandamentos. Ela profana Seu Nome quando transgride-os. Lv 22,31-32 estabelece: “Guardareis os meus mandamento e os praticareis. Eu sou Iahweh. Não profanareis o meu Santo Nome, a fim de que Eu seja Santificado no meio dos filhos de Israel”.
Observe-se as duas formas paralelas: uma condicional “guardareis” e “a fim de que Eu seja Santificado”; e outra imperativa “guardareis” e “não profanareis”. Para Deus, santificar (não profanar) Seu Nome é manifestado pela punição dos Israelitas culpados de idolatria no Egito e a sua libertação. Deste modo os Egípcios não podem acusá-Lo de ter sido impotente no auxílio do Seu povo perseguido e oprimido pelo Faraó (Ez 20,5-12). Deus também santifica Seu Nome (não profana) intervindo para punir os pecadores pagãos. Deste modo os idólatras vêem o Seu poder. (Ez 39, 1-7).
Finalmente, Deus santificará Seu Nome definitiva e completamente quando Ele purificar os Israelitas de seus pecados, dando-lhes um novo coração e um novo espírito, para que possam observar os Seus estatutos (Ez 36,22-28). Os Cristãos sabem que Deus tem presente o início da era escatológica.
Pela intervenção salvífica, Ele revela-se a Si mesmo como Santo (revela a Santidade de Seu Nome) no Filho, e dá-nos Seu Espírito Santo. Na adesão a Deus que revelou-se como Santo, e esperando para vê-Lo em toda Sua glória e poder, os Cristãos procuram revelar Deus como Santo, para santificá-Lo pela observância de Seus Mandamentos e assim interpretar Sua glória.
3. A SEGUNDA SÚPLICA:
A VINDA DO REINO DE DEUS
a) O ReinoO Reino de Deus, sus instituição, comunicação e realização, constitui o ensinamento central que Jesus anuncia para as multidões e para seus discípulos numa linguagem muito clara ou através da forma velada das parábolas.Para indicar o cumprimento do tempo da salvação, Jesus escolheu a expressão “Reino de Deus” para lembrar a autoridade de Deus, o território ou o sujeito de Sua autoridade. Isto fica bem nítido na Epístola aos Hebreu. Esta expressão sugere um domínio, um império, embora sobrenatural. Ou designa um estado de existência, semelhante a uma comunidade, uma realidade atual ou escatológica, uma realidade terrestre ou celeste.
b) A Vinda do Reino
Várias vezes Jesus fala que o Reino de Deus “está próximo” (Mt 4,17;10,7), outras vezes que “já chegou a vós” (12,28). No pensamento de Jesus, o Reino é tanto futuro como iminente, presente, todavia misteriosamente oculto nas próprias pessoas e atitudes.
No “Pai Nosso”, o verbo aoristo “vir” indica que o Reino veio, mas não está inteiramente realizado. Para estes Cristãos não se pergunta por uma lenta e progressiva vinda do Reino de Deus à terra; mas uma única e definitiva erupção no final dos tempos, quando Deus virá pessoalmente para governar.
Este evento escatológico coincidirá com a vinda gloriosa de Jesus que os Cristãos invocam com o “Maran atha” (1Cor 16,22), “Vinde Senhor Jesus” (Ap. 22,20). No final dos tempos, Jesus subjugará todos os inimigos, incluindo a morte, assim Deus será “tudo em todos” (1Cor 15,28).
4. A TERCEIRA SÚPLICA:
A REALIZAÇÃO DA VONTADE DE DEUS
a) A Vontade de DeusExceto por Ap 4,11 que fala da vontade criadora de Deus, o “problema” de Deus em todo o Novo Testamento é dar a conhecer Sua gratuita vontade universal para salvação, revelada e promulgada em sua plenitude somente na escatológica inaugurada por Cristo. A vontade de Deus de salvar toda a humanidade esta expressa em um momento sob a forma de promessa, e em outro em forma de preceito. A terceira súplica do “Pai Nosso” inclui ambos os aspectos da vontade de Deus.Os Cristãos pedem a Deus que conclua o Seu plano de salvação que acontecerá no final dos tempos. Eles também pedem que a humanidade não obstrua com seus pecados a realização do projeto divino de salvação. Outrossim, em termos positivos, os Cristãos pedem que a humanidade coopere com a vontade de Deus pela observação de Suas exigências éticas.
Se é verdade, como Santo Agostinho ensinou, que “Deus não quer a sua salvação sem a sua cooperação”, então Deus executará seu plano de salvação de tal modo que a humanidade, com o auxílio do Espírito Santo, receberá a graça para acompanhar os preceitos divinos.
Esta terceira súplica não é por um povo desanimado e abatido que aceita passivamente e com resignação, a vontade de Deus. Ao contrário, é por pessoas que esperam e apressam (2Pe 3,12) dinamicamente a definitiva completa execução da vontade divina para executar suas obrigações éticas.
b) “Na terra como no céu”
A frase não se refere apenas a esta terceira súplica, mas a todas as três. Assim como Deus sempre santifica Seu Nome no céu onde Ele reina e executa Sua vontade, assim Deus também santifique Seu Nome na terra, reinando e executando Sua vontade. Ou colocando de outro modo, Deus santifica Seu Nome, governe e execute Sua vontade em todo o Universo, que inclui o céu e a terra.
5. A QUARTA SÚPLICA:
O PÃO DA VIDA
Esta é a primeira de três súplicas que dizem respeito ao povo messiânico. Os pronomes pessoas estão na segunda pessoal do plural e os pronomes possessivos na primeira pessoal do plural: “nos dai”, “perdoai as nossas ofensas”, “não nos deixeis cair”, “a quem nos tem ofendido”, “o pão nosso de cada dia”, “nossas ofensas”.a) O PãoUm alimento fundamental, como o óleo e o vinho, na bacia mediterrânea, o pão indicado que serve para sustentar o corpo, e conforme a interpretação de muitos Padres da Igreja, para sustentar a alma.
O Cristão pede a Deus que conceda o alimento que é o pão, o alimento espiritual da Palavra de Deus e a Eucaristia, para a salvação eterna.
b) Epiousios (”de cada dia”)
Um termo que fez-se obscuro desde o tempo do Gênesis. De acordo com diversas etimologias, ele pode significar o pão “de cada dia”. E qual é esse dia? Hoje. A expressão grega pode ter sido usada para evitar “semeron”/”hoje”. Em lugar de “o pão nosso de hoje nos dai hoje”, agora se diz “o pão nosso de cada dia nos dai hoje”.
Os Cristãos recordam-se as palavras de Jesus “… o vosso Pai celeste sabe que tendes necessidade (comida e roupa). Buscai , em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas” (Mt 6,32-33).
Confiança na generosidade do Pai celeste é a condição necessária. Ele proverá o sustento necessário de toda a comunidade.
“De cada dia” é “de amanhã”, isto é, da escatologia. Jesus pôs seus discípulos a salvo de preocupações futuras e da acumulação de bens para si; à frente de suas preocupação sobre as coisas do mundo: “Não vos preocupei, portanto, com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã se preocupará consigo mesmo. A cada dia basta o seu mal” (Mt 6,34).
Os Cristãos pedem pão do amanhã escatológico, do banquete do Reino do céu (Lc 14,15). Eles pedem-no para hoje porque toda realidade terrestre vive o “agora” da era escatológica que aguarda o seu pleno desenvolvimento.
6. A QUINTA SÚPLICA:
A REMISSÃO DOS PECADOS
a) As transgressõesNão se trata de dívidas de gratidão obtidas por nós da generosidade paternal de Deus quando Ele nos concede suas dádivas. “Dividas” de acordo como entendimento dos Judeus são os nossos pecados. As dívidas não são consideradas como ações perversas em si mesmas, mas antes em relação a Deus cujas regras nós transgredimos e a quem nós devemos fazer uma reparação adequada.Ainda que nós devamos executar isto, nós nunca o faremos, devido a imensidão dessas dívidas. Nós mesmos nos encontramos na condição do servo implacável cujo débito chega a 10.000 talentos, e que não tem como pagar, foi vendido juntamente com todos os seus familiares e com seus bens (Mt 18,23-25). A confissão desta impossibilidade de compensar a dívida leva-nos a voltar com humildade em direção ao misericordioso amor de Deus que sobrepõe-se a tudo; então Ele perdoa nossos pecados, que nós mesmos jamais poderíamos expiar.
b) “Como nós perdoamos quem …”
A generosidade de Deus, para qual nós apelamos, coloca um única condição para que recebamos a remissão dos pecados: que nós perdoemos também quem nos ofendeu, que nós perdoe-mos aquele que tenha nos ofendido. E nos podemos mostrar misericórdia para com nossos irmãos e irmãs, exatamente porque nos podemos passar o grande tesouro de misericórdia que Deus primeiro mostrou a nós. Isto é tão claro que ao contrário também é verdade: que nossa oração não será atendida se como o servo implacável (Mt 18,23.15; cf. 6,14-15) nós deixarmos de perdoar nossos irmãos e irmãs.
O quinto pedido, como o sexto, resulta da situação que o pecado adia a definitiva vindo do Cristo glorioso e do Reino do Pai. 2Pe 3,9 diz que o Senhor não tarda a cumprir a sua promessa, como pensam alguns; mas o que ele está é usando de paciência com convosco, porque não quer que ninguém se perca, mas que todos venham a converter-se.
7. A SEXTA SÚPLICA: A PRESERVAÇÃO DAS TENTAÇÕES E A LIBERTAÇÃO DO MAL
a) A TentaçãoTentar significa testar, experimentar; portando tentação significa teste ou experiência. Algumas vezes é a humanidade que testa Deus, como os Israelitas no deserto (Dt 8,2). Isto significa desafiar Deus, negando-se a demonstrar-Lhe dedicação e obediência, em oposição ao Seu plano de salvação.Outras vezes é Deus quem testa a humanidade, como quando Ele testou Abraão no sacrifício de seu único filho (Gn 22,1f). Isto significa dizer que Deus, querendo realizar seu plano para salvação, antes deu à humanidade a decisão de acreditar ou não nEle, para obedecê-Lo ou não.
Outras vezes, ainda, é o demônio, Satanás, que testa a humanidade para tentar obstruir o plano divino de salvação, buscando empurrar a humanidade em direção à descrença e a desobediência (Mt 4,1-11).
Tentação neste sentido não vem de Deus, mas do demônio. Mas é atribuída a Deus na concepção semítica, Deus é a causa fundamental e todas as coisas (cf. Prólogo do Livro de Jó). Assim se fala da tentação de todos os dias da vida, símbolo e antecipação da tentação do último dia, “da tentação que virá sobre o mundo inteiro” (Ap 3,10). Esta “grande tribulação” (Mt 24,21) é o final e decisivo ataque que Satanás lançará contra os fiéis, atacando com tanta violência que, como disse Jesus, “se aqueles dias não fossem abreviados, nenhuma vida se salvaria. Mas, por causa dos eleitos, aqueles dias serão abreviados” (Mt 24,22) assim haverá fé sobre a terra (cf. Lc 18,18).
Os Cristãos rezam para o Pai celeste, para que Ele apenas os guarde da tentação, mas também que não os deixe cair em tentação. De acordo com esta idéia é o ensinamento encontrando em 1Cor 10,13: “Deus é fiel; não permitirá que sejais tentados acima das vossas forças; mas, com a tentação, ele vos dará os meios de sair dela e a força para a suportar”.
Isto é valido para as tentação da vida diária, mas além de tudo para a grade tentação dos últimos dias.
b) A Libertação do Mal
A segunda parte do sexto pedido repete mais ou menos o que foi dito na primeira, porém no modo positivo (diferente do modo negativo da primeira parte). Os Cristãos pedem a Deus que preserve-os do mal. Porém a personificação do “ponerou” (forma masculina de “poneros” para indicar Satanás) é preferida, o que não exclui o significado de “mal”.
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Sob a luz do Antigo Testamento e do Judaísmo, o “Pai Nosso” não apresenta nenhuma idéia nova.Em “Anicia Proba Faltonia” (pouco depois de 411 d.C.), Santo Agostinho, nascido de uma família nobre, que buscou proteção no Godo Alarico, observa os paralelos no Antigo Testamento de cada pedido da Oração do Senhor.Ele concluiu “Se todas as palavras da sagrada invocação constante da Escritura fossem revisadas, você não encontraria nenhuma, isto me parece, que não está contida ou resumida no “Pai Nosso” (Epístola 130,12.22-13).
Aqui está uma sinopse dos paralelos citados por Santo Agostinho:
Santificado seja o vosso nome ? “Como, diante delas, te mostrastes santo em nós, assim, diante de nós, mostra levas a tua grandeza” (Eclo 36,3)
Venha a nós o vosso Reino ? “Deus dos Exército, faze-nos voltar! Faze tua face brilhar, e seremos salvos” (Sl 80,8).
Seja feita vossa vontade assim na terra como no céu ? “Firma meus passos com a tua promessa e não deixes mal nenhum me dominar” (Sl 119,133).
O pão nosso de cada dia nos daí hoje ? “… não me dês nem riqueza e nem pobreza, concede-me o pedaço de pão” (Pv 30,8).
Perdoai as nossas ofensas assim como nos perdoamos a quem nos tem ofendido ? “Iahweh, lembra-te de Davi, de suas fadigas todas…” (Sl 132,1). “Iahweh, meu Deus, se eu fiz algo … se em minhas mãos há injustiça, se paguei com mal ao meu benfeitor … (Sl 7,4-6).
Livrai-nos do mal ? “Deus meu, livra-me dos meus inimigos, protege-me dos meus agressores! (Sl 58,2).
O mesmo pode ser observado na literatura judaica; passagens de orações litúrgicas e outros textos antigos mostram-se paralelos à Oração do Senhor, um exemplo é “Literatura Rabínica e Ensino do Evangelho”, de G.G. Montefiore, Londres, 1930, p. 125-135.
Abaixo esta uma breve síntese:
Pai nosso que estais no céu ? “Nosso Pai do céu, vós vos agradais em estabelece um Casa de nossa vida e para colocar Vossa Presença no centro de nossos dias ….” (Liturgia para Manhã de Sábado de acordo com o costume romano).
Santificado seja Vosso Nome ? “Possa Vosso grande Nome ser elevado e santificado” (Qaddish).
Venha a nós o Vosso Reino ? “Possa Vosso Reino ser realizado em vossa vida, e em vossos dias e na vida de toda Casa de Israel agora e para sempre” (Qaddish).
O pão nosso de cada dia nos dai hoje ? Rabbi Eliezer, o Grande, disse: “quem tiver um pedaço de pão numa cesta e disser: que comerei amanhã? é uma pessoal de pouca fé” (B. Soda 48b).
Perdoai os nossos pecados ? “Perdoai-nos, Ó Pai Nosso, porque nos temos pecado, Absolve-nos, Ó Nosso Rei, porque nos cometemos transgressões” (Amida).
Como nós perdoamos a quem nos tem ofendido ? Samuel, o Pequeno, disse: “se o vosso inimigo cair, não vos rejubileis, se ele se perder, não deixai vosso coração se alegrar, para que Deus não veja e volte os Seus olhos e afaste dele Sua fúria” (Aboth 4,24).
Não nos deixeis cair em tentação, mas livrai-nos do mal ? “Seja um escudo para nós, e afaste nossos inimigos, doenças, a espada, fome, angústia. Afaste o Adversário da frente e de trás de nós” (oração de Mar Bar Rabna, 5ª centúria, na Liturgia Noturna).
Não obstante isto, a Oração do Senhor é ainda a mais original das orações; é a oração por excelência. Tudo o que diz e contém (e o que não é dito) é a referência essencial do relacionamento entre a humanidade e Deus.
Colocada acima das contingência de tempo e espaço, tem um caráter universal em que a humanidade encontra a si mesmo, através de muitas épocas e civilizações.
Autor: pe. Marco Andinolfi
Fonte: Site Christus Rex
Tradução: Claudiomar Barbosa da Silva
Site:www.portalcatolico.org.br
domingo, 26 de junho de 2011
ZENIT - Eucaristia é antídoto contra individualismo
Sem a Eucaristia, a Igreja não existiria, sublinhou hoje o Papa Bento XVI, ao introduzir a oração do Ângelus com os peregrinos presentes na Praça de São Pedro. Confira no link abaixo:
ZENIT - Eucaristia é antídoto contra individualismo
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