terça-feira, 9 de agosto de 2011

RESUMO DO LIVRO “ATOS DOS APÓSTOLOS”


1.   O Livro dos Atos dos Apóstolos é o segundo Livro escrito por Lucas, que escreveu também o terceiro Evangelho. 
Dedicou ambos a Teófilo (Quem era? Foi quem financiou o livro; ou era uma autoridade da Igreja ou política; ou 
teós + filos = amigo de Deus). 
2.   Para Lucas, o Antigo Testamento é o tempo de Deus Pai; os Evangelhos, o tempo de Jesus; de Atos em diante é o 
tempo do Espírito Santo, isto é, da Igreja (mas a Trindade está sempre presente em todos os momentos). 
3.   Diferente de Marcos e Mateus, onde Jesus manda os Apóstolos para a Galiléia depois da Ressurreição, em Lucas e 
Atos, Jesus permanece em Jerusalém, para cumprir a profecia: “De Jerusalém sairá a Palavra de Deus” (Is 2,3c). 
Onde terminou a missão de Jesus, começa a missão dos Apóstolos e da Igreja. Os discípulos devem ser testemunhas
de Jesus! 
4.   O projeto de Deus é universal visa atingir todos os povos: Jerusalém, Judéia, Samaria e até os confins do mundo (At 
1,8). A Igreja será guiada pelo Espírito Santo e atingirá todas as partes graças ao trabalho missionário. 
5.   O Antigo Testamento tem por base as Doze Tribos de Israel. O Novo Testamento tem por base os Doze Apóstolos. 
Judas Iscariotes será substituído porque traiu (e não porque morreu). Em seu lugar entra Matias. 
6.   Pedro é o líder do grupo e aparece sempre por primeiro em todas as atividades mais importantes da Igreja que nasce. 
7.   Quem guia toda a caminhada da Igreja é o Espírito Santo (55 vezes em Atos). Todos estão “cheios” ou “repletos” do 
Espírito que é derramado em abundância.  
8.   A Igreja nasce em Pentecostes (At 2), mas já havia sido anunciada por Jesus (Mt 16,18). Lucas faz questão de mostrar 
que de todas as regiões havia representantes em Pentecostes! 
9.   O modo de organizar-se é em comunidade, onde se vive a fraternidade e os membros são chamados de irmãos.  
10. Algumas  características das primeiras comunidades: são perseverantes; seguem o ensinamento dos Apóstolos; 
eram fraternas, unidas, viviam em comunhão; partiam o pão da Eucaristia e da caridade; assíduos na oração; viviam 
no temor, isto é, o respeito por Deus; viam e valorizavam os sinais de Deus; partilhavam os bens e a vida; não havia 
necessitados entre eles; freqüentavam o Templo e as casas; viviam na alegria e na simplicidade; louvavam a Deus; 
eram estimados pelos demais; etc... 
11. Tudo o que eles fazem é “em nome de Jesus”: anunciam, batizam, fazem sinais e milagres, sofrem perseguições...  
12. Lucas faz questão de mostrar que tudo o que acontece é para o bem do Reino. Por isso, repete a cada momento que 
a Igreja cresce, a Palavra é anunciada, mais membros aderem... Nasce uma Igreja alegre e fiel ao projeto de Deus! 
13. No judaísmo eram somente os homens que contavam. Na Igreja que cresce vamos percebendo como é importante a 
participação das mulheres que vão buscando seu espaço. Elas aparecem rezando (At 1,14); aderindo à Igreja (5,14; 
8,12); também são perseguidas (8,3; 9,2); ajudam a formar a primeira comunidade na Europa (16,11-15), etc. 
14. A Igreja nasce e cresce em meio a muitos problemas e também dificuldades. Mas é em comunidade, nas assembléias
que se resolvem os problemas. Novos ministérios surgem, como os Diáconos (At 6,1-6). 
15. Estêvão é o primeiro mártir. Ele morre como um  justo (a exemplo de Jesus) contemplando a glória de Deus (At 
7,55); entregando o espírito a Deus (7,59) e perdoando seus perseguidores (7,60).  
16. O responsável pela morte de Estêvão é um jovem fariseu chamado Saulo. No caminho em direção a Damasco, onde ia 
prender cristãos, o Senhor lhe aparece. Toda a sua vida muda. O perseguidor passa a ser perseguido.  E torna-se o 
grande missionário. A ele cabe a evangelização dos  gentios  (= pagãos, isto é, dos pagos, estrangeiros).  Saul é a 
forma hebraica do nome. Saulo é em aramaico. E Paulo é em grego, que passa a ser usado a partir de At 13,9. 
17. Uma passagem importante e difícil foi a entrada dos gentios  no Cristianismo. A princípio toda a evangelização foi 
aos judeus e aos poucos a Igreja foi assumindo a sua dimensão universal, aberta a todos os povos, conforme as 
profecias. Houve dificuldades. Pedro foi quem deu o primeiro passo, depois de receber uma visão de Deus (At 10,1-
43). Os gentios também tiveram o seu Pentecostes (10,44-48). Mas alguns judaizantes queriam impor a eles a 
circuncisão e toda a Lei do Antigo Testamento. Aconteceu o primeiro Concílio (15,1-29) e em assembléia decidiu-se 
o que era necessário exigir. 
18. A comunidade deu muitos  títulos a Jesus. Os três principais são:  Jesus, que significa  Deus salva ou o  Salvador; 
Cristo, é o Messias ou o Ungido ou o Prometido no AT; Senhor, é Kyrios em grego, é  nosso Deus! Outros títulos: o 
Santo, o  Servo, o  Justo, o  Nazareno, o  Autor da Vida, a  Pedra Angular; o  Profeta, o  Filho do Homem; o 
Caminho, o Ressuscitado, etc. 
19. A partir de At 11,30 encontramos a presença dos “Anciãos” (presbíteros em grego). São os novos líderes das 
comunidades. Eles aparecem 10 vezes em Atos, nomeados quase sempre em seguida aos Apóstolos (15,2.4.6.22.23). 
20. Depois do Concílio de Jerusalém, Lucas passa a dar destaque à atividade missionária de  Paulo e suas viagens. 
Termina com a viagem de Paulo e sua chegada a Roma onde será julgado. Mas Lucas prefere não relatar o martírio 
de Paulo, prefere que o livro termine com o herói vivo. Jesus continua vivo porque ressuscitou. Paulo continua vivo
porque a Igreja cresce e continua sua missão...
21. Agora começa  a nossa missão. “Repletos” do Espírito Santo, devemos ler a Bíblia, viver em comunidades, ser 
testemunhas, assíduos na oração, praticar a caridade – sobretudo com os mais necessitados –, formando uma Igreja 
alegre e fiel ao projeto de Jesus Cristo! Nossa missão é sermos Teófilos, isto é, os Amigos e Amigas de Deus hoje!


Fonte: http://www.ofmcapuchinhos.org.br

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