sábado, 10 de setembro de 2011

A Cáritas segue ajudando a Somália em emergência humanitária

A Cáritas continua levando ajuda à Somália apesar das dificuldades que sofre esse país, como outros territórios da região chamada Chifre da África, devido à seca e à fome, que aumetaram o número de refugiados.

Leia matéria completa no site abaixo

A Cáritas segue ajudando a Somália em emergência humanitária

O Papa recorda o 11 de setembro: Nada justifica o terrorismo

O Papa Bento XVI enviou hoje uma carta ao Presidente da Conferência de BisposCatólicos dos Estados Unidos (USCCB), Dom Timothy Dolan, na que assegura que nada justifica o terrorismo e eleva suas oraçõespelas vítimas dos atentados de 11 de setembro em Nova Iorque, ao comemorar o 10° aniversário destes trágicos eventos.

Leia matéria completa no site abaixo.
O Papa recorda o 11 de setembro: Nada justifica o terrorismo

Didaqué - O CAMINHO DA VIDA E O CAMINHO DA MORTE - (Ano 145-150 DC)


Continuamos com a leitura do DIDAQUÉ: UM CATECISMO DO SÉCULO I, hoje com o capitulo IV.


CAPÍTULO IV 


1Filho, lembre-se dia e noite daquele que prega a Palavra de Deus para você. Honre-o como se fosse o próprio Senhor, pois Ele está presente o¬nde a soberania do Senhor é anunciada. 


2Procure estar todos os dias na companhia dos fiéis para encontrar forças em suas palavras. 


3Não provoque divisão. Ao contrário, reconcilia aqueles que brigam entre si. Julgue de forma justa e corrija as culpas sem distinguir as pessoas. 


4Não hesite sobre o que vai acontecer. 


5Não te pareças com aqueles que dão a mão quando precisam e a retiram quando devem dar. 


6Se o trabalho de suas mãos te rendem algo, as ofereça como reparação pelos seus pecados. 


7Não hesite em dar, nem dê reclamando porque, na verdade, você sabe quem realmente pagou sua recompensa. reverência, como à própria imagem de Deus. 


12Deteste toda a hipocrisia e tudo aquilo que não agrada o Senhor. 


13Não viole os mandamentos dos Senhor. Guarde tudo aquilo que você recebeu: não acrescente ou retire nada. 


14Confesse seus pecados na reunião dos fiéis e não comece a orar estando com má consciência. Este é o caminho da vida.



Fonte:www.salvaialmas.com.br

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Papa pede escolas católicas de verdade

O Papa Bento XVI pediu hoje aos bispos indianos de rito latino que velem para que suas escolas “sejam verdadeiramente católicas” e que respeitem a “herança espiritual e intelectual da Igreja”.
Leia o artigo completo no site abaixo.

RESUMO DO TRATADO DA VERDADEIRA DEVOÇÃO À VIRGEM SANTÍSSIMA – São Luis Mria Grignion de Monfort. Parte VI


2. Os apóstolos dos últimos tempos

55. Deus quer, finalmente, que sua Mãe Santíssima seja agora mais conhecida, mais amada, mais honrada, como jamais o foi. E isto acontecerá, sem dúvida, se os predestinados puserem em uso, com o auxílio do Espírito Santo, a prática interior e perfeita que lhes indico a seguir

56. Mas quem serão esses servidores, esses escravos e filhos de Maria?
Serão ministros do Senhor ardendo em chamas abrasadoras, que lançarão por toda a parte o fogo do divino amor.
Serão “sicut sagittae in manu potentis” (Sl 126, 4) – flechas agudas nas mãos de Maria toda-poderosa, pronta a traspassar seus inimigos.
Serão filhos de Levi, bem purificados no fogo das grandes tribulações, e bem colados a Deus, que levarão o ouro do amor no coração, o incenso da oração no espírito, e a mirra da mortificação no corpo e que serão em toda parte para os pobres e os pequenos o bom odor de Jesus Cristo, e para os grandes, os ricos e os orgulhosos do mundo, um odor repugnante de morte.  Tradução enérgica da palavra de São Paulo (1Cor 6, 17)
  
58. Serão verdadeiros apóstolos dos últimos tempos, e o Senhor das virtudes lhes dará a palavra e a força para fazer maravilhas e alcançar vitórias gloriosas sobre seus inimigos; dormirão sem ouro nem prata, e, o que é melhor, sem preocupações no meio dos outros padres, eclesiásticos e clérigos, “inter medios cleros” (Sl 67, 14) e, no entanto, possuirão as asas prateadas da pomba, para voar, com a pura intenção da glória de Deus e da salvação das almas, aonde os chamar o Espírito Santo, deixando após si, nos lugares em que pregarem, o ouro da caridade que é o cumprimento da lei (Rom 13, 10).

59. Sabemos, enfim, que serão verdadeiros discípulos de Jesus Cristo, andando nas pegadas da pobreza e humildade, do desprezo do mundo e caridade, ensinado o caminho estreito de Deus na pura verdade, conforme o santo Evangelho, e não pelas máximas do mundo, sem se preocupar nem fazer acepção de pessoa alguma, sem poupar, escutar ou temer nenhum mortal, por poderoso que seja. Terão na boca a espada de dois gumes da palavra de Deus; em seu ombros ostentarão o estandarte ensangüentado da cruz, na direita, o crucifixo, na esquerda o rosário, no coração os nomes sagrados de Jesus e de Maria, e, em toda a sua conduta, a modéstia e a mortificação de Jesus Cristo.

Eis os grandes homens que hão de vir, suscitados por Maria, em obediência às ordens do Altíssimo, para que o seu império se estenda sobre o império dos ímpios, dos idólatras e dos maometanos. Quando e como acontecerá?... Só Deus o sabe!... Quanto a nós, cumpre calar-nos, orar, suspirar e esperar: Exspectans exspectavi (Sl 39, 2).


quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Nós somos católicos « Presbíteros

Sou todo Vosso, Mãe e Senhora!


Sou todo Vosso, Mãe e Senhora!
Há certos acontecimentos da vida de João Paulo II que são dignos de memória, mais ainda que
outros. São aquelas atitudes do Servo de Deus que ainda rendem bons frutos nessa Terra
e terão desdobramentos eternamente, no Céu. Falar sobre isso nunca será demais:
a justiça e a gratidão exigem que esses gestos sejam sempre lembrados.
Durante seu longo pontificado, nas mais diversas situações, ele tinha seus olhos voltados constantemente para Nossa Senhora.
Aproveitou-se de ocasiões solenes ou intimas, visitas a grandes santuários ou a pequenas igrejas e capelas, fóruns internacionais ou encontros privados para, sempre, renovar sua "consagração a Cristo pelas mãos de Maria" (RMa 48).
Ele escolheu este meio para mostrar ao mundo seu amor à Virgem Maria e seu desejo de viver fielmente esse compromisso de fidelidade a sua devoção mariana. E assim ele agiu até o fim de sua vida.
De onde ele auriu e encontrou fundamentos para essa entranhada devoção a Nossa Senhora?
Sem dúvida alguma, na Tradição Católica e nos exemplos de vida de inúmeros santos. Contudo, a mariologia de João Paulo II foi beneficamente influenciada, sobretudo, por S. Luís Maria Grignion de Montfort (1673-1716) que afirmava: "Toda a nossa perfeição consiste em sermos configurados, unidos e consagrados a Jesus Cristo. Portanto, a mais perfeita de todas as devoções é, incontestavelmente, aquela que nos configura, une e consagra mais perfeitamente a Jesus Cristo.
Ora, sendo Maria, entre todas as criaturas, a mais configurada a Jesus Cristo, daí se conclui que, de todas as devoções, a que melhor consagra e configura uma alma a Nosso Senhor é a devoção a Maria, sua santa Mãe; e quanto mais uma alma for consagrada a Maria, tanto mais será a Jesus Cristo" (Tratado, 120 - in RVM 15).
Fonte: http://www.arautos.org.br

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Fé e Política


A Igreja insiste na participação dos fiéis


Os últimos Papas têm convocado os fiéis católicos para participar da política ativamente. Sabemos que a política correta é um meio forte de viver a caridade, pois visa ao bem comum, especialmente dos mais desamparados, doentes, pobres, desabrigados, sem escolas, entre outros. Na comemoração dos 150 anos de unidade da Itália o Papa Bento XVI fez um apelo para que os bispos incentivem os católicos a participar da vida pública. Disse: “A fé, de fato, não é alienação: são outras as experiências que contaminam a dignidade do homem e a qualidade da convivência social”.

O Santo Padre pediu aos bispos que estimulem os fiéis leigos a “vencer todo espírito de fechamento, distração e indiferença, e a participar em primeira pessoa na vida pública”, para construir uma sociedade que respeite plenamente a dignidade humana. Infelizmente criou-se entre nós católicos uma cultura perigosa de se afastar da política por ela ser exercida, muitas vezes, por corruptos e imorais. Ora, sabemos que há a boa política e também a politicagem; o político e o politiqueiro. Não podemos queimar a política por causa da politicagem, temos que afastá-los do poder por meio do voto. A Igreja insiste na participação dos fiéis na política, senão vejamos. 

O Concílio Vaticano II declara na “Gaudium et Spes”:
"Lembrem-se, portanto, todos os cidadãos ao mesmo tempo do direito e do dever de usar livremente seu voto para promover o bem comum. A Igreja considera digno de louvor e consideração o trabalho daqueles que se dedicam ao bem da coisa pública a serviço dos homens e assumem os trabalhos deste cargo" (GS 75).

O Catecismo da Igreja Católica (CIC) insiste:
CIC §899 - "A iniciativa dos cristãos leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristãs. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja".

CIC §2442 - "Não cabe aos pastores da Igreja intervir diretamente na construção política e na organização da vida social. Essa tarefa faz parte da vocação dos fiéis leigos, que agem por própria iniciativa com seus concidadãos. A ação social pode implicar uma pluralidade de caminhos concretos. Terá sempre em vista o bem comum e se conformará com a mensagem evangélica e com a doutrina da Igreja. Cabe aos fiéis leigos "animar as realidades temporais com um zelo cristão e comportar-se como artesãos da paz e da justiça".

Noto que, por exemplo, nos Sites da internet, no Facebook e no Orkut muitos cristãos assumem com orgulho a identidade católica, mas desprezam a política, como se fosse apenas atividade dos maus. O povo precisa aprender a fazer política honesta; e para isso é preciso criar uma cultura sadia. É preciso ensinar o povo a não vender o voto por uma cesta básica, um emprego prometido, o agrado de um candidato, entre outros. Muitos, infelizmente, votam com a barriga ou com o coração, mas não com a consciência.

Esse é o problema do Brasil hoje. Os bons fogem da política e a deixam nas mãos dos maus, com exceções, é claro. Cada cristão está obrigado a esta tarefa.
Martin Luther King, aquele importante pastor negro americano que liderou a luta contra o racismo nos Estados Unidos da América, na década de 60, e que foi assassinado por isso, afirmava: “Não tenho medo dos maus, dos violentos, dos corruptos, só tenho medo do silêncio dos bons”.
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Felipe Aquino
felipeaquino@cancaonova.com
Prof. Felipe Aquino, casado, 5 filhos, doutor em Física pela UNESP. É membro do Conselho Diretor da Fundação João Paulo II. Participa de aprofundamentos no país e no exterior, escreveu mais de 60 livros e apresenta dois programas semanais na TV Canção Nova: "Escola da Fé" e "Trocando Idéias". Saiba mais em Blog do Professor Felipe Site do autor: www.cleofas.com.br

Pátria e Bíblia



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Pátria e Bíblia

Nunca teremos uma Pátria de irmãos se não contarmos com a Palavra
O relacionamento fraterno constrói uma sociedade mais justa e saudável para todos. É a Palavra bíblica que educa as pessoas para o diálogo, para a relação fraterna e para uma Pátria verdadeiramente de paz. Não basta celebrar a Semana da Pátria e mês dedicado à Bíblia se não há comprometimento com a felicidade e a vida de todo o povo.

O Brasil tem experimentado diversos tipos de avanços. Em muitos deles não conseguimos sentir verdadeiros sinais de vida digna. O "Grito dos Excluídos" do Sete de Setembro ainda acontece de forma abafada, porque muita gente continua excluída, sem as condições reais de cidadania e de valores nos campos sociais, políticos e econômicos.
A Bíblia provoca atitudes de luta, de força em prol da justiça e de denúncia dos responsáveis pela prática das injustiças. Ela é como sentinela que aponta para direções justas. Seu objetivo é salvar a vida do povo. É a voz de Deus que vem importunar os mecanismos que favorecem determinados grupos privilegiados.

Almejamos uma Pátria de amor, porque onde há amor, não pode existir a prática do mal. É a justiça do Reino de Deus, no cumprimento e na fidelidade ao projeto querido por Deus. É o Reino do perdão, da acolhida e da reintegração das pessoas na comunidade. Faz pensar num pastor de ovelhas que, quando perde uma delas, vai à sua procura até encontrá-la.
Nunca teremos uma Pátria de irmãos se não contarmos com os ensinamentos da Bíblia. Ela é Palavra de Deus que anuncia princípios de fraternidade, de honestidade, de transparência e de tudo que leva à vivência do bem. O país precisa garantir e cultivar a justiça para que seu povo tenha vida e liberdade plena.

Corremos o perigo de uma religião fácil, sem compromisso com a criação e com os Mandamentos da Sagrada Escritura. Qualquer ofensa a alguém é romper com a vida de todos na comunidade. Por isso temos que lançar mão dos instrumentos que integram na prática da convivência e no valor da vida no país.
Bispo diocesano de São José do Rio Preto

Mês da Bíblia - Primeiro discurso de São Pedro

Conheça um pouco a Bíblia  através desse primeiro discurso de São Pedro logo após receberem o Espirito Santo (Atos 2,14-36)

 14. Pedro, de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: “Homens da Judéia e todos vós, que residis em Jerusalém, seja do vosso conhecimento o que vou dizer. Escutai-me com toda a atenção. 
 15. Estes aqui não estão embriagados, como podeis pensar, pois estamos ainda em plena manhã. 
 16. Está acontecendo o que foi anunciado pelo profeta Joel: 
 17. ‘Nos últimos dias, diz o Senhor, derramarei do meu Espírito sobre toda carne, e vossos filhos e filhas profetizarão, os vossos jovens terão visões e os vossos anciãos terão sonhos; 
 18. mesmo sobre os meus escravos e escravas derramarei do meu Espírito, naqueles dias, e profetizarão.  19. E mostrarei prodígios no céu, em cima, e sinais na terra, em baixo, sangue e fogo e nuvem de fumaça. 
 20. O sol se transformará em trevas e a lua, em sangue, antes que venha o grande e glorioso dia do Senhor. 21. E todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo’. 
 22. Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem credenciado por Deus junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou entre vós por meio dele, como bem o sabeis.   
 23. Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz.   
 24. Mas Deus o ressuscitou, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse.   
 25. Pois Davi diz a seu respeito: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, porque está à minha direita, para que eu não vacile.   
 26. Por isso alegrou-se meu coração e exultou minha língua; mais ainda, minha carne repousará na esperança.   
 27. Não abandonarás minha alma no reino da morte nem deixarás o teu Santo conhecer a decomposição.   28. Deste-me a conhecer caminhos de vida e me encherás de alegria com a tua presença’.   
29. Irmãos, seja-me permitido dizer-vos, com toda liberdade, que o patriarca Davi morreu e foi sepultado, e seu sepulcro está entre nós até hoje.   
 30. Ora, ele era profeta e sabia que Deus lhe havia jurado solenemente que um de seus descendentes se sentaria no seu trono.   
 31. Assim, ele previu a ressurreição do Cristo e é dela que disse: não foi abandonado no reino da morte, e sua carne não conheceu a decomposição.   
 32. De fato, Deus ressuscitou este mesmo Jesus, e disso todos nós somos testemunhas.  
33. E agora, exaltado pela direita de Deus, ele recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai e o derramou, como estais vendo e ouvindo.   
 34. Pois Davi não subiu ao céu, mas ele diz: ‘Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-te à minha direita,   
35 . até que eu ponha teus inimigos como apoio para teus pés’.   
 36. Portanto, que todo o povo de Israel reconheça com plena certeza: Deus constituiu Senhor e Cristo a este Jesus que vós crucificastes”.   

Referência: Bíblia CNBB

Como nasceu o Mês da Bíblia?

O Mês da Bíblia surgiu em 1971, por ocasião do cinquentenário da Arquidiocese de Belo Horizonte, Minas Gerais. Foi levado adiante com a colaboração efetiva do Serviço de Animação Bíblica – Paulinas (SAB), até posteriormente ser assumido pela Conferência dos Bispos do Brasil (CNBB) e estender-se ao âmbito nacional.


Leia artigo completo no site abaixo.


http://comunicacatequese.blogspot.com/

domingo, 4 de setembro de 2011

A BÍBLIA, MARIA E OS JOVENS

Rio de Janeiro, 03 set (RV) - Ao iniciarmos o mês da Bíblia deste ano, quando somos chamados a contemplar a experiência do deserto do povo de Deus que caminhou da escravidão para a terra prometida, a Arquidiocese do Rio de Janeiro recebe a imagem peregrina da Virgem de Nazaré. Portanto, iniciaremos o mês da Bíblia com aquela que colocou em prática a Palavra de Deus em sua vida (“Faça-se em mim...”). Maria é o grande sinal que temos de alguém que acreditou no Senhor e deixou-se conduzir pela Sua vontade. Como consequência gerou, para nossa salvação, Cristo, o Senhor.

Colocamos em suas mãos o pedido ao Senhor para que possamos viver intensamente a Palavra de Deus em nossa história. Pedimos também a Ela que interceda pelos jovens que estarão participando da Jornada Mundial da Juventude em 2013 em nossa cidade, e por todos os que começam a preparar o país, transportando a Cruz e o ícone mariano pelas cidades do Brasil.

O que traz tantas pessoas para essas comemorações e celebrações? Mesmo com a mudança de época e com a tendência laicista da sociedade ocidental, o apelo à fé é de tal forma abrangente que leva a pessoa a participar com todo o seu ser das manifestações que explicitam suas convicções e sua alegria. São momentos que só quem participa é que pode experimentar o entusiasmo que nos move.

Junto com essas celebrações populares, as reuniões em grupos nas pequenas comunidades e os círculos bíblicos devem conduzi-los, através da “leitura orante da Bíblia”, a um aprofundamento de fé que nos faça experimentar a presença de Deus nos “desertos” de nossas vidas. A reflexão em grupos é de suma importância para uma educação na fé, que aprofunde a vida e os caminhos de cada um de nós. As reflexões ajudam-nos a discernir a vontade de Deus em nossas vidas e nos aproximam da Palavra de Deus, que é luz em nosso caminhar. Todos nós necessitamos dessa luz para a nossa caminhada de fé e esperança.

As reuniões são oportunidades de conhecermos o Plano de Deus e sermos motivados para viver melhor a nossa vida cristã. Isso significa que grande parte de nossa cidade está refletindo sobre a importância de viver como discípulo de Jesus, tendo como consequência a missionariedade, através da leitura e reflexão da Palavra de Deus.

Eu acredito que esses passos não ficam sem uma resposta na vida das pessoas. Tanta movimentação, sacrifícios, louvores, reflexões, manifestações em torno de um sinal que ajuda a pessoa a elevar seu pensamento e sua vida a Deus deve, necessariamente, levar toda a população a atitudes novas.

Com tantos acontecimentos de reflexão e participação que agora começamos a viver com a preparação da Jornada Mundial da Juventude, além do que entra pelos nossos sentidos, há a graça de Deus que move as nossas vidas para que realizemos juntos a civilização do amor, tanto com nossa vida pessoal como através de atitudes comunitárias.

A beleza dos milhões de jovens em Madri que não precisaram nem de drogas e nem de álcool para se alegrarem, e muito menos de policiais para conservarem a ordem e viverem, mesmo com o desconforto do sol, calor, chuva e vento, em clima de fraternidade e de paz, deve nos fazer pensar no tipo de juventude que nós sonhamos. Manifestações pacíficas, procurando louvar a Deus junto com Maria, levando o povo às ruas para manifestar sua fé e sua devoção, trazidas por uma moção interior que perpassa os séculos, levam-nos a suplicar ao Senhor que nos ajude a viver como discípulos que procuram colocar em prática o Evangelho em cada dia de nossas vidas.

Que possamos ver os resultados nos corações transformados, capazes de amar até mesmo o inimigo! Que encontremos pessoas que, se reencontrando com a fé, retornem com vida nova ao seio de suas famílias e renovem sua opção pela vida! Que tantas pessoas escravas do pecado, das drogas, da vida de violência sintam-se tocadas no profundo de seus corações com o desejo de viver uma nova vida!

Que os sinais que vemos hoje ao nosso redor nos façam elevar o coração para Deus e nos coloque com alegria e generosidade no caminho de Cristo, conduzidos pelo Espírito Santo!


† Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ


Fonte:http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=517650

BRASIL: IGREJA CELEBRA MÊS DA BÍBLIA REFLETINDO LIVRO DO ÊXODO



Brasília, 02 set (RV) - A Igreja no Brasil celebra o Mês da Bíblia que este ano tem como tema "Travessia: passo a passo, o caminho se faz", e como lema "Aproximai-vos do Senhor".

Este ano, a Comissão Episcopal Pastoral para a Animação Bíblico-Catequética da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) propôs para o estudo bíblico os capítulos 15 a 18 do Livro do Êxodo, conhecido como "Livro da Travessia".

"Desconhecer as Escrituras é desconhecer o Cristo", essa frase de São Jerônimo acompanhará também a reflexão bíblica neste mês dedicado às Sagradas Escrituras.

O Arcebispo de Pelotas (RS), Dom Jacinto Bergmann, Presidente da Comissão para a Animação Bíblico-Catequética, escreveu uma mensagem pedindo aos fiéis para que vivam intensamente este mês em todas as comunidades eclesiais brasileiras.

"Que bom que temos um subsídio elaborado pela Comissão para a Animação Bíblico-Catequética que, usado em nossos Grupos Bíblicos, nos ajudará a conhecer e interpretar, a comungar e orar, a evangelizar e proclamar a Palavra de Deus e assim caminharmos sempre mais para uma verdadeira animação bíblica da pastoral, formando entusiastas discípulos missionários de Jesus Cristo" – ressalta o Arcebispo na nota.

O subsídio apresenta vários textos para estudo, reflexão, oração e prática para o Mês da Bíblia 2011. Não pretende dizer tudo, mas dar dicas para o trabalho individual e comunitário.

O documento foi pensado como material de apoio e traz elementos informativos que serão desenvolvidos posteriormente, indica também roteiros práticos que podem orientar grupos de reflexão e 
leitura orante da Bíblia. (MJ)


Fonte:http://www.oecumene.radiovaticana.org/bra/articolo.asp?c=517334

sábado, 20 de agosto de 2011

Papa anuncia que irá proclamar novo doutor da Igreja

Nicole Melhado Da Redação, com Rádio Vaticano

Arquivo
Foi beatificado em 1894 e canonizado pelo Papa Paulo VI em 31 de maio de 1970
Durante a Missa para os seminaristas, na manhã deste sábado, 20, na Jornada Mundial da Juventude (JMJ), em Madri, na Espanha, o Papa Bento XVI anunciou que vai declarar São João de Ávila como novo Doutor da Igreja.

“Com grande alegria, no marco da santa igreja Catedral de Santa Maria a Real da Almudena, quero anunciar agora ao povo de Deus que, acolhendo os pedidos do Senhor Presidente da Conferência Episcopal Espanhola, o Eminentíssimo Cardeal Antônio Maria Rouco Varela, Arcebispo de Madri, dos outros Irmãos no Episcopado da Espanha, bem como de um grande número de Arcebispos e Bispos de outras partes do mundo, e de muitos fiéis, declararei, proximamente, São João de Ávila, presbítero, Doutor da Igreja”, disse o Papa.

Ao divulgar esta notícia, o Pontífice expressou seu desejo de colocar as palavras e a vida desde santo como exemplo para os seminaristas ali presentes.

“Convido todos a dirigirem o olhar para ele, e confio à sua intercessão os Bispos da Espanha e de todo o mundo, bem como os presbíteros e seminaristas para que, perseverando na mesma fé que ele ensinou, possam modelar seu coração conforme os sentimentos de Jesus Cristo, o Bom Pastor, a quem seja dada toda glória e honra por todos os séculos dos séculos”, destacou Bento XVI.


Quem são os doutores da Igreja?

A Igreja Católica atribui oficialmente o título de doutor da Igreja àquelas pessoas que têm uma autoridade teológica e doutrinal, em razão da certeza de seu pensamento, a santidade de suas vidas e a relevância de suas obras.

Atualmente existem 33, dos quais 3 são mulheres. A última a ser declarada doutora da Igreja foi Santa Teresinha de Lisieux em 19 de outubro de 1997.


São João de Ávila


João de Ávila, nasceu em Almodóvar del Campo, em Castilla Nueva. Estudou filosofia e teologia na Universidade de Alcalá. É considerado como um dos mais influentes Santos da Espanha do século XVI. Foi amigo de Santo Inácio de Loyola, fundador da Companhia de Jesus (jesuítas) e conselheiro espiritual da Santa Teresa, se atribui a ele também a conversão de São Francisco de Borja e São João de Deus.

Ordenado sacerdote mostrou tal eloquência, que o Arcebispo de Sevilha pediu que se dedicasse à evangelização em seu país. Trabalhou durante 9 anos nas missões de Andaluzia.

Dedicou-se a pregar o Evangelho em todas as regiões da Espanha, principalmente nas cidades. Os mais famosos de seu escritos são suas cartas e o tratado: “Audi Filia”.

Foi beatificado em 1894 e canonizado pelo Papa Paulo VI em 31 de maio de 1970. Sua festa se celebra no dia 10 de maio. 

Fonfe: www.cancaonova.com

Bento XVI pede a seminaristas que imitem a Cristo, o Bom Pastor


Homilia de Bento XVI para os seminaristas na JMJ 2011

Boletim da Santa Sé
Sábado, 20 de agosto de 2011, 08h23


Senhor Cardeal Arcebispo de Madrid,
Queridos Irmãos no Episcopado,
Queridos sacerdotes e religiosos,
Queridos reitores e formadores,
Queridos seminaristas,
Meus amigos!

Sinto uma profunda alegria ao celebrar a Santa Missa para todos vós, que aspirais a ser sacerdotes de Cristo para o serviço da Igreja e dos homens, e agradeço as amáveis palavras de saudação com que me acolhestes. Hoje esta Catedral de Santa Maria a Real da Almudena lembra um imenso cenáculo onde o Senhor desejou ardentemente celebrar a Sua Pascoa com todos vós que um dia desejais presidir em seu nome os mistérios da salvação. Vendo-vos, comprovo de novo como Cristo continua chamando jovens discípulos para fazer deles seus apóstolos, permanecendo assim viva a missão da Igreja e a oferta do evangelho ao mundo. Como seminaristas, estais a caminho para uma meta santa: ser continuadores da missão que Cristo recebeu do Pai. Chamados por Ele, seguistes a sua voz; e, atraídos pelo seu olhar amoroso, avançais para o ministério sagrado. Ponde os vossos olhos n’Ele, que, pela sua encarnação, é o revelador supremo de Deus ao mundo e, pela sua ressurreição, é a fiel realização da sua promessa. Dai-Lhe graças por este sinal de predilecção que reserva para cada um de vós.

A primeira leitura que escutámos mostra-nos Cristo como o novo e definitivo sacerdote, que fez uma oferta total da sua existência. A antífona do salmo aplica-se perfeitamente a Ele, quando, ao entrar no mundo, Se dirigiu a seu Pai dizendo: «Eis-me aqui para fazer a tua vontade» (cf. Sal 39, 8-9). Procurava agradar-Lhe em tudo: ao falar e ao agir, percorrendo os caminhos ou acolhendo os pecadores. A sua vida foi um serviço, e a sua dedicação abnegada uma intercessão perene, colocando-Se em nome de todos diante do Pai com Primogénito de muitos irmãos. O autor da Carta aos Hebreus afirma que, através desta entrega, nos tornou perfeitos para sempre, a nós que estávamos chamados a participar da sua filiação (cf. Heb 10, 14).

A Eucaristia, de cuja instituição nos fala o evangelho proclamado (cf. Lc 22, 14-20), é a expressão real dessa entrega incondicional de Jesus por todos, incluindo aqueles que O entregavam: entrega do seu corpo e sangue para a vida dos homens e para a remissão dos pecados. O sangue, sinal da vida, foi-nos dado por Deus como aliança, a fim de podermos inserir a força da sua vida onde reina a morte por causa do nosso pecado, e assim destruí-lo. O corpo rasgado e o sangue derramado de Cristo, isto é, a sua liberdade sacrificada, converteram-se, através dos sinais eucarísticos, na nova fonte da liberdade redimida dos homens. N’Ele temos a promessa duma redenção definitiva e a esperança segura dos bens futuros. Por Cristo, sabemos que não estamos caminhando para o abismo, para o silêncio do nada ou da morte, mas seguindo para a terra prometida, para Ele que é nossa meta e também nosso princípio.

Queridos amigos, vos preparais para ser apóstolos com Cristo e como Cristo, para ser companheiros de viagem e servidores dos homens. Como haveis de viver estes anos de preparação? Em primeiro lugar, devem ser anos de silêncio interior, de oração permanente, de estudo constante e de progressiva inserção nas actividades e estruturas pastorais da Igreja. Igreja, que é comunidade e instituição, família e missão, criação de Cristo pelo seu Espírito Santo e simultaneamente resultado de quanto a configuramos com a nossa santidade e com os nossos pecados. Assim o quis Deus, que não se incomoda de tomar pobres e pecadores para fazer deles seus amigos e instrumentos para redenção do género humano. A santidade da Igreja é, antes de mais nada, a santidade objectiva da própria pessoa de Cristo, do seu evangelho e dos seus sacramentos, a santidade daquela força do alto que a anima e impele. Nós devemos ser santos para não gerar uma contradição entre o sinal que somos e a realidade que queremos significar.

Meditai bem este mistério da Igreja, vivendo os anos da vossa formação com profunda alegria, em atitude de docilidade, de lucidez e de radical fidelidade evangélica, bem como numa amorosa relação com o tempo e as pessoas no meio de quem viveis. É que ninguém escolhe o contexto nem os destinatários da sua missão. Cada época tem os seus problemas, mas Deus dá em cada tempo a graça oportuna para os assumir e superar com amor e realismo. Por isso, em toda e qualquer circunstância em que se encontre e por mais dura que esta seja, o sacerdote tem de frutificar em toda a espécie de boas obras, conservando sempre vivas no seu íntimo aquelas palavras do dia da sua Ordenação com que se lhe exortava a configurar a sua vida com o mistério da cruz do Senhor.

Configurar-se com Cristo comporta, queridos seminaristas, identificar-se sempre mais com Aquele que por nós Se fez servo, sacerdote e vítima. Na realidade, configurar-se com Ele é a tarefa em que o sacerdote há-de gastar toda a sua vida. Já sabemos que nos ultrapassa e não a conseguiremos cumprir plenamente, mas, como diz São Paulo, corremos para a meta esperando alcançá-la (cf. Flp 3, 12-14).

Mas Cristo, Sumo Sacerdote, é igualmente o Bom Pastor, que cuida das suas ovelhas até ao ponto de dar a vida por elas (cf. Jo 10, 11). Para imitar nisto também o Senhor, o vosso corações tem de ir amadurecendo no Seminário, colocando-se totalmente à disposição do Mestre. Dom do Espírito Santo, esta disponibilidade é que inspira a decisão de viver o celibato pelo Reino dos céus, o desprendimento dos bens da terra, a austeridade de vida e a obediência sincera e sem dissimulação.

Pedi-Lhe, pois, que vos conceda imitá-Lo na sua caridade até ao fim para com todos, sem excluir os afastados e pecadores, de tal forma que, com a vossa ajuda, se convertam e voltem ao bom caminho. Pedi-Lhe que vos ensine a aproximar-vos dos enfermos e dos pobres, com simplicidade e generosidade. Afrontai este desafio sem complexos nem mediocridade, mas antes como uma forma estupenda de realizar a vida humana na gratuidade e no serviço, sendo testemunhas de Deus feito homem, mensageiros da dignidade altíssima da pessoa humana e, consequentemente, seus defensores incondicionais. Apoiados no seu amor, não vos deixeis amedrontar por um ambiente onde se pretende excluir Deus e no qual os principais critérios por que se rege a existência são, frequentemente, o poder, o ter ou o prazer. Pode acontecer que vos desprezem, como se costuma fazer com quem aponta metas mais altas ou desmascara os ídolos diante dos quais muito se prostram hoje. Será então que uma vida profundamente radicada em Cristo se revele realmente como uma novidade, atraindo com vigor a quantos verdadeiramente procuram Deus, a verdade e a justiça.

Animados pelos vossos formadores, abri a vossa alma à luz do Senhor para ver se este caminho, que requer coragem e autenticidade, é o vosso, avançando para o sacerdócio só se estiverdes firmemente persuadidos de que Deus vos chama para ser seus ministros e plenamente decididos a exercê-lo obedecendo às disposições da Igreja.

Com esta confiança, aprendei d’Aquele que Se definiu a Si mesmo como manso e humilde de coração, despojando-vos para isso de todo o desejo mundano, de modo que não busqueis o vosso próprio interesse, mas edifiqueis, com a vossa conduta, aos vossos irmãos, como fez o santo padroeiro do clero secular espanhol São João de Ávila. Animados pelo seu exemplo, olhai sobretudo para a Virgem Maria, Mãe dos sacerdotes. Ela saberá forjar a vossa alma segundo o modelo de Cristo, seu divino Filho, e vos ensinará incessantemente a guardar os bens que Ele adquiriu no Calvário para a salvação do mundo. Amem.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Você sabe como começaram as JMJs?




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APRENDENDO COM AS HISTÓRIAS DO PADRE LÉO




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quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Primeiro discurso do Papa em Madri - JMJ 2011




Quinta-feira, 18 de agosto de 2011, 16h00

Discurso do Papa na Festa de Acolhida dos jovens na JMJ 2011

Queridos jovens amigos!
Agradeço as carinhosas palavras que me dirigiram os jovens representantes dos cinco continentes. Com afeto, saúdo a todos vós que estais aqui congregados - jovens da Oceania, África, América, Ásia e Europa – e também a quantos não puderam vir. Sempre vos tenho muito presente e rezo por vós. Deus concedeu-me a graça de vos poder ver e vos ouvir mais de perto, e de nos colocarmos juntos à escuta da sua Palavra.
Na leitura que há pouco foi proclamada, ouvimos uma passagem do Evangelho onde se fala de acolher as palavras de Jesus e de as pôr em prática. Há palavras que servem apenas para entreter e passam como o vento; outras instruem, sob alguns aspectos, a mente; as palavras de Jesus, ao invés, têm de chegar ao coração, radicar-se nele e modelar a vida inteira. Sem isso, ficam estéreis e tornam-se efémeras; não nos aproximam Dele. E, deste modo, Cristo continua distante, como uma voz entre muitas outras que nos rodeiam e às quais estamos habituados.

Além disso, o Mestre que fala não ensina algo que aprendeu de outros, mas o que Ele mesmo é, o único que conhece verdadeiramente o caminho do homem para Deus, pois foi Ele que o abriu para nós, que o criou para podermos alcançar a vida autêntica, a vida que sempre vale a pena viver em todas as circunstâncias e que nem mesmo a morte pode destruir. O Evangelho continua explicando estas coisas com a sugestiva imagem de quem constrói sobre a rocha firme, resistente às investidas das adversidades, contrariamente a quem edifica sobre a areia, talvez numa paisagem paradisíaca, poderíamos dizer hoje, mas que se desmorona à primeira rajada de ventos e fica em ruínas.
Queridos jovens, escutai verdadeiramente as palavras do Senhor, para que sejam em vós “espírito e vida” (Jo 6, 63), raízes que alimentam o vosso ser, linhas de conduta que nos assemelham à pessoa de Cristo, sendo pobres de espírito, famintos de justiça, misericordiosos, puros de coração, amantes da paz. Escutai-as frequentemente cada dia, como se faz com o único Amigo que não engana e com o qual queremos partilhar o caminho da vida. Bem sabeis que, quando não se caminha ao lado de Cristo, que nos guia, extraviamo-nos por outra sendas como a dos nossos próprios impulsos cegos e egoístas, a de propostas lisonjeiras mas interesseiras, enganadoras e volúveis, que atrás de si deixam o vazio e a frustração.
Aproveitai estes dias para conhecer melhor a Cristo e inteirar-vos de que, enraizados Nele, o vosso entusiasmo e alegria, os vossos anseios de crescer, de chegar ao mais alto, ou seja, a Deus, têm futuro sempre assegurado, porque a vida em plenitude já habita dentro do vosso ser. Fazei-a crescer com a graça divina, generosamente e sem mediocridade, propondo-vos seriamente a meta da santidade. E, perante as nossas fraquezas, que às vezes nos oprimem contamos também com a misericórdia do Senhor, sempre disposto a dar-nos de novo a mão e que nos oferece o perdão no sacramento da Penitência.
Edificando-a sobre a rocha firme, a vossa vida será não só segura e estável, mas contribuirá também para projetar a luz de Cristo sobre os vossos coetâneos e sobre toda a humanidade, mostrando uma alternativa válida a tantos que viram a sua vida desmoronar-se, porque os alicerces da sua existência eram inconsistentes: a tantos que se contentam com seguir as correntes da moda, se refugiam no interesse imediato, esquecendo a justiça verdadeira, ou se refugiam em opiniões pessoais em vez de procurar a verdade sem adjetivos.
Sim, há muitos que, julgando-se deuses, pensam que não têm necessidade de outras raízes nem de outros alicerces para além de si mesmo. Desejariam decidir, por si sós, o que é verdade ou não, o que é bom ou mau, justo ou injusto; decidir quem é digno de viver ou pode ser sacrificado nas aras de outras preferências; em cada momento dar um passo à sorte, sem rumo fixo, deixando-se levar pelo impulso de cada instante. Estas tentações estão sempre à espreita.

É importante não sucumbir a elas, porque na realidade conduzem a algo tão fútil como uma existência sem horizontes, uma liberdade sem Deus. Pelo contrário, sabemos bem que fomos criados livres, à imagem de Deus, precisamente para ser protagonistas da busca da verdade e do bem, responsáveis pelas nossas ações e não meros executores cegos, colaboradores criativos com a tarefa de cultivar e embelezar a obra da criação. Deus quer um interlocutor responsável, alguém que possa dialogar com Ele e amá-Lo. Por Cristo, podemos verdadeiramente consegui-lo e, radicados Nele, damos asas à nossa liberdade. Porventura não é este o grande motivo da nossa alegria? Não é este um terreno firme para construir a civilização do amor e da vida, capaz de humanizar todo homem?
Queridos amigos, sede prudentes e sábios, edificai as vossas vidas sobre o alicerce firme que é Cristo. Esta sabedoria e prudência guiará os vossos passos, nada vos fará tremer e, em vosso coração, reinará a paz. Então sereis bem-aventurados, ditosos, e a vossa alegria contagiará os outros.

Perguntar-se-ão qual seja o segredo da vossa vida e descobrirão que a rocha que sustenta todo o edifício e sobre a qual assenta toda a vossa existência é a própria pessoa de Cristo, vosso amigo, irmão e Senhor, o Filho de Deus feito homem, que dá consistência a todo o universo. Ele morreu por nós e ressuscitou para que tivéssemos vida, e agora, junto do trono do Pai, continua vivo e próximo a todos os homens, velando continuamente com amor por cada um de nós.
Confio os frutos desta Jornada Mundial da Juventude à Santíssima Virgem, que soube dizer “sim” à vontade de Deus e nos ensina, como ninguém, a fidelidade ao seu divino Filho, que acompanhou até à sua morte na cruz. Meditaremos tudo isto mais pausadamente ao longo das diversas estações da Via-Sacra. Peçamos para que o nosso “sim” de hoje a Cristo seja também, como o Dela, um “sim” incondicional à sua amizade, no fim desta Jornada Mundial e durante toda a nossa vida. Muito obrigado!



Saudação em português

Queridos jovens dos diversos países de língua oficial portuguesa e quantos vos acompanham, bem-vindos a Madrid! A todos saúdo com grande amizade e convido a subir até à fonte eterna da vossa juventude e conhecer o protagonista absoluto desta Jornada Mundial e – espero – da vossa vida: Cristo Senhor. Nestes dias ouvireis pessoalmente ressoar a sua Palavra. Deixai que esta Palavra penetre e crie raízes nos vossos corações, e sobre ela edificai a vossa vida. Firmes na fé, sereis um elo na grande cadeia dos fiéis. Não se pode crer sem ser amparado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para amparar os outros na fé. A Igreja precisa de vós, e vós precisais da Igreja.

Fonte: www.cancaonova.com

“A vida Beneditina missionária á luz do mistério de Maria”


(Extraído de Cuadernos Monásticos 131 (1999) 431-434 – Por LILIANA SOLHAUNE, OSB)
A autora é monja do Mosteiro Beneditino Nossa Senhora do Paraná (Aldeia Maria Luisa. Entre Rios.
Argentina). O presente artigo é o texto do “testemunho” apresentado por sua Comunidade no Congresso Missionário (COMLA 6 – CAM 1), Paraná (Entre Rios, Argentina) de 28.09 a 03.10.1999.

Como monja beneditina quero apresentar-lhes nossa vocação e missão, que é um modo particular de viver a identidade cristã dentro da Igreja. Compartilhamos com todos vocês uma mesma herança, uma mesma benção: a de termos sido escolhidos por Cristo para ser santos, participantes da vida divina. E trazemos inscrito no nome  beneditinos/beneditinas essa vocação original, batismal, própria dos cristãos: a de ser benção em meio ao mundo. Benção que se diversifica na riqueza de múltiplos carismas particulares dentro da Igreja.

Quero compartilhar hoje com vocês quatro aspectos do particular carisma beneditino, à luz dos mistérios marianos; à luz dos mistérios gozosos da vida de Maria, a  bendita por excelência e a primeira contemplativa. Quatro aspectos próprios da vida monástica beneditina, que são outros tantos canais de benção e focos de missão: a oração, a vida em comunidade, o trabalho e a hospitalidade.

Fomos chamadas, em primeiro lugar, a uma vida de  oração. Por isso suplicamos a cada dia, com os olhos em Maria orante, que nos ensine a escuta atenta da palavra na lectio divina, na leitura diária da Bíblia. Pedimos-lhe que saibamos guardar e meditar no coração as coisas de Deus: não somente sua Palavra, mas também os acontecimentos através dos quais Ele se manifesta. Pedimos-lhe que nos torne contemplativas, ou seja, capazes de ver as coisas como Deus as vê, através de seu olhar infinitamente compassivo e misericordioso. Pedimos que saibamos dar o  Sim de Maria à vontade de Deus que se evidencia nas exigências concretas da vida cotidiana, porque sabemos que essa obediência amorosa e livre à sua vontade é a oração que mais lhe agrada. Pedimos que possamos cantar com Maria o Magnificat, esse hino que louva as maravilhas que o Senhor faz em nosso meio.

Essa dimensão de louvor é concretizada sobretudo na  oração litúrgica que fazemos,reunidas nessa pequena igreja que é a comunidade, intercedendo por todos os homens. Nenhum acontecimento da vida, seja em nosso âmbito doméstico ou no cenário nacional ou internacional nos deixa indiferentes.

A monja leva o universo e a humanidade no coração e ali, com Jesus e Maria, os coloca nas mãos amorosas do Pai. Há um salmo que diz: Cantem ao Senhor um cântico novo, cante ao Senhor a terra inteira (Sl. 95(96). Isso fazemos nas distintas horas do dia: pela manhã, à tarde, à noite. E vamos deixando que os salmos, os hinos e os textos da Escritura nos vá penetrando o coração, para abrandar sua dureza. Porque a conversão é nosso primeiro compromisso missionário. 

A conversão que faz de nossa vida um cântico novo, uma benção que se eleva agradecida ao Pai. Em segundo lugar, São Bento nos indica como caminho de santidade uma intensa vida de comunidade que é  ocasião de entrega desinteressada ao amor fraterno. Convida-nos à comunhão, atitude missionária por natureza. Como isto é um dom, nós o pedimos a cada dia, olhando a Maria que, em Belém sustenta em seus braços um menino pequeno e frágil. Pedimos a Maria que sustente nos braços nossa Comunidade, como neles sustenta o Santo Menino no qual Deus se encarnou, porque sabemos que Ele quer continuar nascendo hoje entre aqueles que estão reunidos em seu nome, para voltar a nascer e crescer em sabedoria e graça, ensinando-nos, como já fazia desde criança no Templo, a nos ocuparmos das coisas de seu Pai. D´Ele aprendemos avencer a antiga tentação de nos crermos doutores da lei, para cultivar a simplicidade da vida verdadeira, na qual cada um se torna benção para os demais. A Eucaristia, que nos congrega e alimenta diariamente, torna possível esse milagre cotidiano, que acontece nesse Templo que é a comunidade eclesial. Uma Comunidade monástica quer ser um testemunho concreto e palpável de que a paz é possível e de que  a paciente construção cotidiana do amor entre irmãos muito diferentes entre si e de culturas distintas é possível.

O terceiro meio através do qual a vida monástica se torna missionária é o trabalho humilde e responsável.  Trabalhar para viver modestamente, para ganharmos o pão nos limites de uma vida austera, já que é próprio dos monges viver do trabalho de suas mãos. 

Queremos viver o trabalho como uma benção, apesar do peso e da fadiga que acarreta, apesar da incerteza diante das dificuldades da subsistência diária; por isso olhamos para o mistério que cerca a Casa de Nazaré. Temos a certeza de que nada do que nela viveram Jesus, Maria e José, nem o menor gesto, deixou de ser fecundo para a salvação do mundo. Porque tudo ali brotava do dinamismo de um amor  sem limites: o que anima a mesma família trinitária. Olhando a Sagrada família tomamos consciência da dimensão missionária de nosso trabalho.  Quando o assumimos com responsabilidade, como resposta a uma  missão, numa obediência livre e cheia de alegria, que somente a participação na Cruz de Cristo torna possível, então o trabalho se torna missionário: misteriosamente bendiz ao mundo, é causa de libertação e conversão para muitos. Também para nós. E nos prepara para perseverar num trabalho maior: o trabalho de viver a vida sabiamente, segundo o destino da glória para a qual fomos feitos. Glória que se antecipa ainda nesta vida, se nos deixarmos trabalhar pela benção que o Pai dispensa constantemente a seus filhos através do Filho. No Mosteiro aprendemos a nos despojar da ambição do poder, da competitividade, do desejo de dominar, de sermos superiores aos demais. Esses perigos, escondidos em todo homem, também nos ameaçam e, ao vencê-los pelo poder de Jesus e um trabalho de crescimento humano e espiritual para  obter a verdadeira liberdade de coração, nos tornamos causa de benção para nossos irmãos. Se através de uma vida centrada em Cristo, em sua Sabedoria da Cruz, estamos indicando aos homens a estrela que guia nosso caminhar, então toda nossa vida é um trabalho missionário.

A  hospitalidade é outro tradicional carisma beneditino. Outro dom que devemos suplicar a Deus e cultivar. No gesto de acolhida ao hóspede, ao peregrino e ao pobre e humilde, seatualiza o mistério da Visitação, aquele encontro gozoso entre Maria e Isabel. Nesse encontro se esconde a imensidão do mistério de um Deus que quis vir ao encontro de nossa humanidade para nela se hospedar.

Ao mosteiro vem muita gente com fome e sede de Deus e também com problemas, sofrimentos, com uma grande necessidade de um ouvido atento e tempo disponível num ambiente de paz, serenidade e presença de Deus. A hospedaria monástica nos permite compartilhar com eles os bens espirituais, sobretudo a Liturgia: nela a benção de Deus se comunica plenamente. Também estabelecemos uma relação pessoal que nos introduz no dinamismo missionário da Igreja: misteriosamente, tanto nossos hóspedes como nós vamos nos reconhecendo como hóspedes em Cristo, e por obra do Espírito Santo, do Pai infinitamente hospitaleiro e misericordioso. Em seu amor sempre criador nos reconhecemos evangelizados e evangelizadores.

Finalmente, coloquemos nas mãos de Maria  este dom da vida monástica – esta benção que herdamos – para que ela a apresente, como a Jesus no Templo, numa oferta agradecida que é fonte de toda benção.

(Tradução por uma Oblata do Mosteiro da Transfiguração – Santa Rosa – RS).
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Segredos para chegar a cura total



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